João Furtado - Poesias
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Poesia

 

Por JOÃO FURTADO

 

AI MEU AMOR, MEU AMOR; A CHUVA, A BRISA E AS LAGRIMAS

 

AI MEU AMOR, MEU AMOR

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Caboverdeano é mesmo basofo, basofo
Olha lá amor, enquanto se morre em Kosofo
Eu cá brinco e de que maneira de embaixador!

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Passamos tanto tempo a chorar, que seca
Das nossas penúrias e da prolongada secas
Se chover lamentamos as lamas... Que humor!

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Ainda tem duvidas que somos basofos
E julgas que estou com falsos desabafos
Temos cidades mil vazias e alto rumor!

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Olha o lixo que aquele vizinho tem na porta
Foi colocado por outro vizinho, nada importa
Esta é a limpeza nossa, amor, transferência amor!

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Com tanta coisa boa que Senegal tem
Copiamos o esgoto a céu aberto, temos também
Não é só em Dakar, em Lém Ferreira temos amor!

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Nossa basofaria é grande e não tem limite
Só que ninguém nunca e nunca se admite
Somos mil pobres que helvéticos meu amor!

Ai meu amor, meu amor e meu amor

E helvéticos têm metade e nós o dobro
Olha que para isto escrever, eu cobro,
De ministros meu amor, temos muitos amor!

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Eu não fujo a regra geral das nossas regras
Estou no dez a tomar e a encher-te de palavras
Enquanto você meu amor espera meu beijo amor!

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Basofaria não tem limite mesmo querida
Falar de beijo e amor e pacata e sedentária vida
Enquanto França expulsa ciganos meu Amor!

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Nós cá a içarmos a linda bandeira de desenvolvimento médio
Na Etiopia e não só na Africa a guerra e fome enchem de ódio
E de deslocados e de mutilados e mortes e de muito real terror

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Esta bosofaria nasceu connosco, eu, a revelia me fiz poeta
E agora, sem mandato, quero dar esta de ser também profeta
E dizer ou mudamos e matamos o mundo, amor que destemor!

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Ainda vou mais longe e atreve e penso e imagino e digo
Que nossos filhos vão nos cobrar o que fizemos, isto é comigo?
Ai meu amor, isto é de profeta, prever certo futuro não é de embaixador...

Ai meu amor, meu amor e meu amor

Cabo-verdiano é assim, nasceu assim, basofo vai viver
E assim vai ufano e muito senhor de si mesmo morrer
Que Tu tenhas pena e nos perdoe, Tu Deus que és de tudo Senhor!


João Furtado

24 de Setembro de 2010

 

A CHUVA, A BRISA E AS LAGRIMAS

Do céu a chuva rega a terra
Enquanto eu tento e faço
Este poema com pouca regra
Certo, certo... É teu todo meu espaço!

Feliz, sinto a terra inalando
O característico perfume natural
Enquanto tua ausência eu fico chorando
Sobre a lagoa da lágrima muito plural!

Ao longe um galo madrugador canta
Avisando a hora aos seus amores
E eu que só a tua beleza me encanta
Nem sinto na rua os efémeros rumores!

Uma brisa calma e suave
Chega até mim de mansinho
Tão discreta e tão leve...
Sinto nele teu desejado carinho!

Seco por dentro, no meu coração
E por lagrimas e chuva molhado por fora
Sinto alento nesta natural acção
E tu perto também, apesar dos embora...


João Furtado

Praia, 13 de Setembro de 2010

 

 

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