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Soluções Agrícolas para as Regiões Deprimidas

 

Elaborado por Abílio Lima (Engenheiro Agrónomo)

 

A elaboração desta artigo tem por objectivo a apresentação de um conjunto de possíveis soluções que possam ser implementadas com sucesso nas regiões deprimidas.

Face à situação económica e social que o Pais está a viver, e que em nada abona, e tem efeitos e repercussões drásticas em qualquer das regiões, fundamentalmente naquelas que são mais pobres, com taxas de desemprego elevadas, tornando assim estas ainda mais desérticas e estéreis, não podemos baixar os braços, mas sim ir à luta e defender as nossas terras, as nossas gentes, as nossas tradições e a nossa cultura.

Um dos pontos importantes para erguermos a nossa Região, passa pela cooperação entre a População, Entidades Estatais e Regionais, evitando assim a queda no marasmo, na monotonia, criando entre todos um espírito de cooperação, em Prol do Progresso da Região e do País.

Para que haja progresso e viabilidade na Região, esta deve ter uma actividade agrícola forte, de escala, sustentável e desenvolvida, para que possa servir toda a população permitindo assim que a microeconomia seja mais estável.

Existem várias vertentes que podem ser exploradas e que se forem devidamente apoiadas, permitirá que todos possam usufruir de uma região mais proveitosa.

Algumas destas alternativas passam pela Agricultura Biológica, onde podem ser desenvolvidos vários projectos por jovens empresários Agrícolas, que podem criar o seu próprio emprego, assim como o de outros, dando um forte contributo para a sua região.

Dentro dos projectos de Agricultura Biológica, podem ser desenvolvidas várias actividades no âmbito da Produção de Raças Autóctones, Produção de Produtos Hortícolas e Frutícolas, criação de Quintas Pedagógicas, com forte vertente Ambiental, em que a Compostagem, Reciclagem, Vermicompostagem e a Educação Ambiental, têm como objectivo principal a preservação do Ambiente.

A criação de uma Associação de Produtores Biológicos será um pilar que permite o reforço e coesão entre produtores, que facilita o desenvolvimento e proliferação de canais de comercialização dos diferentes produtos, não esquecendo o Marketing de promoção destes, que deverá passar pela respectiva entidade, contando com a fundamental colaboração da autarquia.

Não podemos desde já esquecer que os projectos relacionados com a Protecção e Produção Integrada devem usufruir de todos os apoios acima citados, dada a sua importância na criação, geração de postos de trabalho e Preservação Sustentável do Ambiente.

Cada terra tem um vasto património dentro do qual podem ser desenvolvidas várias iniciativas de Turismo Regional, em que o objectivo consiste na divulgação dos Produtos da Terra (regionais), do Artesanato, da Gastronomia, das Casas de Campo, criando para isso um roteiro específico que permita a interacção destes componentes.

O sucesso deste tipo de iniciativas só será concretizável com a cooperação das diferentes Entidades Regionais (produtores/artesãos, associações e autarquias).

Uma das formas de divulgação da região passa pela realização de diferentes feiras locais e regionais, mostrando assim os produtos da região.

Dentro da agricultura podemos ainda desenvolver pequenos espaços rurais dentro da cidade, designados de hortas urbanas, sendo que estas permitem que os seus cidadãos possam usufruir de um contacto mais estreito com a terra, criando momentos de lazer em família, e também ser uma fonte de produção de bens para consumo.

As autarquias devem apoiar ainda a criação de Acções de Educação/Formação Profissional para capacitar os cidadãos/profissionais de competências para o desenvolvimento de todas estas iniciativas.

As acções devem ser sempre acompanhas e apoiadas também pelas Escolas Profissionais, Centros de Formação e Associações de Produtores pertencentes à região.

Só com uma formação adequada e interligação com as várias entidades é possível o desenvolvimento e progresso da Região.

Nunca Esquecer
O que é Regional é Bom!!!



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