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Crónicas «Ver e Sentir»

Por Cristina Maia Caetano

(LXXIV)

 

Muitas são as questões, que cada um de nós, repetidamente interroga o seu recôndito Eu. Certamente, que algumas delas vagueiam entre: O que eu quero? O que eu escolho ser, ter ou fazer?

E é de notar, que à medida que crescemos, mesmo que de tal não tenhamos consciência, alterações e mudanças em nós vão surgindo. Paralelamente, os nossos prazeres, gostos e gozos, seguem mesmos distintos rumos. Muitas são as vezes, que sem por ela conta termos dado ou planeado, começarem na nossa vida a surgirem pessoas e situações, bem mais suculentas para a alma.

Aspectos mais profundos da mente e, do eu de cada qual, despertos, muitas são as vezes de novas percepções surgirem, devagar, devagarinho! Confiar mais nos próprios discernimentos e, naquilo que se sente ser mais adequado e agradável, de forma gritante, aumenta e aumenta! Então, é por demais natural, que um consistente olhar para dentro, o tal recôndito interior de cada qual, evolua e evolua! Entrar em contacto com os sentimentos mais profundos de cada qual, é pois necessário. Só assim, se tornará possível, a percepção do que realmente se quer e, o que lhe efectivamente traz profunda satisfação.

Quanto a decisão, pende para seguirmos estes desejos mais profundos, normalmente chega-se à maravilhosa conclusão que aquilo que mais efectiva e profundamente queremos é, o que é melhor para nós e para o mundo. Desta forma, torna-se por demais perceptível, que os nossos mais íntimos desejos são saudáveis e inclusive altruístas!

E, é aí... que percebemos que é onde está a saborosa bem-aventurança, de cada um de nós! Aquela, que é infinitamente maior do que a sensação de prazer! Aquela, que inequivocamente, demonstra que a nossa natureza é espiritual! Aquela, que exprimindo melhor a nossa natureza, proporciona uma profunda e continua satisfação na nossa vida! Na vida de cada um!

E à medida, que profundos desejos, se vão tornando mais e mais dominantes, certamente que a direcção da vida, obrigatoriamente mudará! Certamente, que para uma vida mais natural, isenta de conflitos e muito mais feliz!

E a felicidade, essa, aquela que cada um de nós procura e procura incessantemente, instalar-se-á no nosso dia-a-dia, tal e qual o oxigénio está para a respiração, a nossa respiração! Sem quaisquer impulsos repentinos ou bruscas compulsões.

Sempre! Sempre! Sempre!

Lembrem-se pois, de pensarem carinhosamente no assunto, com a certeza que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...

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