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Entrevista com Rachel Omena para o programa Arlete ConVida na Radio e Jornal Raizonline.
Rachel Rocha Omena é escritora, natural de Maceió, estado de Alagoas no Nordeste brasileiro, onde reside. Mantém um blog na Internet, muito visitado, comentado e divulgado, que pode ser visto em: http://rachelrochaomena.blogspot.com/
Quem é Rachel Omena , por ela própria: - Serei eu verdadeiramente uma Poetisa? Desde que me lembro sempre senti a leveza da poesia a latejar dentro de mim, e por volta dos 15 anos comecei a escrevê-la. Não faço nem forço, creio que a poesia me acontece, eu fico só esperando... e a cada dia de Sol que dorme e acorda fico esperando aquele poema cativo algures num pedaço rendado sem tempo... a Poesia não se faz: Acontece! Sou uma mulher presa a doce brisa de viver despertando a noite silenciosa e inquieta que baila nos cenários dos astros e escondendo a vida no seio das estrelas. Sou verso que abriga o vento aroma da mais pura água raiz de resina fresca luz da campina matinal. Sou sol e sangue amor e morte poesia infinita que irradia relíquia que aquece e respira corpo selvagem da natureza luz e chama da terra dentro e fora de um deserto Sou a paixão sou música vestido de renda Sou oceano que cheira a flor de laranjeira, construindo monumentos de um reino sereno.
A autora prepara entretanto o lançamento do seu livro de poesias Cristal de Uma Mulher. |
LIVRO CRISTAL DE UMA MULHER - PROLOGO
Afortunados são os que tem a capacidade de escrever poesias e fazer disto
seu outro ofício, e também são aqueles que o lêem e constroem um refúgio
onde refrescam seu espírito com a bebida gratificante de palavras e
sentimentos, que eleva seu espírito até um céu limpo de nuvens onde só
brilha a luz de sua inspiração.
Uma obra de arte é boa se há nascido ao impulso de uma íntima necessidade. Precisamente neste seu modo de engendrar-se radica e estriba o valor da poesia, porque explora as profundidades de onde mana a vida. Ali radica a história da beleza e da poesia, a que coabita em o humano e para o humano, a que vá escrevendo paralelamente a história da humanidade, e neste ordenamento perfeito do caos que antecede a beleza e se concebe a grandiosa poesia.
Muitas vezes me perguntei em meio destes desvelos que me perseguem e que me anuncia a aparição da palavra. Que misteriosos meios, que sopros desconhecidos e germinais movem a este grupo de pessoas a resgatar «tempo do tempo» para acudir, inverno e verão, embaixo da chuva persistente ou um sol que transpassa, a cumprir com uma missão irredutível de escrever poesia.
é muito difícil dar uma opinião sobre o proveito da poesia individualmente; depende de fatores particulares do poeta. Pode ser a concreção de uma necessidade essencial, uma maneira de ver e mostrar o mundo, uma maneira de sentir junto com outros.
Do que vou fazer fazendo este prólogo deste trabalho solitário, silencioso e inspiradora que realiza a escritora brasileira Rachel Rocha Omena (Maceió – Alagoas). Recebedora deste portentoso mistério, onde recolhe a beleza que sente seu espírito, traslada a palavras com sua máxima expressão, e que hoje nos apresenta este livro que titulou «O cristal de uma mulher».
Em cada um de seus poemas nos demonstra que a poesia é como a água que sustenta a terra. Porque atrás da palavra está o sopro poético, é a sombra invisível que forma a arquitetura, das paisagens interiores do homem, que constitui a verdadeira essência do ser, que se cobre e dialoga dentro de nós mesmos.
A poesia é a instauração do ser com a palavra. Exatamente é assim. O cristal de uma mulher se transforma e se converte em beleza . Nos eleva ao universo que para a escritora é como uma infinita galeria de arte , de pequenas e grandes obras maestras que sustentam o frágil e as vezes o miserável espectro de nossas realidades.
Sente em cada verso a necessidade de ligar e conciliar o mundo com o universo onde habita a harmonia como pedra angular da beleza. Levando a poeta a estabelecer seu mundo desde onde inicia a construção de seu próprio edifício para abrir a janela das escuridões para a luz, a elevação do cotidiano as comarcas da beleza, assim, a chuva sobre o jardim, o cantar dos insetos nas noites, a espuma e o cheiro do mar ao romper na praia , o aroma do pão ao ser cozido, o homem urbano e seus fantasmas diários, o amor, a ternura, a alegria, todas as pequenas e grandes coisas que fazem uma alma ir repetível poético.
Rachel Rocha Omena é uma das escritoras mais peculiares da nova literatura de Alagoas. De versos amatórios vibrantes por seu romantismo e por sua perpetua forma de amar. Leve como suspensa no tempo, os textos e a paisagem narrativo do amor que nos transmite laboriosa a cultura das palavras, nos produz o encanto e a serenidade que somente emerge de uma constante harmonia interior.
Há uma linguagem plena de desfrutes do carinho, da generosidade de compartilhar sentimentos, que faz que aflore em cada um dos leitores sentimentos e emoções que voam como uma pluma para os profundos e misteriosos filtros do amor. Esta é a ação e reação alquímica que produz fascinação e fará que nos cerque como espectadores a seu poema a cada momento.
O mérito a sua poesia é como se saíram cristais de sua boca. Palavras de cristais, que encandeiam e encantam e caem no resplendor da memória do leitor. Tem uma trajetória poética pela precocidade e a intensividade e que vence assim a diáspora do tempo nesta terra que há deixado a seus cantores da palavra.
Sua melhor qualidade reside em ser o centro mesmo da claridade e as inspirações do homem, de seu abismo e de seus sonhos mais altos.