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Adelina Velho da Palma
Resumo biográfico e Poesia
Maria Adelina Nunes da Fonseca Velho da Palma – Adelina Velho da Palma - nasceu em Lisboa e é do signo Aquário. Licenciada em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa onde foi assistente de Análise Matemática, após o que iniciou e seguiu uma carreira dedicada à Informática. Começou a escrever em 2002, prosa e poesia, tendo publicado as seguintes obras:
Areias Movediças e Outras Histórias de Inquietação, colectânea de contos, Maio de 2005, Editora Pé de página
O Gato das Oito Vidas, colectânea de contos, Dezembro de 2006, Editora Pé de página
A Boa a Má e a Vilã, colectânea de contos, Abril de 2008, Editora Pé de página
Eu, Invisual, me confesso (1ª parte), romance, Agosto de 2010, Vírgula (chancela Sítio do Livro).
Uma selecção de poemas assim como excertos das suas obras em prosa podem ser lidos na sua página pessoal adelinapalma.com
Qualquer contacto com a autora pode ser encaminhado para o endereço de email adelina.p@gmail.com
Poesia de Adelina Velho da Palma
Fazer ou não eis a questão ; Galáctica ; A Lei do Karma
Fazer ou não eis a questão
O que há que fazer tem que ser feito
no tempo que nos é dado fazer,
se durante esse tempo não for feito
bem feito poderá nunca mais ser!
S’uma causa provoca um efeito
cujo fim é urgente conhecer
a solução é seguir a direito
assumindo o que tem que se fazer!
É preferível sofrer pelo defeito
de algo que era mister cometer
não ter surtido o desejado efeito,
que viver a dor de se arrepender
de não ter tido coragem no peito
p’ra tentar o que havia que fazer!...
Galáctica
Estou simplesmente à espera de viver
saltando de planeta em planeta,
viajando na cauda de um cometa,
de estrelas e galáxias conhecer...
Parsecs de distância percorrer
tornando a Lei de Newton incorrecta,
da luz a velocidade em linha recta
do infra ao hiper espaço distorcer...
Mil cosmos paralelos perfurar,
o Espaço e o Tempo despedaçar
e num buraco negro adormecer...
Como uma supernova explodir,
o Princípio e o Fim num só fundir,
ser o Todo e o Nada do não - ser...
A Lei do Karma
Dedicado ao Prof António Pedro
Esperei do mundo a admiração,
afadiguei-me em busca de riqueza,
ambicionei saúde e beleza,
desejei ser amada com paixão...
Tudo demandei com sofreguidão,
destilando egoísmo e avareza,
só obtive cansaço e incerteza,
até ceder por fim à exaustão!...
Ergui-me devagar transfigurada,
olhei de meu próximo a cruzada,
e desprezei-me por tudo o que quis...
Dei o que tinha e tornei-me abastada!
Branda e humilde, fui valorizada!
Esqueci-me de mim...e fui feliz!...