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Poesia de Maio por Luís da Mota Filipe

Poesia de Maio por Luis da Mota Filipe

 

 

ROSAS DE MAIO

 

Maio é mês de Primavera,
E também de oração,
Em que tantas rosas brancas,
Se ofertam por devoção;

Aos pés da virgem Maria,
Peregrinos vão rezando,
E lá na Cova da Iria,
Rosas brancas vão deixando;

As rosas de cor vermelha,
Sinal de amor e paixão,
São certamente o presente,
Que conquista um coração;

Florescem em belos jardins,
Também num vaso ou canteiro,
E seu perfume, entre todos,
É das flores, sempre o primeiro;

Suas pétalas nunca faltam,
Sendo um sinal de bênção,
Aos noivos que da Igreja,
Saiem em perfeita união;

As rosas com seus espinhos,
Que às vezes fazem doer,
Quando aqueles mais avarentos,
Dos jardins as vão colher;

Por ser flor tão delicada,
Parece até querer dizer,
Que mesmo sendo colhida,
Com seus espinhos quer viver;

Esta flor depois de seca,
Dentro de belos jarrões,
Enfeita as casas modestas,
E até os grandes salões;

Ninguém no mundo explica,
A beleza de uma rosa,
Toda a perfeição que tem,
Esta flor…rainha e formosa.

Autor: Luis da Mota Filipe

(Anços – Montelavar – Sintra – Portugal)

 

 

 

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