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Desde 7 de Março de 2011
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Crónicas «Ver e Sentir»

Por Cristina Maia Caetano

(LXVII)

Na minha procura interior e busca espiritual, sem dúvida que experienciei fantásticas experiências. Participar no Woorkshop do Dalai Lama, foi indubitavelmente uma das mais grandiosas que até ao momento tive a sorte de conhecer.
Em Lisboa, na Faculdade de Medicina Dentária, auditório e exterior estavam completamente repletos de pessoas ávidas de conhecer o guia espiritual do Tibete, absorver os seus ensinamentos, sentir a energia da sua bondosa presença e todo o contexto que isso acarreta. Sentada numa das cadeiras do auditório, para um cenário mágico parecia directamente me transportar, tal e qual como se me encontrasse no centro nefrálgico espiritual do Tibete.

Realmente, como «a espécie de cenário tibetano» extremamente belo, firme e harmonioso estava. Realmente, como tudo fascinante e bem cuidado nos mais ínfimos pormenores estava. Por todo o «palco» do auditório, a cor laranja dominava e o vermelho brilhava. Todo o «fundo do palco», era forrado por três lindíssimos painéis, tipo tapeçaria, tipo quadro.

Ao Buda, cabia ser o do meio, e em cada um dos dois laterais, duas grandes fitas vermelhas singelamente pendiam. No meio e em frente do painel do Buda, a cadeira de Dalai Lama destacava-se, onde uma escadinha de madeira permitia ao Líder Espiritual do Tibete, a entrada e saída para o seu elevado e magnifico palanque.

Junto a ele, sentado no chão, o dedicado tradutor que de «fones» nos ouvidos, seguia atentamente a tradução do tibetano para o inglês, rapidamente tirava notas que minuciosamente convertia para o português para toda uma paciente audiência.

Em redor do Prémio Nobel da Paz de 1989, em cada um dos lados, almofadas vermelhas ornamentavam o chão, onde vários monges budistas se sentavam em posição de lótus. Todos eles sem excepção energizavam o ambiente e cuidadosamente protegiam Dalai Lama de quaisquer impuros pensamentos e de dúvidas mais agressivas.

Como me senti uma verdadeira privilegiada por naqueles três dias partilhar o mesmo espaço e apreender conhecimentos de tão elevado ser. Como sentia uma paz interior indescritível. Como a energia que sentia era inenarrável. Aliais... e acerca dessa mesma energia, recordo-me de um breve episódio em que por momentos do auditório saí. No exterior, mesmo ao lado da sala onde estava, várias pessoas assistiam a este nobre acontecimento através de uma gigantesca televisão.

E certo que notei diferenças energéticas, mas... de facto só no regresso ao meu lugar numa das cadeira do auditório, é que notei intensamente uma verdadeira energia a invadir toda a sala da audiência. Como era quente, reconfortante e tão presente! Como parecia uma verdadeira estufa, ciente da protecção e do amor à vida de cada um!

Naquele momento, mais uma vez, dei por mim a agradecer àquele singelo e verdadeiro homem por toda a sua disponibilidade, transmissão de conhecimentos e boa vontade. De igual forma, percebi nas suas mensagens, a importância de desenvolver um bom coração para se alcançar uma felicidade plena! E sim, claramente percebi que Dalai Lama é para mim esse rosto, esse símbolo da felicidade e da autenticidade. E, em relação aos ensinamentos propriamente ditos e ensinados ao longo dos três magníficos dias,...

Muitas e muitas linhas, haveria certamente a escrever... No entanto, este singelo registo aqui fica... Por outro lado, sem duvida que é digno de menção, que sem fugir dos seus três principais compromissos, onde constam a preservação dos valores humanos; a preservação de uma relação harmoniosa inter-religiões e a preservação da defesa da causa tibetana; Dalai Lama, indubitavelmente revelou-se um Grande Bodhisattva!

Tomara haver muitos mais seres, que o «nirvana» atinjam e que se totalmente se encontrem repletos de compaixão, bondade e iluminação. O mundo, certamente, será muito melhor! O mundo, certamente, agradecerá!

Lembrem-se pois, de pensarem carinhosamente no assunto, com a certeza que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...

 

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