| poesia |
| cronicas |
| contos |
| cultura |
| educação |
| agenda cultural |
| humor |
| ambiente |
| solidariedade |
| assuntos europeus |
| ciência |
| tecnologia |
| colunas/empresa |
| biografias |
Poesia de Francis Raposo Ferreira
Sons de Abril
Francis Raposo Ferreira
Sons de Abril
Já ouço sons de Abril,
Aquela marcha militar
Que deixou o país febril
Naquele novo despertar.
Recordo cada comunicado
Na emissora Nacional,
Lidos pelo Joaquim Furtado
Apelando ao senso geral.
«Grândola Vila Morena»
Veio «Depois do Adeus»
Naquela manhã serena
Onde a esperança renasceu.
O abrir das portas da prisão,
O desabrochar do grito calado,
O sentir do bater do coração
Com Salgueiro Maia determinado.
Já ouço sons de Abril,
Mas ainda não vejo liberdade,
Porque é que esta gente vil
Tinha de tomar conta da cidade.
Breves foram os momentos
De abraços e concórdia,
Depressa chegaram os ventos
De acusações e discórdia.
Fez-se Abril em nome do povo,
Mas Abril não se fez popular,
Há que fazer Abril de novo,
Mas não deixar Abril escapar.