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Poesia de Joel Lira

Joel
Lira - Nota Biográfica e duas Poesias:
ABRIL, IRA COMIGO!; CRAVOS VERMELHOS
Curta Nota Biográfica
Joel Arsénio Baptista Lira, 19 de Julho de 1946, natural de Amora, Seixal,
Setúbal.
Tenho o 5º ano comercial (antigo), interrompido por ter sido incorporado
no Exercito em 1966, mais tarde mobilizado para a Guiné ( chamada guerra do
Ultramar ). Fui 1º cabo Criptologo, inventei alguns sistemas na referida
área, mais descobri que «alguém» se servia da minha inteligência e, parei
com invenções…
Profissões/conhecimentos: Passei pela Siderurgia Nacional, com 14 anos de
idade, aos 16 ingressei na actividade cinematográfica ( Twenty Century Fox,
Coorporation – Lisbon, Filmes Castello Lopes ), Imigrei para a Argélia,
Arábia Saudita pela Bos&Kalis, Nacap – Pipeline – como forman. Mais tarde,
montei com a família um fabrico de transformação de produto alimentar,
encontrando-me actualmente reformado. Durante muitos e bons anos estive
ligado às vendas directas e indirectas. Sou um autodidacta, exerci várias
profissões, sempre com bons resultados.
ABRIL, IRA COMIGO!
Esta chama que ainda arde, resiste,
Por entre sonhos passados, presentes,
Na minha alma estão vivas, cientes,
Da minha abrilada que não desiste !
Eu sou do tempo em que o tempo era
Vivido entre o silencio da opressão,
E do cantar com voz em rouquidão,
Se ouvia para lá da estratoesfera.
Abril , é para muitos uma quimera,
Onde se espreguiça o cravo da primavera,
No meio de espinhos, todos, infernais…
Abril , que festejas neste meu canto,
Não deixes de ouvir todo o meu pranto,
Porque quando eu partir, tu também vais.
Joellira
19.04.2011
CRAVOS VERMELHOS
Sempre admirei as flores, os cravos vermelhos,
erguidos ao céu, espreguiçados no espaço,
mostrando o seu vigor - dançando sem espelhos -
na melodia mais bela das coisas que eu faço!
Pintei as pétalas brancas em cor vermelha,
das azuis, rosas, transformei-as encarnadas.
E nelas sulcam o néctar qualquer abelha,
que no meu canto todas elas são estimadas!
É meu símbolo que da luta se me afigura,
na liberdade, que comigo há de morrer,
porque nasci em campo fértil da amargura,
vendo sempre a beleza árdua do meu querer!
Ó cravos vermelhos, vivem a florescer
para que cada mão vos ergam com bravura!
Joel Lira
Abril 2011