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Pagª 17 - EDIÇAO NºXXI , IIIº NUMERO  DE MAIO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes.   



POEMA - Literatura Brasileira Contemporânea

Poema de Um Amor Transcendental

Por Silas Corrêa Leite

Você não sabe que espécie sou eu.
Você só pode ir até aqui.
Daqui pra frente tenho que ir sozinho.
É meu destino, minha sina, minha lei, meu dever.
Você de um lado – Eu de outro.
Como um muro de desapontamentos entre nós.
Você só me teve por um tempo.
Eu fui enriquecendo de seus defeitos para ficar mais forte e eterno, e fiquei mais forte e eterno.
Você ficou com as minhas ótimas qualidades e isso é um estimável perigo.
Não poderíamos mais ser Um e ser Outro.
Venceu o meu e o seu prazo nessa combinação de ciclos.
Agora você fica e eu retorno ao meu esconderijo sideral.
Sem adeus. Não chore. Sem perdão. Não sofra. Sem ressentimentos. Seja você mesma como sempre foi até agora.
Nós nunca lembraremos mais um do outro
Nem nas próximas vidas, nem mesmo no dia do julgamento.
Procure apenas sobreviver com os motivos e instrumentos que eu especializei você.
Eu estou rio.
Eu estou árvore.
Eu estou livre e sozinho como uma coifa.
Vencemos a nós mesmos.
Perdas e traumas. Lucros e danos. Pensagens e bravatas.
Não há céu, não há inferno, só as duas faces de uma mesma moeda falsa.
Nunca gostei de ver você se parecendo muito comigo.
Você nunca se lembrará de nada.
Eu nunca mais serei eu mesmo.
Você ficou mais louca vivendo por muito tempo esse triste inverno pessoal meu.
O encanto acabou.
O amor é uma mentira.
Os faróis estão quebrados.
Garrafas com mensagens de pedidos de socorro se perdem num mar de sargaços.
Vou ter que atravessar agora para o outro lado da vida.
Nunca existimos.
Isso é o amor depois que acaba.
Isso é uma gravação.
Tudo se destruirá depois que você aceitar sem seqüelas que tudo acabou e que errou na hora que jamais podia errar.
Está consumado: pagamos o nosso preço bilateralmente.
O sonho perdeu o prazo de validade.
Não há peças de reposição.
O sétimo elemento está chegando com o meu sétimo selo de verificação para passaporte de entrada num desjardim muito além dessa minha pobre invisibilidade mórbida.


Verbete Biográfico

Silas Corrêa Leite - Educador, Jornalista, Poeta.
Crônica da Série «Amigos Para Sempre São Anjos de Luz».
Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm

Romance ELE EST� NO MEIO DE NÓS
no site www.itarare.com.br-mail: poesilas@terra.com.br

 

Denise Severgnini

 

 

 

 

VIRTUALMENTE REAL

Mergulho na transcendental iniqüidade do nada
Força, eu sou, consagrando-me ao dia do ontem
O que passou, virou nada eterno, poeira cósmica
O amanhã será luz, divindade de emoção contida
Nada tenho, além desta chama poética que me consome
Queria ser muito mais do que as palavras que tento dizer
A realidade é crua e encrua meus sentimentos reais
O amor me refaz a cada segundo que escorre entre minhas mãos
Serei enigma indecifrável ou mera casualidade?
Sou chuva, sou sol, sou natureza?
Indagações, eu as tenho, mas as respostas urgem
Vivo da fantasia que penso ser a não ficção
Uma fixação mórbida daquilo que poderia ter sido
Mas não foi. Nada aconteceu, nem poderia...
Minha energia é efêmera como a queima do oxigênio na combustão,
Sou brasa viva num instante fugaz
A chama arde, o tempo se esvai
Tenho teima em mim! Luto e reluto
Não posso esmorecer jamais
A palavra aprisiona as minhas vontades
Mas não deleta as minhas lealdades
No mundo, há maldades, eu sei...
Sem debilitar meu imo, vou vivendo
Se real ou se virtual, não importa...
A mola mestra do meu viver ainda é o amor!

Continuação (Ver início)

VASCO CORREIA LOURENCO, filho de Angélica Correia Baltazar e José Correia Lourenço, nasceu em 19 de Junho de 1942, em Lousa, Castelo Branco. Casado com Adélia Lourenço, pai de Gabriela Lourenço e avô de Vicente, a quem dedica a narrativa de parte da história da sua e das nossas vidas.

Concluídos os estudos secundários no Liceu Nuno �lvares, em Castelo Branco, ingressou na Academia Militar, em 1960, onde completou a licenciatura em Ciências Militares, Infantaria.

Após o tirocínio na EPI – Escola Prática de Infantaria, em Mafra, em 1964 é colocado no RI 2, em Abrantes, e promovido a alferes.

Tenente em 1966 e capitão em 1968. Depois de ter prestado serviço em Mafra e nas Caldas da Rainha, é mobilizado, em 1969, para comandar a Companhia de Caçadores nº 2549 durante a guerra colonial na Guiné. Regressado a Portugal é colocado no BC 5, em Lisboa, e mais tarde no BRT, na Trafaria, onde adquire a especialidade de Criptólogo.

Integrando, desde o início, o Movimento dos Capitães, coordenou a organização da sua primeira reunião em 9 de Setembro de 1973, e vem a pertencer à sua Comissão Coordenadora e à sua Direcção.

Preso na Casa de Reclusão da Trafaria entre 10 e 15 de Março de 1974, dia em que é transferido compulsivamente para Ponta Delgada, Açores. Com acção preponderante e decisiva no 25 de Abril de 1974, membro da Comissão Coordenadora do Programa do MFA, Conselho de Estado, Conselho dos 20 e Conselho da Revolução, é o único que pertenceu sempre aos órgãos de cúpula do Movimento.

Primeiro subscritor do Documento dos Nove em 1975. Graduado em brigadeiro, assume o comando da Região Militar de Lisboa (causa próxima do 25 de Novembro), e em general, é nomeado Governador Militar de Lisboa em Agosto de 1976, onde se mantém até Abril de 1978.

Nos finais de 1982, terminado o período de transição e extinto o Conselho da Revolução, regressou ao Exército como major, sendo mais tarde promovido a tenente-coronel.

A seu pedido, passou à reserva em 1987, sendo promovido, em Abril de 2002, a coronel.

Autor dos livros No Regresso Vinham Todos, onde com os seus camaradas de comissão conta a experiência da guerra colonial, e MFA – Rosto do Povo, entrevista sobre o 25 de Abril de 1974.

Condecorado com a grã-cruz da Ordem da Liberdade e a grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Desde a sua fundação, em 1982, é presidente da direcção da Associação 25 de Abril.

 



6º Edição do Festival

Teatro na praça - Espetáculos apresentados em espaços públicos compõem programação de um dos grandes festivais de teatro do País

Parte da programação da quinta edição do Festival Internacional de Teatro (FIT) de São José do Rio Preto, realizado em parceria entre o Sesc São Paulo e a prefeitura municipal da cidade do interior do estado, foi dedicada ao teatro de rua.

A presença de grupos e companhias que representam o gênero reforça o compromisso do FIT de manter uma constante discussão acerca do espaço cênico, promovendo o intercâmbio artístico.

Os espetáculos apresentados nas praças e calçadões da cidade foram Reis de Fumaça, da Companhia do Feijão, de São Paulo, Pouco Acima, do mineiro Grupo Trampulim, O Negrinho do Pastoreio, com a Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais, de Porto Alegre, e Adelaide Fontana, do Erro Grupo, de Florianópolis.

Veja a Programação desta 6ª Edição a partir de 17 de Junho.