Pagª 26 - EDIÇAO NºXXVII , Vº NUMERO DE JUNHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
Cartas ao Director
Depois de alguns amigos e leitores nos terem escrito com o intuito de colaborarem financeiramente (também financeiramente nuns casos e só financeiramente noutros) lançamos nos últimos números as bases (que recordamos abaixo) para que sejam feitos donativos.
Embora a situação esteja mesmo muito má em termos de disponibilidades neste aspecto financeiro é com agrado que registamos a entrada dos primeiros donativos para o nosso Jornal RAIZONLINE. Em devida altura abriremos uma secção específica sobre esta questão e caso as pessoas queiram tornar públicos os seus donativos, deverão enviar-nos cópia do talão (ou do documento) uma vez que os sistemas bancários não registam de forma inequívoca a origem dos fundos.
E já agora, os nossos agradecimentos... vamos trabalhando para construir um jornal maior e melhor como temos feito sempre.
Repetição do conteúdo anterior:
Este jornal pode gabar-se de não ter até agora consumido um cêntimo (descontando
o trabalho de cada um e as despesas que já eram correntes com a net, software e
computadores).
Mas...talvez seja altura de se começar a pensar nisso:
1) - o primeiro alarme nesse sentido apareceu - nos na mente quando foi aqui noticiada uma festa de homenagem a Odete Murta (uma fadista e marido que atravessam uma situação crítica),
2) - foi crescendo à medida que reparamos talentos que têm dificuldade financeira em fazer-se publicar
3) - e foi crescendo também pela necessidade que vamos tendo de frequentar
eventos onde se possa proceder à promoção do jornal, de fazer deslocações que
nem sempre cabem em salários cada vez mais apertados, enfim...toda a gente
(salvo alguns privilegiados) sabe como é.
Assim, e enquanto as coisas não ficam organizadas de outra forma dizemos àqueles
que já nos contactaram neste sentido e àqueles que ainda não nos contactaram
porque ninguém falou disso que estamos disponíveis para receber donativos (por
enquanto donativos, mais tarde também publicidade paga) e que a pessoa que foi
«nomeada» para fazer o lugar de tesoureira enquanto a estrutura não estiver
melhor organizada é a Arlete Piedade.
Os números (nacionais e internacionais) da conta afecta a este efeito vão
abaixo.
NIB 0033 0000 0007 6587 4180 5
IBAN PT50 0033 0000 0007 6587 4180 5
Quero saudar e dar as boas vindas à duas grandes amigas ao Raizonline: Ilona Bastos e Maria da Fonseca. Foi uma delícia reler o texto A BATATA AVENTUREIRA e relembrar que foi a partir dele, que em 2002, travei conhecimento com Ilona e posteriormente com Maria da Fonseca. Nem sei se isto é próprio para um comentário de jornal, mas cheguei a chorar de alegria. Deixo meus cumprimentos sinceros a todos os colaboradores do jornal, mas hoje, em especial quero deixar um forte abraço e meu carinho de além mar para Ilona e Maria da Fonseca. Denise
ACAS - Ilona Bastos.........Café em verso!.................Que lindo! Você me fez retroceder cinquenta anos, quando vivia numa fazenda de café; aliás já mencionada no meu texto «O Café de Jacu», publicado aqui no Raiz on Line.Seus versos são fortes como o café mogiano, de minhas origens. Perfumado e delicado como sói o perfume da rubiácea poderia ser. Parabéns. Pena que até então não havia lido um texto seu por completo. Penitencio-me e a louvo: Salve Ilona! Ave Master!
ACAS - Daniel...............Editorial, Arlete, Denise e inclusão de texto do ACAS.............Muito bom o seu editorial. Instigante e elucidativo. O texto da Arlete também está sensacional; de certa maneira ele preenche muitas lacunas de meu texto «Falando de Festas Juninas». Que escritora fantástica é a Fada. A Denise com seu texto de futebol urbano infantil me entusiasmou: que bom que o texto dela tenha ficado ao lado do meu.... => sou fã dela ; há muito! Agradeço ao Editor Daniel por ter escolhido esse texto de futebol infantil rural, para colocar neste número do «nosso» Raiz on Line. Um abraço brasuca,do tamanho do Brasil!
ACAS - Martim Afonso........... Futebol no interior................Tenho um conto que está no meu livro «Fragmentos», que narra um jogo rural nesses termos, mais ou menos....Martim, gostei imenso de seu texto: você traz à tona aquela brasilidade que gosto de divulgar. Sua narrativa é tão densa e forte, que mesmo que fosse ficção, eu acreditaria. Parabéns e continue nos brindando com textos tão interessantes, quanto este.
A GIRAFA E A FORMIGA
de Ilona Bastos

Era uma vez uma girafa. Curiosa e petulante, interessava-se por tudo o que se
passava à sua volta, desde o voo das aves até ao cantar dos grilos e ao correr
azafamado das formigas.
Certo dia, encontrando-se a Girafa à beira do lago, a beber água, aproximou-se,
veloz, uma formiga.
- Deixem-me passar, deixem-me passar! - gritou a formiga, ofegante, debaixo de
pesada carga. - Levo mantimentos para o formigueiro.
- Ora, tanta pressa para quê? - perguntou a Girafa. - Só porque és pequenina e
ligeira julgas-te importante? Pensas que podes ultrapassar tudo e todos?!
A formiga, aflita, sem parar, prosseguia o seu caminho, tentando rodear a
Girafa. E nada respondeu. Foi a Girafa quem continuou:
- Mas também eu posso ser tão pequenina e ligeira como tu, ora essa!
Perante esta afirmação, a formiga não conseguiu conter uma gargalhada. Olhou
para o focinho da Girafa, lá muito em cima, no alto de um compridíssimo pescoço
assente sobre umas longuíssimas patas, e ripostou:
- Ora aqui está uma boa anedota: uma Girafa do tamanho de uma formiga!
E ria-se tanto, o pequeno insecto, que até se lhe desequilibrou a mercadoria.
Mas a Girafa é que não achou piada à brincadeira.
- Já vais ver! Já vais ver! - gritou ela, furiosa.
Acontece que a Girafa era Cientista. Foi para o seu laboratório e começou a
mexer nos seus pós, líquidos, tubos e balões de todos os tamanhos e feitios.
Preparou uma poção mágica e, eufórica, voltou para o pé da formiga.
- Queres ver, agora? Queres ver? - desafiou a Girafa, começando a experimentar a
poção que tinha inventado.
- Deixa-me cá pousar as compras para me rir melhor - respondeu a formiga,
trocista, interessada em ver onde chegava o disparate da Girafa. - Mas
despacha-te, que tenho pressa!
E não é que, perante o espanto da formiga e de todos os outros animais
incrédulos que se haviam juntado em redor, a Girafa começou a diminuir, a
diminuir, a ficar pretinha, com uma cintura fininha, umas perninhas minúsculas e
pequeníssimas antenas? Ao fim de poucos segundos a Girafa era... uma formiga!
Não podem imaginar a alegria da Girafa, ou seja, da formiga Cientista, que, de
imediato, começou a correr, agitando as antenas, trepando agilmente aos ramos e
aos arbustos.
A outra, a formiga, ou melhor, a verdadeira formiga, é que levou um susto de tal
ordem que até se esqueceu da risota e do almoço da família. Fugiu a sete pés
para o seu buraquinho, onde espalhou a notícia de que vira uma formiga - girafa,
o que ninguém acreditou, é claro. Todos pensaram que a formiga tinha era
apanhado demasiado sol na cabeça e não estava boa do miolo.
Quanto à Girafa, a partir desse dia tornou-se ainda mais vaidosa e atrevida. E
porque, felizmente para ela, o efeito da poção era apenas temporário, daí a
pouco pode retomar a sua vida normal e dedicar-se às suas invenções.
Da série Anedotas de Uma Girafa Cientista publicada no
sítio A AVENTURA!
Força da Natureza
Asfalto rachado
Expõe planta à claridade...
Vida garantida
Que
Surge
Aonde
Ambiente
Nunca a favorece
Padrão de natural prodígio
Fibhaikai
5 /7 /5/ 1/ 1/ 2/ 3/ 5/ 8...
Denise de Souza Severgnini