Pagª 35 - EDIÇAO NºXXVII , Vº NUMERO DE JUNHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
Soneto para Maria Petronilho
Arlete Piedade
Ah Maria, mana querida!
Nesta vida, mal amada!
tua alma tens em ferida,
tua carne, mal curada!
És a Tágide da poesia!
És sereia ao entardecer!
Teu olhar, doçura irradia,
nenhum mortal te pode ter!
Pois nasceste misteriosa,
tal como botão de rosa,
que já não consegue abrir…
na tua origem, dolorosa,
essa mãe triste, formosa
que lá no céu, está a sorrir!
Roma recordou imigrantes
Os imigrantes que perderam a vida em trânsito foram esta Quinta-feira
recordados, pelo Presidente do Conselho PontifÃcio para os Migrantes e
Itinerantes, o Arcebispo Antonio Maria Veglió, durante uma vigÃlia de oração na
Igreja de Santa Maria de Trastevere, em Roma.
O novo responsável do Vaticano para a Imigração pediu um acolhimento mais
caloroso para os imigrantes que deixam para trás pobreza, guerras e violências
nos seus paÃses.
«Recordamos com amor e dor aqueles que morreram na esperança de chegar a terras
mais hospitaleiras. Rezemos de modo especial por aqueles que neste momento estão
em viagem e que esperam começar uma nova vida, noutro paÃs. Para que vislumbrem
uma nova bonança», pediu o Arcebispo.
«Morrer de esperança» foi o tÃtulo da vigÃlia, inspirada no Dia Mundial da ONU
para Refugiados e promovida pela Comunidade de Sant' EgÃdio e outras
organizações católicas.
A vigÃlia encheu-se de parentes e amigos de homens, mulheres e crianças mortos
na tentativa de procurar outra vida. O Arcebispo Veglió recordou que os paÃses
devastados pela guerra, o Afeganistão, o Sri Lanka, a Somália, a Eritréia ou o
Congo são os que mais lançam imigrantes «que anseiam chegar à Europa».
Simbolicamente, no final da vigÃlia foi distribuÃda uma imagem da Arca de Noé.
D. Veglió pediu que «os paÃses ricos se transformem na salvação para homens,
mulheres e crianças que sofrem com a guerra, a violência, calamidades naturais e
fome».
Fonte: Redacção/Rádio Vaticano
Movimento Negro faz manifestação contra intolerância da mÃdia
Uma manifestação contra a intolerância da imprensa brasileira a questões relacionadas a gênero e etnia foi realizada nesta sexta-feira (26), em BrasÃlia, por militantes do movimento negro. O movimento questiona a invisibilidade na mÃdia de uma grande parcela da população brasileira. A manifestação, acompanhada de marcha, aconteceu no Plano Piloto da capital federal, onde está sediado um dos maiores veÃculos de comunicação do paÃs.
O evento é paralelo à 2a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial - que começou ontem e vai até domingo (28), em BrasÃlia. Para o ato, foram convidados os veÃculos internacionais de comunicação. Os manifestantes não concederam entrevista ou deram declaração à imprensa nacional, como parte do protesto.
Segundo as lideranças, diversas entidades aderiram à manifestação contra a grande mÃdia, acusada pelo movimento negro de se colocar editorialmente contra e ou omitir bandeiras de luta do movimento, como cotas raciais no ensino e no serviço público; o Estatuto da Igualdade Racial em discussão no Congresso Nacional desde a década de 1990; o decreto que regulariza as terras quilombolas; e a lei que torna obrigatório o ensino de História e Cultura da Ã?frica e das populações negras brasileiras nas escolas de todo o PaÃs.
Segundo nota divulgada pelo movimento, a mÃdia brasileira tem se comportado de forma «anti-democrática e manipuladora». Entre as empresas de comunicação, citadas no manifesto que está sendo distribuÃdo à população, incluem-se a Rede Globo, a Editora Abril e a Folha de S. Paulo.
A coordenação da manifestação disse que o movimento é pacÃfico, o que foi representado nas roupas brancas dos participantes - costume de influência árabe introduzido na cultura brasileira pelos africanos muçulmanos, especialmente os que fizeram parte da Revolta dos Malês, em 1835, no Estado da Bahia, pelo fim do regime da escravidão.
Dulce Rodrigues apresentou os seus livros em Oloron - França
A escritora Dulce Rodrigues radicada na Bélgica foi a França, convidada pela Associação France - Portugal de Oloron Ste Marie no quadro da semana cultural dedicada a Camões do 9 ao 11 de Junho.
A autora aproveitou a ocasião para apresentar os seus últimos livros para crianças e leu alguns poemas sobre as histórias do seu 1° livro escritos por alunos na Bélgica.
Autora de diversos livros bilingues :«Il était une fois... une Maison»,«Le Père Noël est enrhumé», «Le Théâtre des Animaux» e «L’Aventure de Barry», mantém uma vida cultural bastante activa.
«A Internet veio sem dúvida revolucionar a minha maneira de trabalhar e é assim que consigo colaborar e encontrar novas amizades nos quatro cantos do mundo».
A autora tem diversos livrosem curso, mas alguns ainda na gaveta à espera de maior predisposição. Escreve essencialmente para os mais pequeninos, mas pensa tambémpoder brevemente publicar para os mais adultos.
«Na verdade, escrevo para as crianças do mundo inteiro, como infelizmente ainda não tenho netos e que os meus dois filhos se encontram longe de mim então passo a vida a escrever».
Dulce Rodrigues confessa ter ficado «traumatizada com alguns editores, nomeadamente em Portugal, com quem pensava no ano passado poder trabalhar e finalmente após algumas esperanças apercebi-me que não estavam muito interessados por razões meramente ridÃculas, daà também eu escrever os meus livros nas duas versões».
Dulce Rodrigues nasceu em Lisboa, antiga funcionária da NATO, instalou-se na Bélgica em 1985. Grande apaixonada pela escrita, é também poliglota, fala seis lÃnguas, adora viajar, sempre em constante deslocação.
«Visitei a maior parte dos paÃses europeus, um pouco da América do Norte, e também pisei solo africano. Mas aprecio igualmente o aconchego da minha casa, quer seja a de Portugal ou a da Bélgica.
Sou uma apaixonada pela Natureza, pela sua grandeza e diversidade.»
Já galardoada com vários prémios literáriosos em mais um contacto com uma editora francesa, uma nova publicação bilingue já está prevista depois do Verão.
França - Milhares de Portugueses em Festa
No passado domingo, a Festa dos Santos Populares, virou mais uma página da sua existência, com a animação de grupos folclóricos e do Trio Lopes assim como um elenco artÃstico cativante: Quim Barreiros, Mariza, Os Delfins e Tony Carreira que fechou ao final da tarde.
A festa organizada pela Rádio Alfa, decorreu na Base de Loisirs de Créteil e acolheu durante o dia inteiro milhares de portugueses vindos de toda a França e da Europa.
De destacar a presença de diversas personalidades polÃticas como o Secretário de Estado das Comunidades, António Braga, o Embaixador de Portugal em Paris, o Cônsul-Geral, Luis Ferraz, o Deputado Carlos Gonçalves, Paulo Pisco, entre outros, assim como de diversos empresários portugueses.
«Tive muitas experiências de festas portuguesas no estrangeiro, e esta é manifestamente a maior iniciativa que alguma vez vi com a Comunidade portuguesa no estrangeiro.
É um momento de comunhão perante aquilo que é Portugal e para mim é uma espécie
de baptismo, quatro meses depois da minha chegada aqui. Acho que esta iniciativa
da Rádio Alfa é excelente oportunidade para os Portugueses se
encontrarem e poderem também alimentar - se um pouco mais do seu espÃrito
nacionalista», declarou o Embaixador de Portugal.