Pagª 14 - EDIÇAO NºXXVII, Vº NUMERO DE JUNHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
AGUAS DAS CHUVAS, Por Sandra Fayad (Continuação - Ver Inicio)
Portanto, a poluição da água traz inúmeros prejuízos a saúde, em contrapartida ao conforto obtido pela edificação de residências «marmorizadas».
Segundo a Arquiteta e Urbanista, Cristiana dos Santos Braga, nos países em desenvolvimento, estima-se que 80% das doenças sejam disseminadas por água poluída. Agentes causadores de doenças infecciosas são facilmente transmitidos pela água contaminada por fezes humanas ou de outros animais.
Diz ainda a Arquiteta que a poluição «...por águas de infiltração pode ser bastante
perigosa, uma vez que vão para os aqüíferos (¹) subterrâneos, causando uma série
de conseqüências drásticas para a população que faz seu uso e para o meio
ambiente. As fontes de poluição de águas subterrâneas em um meio urbano podem
vir de:
- Fossas;
- Vazamentos de redes de distribuição de esgotos;
- Depósitos de lixo a céu aberto ou aterro sanitários;
- Práticas agrícolas: fertilizantes e pesticidas;
- Vazamentos de canalizações e armazenamento de produtos químicos;
- Despejo de lodo de esgotos no solo;
- Deposição e infiltração de poluentes atmosféricos;
- Intrusão de água salgada;
- Derramamentos acidentais de produtos nocivos;
- Infiltração de águas de escoamento superficial;
- Cemitérios».
Acrescenta ainda: «Esses resíduos poluentes podem resultar na percolação (²) de microorganismos patogênicos, podendo alcançar os aqüíferos e prejudicando o seu uso para diversos fins. Um aspecto importante a se considerar no processo de infiltração da água são as fraturas em rochas consolidadas, que podem permitir a penetração do líquido a grandes profundezas ou distâncias.» Como vimos, as águas das chuvas podem significar o oposto do que delas esperamos, se não pararmos com a geração descontrolada de lixo, especialmente nas áreas urbanas e industriais.
Com criatividade, determinação e capacidade de convencimento, poderemos fazer
muito. Portanto, mão à obra!
«Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência.
A perfeição, portanto, não é um ato isolado. É um hábito.» (Aristóteles)
(¹) que contém água
(²) filtragem
Fontes:
1. Manual Live Earth de Sobrevivência ao Aquecimento Global, de David de
Rothschild – Editora Manole
2.
Monografia de Cristiana dos Santos Braga
3. http://www.ana.gov.br/
Mensagem e mensageiros
O Dia Mundial das Comunicações Sociais é uma ocasião para avaliar ou criticar, propor ou projectar a presença da Igreja Católica nos media. Este ano a acontecer entre um abundante caudal informativo sobre intervenções e presenças católicas, proposições acerca do carácter tecnológico das comunicações - que encontra na Mensagem do Papa um certeiro contributo - e a realização de projectos que testemunham o envolvimento eclesial nessas ferramentas mediáticas digitais.
O seu carácter determinante nos processos de comunicação motiva a necessidade frequente de não hiper-valorizar os meios, por mais poderosos e eficazes que sejam. Para acentuar a certeza da necessidade de uma mensagem, a ser comunicada através de um mensageiro. Ela é de todos os tempos, também de hoje.
Nova é a circunstância gerada pelo mundo digital: porque não estamos a falar de mais um meio, antes de um novo mensageiro. (sublinhado da Direcção do Raizonline)
A comunicação que acontece através dos meios tecnológicos não encontra nas ferramentas digitais apenas plataformas por onde passam conteúdos. Basta ver, por exemplo, o tratamento personalizado com que recebemos uma mensagem electrónica enviada para um sem número de remetentes.
Ou a possibilidade crescente que cada receptor tem de escolher os conteúdos, informativos ou de entretenimento, que determinam a construção de personalidades de acordo com perspectivas culturais e valorativas dos outros e das coisas.
E também as incidências comerciais dos recursos tecnológicos, que potenciam a capacidade desses meios em determinar os perfis dos consumidores para lhes oferecer, nos momentos oportunos, produtos, bens ou serviços.
Na valorização permanente da mensagem como imprescindível à comunicação, o crescimento das plataformas digitais desafia sobretudo os mensageiros. Porque uma ferramenta tecnológica, uma «rede social», pode emergir como mais eficaz para que a comunicação aconteça. Também na Igreja Católica. E por uma só razão: estará a utilizar o mensageiro responsável por fazer chegar a maioria das mensagens a pessoas ou grupos sociais.
Projectos de Bento XVI no facebook, youtube ou wikicath, a ideia da Conferência Episcopal Portuguesa de falar da vocação através do myspace, ou a utilização do twitter para informar e do blog criar relação com os públicos por parte da Agência Ecclesia são opções a potenciar em ordem a uma eficaz comunicação.
Porque se servem dos mensageiros capazes de fazer chegar mensagens aos públicos
a que se destinam.
Paulo Rocha ( Fonte Blog ecclesia)
Nota e comentário da Direcção do RaizOnline
O que entendemos dever realçar neste texto é a diferenciação que se faz entre veículo informativo ( ou seja meio de informação) e veículo criador de uma envolvência própria e dinâmica que de alguma forma transforma aquilo que é informação «pura» em informação interactiva.
A Internet, elemento em análise, poderá em certo sentido, para o articulista, estar tão próxima ou mesmo mais próxima do que, neste caso, a quase impessoal transmissão pela Tv de uma Missa, embora as circunstâncias sejam de todo diferentes: é mais fácil hoje procurar na Internet e interagir dentro dela e a Igreja luta com a falta de fiéis (sobretudo praticantes ou simplesmente frequentadores de missas).
Esta constatação não vindo directamente da Igreja mas sendo por ela adoptada, ao tentar corresponder à necessidade de permanente renovação de fiéis que os tempos lhe aconselham, aparece também como demonstração de que à Igreja não basta adoptar a Net, precisa também de convencer-se disso e da sua utilidade, pesando muito bem, em termos internos, até que ponto a formação das suas estruturas aceita a opção como válida.
Daniel Teixeira
O que aconteceu na Cultura e na Arte de 1980 a 2004? Qual a posição da Didática?
Por Arlete Deretti Fernandes
O que aconteceu na Cultura e na Arte, nos diversos Períodos Históricos, em
particular na actualidade, de 1980 até o ano 2004?
Que influências daí surgiram para a Humanidade?
Como a Didática se situa neste contexto?
O professor precisa preparar-se continuamente para acompanhar as exigências de um mundo que se transforma velozmente. A finalidade ao se fazer um histórico da Didática, é refletir sobre a trajetória que vem percorrendo o ensino na humanidade, estudar as teorias de alguns educadores e humanistas que criaram escolas e métodos para a educação, e que deixaram-nos um legado precioso.
Cabe-nos também contribuir com a nossa parte neste legado. O que nós, como educadores, vamos deixar de positivo para as próximas gerações? Houve seres que deixaram muitas coisas positivas para nós.
A humanidade se situa dentro de um contexto histórico, político e social que determina as relações entre os povos. Essa interação se dá em todos os campos da atividade e deve nortear o pensamento do profissional da área da Educação, indo do âmbito geral para a comunidade onde se insere a escola, influenciando o processo educacional até chegar à sala de aula. Para o professor, aprender a conhecer, a fazer e a ser, são pressupostos filosóficos e pedagógicos.
Para embasar estes pressupostos, fez-se uma retrospectiva histórico-educacional desde Comênio e de outros pedagogos que influenciaram o ensino da humanidade e sobre a ação educadora dos jesuítas no Brasil. Também se estudou a Profa Ilma da Veiga Alencastro, Paulo Freire, Demerval Saviani, José Carlos Libâneo.
Não podemos deixar de citar os principais acontecimentos ocorridos desde 1980 até a atualidade, numa linha de tempo. São fatos que influenciaram a humanidade e estão mudando as relações dos seres consigo mesmos, com a sociedade em que se inserem e com os princípios e métodos pedagógicos.
1980- A OMS declara a erradicação da varíola.
1981- A IBM lança o PC, (computador pessoal) - Aparece o primeiro caso de Aids nos EUA
1982- O computador é escolhido «a máquina do ano» pela revista Time - Surge o primeiro produto comercial resultante da engenharia genética: a insulina humana.
1984 Movimento pelas «diretas já,» no Brasil. - Tancredo Neves morre e assume Sarney.
1985- Explosão no reator nuclear de Chernobyl
1989- Queda do Muro de Berlim
1990- Surge a World Wide Web
1991- Gorbachev é apeado do poder. É o fim da União Soviética - A CNN transmite a Guerra do Golfo ao vivo.
1997- A ovelha Dolly mostra a sua cara
1998- Escândalo Bill Clinton e Mônica Levinsky
1999 - Acesso gratuito à Britânica na Internet
2001- Explosão do Worl Trade Center - Estados Unidos declaram Guerra ao Iraque.
Uma fundamentação histórica da Didática em nosso país e no mundo, desde épocas
passadas, ajuda-nos a compreender a atualidade, ou seja, entender melhor a
didática a partir da década de 80, que é a centralização deste trabalho.
As dificuldades e os problemas do cotidiano de nossos professores não são resolvidos com teorias. Sabemos que há necessidade de uma reflexão de todos, desde os educadores até a sociedade em geral para a compreensão desses problemas e a busca de soluções.
As teorias estudadas nos cursos de formação de professores, parece que não são aplicadas, discutidas e refletidas para que a ação docente seja exercida com a consciência do posicionamento dessa ação, em que ela está fundamentada, o porquê de «ensinar-se» desta ou daquela maneira.
Os professores em conjunto devem fazer uma análise do seu fazer pedagógico, a
fim de que se conscientizem de sua ação e de sua força humana potencial e
possam, não só interpretá-la e contextualizá-la, mas também buscar superá-la. .
(Leia este texto completo e ordenado em...)
Livro Verde sobre a mobilidade dos estudantes
A Comissão Europeia vai lançar, a 8 de Julho de 2009, o Livro Verde sobre a mobilidade dos estudantes em contexto europeu, acompanhado por uma consulta pública. A mobilidade de estudantes é reconhecida, a nível da União Europeia, como um elemento importante no percurso de aprendizagem ao longo da vida. No contexto educacional e de formação europeu, a mobilidade tem sido promovida através do desenvolvimento de processos e instrumentos de simplificação do reconhecimento de competências e períodos de ensino, como o Processo de Bolonha.
Neste sentido, as conclusões do Conselho de 20 e 21 de Novembro de 2008 sobre a mobilidade dos jovens defendem a necessidade de uma iniciativa política no sentido da promoção da oferta de mobilidade aos jovens. Com o presente Livro Verde pretende-se fomentar o debate sobre a mobilidade, envolvendo os intervenientes directos e o público em geral. Deste modo, através da consulta pública, todos os cidadãos podem participar activamente no processo, fornecendo a sua perspectiva sobre: funcionamento dos mecanismos e instrumentos de mobilidade já existentes mobilização da acção das autoridades públicas, dos intervenientes da sociedade civil e empresas.
O Livro Verde sobre a mobilidade de estudantes em contexto europeu, irá abranger a situação de jovens europeus e de países terceiros, provenientes de vários níveis educacionais e de formação: ensino básico e secundário; ensino superior: licenciatura, mestrado e doutoramento; estagiários; trabalho voluntário; intercâmbio juvenil ; formação profissional.