Pagª 35 - EDIÇAO NºXXVI , IVº NUMERO DE JUNHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
Origem da Festa Junina
Autora LÃdia Eugênia
Existem duas explicações para o termo festa junina.
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o perÃodo colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal). Outra versão diz que esta festa tem origem em paÃses católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João.
A primeira explicação surgiu em função das festividades que
ocorrem durante o mês de junho. No princÃpio, a festa era chamada de Joanina.
Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, caracterÃstica tÃpica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as tÃpicas quadrilhas. Já a tradição de soltar FOGOS DE ARTIFICIO veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da penÃnsula Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.
A primeira festa junina realizada no Brasil aconteceu no ano de 1603, em
comemoração a São João, pelo Frade Vicente do Salvador que se referiu aos
nativos que aqui se encontravam da seguinte forma: «os Ãndios acudiam a todos os
festejos dos portugueses com muita vontade, porque era muito amigo da novidade,
como no dia de São João Batista por causa das fogueiras e capelas».(Ib p.106
Mariza Lira).
Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos
aspectos culturais dos brasileiros (indÃgenas, afro-brasileiros e imigrantes
europeus) nas diversas regiões do paÃs, tomando caracterÃsticas particulares em
cada uma delas.

FESTA JUNINA NO NORDESTE
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as
festas ganham uma grande expressão. A tradição deste encontro festivo é tão
forte que em algumas regiões do Nordeste ninguém trabalha em dia de Festa de São
João, 23 de junho. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três
santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio.
Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as
festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a
agricultura. Além de alegrar o povo da região, as festas representam um
importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas
para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e
geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de
brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e
norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.
COMIDAS TÃ?PICAS
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces,
bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento.
Pamonha, curau, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas
alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio
desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de
fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata
doce e muito mais.
TRADIÇÕES
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas
FOGUEIRAS, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas.
Os Balões
também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que
proÃbem esta prática, em função dos
riscos de incêndio que representam.
A FORMAÇÃO DAS FOGUEIRAS
As fogueiras são partes fundamentais para qualquer festa junina, nas cidades,
nem sempre, mas no interior, fazer uma fogueira não é tão simples assim. Aqueles
que são devotos de Santo Antonio, São João, São Pedro, sabem para quem é
dedicada a festa junina apenas olhando para a formação da fogueira.
Para cada santo existe um tipo de fogueira.
Elas devem ser construÃdas como diz a tradição, para cada dia e comemoração,
elas tem a sua formação.
- Santo Antonio: As lenhas são montadas em forma de quadrado.
- São Pedro: As lenhas são atreladas em formato triangular
- São João: As lenhas são colocadas semelhantes a uma pirâmide.
No NORDESTE, ainda é muito comum a formação dos grupos
festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão
passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande
quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na REGIÃO SUDESTE são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas
populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem
barraquinhas com comidas tÃpicas e jogos para animar os visitantes. A dança da
quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Como SANTO ANTONIO é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias
para mulheres solteiras que querem se casar.
No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o «pãozinho de Santo Antônio». Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.
Dulce Rodrigues apresentou os seus livros em Oloron - França
A escritora Dulce Rodrigues radicada na Bélgica foi a França, convidada pela Associação France - Portugal de Oloron Ste Marie no quadro da semana cultural dedicada a Camões do 9 ao 11 de Junho.
A autora aproveitou a ocasião para apresentar os seus últimos livros para crianças e leu alguns poemas sobre as histórias do seu 1° livro escritos por alunos na Bélgica.
Autora de diversos livros bilingues :«Il était une fois... une Maison»,«Le Père Noël est enrhumé», «Le Théâtre des Animaux» e «L’Aventure de Barry», mantém uma vida cultural bastante activa.
«A Internet veio sem dúvida revolucionar a minha maneira de trabalhar e é assim que consigo colaborar e encontrar novas amizades nos quatro cantos do mundo».
A autora tem diversos livrosem curso, mas alguns ainda na gaveta à espera de maior predisposição. Escreve essencialmente para os mais pequeninos, mas pensa tambémpoder brevemente publicar para os mais adultos.
«Na verdade, escrevo para as crianças do mundo inteiro, como infelizmente ainda não tenho netos e que os meus dois filhos se encontram longe de mim então passo a vida a escrever».
Dulce Rodrigues confessa ter ficado «traumatizada com alguns editores, nomeadamente em Portugal, com quem pensava no ano passado poder trabalhar e finalmente após algumas esperanças apercebi-me que não estavam muito interessados por razões meramente ridÃculas, daà também eu escrever os meus livros nas duas versões».
Dulce Rodrigues nasceu em Lisboa, antiga funcionária da NATO, instalou-se na Bélgica em 1985. Grande apaixonada pela escrita, é também poliglota, fala seis lÃnguas, adora viajar, sempre em constante deslocação.
«Visitei a maior parte dos paÃses europeus, um pouco da América do Norte, e também pisei solo africano. Mas aprecio igualmente o aconchego da minha casa, quer seja a de Portugal ou a da Bélgica.
Sou uma apaixonada pela Natureza, pela sua grandeza e diversidade.»
Já galardoada com vários prémios literáriosos em mais um contacto com uma editora francesa, uma nova publicação bilingue já está prevista depois do Verão.
França - Milhares de Portugueses em Festa

No passado domingo, a Festa dos Santos Populares, virou mais uma página da sua existência, com a animação de grupos folclóricos e do Trio Lopes assim como um elenco artÃstico cativante: Quim Barreiros, Mariza, Os Delfins e Tony Carreira que fechou ao final da tarde.
A festa organizada pela Rádio Alfa, decorreu na Base de Loisirs de Créteil e acolheu durante o dia inteiro milhares de portugueses vindos de toda a França e da Europa.
De destacar a presença de diversas personalidades polÃticas como o Secretário de Estado das Comunidades, António Braga, o Embaixador de Portugal em Paris, o Cônsul-Geral, Luis Ferraz, o Deputado Carlos Gonçalves, Paulo Pisco, entre outros, assim como de diversos empresários portugueses.
«Tive muitas experiências de festas portuguesas no estrangeiro, e esta é manifestamente a maior iniciativa que alguma vez vi com a Comunidade portuguesa no estrangeiro.
É um momento de comunhão perante aquilo que é Portugal e para mim é uma espécie
de baptismo, quatro meses depois da minha chegada aqui. Acho que esta iniciativa
da Rádio Alfa é excelente oportunidade para os Portugueses se
encontrarem e poderem também alimentar - se um pouco mais do seu espÃrito
nacionalista», declarou o Embaixador de Portugal.