Coluna
Um
Quantas pessoas viverão à margem da sociedade?
Daniel Teixeira
Para apontar nesta crónica este problema nem sequer vou socorrer-me de
números. Quaisquer que eles sejam são sempre muitos, muito variadas as
razões, flutuantes as razões e os números estáveis ou vice versa, com
impactos por vezes resultantes de factores periódicos ou aleatórios,
breve...é o mundo dos homens em movimento e cada um de nós que se sente como
não excluído acaba sempre por o ser, mesmo que acabe por o não saber ou
sentir, porque por mais excluídos que sejamos haverá sempre alguém ou algum
órgão de comunicação, alguma política até natural que, colocando em face de
nós os mais excluídos dos excluídos, nos fará sempre lembrar a lebre e a rã.
É um facto que haverá, forçosamente, quem se sinta, até de forma trágica,
mais excluído que nós: Xanana Gusmão, que não é propriamente um barra em
comunicação social, lembrou em tempos que os Indonésios tratavam os
Timorenses pior que os cães nos países ocidentais.
Agora que os tempos passaram, que Timor é um país independente, só se pode
concluir que os Indonésios tratam os Timorenses pelo menos um bocadinho
melhor, resultado da independência e que as condições económicas dos
timorenses não estão longe do que estavam.
Ora viver abaixo de cão, terminologia despersonalizante (vulgo lavagem de
cérebro) até há poucos anos usada nos exércitos, é não contar na estatística
e o mundo, tal como ele é continuará a ser tal como é sem sequer dar por
nós.
O problema é que esse mundo, em que todos contarão para a estatística e que
não terá marginalizados por uma razão ou por outra ou até mesmo sem razão
que se conheça não existe dentro dos muros da realidade. Existem sim várias
promessas em que para cada um de nós haverá um paraíso, onde o pessoal todo
que lá estiver lugar viverá feliz para sempre.
Isto, sem desmerecimento de quem pensa de outra forma, como é claro,
representa a Declaração Universal da Impossibilidade real de se cumprir
alguma vez em terra o desiderato. Mas dá alguma esperança, convenhamos...
estabelece-nos guias de comportamento, traça limites sociais e premeia-nos
em terra termos a certeza daquilo que eventualmente iremos conseguir através
da tranquilidade da quase certeza(os desígnios de todos os Deuses são sempre
insondáveis).
A COLUNA DE ARLETE PIEDADE
Dia
Mundial de Combate à Seca e Desertificação -17 de Junho
Passou mais um dia consagrado á luta contra a seca e desertificação, que foi
instituído a 17 de Junho.
Mais que saber porque entidade ou quais as iniciativas, importa fazer-nos
reflectir, agora que estamos de novo na época estival, as altas temperaturas
já se fazem sentir, e a vontade de rumarmos ao litoral e á praia se torna
mais intensa e apelativa.
Estive a ver alguns sítios na Internet, em especial o da Câmara Municipal de
Odemira no Baixo Alentejo, local onde passei muitas vezes férias de verão
por motivos familiares, e aprendi algumas coisas que já tinha sentido na
pele ao vivo, mas faltava-me saber as causas teóricas.
Lembro-me em especial de um ano há cerca de uns 7 a 10 anos atrás, em que
numa viagem de Santarém para Odemira, em conjunto com a família, nos
dirigíamos para essa vila para passarmos alguns dias de férias, e ao
atravessarmos pelo interior alentejano, de norte para sul, a atmosfera
estava completamente tapada com uma densa nuvem de areia, tão densa que
obstruía por completo a luz do sol, a ponto de parecer um dia de inverno.
Só que nesse dia as nuvens não eram escuras ou cinzentas, eram amarelas, cor de barro, cor de areia! E as temperaturas eram sufocantes, passavam dos 40º graus! Fizemos toda a viagem assim, cerca de três horas e meia no meio do inferno! Foi horrível e marcante!
Iamos com a rádio ligada para sabermos pelos noticiários a causa daquela cor
do céu e daquele calor, até que soubemos que uma violenta tempestade de
areia varria o deserto do Sara e tinha atravessado o estreito de Gibraltar
invadindo todo o sul de Portugal!
Pagª 1- EDIÇAO NºXXVI , IVº NUMERO DE JUNHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
Num universo de cerca de 100 colaboradores não será comum que numa mesma semana três desses nomes que constam na nossa lista de colaboradores abaixo faça anos, tenha o seu aniversário, enfim comemorem as datas dos seus nascimentos.
Ocasião festiva para cada um deles e seus familiares e amigos, concerteza, mas é também uma ocasião festiva para o RaizOnline: três poetas e contistas, colunistas, colaboradores de extrema qualidade, e mais, têm ainda em comum o facto de serem amigas entre si, de duas terem o mesmo nome, de duas serem gémeas virtuais, outra ter nascido dois dias antes das outras duas (ainda que em anos diferentes), enfim...vejam.

Arlete Brasil Deretti Fernandes
Nasceu em Blumenau-SC, em 17-06-1949
Casada e mãe de 03 filhos
Fez Faculdade de Pedagogia e de Administração Escolar na UNIVALI, em Itajaí,
Concluindo-as em 1971.
Trabalhou como Pedagoga, Professora e Administradora Escolar.
Foi Diretora de Colégio de Ensino Fundamental e Médio, por 05 anos.
Aposentou-se em 1993
Em 2002 iniciou o Curso de Letras, Português, na Universidade Federal de
Santa Catarina, formando-se em 2006, nas áreas de Bacharelado e de
Licenciatura.
Participou do 3° Encontro Para Professores de Literaturas Africanas dos
países de Língua Portuguesa, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em
novembro de 2007
Cursou duas Disciplinas no Mestrado em Teoria Literária na Univ. Fed. De SC,
no Ano de 2007
Reside hoje na cidade de Florianópolis, SC.
MARIA
PETRONILHO
Nasci no coração de Lisboa em Junho de 1952.
Não me lembro de como aprendi a ler e a escrever, como não me lembro de como
aprendi as coisas primeiras e primárias sem as quais a vida não seria
possível.
Tento transmitir a grandeza das pequenas coisas versus a pequenez das
aparentes grandes coisas, que não grandes causas.
Destas premissas e da observação do que me rodeia, nasce a minha escrita.
Diária. Essencial como o ar que respiro.
Dedico-me exclusivamente à Literatura, principalmente na Internet,
participando em sites de literatura e HP de amigos.
Sou membro da Academia Virtual da Sala de Poetas e Escritores, Membro
Académico do Projecto Cultural Abrali, dos Poetas del Mundo, da União
Lusófona das Letras e das Artes, da Ordem Nacional dos Escritores, da
Associação Portuguesa de Poetas e da Ponte da Amizade.
O
meu nome é Arlete Piedade e o meu pseudónimo literário e nickname é Fada das
Letras.
Tenho formação na área comercial, sou natural de Santarém (Portugal) e sou
escritora semi-profissional de contos, crónicas e poesia.
Sou uma das fundadoras da U.L.L.A – Associação Lusófona das Letras e das
Artes, e cônsul em Santarém (Portugal) de Poetas del Mundo.
Tenho os meus trabalhos publicados no meu site pessoal Fada das Letras, no
Recanto das Letras, AVSPE – Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores,
Grupo Ecos da Poesia.
Sou Autora do Portal CEN, Académica da ABRALI, Autora do Mundo Poeta e do
Dono da Loja, além de ter participações em vários outros sites e blogs.
Fui uma das vencedoras do concurso Histórias de Natal de 2006, do CEC –
Centro de Estudos Culturais de Petrópolis – Rio de Janeiro (Brasil), com o
meu conto A Chegada.
Tenho participações em Antologias Luso-Brasileiras e Portuguesas, dois
livros publicados em edição de autor - Sonetos da Fada das Letras (poemas) e
Príncipe de Ofiúco (conto) - e tenho organizado saraus de poesia e música ao
vivo, para divulgação de poetas e suas obras.
Dedico-me ainda a solidariedade com os carenciados.
Colaboradores:
Abílio Lima, Adélia Mateus, Afonso Santana, Alexa Wolf, Alexandra Figueiredo, Ana Mendes, Ana Paula Freitas, Antônio C. A. dos Santos, António Cícero da Silva, António Manuel Fontes Cambeta, António Zumaia, Arlete Piedade, Arlete Brasil Deretti Fernandes, Armando C. Sousa, Carlos Carito, Carmo Vasconcelos, Cecílio Elias Netto, Clara S. Tinoco, Cleide Canton, Conceição Bernardino, Cônsoli, Cristina Maia Caetano, Daniel Teixeira, Denise de Souza Severgnini, Douglas Lara, Efigênia Coutinho, Eugénio de Sá, Fernando Reis Costa, Francis Raposo Ferreira, Haroldo P. Barboza, Humberto Neto, Humberto Soares Santa, Humberto Teixeira, Igor Emanuel Lobo Amaro, Ilona Bastos, Irina Krolov, João P. Correia Furtado, Jorge Linhaça, Jorge M. Pinto , Jorge Vicente , José Geraldo Martinez, José Pedreira da Cruz, Krica (Cristina Ubaldo), Laé de Souza, Laila Murad de Carvalho, Lauro Kisielewicz, Lígia Tomarchio, Liliana Rodrigues Josué Nunes, Luis Cardoso, Luis Fernando Graça, Luiz Poeta, Luíza Benício, Marcelo Torca, Maria da Fonseca, Maria Luiza Bonini, Maria Theresa Neves, Maria Vitória Afonso, Maria Petronilho, Mário Matta e Silva, Martim Afonso Fernandes, Michel C., Patricia Neme, Pequenina, Miguel Deretti, Naida Terra, Nídia Vargas Potsch, Roberto de Oliveira, Rosa Pena, Roseli Busmair, Roze alves, Samuel Freitas de Oliveira (Sá de Freitas), Sandra Fayad, Sara Daniela Coelho da Silva, Silvia Araújo Motta, Susana Mendes, Urbano Reis, Vanise Vergasta, Valdeck Almeida de Jesus, Walter Pereira Pimentel