Pagª 40 - EDIÇAO NºXXIV, IIº NUMERO DE JUNHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
O MAR NA TUA TERNURA

Mário Matta e Silva
1
Que sensações
deste mar
que me sussurra baixinho
num jeito de me embalar
em gostoso torvelinho.
2
Que magias
trás o mar
ao meu corpo desejoso
numa ânsia de chegar
ao teu doce alvoroço.
3
Que cânticos
vêm do mar
em ondas de branda altura
onde espraias o olhar
onde agitas a ternura.
PARTIDA
Patricia Neme
Já me desfiz de todos os guardados
e das lembranças que abrigava em mim.
Joguei ao vento, sonhos tão sonhados...
Tristeza, anseios... Tudo teve fim.
Albuns com fotos dos meu bem amados...
E as conchas brancas, qual flor de jasmim.
Agora vou juntando meus trocados...
Já nada resta, nada mais... Enfim!
E desnudada de qualquer lembrança,
tendo nos versos a melhor herança,
outros caminhos eu irei trilhar.
A solidão? Ah, essa vai comigo,
pois nela sempre tive meu abrigo...
Pois ela sempre me soube embalar.
Continuação de Metodologia do Ensino do Português - Por Arlete Deretti Fernandes. Ver Inicio
O conceito é uma determinada forma de pensar, mas o que não quer dizer que já tenha chegado a um conteúdo final. Ao atingir esta fase significa operar com metacognição, que é uma operação consciente dirigida aos processos de pensamento (reflexão). Na área da linguagem chama-se metalinguagem.
Nossa forma de pensar e nosso sistema de conceitos é imposto pelo meio sócio-cultural em que vivemos. Para Vygotsky aà se incluem nossos sentimentos, nossa vida afetiva. Conceitos e afetos interagem e são de certa forma efeitos do meio sócio-histórico.
Terzi, em 1995, refletindo sobre a aprendizagem segundo Vygotsky, mostra a existência de um componente afetivo capaz de interferir na interação, dando ênfase ao respeito mútuo dos participantes.
A confiança mútua pressupõe o respeito mútuo: respeito do professor para com o aluno como ser humano e respeito do aluno para com o professor.
Vygotsky conclui que as formas superiores de comportamento aparecem duas vezes em cena durante o desenvolvimento da criança:
primeiro em uma forma coletiva (interpsicológica), ou seja, cria-se um vÃnculo entre a criança e os que a rodeiam. Depois, a criança transpõe a forma coletiva de comportamento para si mesma, (intrapsicológica).
A linguagem é um meio de compreensão dos outros e do resto do mundo, um meio de compreender a si mesmo, então o sujeito enquanto constrói o seu conhecimento também se constrói.
Vygotsky estabeleceu dois tipos de conceitos: os cotidianos e os cientÃficos.
Os primeiros, correspondem ao nÃvel mais alto de generalização, a partir de situações práticas no dia a dia, se estabelecem do concreto para o abstrato e são espontâneos.
Os conceitos cientÃficos podem ser chamados de generalizações de pensamentos e o caminho percorrido vai do abstrato ao concreto.
A relação entre estes dois tipos de conceitos no desenvolvimento da criança passa a ser um desafio educacional, na medida em que se pressupõe mediações especÃficas para atingir o nÃvel dos conceitos cientÃficos.
GOSTAR
Liliana Josué
Gosto de te ter por perto
Ainda mais do teu sorriso
Bem desperto
Meu paraÃso
Preenchendo este deserto
De paixão e amor sem siso
Encoberto
E sem aviso
Que por ti foi descoberto
No araque de improviso
Em acto esperto
Bem preciso
Não tendo errado ou certo
Ignorando o impreciso
Dom secreto
Nada indeciso.
Ilona Bastos
Dados Biográficos
Ilona Bastos nasceu em 1959, na cidade de S.Paulo, Brasil.
Frequentou o Curso de Formação de Professores da primeira à quarta série do primeiro grau, no Rio de Janeiro.
Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa em 1983.
Exerce advocacia em Lisboa.
Escreve poesia, contos, crónicas, e também histórias infantis.
Principais Publicações:
Poemas no JL e na Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, vol. X, da Editorial Minerva, 1998.
A Espantosa História do Dinossauro de Fraldas e outras misteriosas narrativas, Editorial Minerva, 1998 (infantil)
Entre Outubro de 1998 e Janeiro de 1999, na Revista Rua Sésamo, os contos infantis: «A Menina - Alfacinha», «A Partida», «A Chuva» e «O Eléctrico de Natal».
A Aventura ! - Site de Histórias Infanto-Juvenis de Ilona Bastos
Anões e Gigantes, Princesas Dançantes - Histórias de Encantar, de Ilona Bastos
Site Em homenagem ao escritor João Bastos (1883-1957)
Participações com poemas, contos, prosa pética e crónicas, designadamente:
e-book Diário de Bordo - Antologia Prefácio. Net http://www.mariajosezaninitauil.ebooknet.com.br/ (2005)
Os poemas "O Jardim" e "O Ritual do Café", e a crónica "O vendedor de laranjas" no Site "A Casa da Cultura"
O conto «Até um poder desconhecido» no «Bestiário - Revista de Contos», ano 2, número 17, Julho de 2005
O poema «O Tempo», na Revista de Poesia «Máquina do Mundo»
Os contos infantis «A girafa e a formiga» e «Um relógio legal», no «Cronopinhos»
Poesia na «AVSPE - Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores»
Poesia no «Poetas del Mundo»
Os poemas «A Cor dos meus Poemas», «Como soa o Poema», «Meu Canto», «O Escrever da Poesia», «O Poema Perfeito», «Um Romance», no Site da Poetisa Rosimeire Leal da Motta
No «Site da Magriça»
Na «Usina das Palavras»
No «Recanto das Letras»
Na «Sane Society» e «Sane Society 3D»
Este Site foi incluÃdo no «Jornal da Poesia» de Soares Feitosa
Vibrações
Poema de Mário Matta e SilvaÂ
Este poema «Vibrações» utiliza o Mote recolhido do poema «O EspÃrito» da autoria de Natália Correia (quatro versos), e foi declamado por Carmen Dolores, quando do lançamento do livro «com eles NOUTRA ATITUDE» de Mário Matta e Silva em 26 de Novembro de 2008
mote:
Nada a fazer, amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas: (...)
«O Espirito»
NatalÃa Correia
Gostava de correr convosco pelos campos fora
Gozando aÃ, das imensas matas floridas
Aromas das suas vestes harmoniosas, garridas
Que respiramos em ti, em cada ano e hora.
Filhos de �frica, do teu regaço despontando...
Nada a fazer, amor, eu sou do bando
Do bando das nostalgias feitas miragem
Dos ventos mornos soprados sobre os ribeiros...
Sou do bando de imbecis, esses últimos aventureiros;
Oh! Fim da saga colonial! Loucos da infernal viagem
Vibração dos marimbeiros ! Suor das marrabentas
Impermanente das aves friorentas;
Ali, um elefante, uma vivaz impala no seu cortejar
Além, cresce um coqueiro, perto duma mangueira;
Virasse eu folha ondulando em branda clareira
Ou então vela enfunada por esse bravo mar!
Mas prá vos salvar, crianças, sobre o �ndico me vi chorando
E nos galhos dos anos desbotando
Vibrei de raiva – cuspindo sangue – para voltar
À terra que me deu o ser e me deu o pranto;
Foi a dança mais macabra, sem nenhum encanto
Que a humilhação fez em mim assim gritar!
Agora, sem rogos nem saudades do voo das tormentas
Já as folhas me ofuscam macilentas;
Mário Matta
«com eles NOUTRA ATITUDE»