Pagª 25 - EDIÇAO NºXXVIII, Iº NUMERO DE JULHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo - Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
As 7 Maravilhas Portuguesas no Mundo
A divulgação dos vencedores, após votação de mais de 200 mil portugueses, foi
feita em Portimão, numa cerimónia com cerca de 2 mil convidados. «Esta
iniciativa demonstrou o orgulho de todos nós, portugueses ou não, na sua
história, no seu património, nas suas raÃzes. O objectivo da New 7 Wonders
Portugal sempre foi despertar o interesse nas pessoas e conseguir assim
preservar um legado que é de toda a Humanidade», afirmou LuÃs Segadães,
presidente da New 7 Wonders Portugal.
Vários artistas da lusofonia contribuÃram para o espectáculo que marcou a
revelação das sete maravilhas de origem portuguesa. Daniela Mercury, Maria João
e Mário Delgado, Paulo Gonzo, Ricardo Ribeiro e Rabih Abou-Khali, Rui Veloso e
Tito Paris e Boss AC foram os convidados musicais.
A New 7 Wonders Portugal foi criada no âmbito da Declaração Oficial das Novas 7
Maravilhas do Mundo. As Novas 7 Maravilhas do Mundo foram seleccionadas a partir
de 21 monumentos pré-seleccionados, classificados pela UNESCO como Património da
Humanidade e anteriores ao século XXI.
Fortaleza de Diu
As Novas 7 Maravilhas do Mundo são agora a Grande Muralha da China, a cidade de
Petra, na Jordânia, a cidade inca de Machu Picchu, no Peru, a pirâmide maia de
Chichén Itzá, no México, o Taj Mahal, na �ndia, o Coliseu de Roma, em Itália, e
a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, no Brasil.
Em paralelo, foi organizada a eleição das 7 Maravilhas de Portugal, eleitas numa
votação que envolveu mais de 350 mil portugueses. De entre os 21 monumentos
situados em território português que foram a votação os escolhidos foram o
Mosteiro de Alcobaça, o Mosteiro dos Jerónimos, o Palácio da Pena, o Mosteiro da
Batalha, o Castelo de Óbidos, a Torre de Belém e o Castelo de Guimarães.
A Fortaleza de Diu e Igreja do Bom João, ambas na �ndia, Fortaleza de Mazagão ,
em Marrocos e Cidade Velha de Santiago, em Cabo Verde, foram as quatro primeiras
Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, anunciadas em Portimão.
A Igreja de S. Paulo em Macau (China), a Igreja de S. Francisco de Assis da
Penitência (Brasil) e o Convento e Ordem Terceira de S. Francisco (Brasil)
completaram as Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.
Cidade Velha de Santiago - Cabo Verde
De um total de nove monumentos de Africa, oito monumentos da América e 10
monumentos da Asia que foram num total de 27 foram sujeitos a votação foram
declaradas oficialmente as «Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo».
Na abertura da cerimónia, o Comissário para as Maravilhas de Origem portuguesa
no Mundo, António Vitorino, afirmava que não era «tarefa fácil» a escolha, mas
desejou que «vencesse o melhor».
«E a impressão digital que Portugal deixa no mundo. Celebremos o nosso
património, sem qualquer sabor passadista. Esta celebração é também um
compromisso com o futuro e com a sociedade civil», afirmou António Vitorino.
As «Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo» foram seleccionadas entre 27
monumentos, situados em 16 paÃses diferentes, e foram votadas durante 182 dias -
entre 07 de Dezembro de 2008 e 07 de Junho de 2009.«Desenvolver projectos únicos para a promoção e divulgação do património
cultural e histórico português e de origem portuguesa em todo o mundo (.)
angariando apoios para a recuperação de monumentos a nÃvel nacional e
internacional" é a missão das «Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo».
As «Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo» tiveram o alto patrocÃnio da
Presidência da República e contaram com os apoios cientÃficos da Comunidade dos
PaÃses de LÃngua Portuguesa (CPLP) e da Universidade de Coimbra, assim como da
colaboração da Câmara Municipal de Portimão.
A «7 Wonders Foundation» declarou hoje que em 2010 vão ser reveladas nos Açores
as «Sete Maravilhas Naturais de Portugal», uma selecção que vai eleger e
homenagear as paisagens mais bonitas de Portugal Continental e Regiões Autónomas
da Madeira e Açores.
Festival Silêncio!

De 18 a 27 de Junho, Lisboa será palco de um evento em torno da palavra
dita: o Festival Silêncio! Trata-se de um evento internacional dedicado à s
novas tendências artÃsticas e novas expressões urbanas que cruzam a música
com a palavra: dos concertos à poetry slam, dos debates às conferências, dos
audiolivros às leituras encenadas e aos espectáculos transversais e de
spoken word.
Rodrigo Leão, José LuÃs Peixoto, Olivier Rolin, Adolfo Luxúria Canibal,
Rogério Samora, JP Simões, Francisco José Viegas, Sam the Kid, Jorge Silva
Melo, DJ Ride, Filipe Vargas, John Banzai, Mark-Uwe Kling, Maria João
Seixas, Alex Beaupain e Wordsong, entre muitos outros, para que Lisboa dê
lugar à palavra, aceitando o silêncio quando ele se impõe.
Promover encontros entre poesia, música e vÃdeo, reunindo alguns dos mais
conceituados artistas portugueses, franceses e alemães. Debater o futuro de
novos suportes como o audiolivro convocando escritores, jornalistas e
editores. Dar a conhecer as mais recentes tendências artÃsticas nesta área é
o objectivo do Festival Silêncio!
Queremos que a palavra passe e puxe a palavra!
Festival Silêncio! é um projecto desenvolvido pela editora 101 Noites,
MusicBox, Goethe - Institut Portugal e Instituto
Franco-Português.
Paula Rego no top 200 dos artistas do século XX

Paula Rego é o único nome português constante de uma lista dos 200 artistas
mais importantes do século XX até agora divulgada hoje na edição online do «The
Times» e elaborada com base nos votos dos leitores do jornal.
A pintora, há muitos anos a viver na Inglaterra, figura em 142.º lugar na
lista, que é liderada por Pablo Picasso, seguido de Paul Cézanne e de um
artista muito diferente, Gustav Klimt.
Aos três artistas mais votados seguem-se o impressionista Claude Monet, o
pai da arte conceptual, Marcel Duchamp, o grande rival de Picasso, Henri
Matisse, o expressionista abstracto norte-americano Jackson Pollock, o
pioneiro da «pop art», Andy Warhol, o também expressionista Willem de Koonig
e o abstraccionista radical holandês Piet Mondrian, que ocupa o décimo
lugar.
Georges Braque, o outro mestre do cubismo, ao lado de Picasso, aparece em
décimo quarto lugar, atrás, por exemplo, de Francis Bacon (12) e Robert
Rauschenberg (13), mas muito à frente de Juan Gris (64).
Por seu lado, a mexicana Frida Kahlo figura na décima nona posição, antes de
Paul Klee (21), Alberto Giacometti (25), Salvador Dalà (26) e o escultor
Auguste Rodin (27).
A lista contém inesperadas escolhas, tal como a de um artista alemão
provocador, iconoclasta e pouco conhecido do grande público - Martin
Kippenberger - que ocupa a vigésima posição, quando Joan Miró figura na
septuagésima quarta.
Também à frente de Miró, tal como de Marc Chagall (71) e de Modigliani (58),
estão os britânicos Tracey Emin (a artista da cama suja e desfeita) e Damien
Hirst, o dos tubarões em formol, nos 52.º e 53.º lugares, respectivamente.
O jornal lançou o desafio aos leitores há 16 semanas e recebeu, para a
elaboração da lista, um milhão e 400 mil votos.
Fonte: Times