Pagª 29 - EDIÇAO NºXXVIII, Iº NUMERO DE JULHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
A COLUNA DE Jorge M. Pinto
CASOS AO ACASO
Nota introdutória elucidativa:
(Essencial à compreensão de quanto se relata...). (Ver esta nota no
seguinte endereço:
Arquivo
IV. )
ATIRADOR DE ELITE
- Na época, em Angola, era ainda um só o ministro existente, que dava pela designação de Secretário-Geral, e a quem, além de outras (muitas) cabia a função de substituir o Governador Geral (espécie de Presidente da República ou Chefe do Governo) nas suas ausências e/ou impedimentos. Era assim como que o segundo posto mais importante da hierarquia na ProvÃncia.
Vivia-se a segunda metade da década de 40 e na altura era chic organizar e participar de caçadas tão raras quanto sem resultados práticos uma vez que as agrupadas altas patentes (civis e militares) iam a tais eventos mais para observar e fotografar os bichos na natureza do que propriamente para os abater.
Conta-se que de um desses safáris faziam parte alguns Directores de Serviços, e o próprio Secretário-Geral, (J.A.F.) homem de muitÃssimo poucas palavras e muito menos risos.
Surge uma manada de pacaças (nome por que em Angola são conhecidos os búfalos vermelhos, animais de porte aproximado ao do touro de lide mas muito mais ágeis e agressivos) e, depois de muito fotografados e apreciados, resolvem abater um deles.
Com as deferências habituais, do atire você...Obrigado. Atire Vossa Excelência... Não. atira tu,... foi calhar a sorte a um dos Directores, (H.E.S.) muito arredondado, de figura. Como complemento tinha ainda, um protuberante e esférico abdomen. Dizia-se bom atirador...
Feito o disparo, redondo, cai um dos animais. O grupo aproxima-se da peça abatida, e o atirador, com as naturais dificuldades conseqüentes do seu volume, é dos últimos a apear-se.
O acercar-se do bicho coincidiu com o momento em que os primeiros a descer descobriam a trajetória da bala. Depois de ter atravessado o respectivo saco escrotal, a bala perfurara toda a barriga e acabara por sair pelos peitos ao bicho.
Conjectura-se que, pela forma e rapidez como o animal caÃra, no seu trânsito provavelmente o projectil lhe teria atingido o coração. (Mais tarde confirmou-se isso mesmo).
-Lindo tiro, se comenta.
-Parabéns ! Excelente golpe...
E mais uns quantos elogios ao feito.
-É. Geralmente atiro para aà porque sei que assim provoco morte rápida,
e quase sem sofrimento. Sentencia o atirador.
Muitos meses depois, novo safári com mais ou menos os mesmos protagonistas, nova manada de pacaças e nova situação de – Atire V. Exª, Atire você-. Para a função é de novo escalado o mesmo Director. Um, dois, três, quatro tiros,... sem resultado. Comenta o Secretário Geral (o tal circunspecto): Oh Dr. F......Não insista. São todas fêmeas !!!
Africa subsaariana vai desacelerar acentuadamente diz o BIRD

O crescimento econômico na região da Africa subsaariana vai desacelerar acentuadamente para 1% este ano, com Angola registrando uma contração de 1,9%, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Mundial (Bird).
O Bird previa
para a região em 2008 uma estimativa de aumento do Produto Interno Bruto (PIB)
de 4,8% para 2009. De acordo com o estudo «Global Development Finance 2009»,
elaborado pelo Bird, que incluiu 97 dos 108 paÃses em desenvolvimento, entre os
quais Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde, a evolução prevista para a
economia da �frica subsaariana traduz «um cenário muito negativo».
A instituição espera que Angola, que apresentou um crescimento médio de 8,3%
entre 1995-2005, e em 2008 viu o PIB aumentar 14,3%, deverá registrar uma
contração de 1,9% este ano, para voltar a crescer 6,5% em 2010 e 10,7% em 2011.
A queda do PIB angolano, de 1,9%, agora prevista pelo Bird é, no entanto,
inferior à estimativa divulgada por Luanda - menos 3% para 2009 - e é
justificada pela descida do preço do barril de petróleo e da produção do setor.
O relatório aponta ainda que o crescimento do PIB para 2009 na região deverá ser
lento, esperando-se um crescimento médio de 3,7% do PIB para 2010 e de 5,2% para
2011, com a demanda interna e externa a começar a recuperar.
No âmbito dos paÃses da área da lusofonia, o Bird aponta para que Cabo Verde
apresente uma desaceleração no crescimento do PIB para 3,8% em 2009, uma
inversão de 4,4% em 2010 e 5,4% em 2011.
Já Moçambique deverá ver um recuo de 6,4% em 2008 para 4,5% em 2009. Além disso,
o PIB moçambicano deverá recuperar para 4,9% e 5,9%, respectivamente em 2010 e
2011.
Em relação à Guiné-Bissau, a economia deverá cair 0,9 ponto percentual de 2008
para 2009, situando-se em 2,1% neste ano, para voltar a crescer 3,4% nos dois
anos seguintes.
Desaceleração
Entretanto, o
relatório do Bird não descarta que a �frica subsaariana possa atravessar uma
profunda e prolongada desaceleração econômica.
A instituição sustenta a preocupação no caso de a procura externa apresentar um
menor dinamismo, se a recuperação dos preços das matérias-primas for inferior Ã
prevista e se houver uma maior quebra nos fluxos de capital (receitas do
turismo, remessas dos emigrantes e ajudas internacionais).
O estudo também indica que o crescimento econômico da região poderá registrar
uma quebra de três pontos percentuais em 2009, se a recessão se mantiver
«bastante acentuada» no perÃodo analisado.
Brasil
Por outro lado,
na América Latina, o Brasil deverá registrar uma contração de 1,1% em 2009,
segundo a estimativa do Banco Mundial.
Segundo a instituição, para o maior paÃs lusófono a instituição previu
anteriormente uma expansão de 0,5%.
Para o próximo ano, a economia brasileira deve crescer 2,5% e 4,1% em 2011.