Pagª 2- EDIÇAO NºXXVIII, Iº NUMERO DE JULHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
Continuação da Coluna Um (Ver inÃcio)
Estamos plenamente conscientes que o nosso trabalho, a nossa perspectiva, terá
como em todas as coisas os seus crÃticos, mas era bom que esses crÃticos não
fossem aqueles mesmos que, perdidos em longos gabinetes, escondidos em
exclusivas tertúlias, fechados em escusas universidades (não são todas,
felizmente) nada ou quase nada têm feito para estabelecer ou restabelecer este
fio cujas pontas desde há muitos anos têm andado separadas.
Mais que apregoar a «grandeza» da lÃngua portuguesa e da lusofonia em geral,
vistos os planos da lÃngua e do património cultural e humano, dos usos, dos
costumes, da multiplicidade de manifestações que no dia a dia saem à rua, é
preciso fomentar, é preciso fazer reviver.
Embora uma parte dessa actividade nobre seja pelo menos em parte mais
economicamente traçada, preservada pelas trocas turÃsticas, pela imigração e
pela emigração, a lusofonia é muito mais do que isso: é, entre outras coisas,
uma troca de contactos permanente, um vai vem humano e cultural que acerta
constantes agulhas no diálogo, na crÃtica (seja ela mais ou menos compreensiva),
nas actividades que enquadram todo um sistema que espontaneamente se vai
compondo apesar da manifestada inércia das entidades que guardam o nosso
dinheiro e alegadamente o distribuem de forma proporcional por aquilo que eles
acham mais importante.
A nossa responsabilidades universalista não se compadece com governantes
medÃocres, com orçamentos desfasados, com erros económicos e polÃticos que sacam
milhões do património de todos e que bem podiam ser aproveitados desde logo para
o fomento daquilo que temos de melhor e que é o nosso património histórico e
cultural.
Porque através da história se passa sempre e a história da lusofonia é tão
complexa, tão rica, tão diversificada, que no fundo, só a «arraia miúda» tem,
neste momento uma forma espontaneamente organizada de a abarcar no seu todo.
Assim, «isto» é o que o nosso jornal procura: fazer confluir, mesmo em entidades
distintas, esse manancial enorme que é desde sempre imparável, porque ao
contrário do que muitos pensam é a sociedade civil o motor por excelência de
todas as coisas.
Continuação da Crónica de Arlete Piedade -
(E)(I) MIGRANTES (Ver InÃcio)
Também a espécie humana começou por se migrante ou nómada, deslocando-se em grupos de local para local, consoante os alimentos e a água se acabavam e a necessidade de sobreviver os impelia a partir em busca de melhores condições de vida. Nesses tempos a caça e a pesca, bem como os frutos e plantas das florestas, eram abundantes e suficientes para a sobrevivência de todos, até que descobriram que podiam cultivar a terra e domesticar animais para os servirem e alimentarem . A partir dai assistiu-se ao surgimento dos primeiros grupos sedentários que se fixavam num determinado local, constituindo os primeiros povoados, cujos vestÃgios arqueológicos chegaram aos nossos dias.
Mas quando a ganância começou a instalar-se com os donos dos rebanhos e das terras a quererem ter mais quantidade de bens do que os vizinhos, começaram também as lutas entre grupos e depois entre povos e nações.
Então os mais fracos, que perdiam as batalhas tinham que partir ou por serem expulsos, ou para sobreviverem tinham que fugir ou partir para outros lugares para salvarem a vida. Começaram assim as invasões que mais não eram que grupos migrantes que se instalavam á força nos territórios que conquistavam pelo poder das armas, lutando com os povos naturais desses locais, que lá viviam há inúmeras gerações.
Estes fenómenos ocorreram em todos os continentes do mundo, e continuam a ocorrer nos nossos dias apesar da dita evolução.
Por exemplo em Portugal, fomos invadidos pelos Romanos, pelos Arabes, pelos Visigodos, pelos Alanos, pelos Suevos pelos Celtas e mais alguns que não vale a pena citar agora. Todos esses povos se instalaram e acabaram por se cruzar com os povos originais, os Lusitanos e os Iberos, formando novas raças como os Celtiberos. Se alguns foram expulsos á força das armas, como os Arabes, outros acabaram por confundir com os povos originais, como os Celtas e os Visigodos, mas todos deixaram a sua cultura, hábitos e costumes, enriquecendo os povos originais e os paÃses, culturalmente e em termos humanos e sociais.
Estes movimentos migratórios ocorreram há cerca de 3000 a 2000 anos, e foram motivos de lutas e guerras, posses e conquistas, mas nos séculos seguintes outros movimentos mais pacÃficos de migrantes vieram e se instalaram, como por exemplo os Judeus que preservaram a sua cultura e religião e usaram o poder económico para obterem permissão de se instalarem nos paÃses de acolhimento.
Mas novos movimentos se formaram na Europa em direcção ao chamado Novo Mundo. Portugal foi o precursor desses novos grupos que partiam á descoberta em barcos através de oceanos inexplorados em busca de novas terras, que se sabia existirem a oriente, mas também a ocidente. Foi assim que foram descobrindo as ilhas no Atlântico, bem como as terras a oriente, nomeadamente a India, China, Japão.
Existia a crença que seria possÃvel uma passagem marÃtima para esses paÃses que até aà só eram acessÃveis por terra, através da Rota da Seda, e eram altamente apetecÃveis pelos bens que produziam nomeadamente as especiarias.
Mas quando os portugueses descobriram o Brasil, não tão acidentalmente como se quis fazer crer, estava aberta a rota para o Novo Mundo, seguindo-se a Espanha, e depois a França, a Holanda e a Inglaterra, invadindo e conquistando os novos paÃses descobertos nas Américas, como o Brasil, o México e a América do Norte.
Esses povos foram submetidos pela força, conquistados e escravizados e ainda hoje em dia no Brasil se continua a assistir a lutas pela posse da terra e dos bens, nomeadamente na Amazónia.
Se esses acontecimentos tiveram lugar nos últimos quinhentos anos, nas ultimas décadas do século vinte até á actualidade, novos e significativos movimentos migratórios tiveram lugar para Portugal e de Portugal para outros paÃses, estes já não á força das armas, mas á força da justiça e da humanidade através da luta para escapar á miséria e proporcionar melhores condições de vida á famÃlia.
Temos assim os movimentos de emigrantes portugueses a partir dos anos cinquenta e sessenta, em direcção á França, Alemanha, Canadá e América mas também para outros paÃses como Austrália e Brasil. Mas quando se dá a revolução do 25 de Abril de 1974 e com o fim da colonização e a independência concedida aos paÃses africanos, um grandioso e dramático movimento teve inÃcio: Os retornados de Ã?frica, portugueses e suas famÃlias que se viram obrigados a regressar ao paÃs de origem, muitos deles recomeçando a sua vida a partir do zero.
Com a queda do muro de Berlim e o fim do bloco comunista, assistimos a um movimento maciço de imigrantes dos paÃses de Leste em direcção aos paÃses da Europa Ocidental, Portugal incluÃdo.
Mas Portugal acolheu também nas últimas décadas uma grande comunidade de emigrantes brasileiros, sendo neste momento a maior residente no nosso paÃs, bem como emigrantes africanos das ex-colónias, em especial de Cabo-Verde, sem esquecer os chineses que se instalaram sobretudo com lojas de comércio de baixo preço.
No Brasil os movimentos migratórios são também complexos, quer os que ocorrem dentro do paÃs, com as populações dos territórios nordestinos que para fugiram á seca, migram para locais de agricultura intensiva em busca de trabalho e alimento, quer com os povos indÃgenas que ainda vivem na floresta do Amazonas e constantemente vêm as suas terras invadidas e os seus direitos espezinhados pelos exploradores das riquezas naturais que os pretendem expulsar para se apoderarem das suas terras e recursos.
Mas também nas zonas urbanas, imigrantes provenientes de paÃses vizinhos mais pobres, são aliciados com promessas de trabalho no Brasil e acabam por viver em regime de semi-escravidão, em fábricas clandestinas e em condições de vida degradantes.
Um pouco por todo o mundo, é este o panorama, povos mais pobres e sem alimentos, que tentam novas vidas em paÃses mais ricos e com mais abundância de recursos, deslocando-se para tentarem novas vidas, nesses paÃses.
Mas ao contrário dos animais ditos irracionais, que se deslocam livremente através da mãe Natureza de todos nós, por ar, terra e mar, os humanos têm que lutar com os mais fortes que com a ganância dos primeiros povos, continuam a querer acumular mais bens e alimentos do que os que podem usar e consumir. Porque razão um africano tem que emigrar clandestinamente para a Europa, fugindo num barco sem condições e em risco de vida, deixando a sua famÃlia atrás, muitas vezes a viver sem o mÃnimo de condições, e nos paÃses para onde se dirige, um europeu tem duas casas, dois ou mais carros, desperdiça comida que até deita fora para o lixo, e acima de tudo desperdiça recursos que pertencem a todos, como água potável, combustÃvel e energia?
É por isso que se comemora em cada paÃs em datas diferentes, o Dia do Emigrante, ou dos Trabalhadores Migrantes, porque essas pessoas necessitam que os governos as protejam, através de leis justas, que lhe permitam terem os mesmos direitos que os naturais dos paÃses de acolhimento, sem explorações e tratamentos desumanos e escravizantes.
Afinal é da mistura e do encontro de culturas e povos, que nasce o progresso proporcionado por novas ideias e novas formas de fazer coisas antigas.
Não importa se o dia do emigrante é a 10 de Junho, a 7 de Julho, ou a 11 de Agosto, em Portugal, ou a 21 de Junho ou 19 de Dezembro no Brasil, pois dia do emigrante são todos, afinal todos os dias eles lutam por dar uma vida melhor á famÃlia e ajudam a erguer uma sociedade mais justa nos paÃses de acolhimento!
(Ver o Poema Mão Negra e apresentação P.Point-pps)
Copa da miséria
Coluna
de Haroldo P. Barboza
Deu no Terra em 23/06/09 (mas não deu na mÃdia pesada).
O Coronel Nunes, chefe da delegação brasileira de futebol na Copa das
Confederações, esquentou a gélida noite de Johannesburgo com sua declaração
sobre a copa de futebol na Ã?frica.
-Como a Copa das Confederações é um teste, eu não daria nota de aprovação para
isso aqui.
-Depois das seis da tarde existe «toque de recolher», não se vê mais ninguém nas
ruas.
-Estou realmente preocupado. Estava pensando em trazer minha famÃlia para a
Copa, mas não sei.
-Fico olhando pela janela do hotel à noite, não se vê viva alma nas ruas.
-Parece uma cidade em guerra permanente.
-Não tem como sair depois do jogo para comemorar num bar a vitória da sua
seleção.
-Nem mesmo nós que temos escolta da polÃcia somos respeitados, de repente algum
carro fecha, passa na frente, é complicado.
Segundo o Coronel, 60% dos problemas da Ã?frica do Sul para a Copa do Mundo
seriam exatamente de segurança. Quanto aos furtos de dinheiro e objetos nos
hotéis das seleções do Egito e do Brasil, o Coronel considera serem «casos
isolados».
Vamos tentar explicar o «silêncio» da imprensa em geral:
1 – A CBF abafou o caso (com quanto?) dizendo que a voz do Cel. Nunes não
representa o pensamento dela. Ué. Mas ele não é o «chefe» da delegação? Comanda
alguma coisa ou está lá só para passear para compensar o fato do Estado do Pará
não ter sido eleito umas das sedes de 2014?
2 – Os mafiosos do futebol que investiram na copa da �frica e tão logo ela
comece vão lucrar o quÃntuplo do que foi aplicado, não desejam que se dê ênfase
a estes «detalhes» periféricos sociais que podem despertar os olhares incômodos
de algumas ONGs.
No Brasil, na ocasião do PAN-2007, empresários faturaram alto com o evento,
enquanto o povo local herdou os «elefantes brancos» (construções que agora estão
quase abandonadas) e terá de pagar seus custos (que quintuplicaram) com muito
suor.
3 – Se tal declaração e fatos decorrentes prejudicarem os lucros dos
patrocinadores locais, eles poderão dar o troco em 2014, mostrando que no
Brasil, a situação de miséria e violência do povo são iguais ou
maiores do que a
deles!
Amilcar Brunazo esclarece!
Olá leitor!
A prática de processamento e arquivamento de documentos por vias obscuras não se
restringe ao Senado, que agora atraiu a atenção da imprensa em geral.
O Fórum de Voto-E denunciou em outubro de 2003 a manipulação e adulteração dos
registros digitais de tramitação de matérias na Câmara Federal, anexando provas
documentais.
Segue abaixo o texto da denúncia. Para ver as provas documentais vá até:
http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/PLazeredo.htm#2.
Na época da denúncia estava em pleno vigor a distribuição de verbas do Mensalão
e ocorreu sob a presidência do Dep. João Paulo Cunha, exatamente uma semana
depois dele ter recebido aqueles R$ 50 mil que posteriormente confessou e o
levou a renuncia.
No dia da manipulação que denunciamos e apresentamos prova, a atenção da
imprensa estava totalmente tomada pela votação da reforma tributária que
adentrou a madrugada e nossa denuncia acabou sendo ignorada.
Esta denúncia está vinculada a pressão do TSE para aprovar uma lei eleitoral que
restringia as formas de auditoria do resultado eleitoral, o que tornou o Brasil
um exemplo do que não deve ser feito em matéria de voto eletrônico: mais de 50
paÃses que vieram conhecer nossas urnas eletrônicas a rejeitaram por causa da
impossibilidade de auditoria do seu resultado, consequência da aprovação da lei
por meios obscuros e ilegais.
E para quem quiser pesquisar mais procedimentos administrativos secretos basta
procurar no TSE e tentar acompanhar o projeto de biometria eleitoral. Tem muita,
muita, coisa escondida nesta história a partir da idéia de coletar as 10
impressões digitais dos eleitores para que possam votar.
Para que captar a impressão digital dos 10 dedos do eleitor se apenas 2
bastariam? Vocês sabem quantos eleitores necessitaram usar mais de um ou dois
dedos para liberar o voto no teste das urnas biométricas em 2008?
Não sabem, não é?
E nem vão saber porque esta é mais uma das informações sigilosas que o
administrador eleitoral mantém, porque que não quer ver exposto e debatido pela
imprensa o verdadeiro motivo deste cadastro biométrico que está construindo.[ ]s
Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP – junho/2009
www.votoseguro.org
Mordomias - A culpa é do Mordomo!
Mordomo de Roseana Sarney recebe R$ 12.000,00 por mês através do Senado Federal. Está na mÃdia em junho de 2009 para quem quiser ver.
O mordomo da casa da ex-senadora e atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney, é funcionário efetivo do Senado e, com as gratificações, ganha em torno de R$ 12 mil.
Apesar de ser assessor de gabinete, Amaury de Jesus Machado, de 51 anos,
conhecido como «Secreta», trabalha na casa dela no Lago Sul de BrasÃlia. As
informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo em 19/09/2009.
«Ele é meu afilhado. Fui eu que o trouxe do Maranhão. Ele vai à casa quando
preciso, uma duas ou três vezes por semana. É motorista noturno e é do Senado. E
lá até ganha bem», disse a governadora.
Machado é tão ligado a Roseana que chegou a ter filiação partidária. Assinou a
ficha do PFL quando ela ainda integrava os quadros do partido.
Nos anos 90, ele esteve lotado no departamento de segurança e transportes do
Senado. Antigos colegas dizem que sua função, ao menos oficialmente, era a de
motorista, embora não se lembrem dele dirigindo os carros do Senado.
Como em todo bom filme de mistério (tÃtulo: os atos secretos), o culpado não é
quem é apanhado no delito. Quando explodiu o escândalo das vacas (loucas?) do
Senador que justificava sua fortuna conseguindo vende-las pelo quÃntuplo (?) do
preço de mercado, atribuÃram a culpa a um jardineiro. Vai ver ele não usou o
esterco destas vacas «sagradas» nas plantas dos jardins das mansões dos
benfeitores da nação!
Neste caso presente de imoralidades legislativas onde parente morando na Espanha
é «nomeado» para cargo no planalto da lama, neto ganha cargo público e o avô
«não sabe» apesar de estar a menos de 50 metros dele, ajudas são depositadas nas
contas do Senador «distraÃdo» durante meses sem que ele «perceba», gráfica do
Senado foi usada para campanha eleitoral em 1994 no Maranhão e outras peraltices
mais, o culpado de tantas mordomias tem de ser o Mordomo!
Evidentemente quando atos são assinados (e o povo assassinado) nas madrugadas em subterrâneos à luz de velas, é claro que precisamos de um bode «respiratório» (para dar fôlego aos pilantras).
Nada melhor do que a figura de um Mordomo para ser culpado pelas falcatruas que
a «gangue da caneta maldita» arquiteta contra os contribuintes (trouxas que
pagam sem protestar).
Tudo indica que no próximo escândalo (deve sair na próxima semana) vão culpar
uma cozinheira por não ter colocado molho italiano em alguma «pizza» produzida
por uma CPI sem a conclusão que a nação necessita para eliminar a náusea que
sente por estas figuras patéticas idolatradas pelos fiéis seguidores do Big
Besta Brasil.