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Pagª 40 - EDIÇAO NºXXVIII, Iº NUMERO  DE JULHO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes.   

EU COMIGO

Mário Matta e Silva

Só encontro uma forma de vencer pela poesia: escrevê-la! Ficamos bem com o nosso Ego e com o Mundo que nos rodeia, seja ele bonito ou feio. Desse instante faz-se uma eternidade (conforme poema que já publiquei) e de cada sentimento um desejo de viver bem com tudo e com todos, mesmo que não conformado com o mal.

O Bem é a nossa bandeira e o mal o nosso inimigo que tentamos abater com palavras harmonizadas e articuladas de forma a expressarmos os nossos «estados de alma». O espaço, mesmo que pequenino é global. A universalidade da palavra torna-nos universais. Somos a palavra com que comunicamos.

Somos um elo que liga, pela estética e pela semântica das expressões, as sensações de todo o ser racional. Vibramos assim tão simplesmente comunicando como o fizeram, muito recuadamente, Orácio, Catulo, Ovídio, Virgílio ou até Moisés, Job, David, Salomão ou Isaías. O Bem e o Amor tornou-se na religião dos Poetas.


Poesia do meu primeiro livro «NUNCA VOS DIREI TUDO» ed. 2002

EU COMIGO

Cá estou eu de novo.
Eu comigo.
Comigo unicamente.
Ausente inda que presente.
Um querer sentir que me renovo
Neste dar-me tão antigo!

Cá estou de novo... noutro apertado nó
Num diálogo sem inimigo
Olho-me, sinto-me... e só
Viajo no tempo e louvo
O facto de ser eu o meu melhor amigo
Mesmo quando me torno em meu próprio estorvo

Lá estou eu de novo numa labiríntica encruzilhada
Penso no que procuro e ainda não encontrei
Tropeço e avanço neste acidentado caminho!
Aturo-me, agrido-me, revolto-me... eu sei...
Há dias em que o mundo é uma grande laranja vazia... sem nada
E nele me refugio, só, comigo... gemendo em verso mas baixinho..

 

 

 



100 milhões vítimas de trabalho infantil

Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicado na passada Quarta-feira, indica que cerca de 100 milhões de meninas são vítimas do trabalho infantil no mundo.

De acordo com o documento intitulado «Dê uma oportunidade às meninas: combata o trabalho infantil», a crise financeira global deve agravar ainda mais a situação das crianças.

De acordo com a OIT, apesar de o número de crianças no trabalho ter diminuído, a crise económica mundial pode reverter este decréscimo. O relatório chama a atenção para a realidade de muitas famílias que preferem mandar os filhos para a escola, deixando as filhas em casa.

A OIT adverte que muitas das vítimas do trabalho infantil sofrem também abusos sexuais. O estudo da OIT confirma que meninas com escolaridade, conseguem empregos melhor remunerados, casam-se mais tarde e têm menos filhos. Também as mães com acesso à educação enviam os seus filhos à escola, aumentando oportunidades de um futuro melhor.

A OIT destaca que três em cada quatro das crianças e adolescentes que trabalham estão expostas às piores formas de exploração laboral infantil (tráfico humano, conflitos armados, escravatura, exploração sexual e trabalhos de risco, entre outros), actividades que «prejudicam de forma irreversível o seu desenvolvimentos físico, psicológico e emocional».

No entender da OIT, a «abolição efectiva» da exploração laboral das crianças - que «são privadas de direitos básicos, como educação, saúde, lazer e liberdades individuais» - é um «dos maiores e mais urgentes desafios do nosso tempo».

 

Florianópolis vai inaugurar centro de cultura açoriana

A cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina, vai inaugurar um Centro de Tradição Açoriana, num «projeto inédito no Brasil» para valorizar e divulgar costumes, cultura e gastronomia do arquipélago dos Açores, Portugal.

«Será um verdadeiro circuito onde o turista possa imaginar todo o desenvolvimento da cultura açoriana e traçar uma comparação entre as características dos Açores e Florianópolis», disse o presidende da Câmara de Florianópolis, o vereador Gean Marques Loureiro.

Embora sem especificar a data concreta da inauguração, Loureiro adiantou que o centro vai ficar implantado numa «área com mais de 200 mil metros quadrados, já doada pelo governo do Estado de Santa Catarina».

«Vamos finalizar o projeto num amplo seminário para que possa ser inaugurado em breve para termos um centro que possa ser uma referência turístico e cultural da cidade de Florianópolis», afirmou o vereador, evidenciando as múltiplas semelhanças  arquitetônicas e populacionais entre os Açores e Florianópolis.

O governador dos Açores, Carlos César, destacou que a criação do centro permite «revigorar uma relação já antiga», entre o arquipélago açoriano e Santa Catarina, para onde milhares de açorianos emigraram.

«Vejo com muito agrado este projeto de registro e resgate da memória açoriana, com manifestações ainda hoje muito vivas em Florianópolis», frisou Carlos César, acrescentando que a província portuguesa apoia a iniciativa.

César lembrou ainda o relacionamento entre os Açores e Santa Catarina «corrente e diário», daí entender que o projeto «é importante para aproximar ambas as regiões, numa perspectiva de adequação das tradições à modernidade e ao que se vive hoje».