Pagª 10 - EDIÇAO NºXXVIII , Iº NUMERO DE JULHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
JURANDIR DO SAX
Sandra
Fayad
Quem por este Brasil afora não ouviu falar de Luiz Gonzaga que, em parceria com Humberto Teixeira, é autor e intérprete da música PARA�BA MASCULINA?
Quando a lama virou pedra e mandacaru secou
quando ribançã de sede bateu asas e voou
foi aà que eu fui me embora carregando a minha dor
hoje eu mando um abraço pra ti pequenina
Êta pau pereira que a princesa já roncou
êta paraÃba mulher macho sim senhor
êta pau pereira meu bodoque nem quebrou
hoje eu mando um abraço pra ti pequenina
ParaÃba masculina mulher macho sim senhor (bis)
Saà pra lá peste!
Hoje, ao invés de ir embora, o paraibano prefere dar uns «rolés» por aà e voltar
para receber gente do mundo todo em seu torrão natal, com muito orgulho.
Uma das principais atrações da boa terra pode ser encontrada em dezenas de
vÃdeos inseridos no «youtube» sobre o pôr-do-sol na famosa Praia do Jacaré, que
não me canso de admirar sempre que tenho a oportunidade de ir a João Pessoa.
Você dirá:
- Pôr-do-sol é bonito em qualquer lugar do mundo.
- Com certeza.
Mas posso lhe garantir que esse tem algo de muito especial. Para assisti-lo,
você necessita chegar por volta de 4 horas da tarde, munido de câmara
fotográfica ou filmadora, de preferência. Faça um curto passeio pela orla para
escolher um dos seis bares onde estão se apresentando músicos regionais e
instale-se.
Peça algo para beber e, se a visita ocorrer em alta temporada, curta a movimentação intensa de visitantes, que tentam escolher o melhor ângulo para verem, ouvirem e fotografarem ou filmarem o evento, que dura apenas 15 minutos, dentro do calmo e estreito braço do mar, à frente.
Ali circulam pequenos barcos com turistas que preferem participar do acontecimento o mais proximamente possÃvel. Às 17 horas em ponto, interrompem-se as apresentações musicais nos bares para dar lugar à s primeiras notas que saem de um único saxofone, vindas de uma pequena canoa, que é movimentada lentamente da direita para a esquerda da orla por um remador.
O passageiro, apenas ele - o Jurandir do Sax - emociona a todos com o Bolero de
Ravel naquele pequeno instrumento de sopro, tocado de pé. O barquinho vai
passando na frente dos bares, enquanto ao fundo o sol se põe, refletindo nas
águas os tons dourado-avermelhado, sob os quais circulam também os outros
barcos. É impressionante constatar que o espetáculo do pôr-do-sol e o concerto
duram exatamente 15 minutos cravados. Desta vez pedi ao meu amigo Adriano que
filmasse e ele me presenteou com um DVD, que poderá ser assistido no meu site
www.sandrafayad.prosaeverso.net.
Três dias depois, em um pequeno shopping de João Pessoa, após outra apresentação
em ambiente fechado, onde ouvimos vários clássicos da MPB tocados por Jurandir e
seu grupo, pude perceber que ele é dono de uma simplicidade e de um astral de
fazer inveja. Ao falar do seu trabalho e da oportunidade de se apresentar ali,
onde também ouvirÃamos Antonio Carlos e Jocafi, demonstrou muita emoção e
valorizou a oportunidade. Nós é que ganhamos duplamente.
Aproveitei para conversar com ele e me fotografar ao seu lado. Sempre
sorridente, contou um pouquinho da sua história:
- Comecei a tocar instrumento de sopro aos 16 anos. Todos os dias eu ia para a
Praia do Jacaré assistir ao pôr-do-sol levando meu sax. Ali sozinho comecei a
acompanhar o evento tocando Bolero. Deu no que deu...
Hoje Jurandir é conhecido em todo o mundo, mas mantém a simplicidade e a
gentileza tÃpicas de um bom paraibano.
Estão ambos de parabéns: o Jurandir e a ParaÃba.
Querida Fada das Letras
Maria
Petronilho
Venho pelos espaços
Trazendo nos braços louros e flores!
Venho ao Bosque de sonho
Onde esqueço tudo
Aqui, és musa e o teu poema se faz voz!
Brilho de estrela, fluente palavra,
Rima ligeira, emoção profunda…
Entro na dourada bruma
E perco-me de mim!
Sigo a voz dos teus pensamentos
Que tanto ecoam nos meus!
Lembro o afecto reflectido nos teus olhos,
E a verdade do teu Ser
Poetisa, amiga e mulher!
Com sincera amizade te abraço e desejo muitos aniversários
venturosos!
Maria Petronilho
A chuva que cai
Autora : Pequenina
A chuva que cai
Molha o meu rosto
Cansado de esperar
Mas continuarei
Mesmo que o tempo passe.
O cansaço...
Este não me vencerá!
Estarei sempre cá
A esperar.
Um dia surgirás
Como o vento
Como as chuvas...
E cá estarei
Neste mesmo lugar
A esperar...
Como o vento
Como as chuvas
Que surgem do espaço
Molhando a terra
Vencendo a seca
Dando vida as flores.
Assim, estarei a esperar...
Mesmo que o tempo se vá
Que as chuvas e o vento se calem
Que as flores, não mais tenham vida
Estarei cá, a esperar por ti...
Até o Infinito...
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