Pagª 31 - EDIÇAO NºXXVI , IVº NUMERO DE JUNHO DE 2009 - COMENTARIOS
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Cesária Evora no Festival Cultural de Argel
Cabo Verde marca presença no II Festival Cultural Pan-Africano, que decorre de
ate 20 de Julho, em Argel, com uma delegação formada por três dezenas de
artistas, entre eles Cesária Evora.
Além da música, também a cargo de um agrupamento da ilha de São Vicente, a
comitiva, chefiada por Josina Fortes, integra os grupos de dança Raiz di Pólon e
de batuque Tradissom di Terra e ainda dois artesãos das áreas de cestaria e da
tapeçaria.
Quarenta anos após o célebre «Panaf», de 1969, a Argélia volta a acolher o
Festival Cultural Pan-Africano para celebrar o renascimento da cultura
continental, com o slogan «Algeria is back! Africa is back too!» (Argélia está
de volta, �frica está também de volta).
Ao longo de 16 dias, Argel acolhe os ritmos e a riqueza cultural do continente,
num festival «non stop» que vai reunir artistas de 48 paÃses africanos e ainda
do Brasil e dos Estados Unidos.
O espectáculo de abertura, a cargo do coreógrafo argelino Kamel Ouali, conta com
a presença de grandes vedetas africanas como Cesária Evora, Warda El Djazairia,
Youssou N'Dour e Amazigh Kateb, além da participação de 350 artistas e 120
técnicos.
O festival de Argel vai exibir a diversidade e a criatividade dos povos
africanos em áreas culturais e artÃsticas como património, teatro, música,
coreografia, cinema, literatura, banda desenhada, artes visuais e artesanato,
entre outros.
O presidente da comissão da União Africana, Jean Ping, defendeu domingo, 05, em
Alger, que o II Festival Cultural Pan-Africano (PANAF) deve servir para mostrar
uma Africa empenhada na batalha pelo seu desenvolvimento económico e social.
Ao discursar na cerimónia de abertura oficial do II PANAF, Jean Ping declarou
que o certame de Argel é um compromisso sob o signo do renascimento de uma
Africa totalmente libertada, mas agora perante novos combates e desafios para o
desenvolvimento.
Perante cinco mil pessoas que lotavam o complexo desportivo coberto Mohamed
Boudiaf, o presidente da comissão da União Africana elogiou a organização
argelina.
Se o primeiro festival organizado em 1969 foi um verdadeiro hino e uma ode Ã
libertação do continente, esta segunda edição, 40 anos depois, traz o tema do
renascimento africano, capaz de fazer o elo entre o passado, o presente e o
futuro, saudar os esforços e sacrifÃcios dos filhos do continente, os valores e
as instituições - reforçou.
Jean Ping disse ainda que o PANAF, apesar do seu carácter festivo, deve
contribuir para a consolidação do cimento do panafricanismo, para a reafirmação
da cultura e sua reabilitação pelos próprios africanos, pelos outros povos do
mundo.
«A Africa é a origem do Mundo e é, também, o futuro do Mundo», concluiu Jean
Ping.