Agenda de EventosEmail BlogMotor de BuscaNewsletter AVALIE-NOSLivro de Visitas Anuncios Gratis Homepage Album FotosIndice Geral Arquivo


Pagª 31 - EDIÇAO NºXXVI , IVº NUMERO  DE JUNHO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes.   

Feira Tradicional Africana em Lisboa

A organização multicultural Kretcheu, com sede em Lisboa, vai organizar, nos próximos dias 24,25 e 26 de Julho, no Teatro da Luz, em Lisboa, uma Feira Tradicional Africana, aberta a todos os que queiram expor e divulgar os seus trabalhos, neste contexto.

Areas artísticas que vão desde a pintura, passando pelo artesanato, literatura, poesia, fotografia, música, dança, até à gastronomia, todas as expressões têm lugar nesta feira que se estende até às quatro da manhã.

Segundo a organização do evento, estão também previstos, para todos aqueles que queiram participar, workshops de dança, assim como concertos de música ao vivo e a prova de pratos tradicionais africanos.

Promover o multiculturalismo, a integração e as trocas culturais é o objectivo de três dias de feira que prometem ser de festa e um grande encontro de artistas africanos, onde cada um poderá, sem quaisquer custos, expor os seus trabalhos de arte.

A associação Kretcheu tem divulgado a música, a gastronomia, a tradição e a cultura da africanidade presente em Lisboa.

Este ano, por exemplo, a associação Kretcheu promoveu, em Lisboa, uma festa comemorativa aos 34 anos da Independência de Cabo Verde, com um jantar seguido de espectáculo musical, no Armazém F, na zona Ribeirinha do Cais Sodré, que contou com a participação de vários artistas.

A noite ficou marcada por um tributo a Ildo Lobo e Orlando Pantera, dois ícones da música cabo-verdiana, entretanto já falecidos, e que tiveram as suas músicas interpretadas por vários intérpretes, entre os quais, Mário Rui, David Cruz, Aires Silva, Rui Cruz, João Lucas, Nandocas, Adérito Pontes e Djudjuty Alves.

 

 

 

 



Cesária Evora no Festival Cultural de Argel

 

Cabo Verde marca presença no II Festival Cultural Pan-Africano, que decorre de ate 20 de Julho, em Argel, com uma delegação formada por três dezenas de artistas, entre eles Cesária Evora. Além da música, também a cargo de um agrupamento da ilha de São Vicente, a comitiva, chefiada por Josina Fortes, integra os grupos de dança Raiz di Pólon e de batuque Tradissom di Terra e ainda dois artesãos das áreas de cestaria e da tapeçaria.

Quarenta anos após o célebre «Panaf», de 1969, a Argélia volta a acolher o Festival Cultural Pan-Africano para celebrar o renascimento da cultura continental, com o slogan «Algeria is back! Africa is back too!» (Argélia está de volta, �frica está também de volta). Ao longo de 16 dias, Argel acolhe os ritmos e a riqueza cultural do continente, num festival «non stop» que vai reunir artistas de 48 países africanos e ainda do Brasil e dos Estados Unidos.

O espectáculo de abertura, a cargo do coreógrafo argelino Kamel Ouali, conta com a presença de grandes vedetas africanas como Cesária Evora, Warda El Djazairia, Youssou N'Dour e Amazigh Kateb, além da participação de 350 artistas e 120 técnicos. O festival de Argel vai exibir a diversidade e a criatividade dos povos africanos em áreas culturais e artísticas como património, teatro, música, coreografia, cinema, literatura, banda desenhada, artes visuais e artesanato, entre outros.

O presidente da comissão da União Africana, Jean Ping, defendeu domingo, 05, em Alger, que o II Festival Cultural Pan-Africano (PANAF) deve servir para mostrar uma Africa empenhada na batalha pelo seu desenvolvimento económico e social. Ao discursar na cerimónia de abertura oficial do II PANAF, Jean Ping declarou que o certame de Argel é um compromisso sob o signo do renascimento de uma Africa totalmente libertada, mas agora perante novos combates e desafios para o desenvolvimento.

Perante cinco mil pessoas que lotavam o complexo desportivo coberto Mohamed Boudiaf, o presidente da comissão da União Africana elogiou a organização argelina.

Se o primeiro festival organizado em 1969 foi um verdadeiro hino e uma ode à libertação do continente, esta segunda edição, 40 anos depois, traz o tema do renascimento africano, capaz de fazer o elo entre o passado, o presente e o futuro, saudar os esforços e sacrifícios dos filhos do continente, os valores e as instituições - reforçou. Jean Ping disse ainda que o PANAF, apesar do seu carácter festivo, deve contribuir para a consolidação do cimento do panafricanismo, para a reafirmação da cultura e sua reabilitação pelos próprios africanos, pelos outros povos do mundo.

«A Africa é a origem do Mundo e é, também, o futuro do Mundo», concluiu Jean Ping.