Pagª 35 - EDIÇAO NºXXIX , IIº NUMERO DE JULHO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes.
Soneto para Maria Petronilho
Arlete Piedade
Ah Maria, mana querida!
Nesta vida, mal amada!
tua alma tens em ferida,
tua carne, mal curada!
És a Tágide da poesia!
És sereia ao entardecer!
Teu olhar, doçura irradia,
nenhum mortal te pode ter!
Pois nasceste misteriosa,
tal como botão de rosa,
que já não consegue abrir…
na tua origem, dolorosa,
essa mãe triste, formosa
que lá no céu, está a sorrir!
Cesária Evora em Viana do Castelo

Concerto de Cesária abre feira do livro e da lusofonia
As feiras do livro de Viana do Castelo recebem, no próximo dia 10, Cesária Évora
para o concerto da abertura do evento que animará a cidade do Alto Minho até ao
final do mês. A antecipar a XXIX Expo-Feira do Livro de Viana do Castelo e a
XIII Feira da Lusofonia – que decorrem de 11 a 26 de Julho, haverá concerto da
diva dos pés descalços no Castelo de Santiago da Barra, às 22h.
É reconhecida em todo o mundo e a sua carreira teve um crescimento sustentado ao
longo dos anos, com prémios, discos de ouro e parcerias com nomes grandes da
música, como Salif Keita ou Marisa Monte.
Em destaque no concerto de Viana do Castelo deverá o estar o mais recente de
Cesária Évora, «Rádio Mindelo», que recolhe as suas primeiras gravações, no
inÃcio dos anos 60, feitas na sua maioria na Rádio Barlavento no Mindelo. A
maior parte são inéditos, apesar de alguns desses temas terem vindo a ser
editados por uma etiqueta cabo-verdiana.
No alinhamento deverão estar também algumas das suas mais conhecidas canções,
que lhe valeram o reconhecimento dos prémios franceses, ingleses e mesmo um
Grammy (para lá das muitas nomeações a que teve direito). Mesmo fora de palco o
reconhecimento é óbvio. Ainda este ano recebeu das mãos da ministra da Cultura
francesa de então, Christine Albanel, as insÃgnias de Chevalier dans l'Ordre
National de la Légion d'Honneur, distinção que lhe havia sido atribuÃda em 2007
pelo então Presidente da República Francês, Jacques Chirac.
Movimento Negro faz manifestação contra intolerância da mÃdia
Uma manifestação contra a intolerância da imprensa brasileira a questões relacionadas a gênero e etnia foi realizada nesta sexta-feira (26), em BrasÃlia, por militantes do movimento negro.
O movimento questiona a invisibilidade na mÃdia de uma grande parcela da população brasileira. A manifestação, acompanhada de marcha, aconteceu no Plano Piloto da capital federal, onde está sediado um dos maiores veÃculos de comunicação do paÃs.
O evento é paralelo à 2a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial - que começou ontem e vai até domingo (28), em BrasÃlia. Para o ato, foram convidados os veÃculos internacionais de comunicação.
Os manifestantes não concederam entrevista ou deram declaração à imprensa nacional, como parte do protesto.
Segundo as lideranças, diversas entidades aderiram à manifestação contra a grande mÃdia, acusada pelo movimento negro de se colocar editorialmente contra e ou omitir bandeiras de luta do movimento, como cotas raciais no ensino e no serviço público; o Estatuto da Igualdade Racial em discussão no Congresso Nacional desde a década de 1990; o decreto que regulariza as terras quilombolas; e a lei que torna obrigatório o ensino de História e Cultura da Ã?frica e das populações negras brasileiras nas escolas de todo o PaÃs.
Segundo nota divulgada pelo movimento, a mÃdia brasileira tem se comportado de forma «anti-democrática e manipuladora».
Entre as empresas de comunicação, citadas no manifesto que está sendo distribuÃdo à população, incluem-se a Rede Globo, a Editora Abril e a Folha de S. Paulo.
A coordenação da manifestação disse que o movimento é pacÃfico, o que foi representado nas roupas brancas dos participantes - costume de influência árabe introduzido na cultura brasileira pelos africanos muçulmanos, especialmente os que fizeram parte da Revolta dos Malês, em 1835, no Estado da Bahia, pelo fim do regime da escravidão.
Moreira Chonguiça apresenta troféus em Maputo

Os troféus de ouro do saxofonista Moreira Chonguiça serão apresentados esta quinta-feira numa gala a ter lugar no espaço Coconuts, em Maputo, num evento a ser assistido por figuras do Governo, amigos e colegas de profissão. Estarão presentes na gala outras estrelas e, em especial, o seu fotógrafo pessoal com quem partilha os prémios pelo facto deste ser o responsável pelas imagens das capas dos discos distinguidos nos gramys, em Sun City, na Africa do Sul.
Ele é o músico moçambicano do momento. Vive na Cidade do Cabo, Africa do Sul, há dez anos, tempo que se foi definindo como artista. Toca saxofone, que aprendeu ainda criança, na Escola Nacional de Música, e com o professor Orlando da Conceição, em Maputo.
Aperfeiçoou-se depois nos grupos por que passou: Ghorwane, Nondje... e foi ao
Cabo porque queria aprender mais. Moreira Chonguiça, é hoje um senhor da música,
muito por força do que faz quando vai aos palcos e do seu disco de estreia, «The
Journey». Este álbum, mistura o seu gosto pelo jazz e as suas influências na
música, desde os ritmos tradicionais moçambicanos a internacionais.
Honram o evento o ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, o professor Orlando
da Conceição, que foi mestre do artista, e a directora da Escola Nacional de
Música, Isabel Mabote, mulher que sempre zelou pelos estudos de Moreira, quando
aluno no estabelecimento de ensino que a mesma dirige.
Recorde-se que Moreira Chonguiça ganhou dois prémios nos grammy deste ano,
designadamente, «Melhor �lbum Jazz Contemporâneo» e «Melhor Capa de Disco»,
ambas as distinções com o seu segundo álbum, intitulado «Moreira Projecta II -
Citizen of The World». Moreira já havia sido igualmenÂte premiado com o seu
primeiro álbum «Moreira Project I» como melhor disco de jazz.
Os awards consagram os melhores da música sul-africana a cada ano, numa
iniciativa da South African Music Awards, SAMAS, desde 1995. Este ano, havia 63
categorias em disputa.
Nelly Furtado em Espanhol

Nelly Furtado vai gravar um álbum totalmente cantado em espanhol, revelou a
revista Billboard. Esta não é a primeira vez que a cantora canta em castelhano,
tendo já participado num dueto com o músico colombiano Juanes, no tema «Te
Busque».Mas a lÃngua portuguesa não ficou em segundo plano. A cantora
luso-canadiana anunciou no seu MySpace a edição de um álbum português para
breve.
A artista está também ocupada com a editora Nelstar, em parceria com a Last Gang
Labels, do Canadá, com o objectivo de editar álbuns de bandas independentes.
Quanto ao próximo álbum da cantora de «I’m Like a Bird», não se sabe se sairá
com o selo da Nelstar ou de outra editora.
O último álbum de Nelly, «Loose», foi editado em 2006, tendo lançado no ano
seguinte o registo ao vivo «Loose:The Concert». Para breve fica prometido, um
novo trabalho, cantado na lÃngua de nuestros hermanos.