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O Preço do Verdadeiro Amor

Por Anha ( Ana Isabel Pereira Neves)

Ana Isabel é natural de Cabo Verde, tem 17 anos, é órfã de pai e mãe desde os 7 anos de idade e frequenta o Liceu.

Era uma vez num reino muito perigoso chamado Refmel, onde havia um rei que apesar de governar um reino muito perigoso, tinha esperança de encontrar um amor verdadeiro. Ele era casado com uma mulher muito má, e com isso o mal invadiu o seu coração. Ele destruiu muitos reinos e com isso provocou a morte de muitas pessoas.

Mas ele pagou um preço não tão alto como o sofrimento dos familiares das vítimas do seu ódio. Um dia ele invadiu o território inimigo, mas sentiu-se seguro porque encontrava-se protegido pelos seus guardas, mas isso não impediu o inimigo de se aproximar e de espetar-lhe uma espada em pleno peito.

Apesar de ter homens mais fortes mesmo assim o rei foi ferido brutalmente. Os chamados guardas fugiram com o rabo entre as pernas …

Quando o reino soube da notícia que o rei foi ferido, havia comentário por toda a parte
― Com que isso aconteceu? Ele era tão forte e poderoso.
― Não acredito, isso é só ver para crer…
― Apesar de tudo ele é nosso rei, ele nos protegia de todo o mal que nos cerca …
― E a rainha? Com que ela estará a sentir?

Todos murmuravam, outros desejavam a morte do rei, outros torciam para ele recuperar. O rei encontrava-se entre a vida e a morte. A rainha, a mãe, os irmãos todos encontravam-se desesperados chorando, rezando enfim torcendo para que o Siul (o nome do rei) saísse daquela situação desesperadora.

No reino havia uma menina, que chorava pelos cantos da sua casa sem dar a perceber a dor que sentia pelo amado, apesar de que o rei nem sonhava com esse amor misterioso e muito bem escondido.
― Porquê meu Deus, não deixe meu amor ir embora, pelo menos deixe ele saber do amor que por ele tenho, e com isso demonstrar-lhe todo esse amor, por favor meu bom Deus.…

No dia seguinte chegou a notícia que o rei se encontrava fora de perigo. E era a alegria da Lebasi (nome da bela menina).
― Obrigado meu Deus salvaste o meu amor da morte.

O rei voltou para o palácio e aí se recuperava da ferida. Ele encontrava-se rodeado de pessoas que o amavam e que o admiravam pela sua força de vencer a morte.

Um certo dia a Lebasi foi ao palácio ver o rei de forma que ninguém desse por si, mas não foi isso que aconteceu, a rainha Acsunan deu por ela …
―O que fazeis aqui menina?

A Lebasi sabendo que a rainha era uma mulher bastante ciumenta deu a desculpa mais oportuna.
― Desculpa minha alteza, eu vim procurar emprego, ouvi que precisavam de empregados.
― De facto preciso de uma empregada para cuidar do rei por alguns tempos, então está contratada.

A Lebasi saiu de uma saia justa, mas ao mesmo tempo sentiu-se numa camisa de forças.
Estando mais perto do seu amado seria uma oportunidade para declarar o seu amor, mas o medo também falava mais alto por causa da rainha…

Um certo dia o rei reparou na jovem Lebasi, ela encontrava-se atarefada com os serviços pesados que a rainha dava para ela. Ela por um instante deixou as tarefas para descansar e o rei aproximou-se, deu pelo seu desespero e ele falou com ela.
― Pareces cansada, toma esse lenço e limpa – te
― Obrigado meu senhor.

Naquele instante o rei sentiu algo que nunca tinha sentido antes e colocou a mão na sua ferida sarada. Mas aquele momento não demorou muito pois a rainha encontrava-se de vigia.
― O que fazeis aqui meu rei?
― Vim tomar um pouco de ar puro, e encontrei essa jovem tão cansada e…
― Ela esta só a fazer o seu trabalho meu rei
― Tens razão minha rainha.

Desde aquela troca de olhares, o rei procurava pela Lebasi todas manhãs. E com isso levantou mais as desconfianças da rainha. Com tempo o amor do rei pela Lebasi, foi-se florindo e ela apesar de sentir o mesmo tinha muito medo da rainha.

Numa certa tarde a rainha chamou a Lebasi e despediu-a.
― Minha rainha não esta a gostar dos meus serviços?
― Eu te contratei até o rei ficar bom, e pelos vistos ele encontra-se bem, até Demais para o meu gosto...

Pela ironia do destino numa certa manhã a Lebasi foi apanhar flores no jardim e ela deu de cara com a rainha com um punhal na mão em direcção a ela numa velocidade que ela não conseguiu desviar. O punhal cravou no peito dela, mas a rainha ao fugir para não ser vista caiu de um penhasco e morreu.

A Lebasi encontrava-se no chão, desmaiada mas com vida, o rei quando soube por um dos guardas que a mulher tinha ido atrás da amada, montou o seu cavalo e foi atrás.
Ele encontrou a amada no chão, à beira da morte, e chorando pela primeira vez vista o rei gritou pedindo a Deus que salvasse a sua amada, e no mesmo instante apareceu uma luz do céu iluminando-os e a ferida da Lebasi sarou, e olhando um para outro beijaram.

A Lebasi fez um pedido ao rei
- Eu ficarei contigo só se tornasse uma pessoa melhor e que o reino de Refmel tornasse num reino de paz e amor como era…
O rei não só concordou, como fez o pedido mais esperado no reino e principalmente pela Lebasi …

Ver dois Poemas de (Anha) Ana Isabel Pereira Neves (Meu bem-querer )  e Mãe

 

 


A Coluna de José Geraldo Martinez

Nota: Ainda não há muito colocámos aqui um poema de despedida de José Geraldo Martinez, provisória - como ele mesmo afirma - para se poder dedicar a outras actividades que enumera nesse mesmo poema. Esta nota aparece aqui apenas para informar que a referida despedida teve aqui publicação bastante tempo depois de a termos recebido (cerca de dois meses sensivelmente, ou mesmo mais).

Assim, este regresso deste nosso amigo e colaborador quase desde a primeira hora, que muito consideramos, não foi assim tão rápido como possa parecer.

Desejamos que tenha cumprido os seus planos. (Pode ver o poema de despedida aqui).

VIVEREI...

Viverei o suficiente para dar-te o melhor
de mim...
Nesta vida que encerra a carne fútil,
consciente,
em esperar-te noutra de tempo sem fim...

Dar-te-ei todos os beijos sôfregos,
outros perdidos de pecado...
Em tua boca de carmim,
todos os meus gemidos ocultados!

Viverei o suficiente para desbravar cada
pedaço
do corpo que me oferece ofegante...
Da alma que me entregas no abraço,
de todo fugaz instante!

O suficiente para desbravar teus segredos...
Na saga de um bandeirante!
Afinal, não passam as horas nesta curta vida,
a fugir de nós em instantes?

Dar-te-ei meus ouvidos...
Todo tempo que me couber!
De mim o verdadeiro amigo,
amante se assim o quiser ...

A velhice feliz
no embalo de horas furtivas.
O menino, se quiseres, aprendiz...
Regando de sonhos nossas vidas!

Viverei o suficiente para dar-te
o melhor de mim!
Até que debruce a fronte sem vida em teu peito amado...
Há de ver em meus lábios ainda um sorriso,
de quem a espera para a continuidade, do outro lado!

Afinal, não passam as horas nesta curta vida,
a fugir de nós em instantes?
Ainda que de ti esteja ausente, não chores...
Vivi o suficiente para te amar a todo momento,
morri contente!


«Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se: se escolher o mundo, ficará sem amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo.»
Atribuído a Albert Einstein

 

As voltas que a Lua dá

Arlete Deretti

Entardece...

A lua branca surge no horizonte sobre o azul do mar
e no espaço se apresenta com movimentos suaves.
Bailarina dá um espetáculo de pura poesia,
um balé já traçado, nas pontas dos pés.

Anoitece...

Ela agora passeia no firmamento
com passos firmes, faceira...
mais parece um candelabro entre as estrelas,
linda como uma feiticeira.

Amanhece...

Ela se esconde sem deixar seus rastros,
vai dormir muito pálida e quieta
deixando ao sol o show do espetáculo.
Mais tarde voltando prá continuar
este ciclo já determinado.

 

Dois  Poemas de (Anha)  Ana Isabel Pereira Neves

 

 

Meu bem-querer

Meu bem-querer
Os teus olhos fascinantes
Tornaram-me encantadora
E beijando a tua boca
Encontrei o desejo

Diz-me
Que eu sou o céu
Que direi que és o sol
Porque és a luz que me envolve


Mãe

Ontem estavas aqui
Mas hoje não te encontrei
Foste embora
Porquê?

Porque me abandonaste?
Hoje sofro por ti
Mãe perfeita eras
Dedicada e amorosa

Da tua boca saiu a palavra perfeita
Amo-te
Amor é a palavra que transmitirei
A todas as mães
Principalmente á minha onde quer que ela esteja

Amo-te mãe …

 



Pagª 11 - EDIÇAO NºXXIX , IIº NUMERO  DE JULHO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo - Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes.