Escola Profissional da Mealhada

Governo de Moçambique reconhece EPVL(Escola Profissional Vasconcellos Lebre) como escola de referência.
Um grupo de cerca de vinte professores moçambicanos, que frequentam um curso de Administração Escolar e Gestão de Formação na Universidade Católica Portuguesa, estiveram de 1 a 4 de Julho, na Escola Profissional Vasconcellos Lebre (EPVL), na Mealhada, numa visita de campo, com formação vivencial, que completa e complementa a sua formação teórica.
A EPVL foi referenciada, tanto pela Universidade Católica, como pelo Governo Moçambicano, como um estabelecimento profissional de referência, merecedor da observação in loco, dos formandos moçambicanos.
Na recepção da comitiva moçambicana realizou-se uma pequena sessão de apresentação de cumprimentos onde participaram, também, Carlos Cabral, presidente da Câmara da Mealhada, e Filomena Pinheiro, vice-presidente da autarquia.
Na sua intervenção, João Pega, director-geral da EPVL, deu as boas vindas, falou da cooperação que a EPVL tem desenvolvido com o Ministério Moçambicano da Educação e da Cultura — nomeadamente com a oferta do programa informático de gestão académica «PROFAID», criado na EPVL e implementado já em 8 escolas de Moçambique — mas também com outros países.
«São os nossos alunos que fazem de nós uma escola de referência. Ontem visitámos empresas que albergam estágios dos nossos alunos, cujos dirigentes elogiaram de forma importante o trabalho deles e nos deram a informação que os tencionam contratar. Este é o maior elogio que nos pode ser dado», afirmou João Pega.
José Mingocho, que integra a Unidade Técnica de Apoio ao Programa de Escolas Profissionais, em Moçambique, deu conta dos objectivos da visita e da formação que está a ser ministrada aos futuros professores e directores de escolas moçambicanas.
«O ensino técnico será a sustentação da economia moçambicana. O país está a avançar mas precisa de gente a desempenhar as diferentes profissões», afirmou José Mingocho, que acrescentou: «O objectivo do Governo é ter uma escola profissional em cada distrito do país. São 128. Hoje temos 37 pelo que nos faltam 90…».
«É fácil construir e equipar escolas em Moçambique. O problema, as dificuldades são os professores. Estes professores que vêm a Portugal receber formação são apóstolos para as comunidades darem os seus primeiros passos», garantiu José Mingocho que explicou os moldes do intercâmbio que no próximo ano lectivo será estabelecido entre o Governo moçambicano e algumas escolas profissionais portuguesas.
Assim, em 10 de Setembro próximo, virá para Portugal um grupo de alunos e professores para receber formação. Por um lado haverá dois alunos moçambicanos que frequentarão cada uma das escolas profissionais escolhidas durante um ciclo normal de 3 anos. Em Setembro virão, ainda, dois professores, que vivenciarão a práticas lectivas, na área da educação modelar, da planificação e do próprio leccionar no ensino profissional. Estes professores regressarão a Moçambique em Dezembro.
Carlos Cabral manifestou o seu regozijo pela a escolha da EPVL para a formação vivencial em ambiente de excelência, por parte dos formandos moçambicanos. O presidente da Câmara lembrou a visita do Ministro da Educação Moçambicano à EPVL e das parcerias que se estabeleceram com esse contacto. Cabral elogiou o ensino profissional, «um ensino vocacionado para a prática, para a técnica, fundamental nos dias de hoje».
No final da recepção, João Pega afirmou ainda: «Não esquecemos que a EPVL, acima de tudo, está feita para formar alunos do concelho da Mealhada e da região. A recepção de alunos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa é uma forma de solidariedade para com estes povos e de garantir alguma riqueza cultural à própria escola. Não tencionamos, no entanto ter mais do que 6 ou 7 alunos estrangeiros».
Pagª 50 - EDIÇAO NºXXIX , IIº NUMERO DE JULHO DE 2009 - COMENTARIOS
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Fernandes.
Organismo da CPLP quer ser embrião de «bloco econômico»
O Conselho Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai propor a criação de uma confederação, uma estrutura mais profissional e que permitirá à organização aparecer internacionalmente como «um bloco económico».
No final de uma audiência com o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, o
empresário Murteira Nabo revelou que a direção do Conselho Empresarial decidiu
propor ao conselho de ministros das Relações Exteriores da CPLP, que ser reúne
na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, em 19
e 20 de julho, a criação de uma confederação empresarial da CPLP.
Esta confederação será «uma organização muito mais profissional e muito mais ambiciosa», e, caso seja aprovada, deverá ser constituída até meados do próximo ano, quando termina a presidência portuguesa da CPLP e tem início a presidência angolana.
«Isto dá a possibilidade de a CPLP aparecer a nível internacional como um bloco econômico, que se posiciona e tem até funções de representação até ao nível dos vários organismos internacionais», ressaltou Murteira Nabo, presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento e Cooperação (ELO) e membro da direção do Conselho Empresarial da CPLP.
«Embrião»
«É a afirmação de um espaço econômico, com uma estrutura confederativa a nível empresarial que se assume e que pode representar a CPLP a nível mundial», acrescentou ainda o empresário, considerando que a confederação poderá funcionar como «um embrião do que poderia ser o conselho econômico da CPLP».
Apesar disso, reconheceu que é necessário apoio político para a confederação se tornar uma realidade.
«Precisamos que os Governos percebam a importância que tem esta nova estrutura
confederativa muito mais profissional e precisamos que, além do apoio político,
nos dêem um apoio instrumental, porque isto é uma parceria público-privada. Sem
o apoio político os empresários não conseguem organizar-se, não conseguem ter
uma ação muito mais coordenada», afirmou.
Questionado sobre a receptividade de Cavaco Silva à criação da nova
confederação, Murteira Nabo revelou que o presidente luso prometeu desenvolver
contatos, lembrando que o chefe de Estado é um «entusiasta» e um «apaixonado
pelo espaço da CPLP».
Cores de Outono
Maria Pretonilho
Fofa, a manhã na janela
saúda-me ao acordar
há tantas nuvens branquinhas
e uns laivos de azul
fininhos
opondo-se a navegar
de repente asas passam
e um grito abala o ar
uma gaivota ladina
demanda o brilho do mar.