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Antoine de Saint-Exupéry

O piloto poeta e o Pequeno Príncipe

Por

Arlete Deretti Fernandes

 

 

Quando menino ele sonhou que voava e a multidão o aplaudia: «Viva Saint-Exupery!». Na verdade o mundo o conheceu mais como escritor do que como aviador, até o dia de julho de 1944 em que ele desapareceu misteriosamente, num vôo de serviço.

Repentinamente sua figura entrou na lenda, tornando-se objeto de grande predileção. Para compreender o escritor, deve-se fugir da lenda e talvez também – o que é mais difícil – da amizade que se experimenta pelo homem, tal qual ele aparece através de suas obras.

Eu não poderia imaginar que um dia viria a residir a cem metros da Avenida Pequeno Príncipe, que tem este nome em homenagem ao aviador que transportava o Correio Aéreo da França para Buenos Aires e que fazia escala nesta praia, Campeche, em Florianópolis.

Muitas histórias são contadas a respeito de sua amizade com antigos pescadores. Há um museu nesta avenida, com fotos de Exupéry, e outros objetos doados pela família. Os pescadores, em sua simplicidade, o chamavam de Zé Perri.

«O Pequeno Príncipe,» de Antoine de Saint-Exupéry, como foi editado no Brasil, e «O Principezinho«, como foi editado em Portugal, foi um livro que encantou a minha adolescência e de várias gerações.

Em O Pequeno Príncipe, o autor, tão longe da França, pensava em sua infância «maravilhosa e maravilhada» . Traçou-nos com o retrato do principezinho, o mais fiel retrato de si mesmo que nos tenha sido dado.

Não se sabe por que alguém pode pensar no «Pequeno Príncipe» como um livro para crianças; por causa das ilustrações, que também foram realizadas pelo autor.

No entanto, esta arrebatadora parábola é um livro que muito ensina aos adultos e os faz refletir. A viagem do pequeno príncipe fora do seu planeta é a viagem do autor fora de sua alma.

No mundo ele encontrou o poder político, a glória e a vaidade, a sensualidade, o dinheiro, o trabalho rotineiro. Sobre a terra existe o mal e a solidão, mas existe também a amizade: O Pequeno Príncipe vai cativar a raposa. No entanto, sua rosa lhe faz falta e para reencontrá-la, escolhe a morte: «Eu não posso carregar este corpo, é pesado demais,» todavia «eu parecerei morto e não será verdade».

Piloto de avião durante a Segunda Grande Guerra, Saint Exupéry foi o narrador da história, que se inicia com uma aventura vivida no deserto do Saara, depois de uma pane em seu avião. Uma manhã, o narrador é acordado pelo Pequeno Príncipe, que lhe pede: «Desenha-me um carneiro»?

É aí que começa o relato das fantasias de uma criança como as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade.

O principezinho deixou o seu planeta, onde vivia somente com uma rosa vaidosa e orgulhosa. Quando andava pela galáxia conheceu vários personagens desconhecidos, talvez não muito desconhecidos para as crianças.

O rei, pensava que todos eram seus súditos, mesmo não tendo ninguém por perto. Um homem de negócios, se achava muito importante e ocupado, não tinha tempo para sonhar.

O bêbado bebia para esconder a vergonha que sentia por beber. Um geógrafo, se imaginava sábio, mas nada sabia da geografia de seu próprio país.

Cada personagem mostra o quanto os adultos preocupam-se com coisas inúteis e se esquecem de dar o valor ao que deve ser dado.

Daí a famosa frase da raposa, que ensina ao loiro menino o segredo do amor: «Só se Vê bem com o coração, o essencial é invisível para os olhos.»

Saint-Exupéry considerava que os adultos não tinham capacidade para entender o sentido da vida, porque deixaram de ser as crianças que um dia foram.

Compreendia que se torna difícil a um adulto (que considerava como um ser estranho), entender toda a sabedoria que reside no coração de uma criança.

Muitos adultos, assim como eu, até hoje se emocionam ao reler o livro, por encontrar ali uma sabedoria linda, aplicável à vida.

(Continua carregando aqui)

 


 


Pagª 50 - EDIÇAO NºXXI , IIIº NUMERO  DE MAIO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes.   

As Crónicas da Alexa 

Alexa Wolf 

 

 

 

 

POLICIAS E LADROES

Hoje em dia é mais fácil ser-se ladrão do que policia.
O ladrão, pode roubar, pois mesmo que seja apanhado em flagrante, apresentado a um juiz, poucas horas depois está na rua.
Se o policia for baleado e até mesmo morto, Paz à sua alma pois morreu a cumprir o seu dever.
Se por ventura for o desgraçado do ladrão a ser baleado e morto, é um coitadinho, o policia matou-o à queima roupa, sem dó nem piedade, como se fosse um animal, pobrezinho, era tão bom menino...
Mas em que mundo vivemos nós?


CLINICAS MEDICAS

cho engraçado quando vou a um consultório médico e começo a observar as atitudes das pessoas.
Nos hospitais todos se queixam que esperam uma eternidade para serem atendidos e quando finalmente o são, mal se sentam termina a consulta e o médico mal olhou para eles.
Nos centros de saúde a lenga lenga é a mesma sem tirar nem pôr.
Mas nos consultórios particulares a coisa é diferente, todos bufam na sala de espera tal como os outros nos hospitais ou centros de saúde, só que quando entram no consultório do médico o caso muda de figura.
São grandes cumprimentos, anedotas, quase o fazer sala para se vingarem pela espera que gramaram.
É já que o médico leva uma fortuna pela consulta, vai ter de os aturar para justificar o rombo que lhes vai causar na carteira.
Mas o importante é quando se sai do consultório, sair a sorrir com a boca escancarada, felizes da vida ( olhando com desdém para os outros que ainda aguardam pela sua vez ) com ar de gozo e pensarem:
- Aguentem!!!
Como fico feliz por as pessoas serem tão simpáticas.................


MULHER

Não sei porquê mas acho que tenho um hímen para atrair aberrações.
Passei a fase dos velhos se meterem comigo... UFA!!!
Passei a fase das “TIAS� a implicarem comigo... UFA!!!
Mas para minha grande desgraça agora parece que as mulheres com gostos “esquisitos� resolverem fazer-me a corte.
Que sorte malvada!
Sempre que vou levar a minha filha á escola, está à entrada do liceu uma outra mãe, que mal me vê pisca-me o olho e chega a seguir-me até eu entrar no carro.
Mesmo com o meu marido do meu lado...
Será castigo?
Mas do quê?
Nunca tive tendências para a igualdade mas sim para o sexo oposto...
Que mais me irá acontecer???


FAMA

São as mulheres que guardam a fama de serem super faladoras, sem conseguirem faze-lo sem ser quase aos gritos e sempre, sempre sem parar.
Pois esse pensamento e essa fama não podiam estar mais que errados.
Já assistiram aos jantares de negócios de empresas? De antigos alunos de uma escola X onde só estão os nossos ricos exemplares masculinos?
Ninguém se respeita, falam todos ao mesmo tempo dando a sensação que não estamos num restaurante mas sim num galinheiro repleto de galos pimpões de cristas no ar.
Depois de alguns copitos as gargalhadas estrondosas mais parecem tempestades tropicais não só pelo som das gargalhadas em forma de trovões capazes de fazer estremecer tudo em redor, com os gafanhotos largados pelas suas santas boquinhas, que mais parecem aguaceiros intensos num dia de inverno rigoroso.
No entanto são as fêmeas que têm a fama...
Se houver uma cabecinha pensedora que me explique o enigma, agradeço...


Nota da Redacção:

As «Crónicas da Alexa» aqui reproduzidas  fazem parte de uma trilogia com o Título «Pensamentos e poemas tortos» de que é autora e editora a Alexa Wolf, com o ISBN: 978-989-8018-02-1. Os Direitos de reprodução destes textos estão reservados segundo a legislação em vigor e fazemo-lo neste jornal com autorização expressa da autora. Para qualquer contacto com a autora utilize o email: alexa.wolf@gmail.com . Páginas da internet onde pode encontrar alguns trabalhos da autora: http://alexawolf.spaces.live.com/ e ainda, PROSAR.