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Pagª 33 - EDIÇAO NºXXV, IIIº NUMERO  DE JUMHO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes.   

Histórias da Vida Real

Crónicas por Martim Afonso Fernandes

VALENTÃO  FEZ-SE  DE  MORTO E  FOI  DE  TROLE  PARA IMBITUBA.

Vila Nova é uma das três vilas mais velhas de Santa Catarina. De bairro passou a distrito de Imbituba, com mais habitantes do que a sede do município. Sempre foi um lugar acolhedor e hospitaleiro, tradicional em bailes e festas religiosas, assim como a Festa ao Divino Espírito Santo, com o cortejo do Imperador.

Era uma comunidade unida, havia muito parentesco  entre as pessoas, compadres, famílias grandes de nomes conhecidos.  Ali, iam se casando formando raízes familiares e círculos de amizades com Imbituba e com outros  bairros.

Como a Praia do Porto era um outro bairro populoso, assim como os demais,  tinha que ter um  destacado valentão.

A época, meados de 1935 mais ou menos, o meio de transporte  era a pé, de charrete, a cavalo ou trem, já que os automóveis eram de propriedade da Companhia Docas. Sempre que alguém precisava locomover-se até Vila Nova, o agente da ferrovia, quando conhecia as pessoas, emprestava o trole, que era tracionado com varas especiais pelos braços dos homens.

Havia sempre bons bailes, e os jovens e tambem os casais gostavam de dançar.  Alguns amigos  pediram o trole e foram para o baile em Vila Nova, até porque à noite não havia movimento de trens.

Lá, pelas tantas horas da madrugada, o tal valentão da Praia do Porto, conhecido e respeitado porque brigava bem, e era corajoso, entrou em discussão com um morador de Vila Nova que estava no baile.

Discute daqui e discute dali, foram para fora do Clube e não deu outra. Foi troca de socos, pauladas de lá e de cá.  Sabendo que o valentão não ia correr, não lhe deram «colher de chá». Os moradores de Vila Nova eram mais numerosos do que os de Imbituba, e acabaram  dando uma paulada no dito valentão, que fez  de conta que desmaiou e fingiu que morreu.

Aquela altura dos acontecimentos a briga foi se deslocando até à beira do trilho onde estava o trole.

Um amigo do valentão  que não entrou na briga, tentou acalmá-la. Chegou  perto, abriu os olhos dele e disse: - Ele está morto.

Os agressores saíram correndo, os amigos colocaram o suposto morto no trole e o levaram para Imbituba. Na viagem os amigos comentaram o ocorrido e o pesar de perder um  companheiro.

Ao passar em frente à Indústria Cerâmica Imbituba, logo o valentão feito de morto viu a claridade das luzes dos postes, pulou do trole e «pernas para quem tiver», era só um risco de poeira.

Os tempos passaram mas esta história permaneceu na lembrança de muitos.

Era dizer: -Tem baile na Vila Nova, se não quiseres vir desmaiado no trole, não briga...

 

Sara Daniela Coelho da Silva

 

Notas Biográficas e crónica Mobilidade dos Alunos Universitários - Erasmus

Sara Daniela Coelho da Silva

Estuda Ciências da comunicação na Universidade da Beira Interior, Covilhã , e o que a motiva a colaborar no nosso jornal, para além do gosto pessoal pela actividade é também a sua vontade de adquirir experiência.

Resta-nos dar-lhe as boas vindas e ler o seu trabalho.


Mobilidade dos alunos universitários

Erasmus

Uma grande parte dos alunos Universitários de todo o mundo já realizaram ou estão a pensar realizar este tipo de mobilidade.

Muitos alunos quando pensam na palavra «Erasmus», pensam também em diversão, em festas, e novos amigos.

Porém, o programa Erasmus não é somente isso, mas contribui grandemente para a aquisição de uma língua nova, bem como novos padrões culturais distintos daqueles a que os estudantes estão habituados.

Habitualmente, os estudantes de Erasmus partilham casa com outros estudantes de diferentes países, todos de distintas línguas, o que em nada interfere na comunicação entre eles.

O tempo de estadia noutro país é, geralmente, de três meses a um ano, podendo cada aluno somente participar uma única vez neste programa de mobilidade.

Uma outra exigência é que só se poderão inscrever aqueles alunos que tenham um ano académico concluído, e que sejam membros da União Europeia.

Além das vantagens oferecidas e da experiência vivenciada ser única e indescritível, muitos estudantes que realizam Erasmus sentem dificuldades ao nível da adaptação na cidade, pois quem se desloca de um meio mais pequeno e depois se insere numa cidade muito industrializada sente bastantes dificuldades.

Muitos estudantes sentem também dificuldades na aquisição e na aplicação da língua, quer na universidade quer na socialização entre os amigos.