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Pagª 5 - EDIÇAO NºXXV , IIIº NUMERO  DE JUNHO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes.   



HAIKAIS DOS ALUNOS              (1ª Tentativa em sala de aula)

Por  Denise Severgnini

Sem correções muito rigorosas. Vale a tentativa de cada um!



 

Tema: Cores e sons do nosso céu

O céu não azulado,
Diz que vem chuva das árvores.
Tempo anunciado!

João
11 anos 5ª série

Quando já anoitece,
As estrelas aparecidas _
Céu bem enfeitado!

Talia
11 anos 5ª série

Ventos, avião,
Em um céu de tempestades
Lua cheia apagada!

Camila
11 anos 5ª série

Meu céu azul de dia,
É a minha luz que quero
Amor de Jesus!

Nara
10 anos 5ª série

Por do sol vermelho,
Voam pássaros cantando_
Céu bem estrelado!

Roberta
10 anos 4ª série

Céu lindo de outono,
Na noite, brilham estrelas
Ar em harmonia!

Vinicius
10 anos 4ª série

Primavera chega,
Céu bem branco e bem azulado_
Passarinhos voam!

Gisele
13 anos 4ª série

Passarinhos cantam,
O sol no céu aparecido_
Ar de nuvens cheias!

Betina
10 anos 5ª série

Por do sol bem claro,
Depois, céu todo estrelado,
Um ventinho sopra!

Amanda
11 anos 5ª série

Sol clareia o dia,
Chove, um arco-íris aparece
Sol desaparece!

Thomas
11 anos 4ª série

Dia de céu lindo,
Um ar com muitos anjinhos_
Por do sol bonito!

Gabriel
11 anos 5ª série

O céu ensolarado,
Vento sopra brisa mar
Um sol de verão!

Daniele
10 anos 4ª série

O céu, nuvens brancas,
Um Sol brilhando de dia
Passarinhos voam!

Elaine
13 anos 4ª série

Noite, lua cheia,
Um céu de estrelas brilhantes
Hoje é sexta-feira!

Juliana
11 anos 5ª série

A Lua aparece,
A rua tão iluminada
Meus olhos brilhantes!

Raquel
11 anos 5ª série

O Céu escurecido,
Cores desaparecidas_
Escuro deserto!

Felipe
10 anos 5ª série

Pássaro voando,
A noite , estrela brilhando
Passa um avião!

Winício
10 anos 4ª série

O céu amarelado,
Noite de muitas estrelas
Um lindo verão!

Pablo
9 anos 4ª série

Roupas no varal,
Um por do sol encantado
Lágrimas nos olhos!

Anderson
11 anos 4ª série

Dia, céu amarelo
Noite com luas e estrelas
Um encantamento!

Guilherme
10 anos 4ª série

Nuvem faz arco-íris,
Brilhando no céu
Fez a chuva!

Édson
17 anos 5ª série

A lua bem cheia,
O Vento e uma trovoada
Vem chuva do céu!

Tamara
11 anos 5ª série

O dia amanhece,
Os passarinhos voando_
O Sol de verão!

Vandrei
11 anos 5ª série

Brisa matinal,
Dia, sol, céu clareado_
Passarinhos cantam!

Lucas
11 anos 5ª série

Lindo sol
Céu estrelado
Quando anoitece

José
14 anos 5ª série

 

 

 

Histórias da Vida Real

 

Crónicas por Martim Afonso Fernandes

 

O Vagão de Penicos  Bispotes para abastecer toda uma cidade

A alcunha de Senhor Peruano, ou Seu Peruano, não significava que ele fosse natural do Peru, país dos Andes, mas sim pelo seu porte físico corpulento, de cútis avermelhada.

Homem de forte personalidade e de caráter ilibado, demonstrava respeito a todo ser humano. Sua loja tinha variedade nas mercadorias que vendia. Além de comerciante era delegado de polícia .

Era proprietário de veículos com tração animal e de outros motorizados. O que mais gostava era de montar bons cavalos, marchadores, galopeadores, trotadores, e também os usava para puxar charretes ou carroças para transportar mercadorias.

Andava sempre bem vestido, tinha o hábito de usar bombachas, lenço no pescoço e chapéus com abas longas, quase ao estilo do Zorro.

Peruano era delegado nomeado com aquiescência do povo. Em Imbituba, um porto de mar, sempre apareciam alguns tripulantes de navios que gostavam de matar suas saudades ou de fazer suas arruaças e algazarras, encorajando-se com bebidas alcoólicas.

Alguns procuravam brigas, fazendo-se de valentes, mas o destemido delegado não hesitava em temer valentões, pois o que mais gostava era de encontrar indivíduos desta espécie.

Se fosse preciso partir para braço a braço, sempre era o primeiro a nocautear os agressores. Em seguida dava-lhes voz de prisão e com o uso freqüente do relho que usava par suas montarias, costumava aconselhar os alterados com algumas relhadas no lombo.

Até hoje em Imbituba, quem conheceu ou ouviu falar de Seu Peruano, quando aparece algum destemido aprontador ou provocador, logo lembra:
Ah, Seu Peruano, se fosse em sua época este mau elemento iria sentir o ardume de umas belas relhadas.

Um dia, seu Peruano comerciante teve que viajar a negócios, como sempre fazia. Por mais uns dias o fornecedor que o abastecia iria passar. Por este motivo, Seu Peruano chamou seu agregado e fiel balconista, ditando-lhe o rol de mercadorias a ser encomendado, como: arroz, açúcar, farinha de trigo, milho, três arrobas de corda, dez arrobas de arame farpado, uma dúzia de martelos, uma dúzia de serrotes, uma grosa de tamancos, uma dúzia de penicos e outras coisas mais. Ao completar o rol, o balconista leu o pedido para ser assinado por Seu Peruano e ser anexado à fatura do viajante.

Passaram-se alguns dias, Seu Peruano voltou. O viajante passou e restava-lhe apenas receber o aviso do agente da estrada de ferro, que era o meio de transporte, de passeio e de carga que Imbituba tinha como locomoção para o sul do Estado.

Chegou o dia D, o aviso de que o pedido havia chegado. Como era costume, Seu Peruano mandou seu agregado preparar a carroça para o transporte. O vagão ferroviário vinha lacrado, e o lacre só era retirado quando o dono das mercadorias estivesse presente e conferisse, para depois assinar o recebimento. Pela guia de transporte que era igual à do pedido assinado, foram retirando os objetos encomendados e colocando-os na carroça.

Quando chegou no último pedido, o agente ferroviário muito amigo de Seu Peruano, perguntou:
_ O Senhor vai trazer outra carroça para levar os penicos?
Seu peruano respondeu:
_ Não precisa, dá para levar tudo de uma vez, nesta carga.

Foi quando o agente disse:
_ Seu Peruano, doze grosas de penicos são 1.728 penicos e não 144.

O agregado foi interrogado:

_ Que pedido foi este?
_ Foi o que o senhor falou e assinou.
¬_ Eu falei doze grosas? Eu me enganei e escrevi 12 grosas de penicos em vez de doze dúzias? E agora, balconista, onde é que vamos arranjar tanta gente, mais de 1.700 pessoas para urinar e defecar nestes penicos todos?
_ ????????

Foram mais de doze anos para acabar com as 12 grosas de penicos!!!!

 

A luz do sol me ilumina

Arlete Piedade

A luz do sol me aquece e me ilumina
a amizade que vem do sideral espaço
e a ternura da tua poesia de menina
então já me chega o carinhoso laço!

Com afecto me sustento e assim faço,
a poesia que me habita de pequenina,
a amizade que vem do sideral espaço,
a luz do sol me aquece e me ilumina!

Assim me nutro de poemas que traço,
e amor que nas estrelas determina,
destino que no coração, entrelaço
e sonhos que fértil mente, imagina!
A luz do sol me aquece e me ilumina!

Dedicado a Denise Severgnini, amiga querida

 

HOMENAGEM AO DIA DOS NAMORADOS . 12 de junho, no Brasil.

Arlete B. Deretti Fernandes

O que dizer para homenagear os namorados?
São muito eloqüentes algumas passagens do livro «O Principezinho» de Exupéry, que incitam-nos a lembrá-las nesta ocasião tão especial.

Tudo começou num deserto. Aí aconteceu o encontro de uma raposa e de um principezinho. Viram-se, conversaram e gostaram um do outro. E ela disse:

Eras para mim um garoto igualzinho a cem mil outros garotos, e eu era para ti uma raposa igual a cem mil outras raposas.

E tu não precisavas de mim nem eu precisava de ti.

Agora, porém, que nos gostamos, és para mim o único garoto do mundo e eu sou para ti a única raposa. E não podes mais passar sem mim, nem eu sem ti...»

O amor ocorre assim. Alguém que até uma certa ocasião foi-nos indiferente, que no decorrer da vida representou um papel no meio de tantos outros, de uma hora para outra torna-se o nosso principal personagem.

Esta pessoa que antes nenhuma falta nos fazia, se transforma numa criatura sem a qual não se consegue mais viver. Passamos a cantar, tornamo-nos mais belos, nosso olhar adquire um brilho especial.

Mas, a continuar o diálogo, disse a raposa para o principezinho:
...«se tiveres intimidade comigo, a minha vida encher-se-á de sol. Passarei a distinguir um ruído de passos diferente de todos os outros. Os outros passos fazem-me esconder debaixo da terra. Os teus, como uma melodia, convidar-me-ão a sair da toca. E depois, olha! Vês além os campos de trigo? Eu não me alimento de pão. O trigo, para mim, para nada presta. Os campos de trigo nada me evocam. E isto é triste. Mas o teu cabelo é da cor do ouro. Se tiveres intimidade comigo, será maravilhoso. O trigo loiro far-me-á lembrar de ti. Apreciarei o sussurrar do vento por entre os trigais...»

«Se vieres às quatro horas da tarde, a partir das três horas começarei a ser feliz. Quanto mais se aproximar a hora, mais feliz me sentirei.»

Aprende-se que amar é saír de si mesmo, mudar de centro: encontrar o outro porque colocamos nele o centro de nossa vida. O amor é uma conquista cotidiana.

Ao ver um casal indiferente, alguém perguntava:
«Porque é que o amor morre»? E outro alguém respondia:
«Porque não o nutrimos, não o aquecemos, não o sustentamos...

Há os que falam que o amor é um jardim florido o ano inteiro, que os dias são sempre ensolarados e as noites cheias de luar.

E que neste jardim basta a gente ficar de olhos nos olhos, de peito encostado ao peito, ouvindo o coração bater...

Aprende-se que a maior parte das vezes o amor é uma caminhada juntos através de um caminho de sol muito forte, animados porém pela certeza de que, se houver perseverança em caminhar unidos, não morreremos de cansaço ou de tédio.

Ao pararmos por alguns instantes, fortificamo-nos um no olhar do outro, enxugamos as lágrimas que escorrem do rosto do outro, apertamos mais as mãos contra o frio intenso que nos machuca.

Outros falam que o amor é a gôndola que desliza plácida ao som das guitarras pelos canais românticos de Veneza...
Que amar é próprio da juventude, que devemos gastá-la antes que o inverno do tempo a faça murchar...

Porque no futuro, se envelhecermos e morrermos, estaremos excluídos para sempre como súditos do amor...

Aprende-se que não é somente sermos jovens que nos faz amar, embora a juventude seja a época dos grandes amores e das grandes loucuras.

É o amor que nos dá a verdadeira juventude, aquela que o tempo não destrói, que não se afoba por medo da velhice, pois leva dentro de si a certeza de que o outono e o inverno virão, mas o sol não muda, o amor vive do sol, que mais cedo ou mais tarde fará voltar a primavera!

Todos, fomos criados para o amor. Quantas vezes ouvimos esta frase: «O amor é lindo!»
Vale a pena fazermos deste dia especial um «Hino ao Amor».