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EDIÇAO NºXX , IIº NUMERO  DE MAIO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Liliana Josué           

Continuação da Coluna Um (Ver início)

Contudo, e toda a gente diz a mesma coisa, a investigação financeira é extremamente difícil e complicada, o que é pelo menos estranho, mas não pode nem deve ser impossível. De facto ninguém sabe nem próximo nem longe a amplitude do buraco financeiro. E diga-se que dadas as coisas como estão nem há tempo para andar agora a saber essas coisas...

A esperança que os governos de todo o mundo têm mostrado é que, travando os chamados efeitos oportunistas (corridas ao dinheiro, recusa de depósitos na forma mais imediata, retracções «injustificadas» ao consumo, etc.) e que, resultado de alguma acalmia nestes planos e noutros interligados, estabilizada (na instabilidade) a situação se possa perceber quanto dinheiro vai fazendo falta par ir reerguendo o sistema e a qual ritmo ele se reergue.

Ninguém vai saber nunca quanto dinheiro falso andou e anda por aí, porque de dinheiro falso se trata uma vez que ele não tem correspondência com a realidade. Os Bancos, participantes directa e indirectamente nesta aventura, emitiram valores (chama-se massa monetária, neste caso III) da mesma forma que se passam cheques sem provisão ou, mais criminosamente ainda, se imprime dinheiro em tipografias (não autorizadas, é claro).

Nestes casos, o que os Bancos Centrais deveriam fazer, e se calhar fazem, é ir retirando do mercado dinheiro, é o que a lógica manda. Embora os Tesouros respectivos a cada bloco financeiro ou a cada país estejam a meter na rua apoios (que são impostos passados ou futuros, estes últimos na sua maior parte) nada garante que as somas entregues não correspondam de facto a uma retirada de massa financeira do mercado. Teria de se comparar muita coisa entre o passado e o presente e teria de se pensar em várias perspectivas também.

O dinheiro que fomenta retorno, caso dos apoios a empresas que produzam (não é daquelas que fazem que fazem),  não deve ser contabilizado da mesma forma que é aquele que se destina a reestruturar as poupanças (quer dizer o que é entregue às Instituições Financeiras, embora a coisa aqui também não seja linear).

Mas, e voltando ao caso do efeito borboleta, eu não duvido absolutamente nada que uma parte substancial dos dinheiros agora desencontrados com a realidade, tenha saído directamente dos bolsos dos contribuintes, via aplicações financeiras do Estados ou Blocos.

Aliás aqui em Portugal parece ter sido repentinamente esquecido que não há muitos anos o então Nacional Banco de Portugal (antes da entrada no euro) andou a aplicar dinheiro em «junk bonds» perdendo mais de uma tonelada de ouro e que muito recentemente o Fundo de Pensões da Segurança Social tinha dinheiro aplicado num Banco que agora é caso de polícia.

Ora e regressando, isto quer simplesmente dizer que, em termos reais, as contribuições suadas que são feitas por todos (sobretudo os trabalhadores por conta de outrem) foram entregues (por nós) numa dada moeda / valor e agora valem menos do que aquilo que valiam.

Ora, como o pessoal contribuinte já protestava porque pagava muito e isso nunca chegava, ou se chegava não originava os resultados desejados a nível da assistência na saúde, na pobreza, etc. é certo que agora ainda chega para menos, para muito menos segundo as minhas pessimistas previsões.

Isso também quer dizer que os serviços do Estado vão ficar cada vez mais reduzidos na sua amplitude activa, embora por ora, e com receio de problemas sociais graves, o aperto seja ainda fraco em termos sensitivos, isto ao mesmo tempo que resultado dessa mesma crise as entradas de renda (impostos) se reduzem e têm ainda em si uma carga de virtualidade (dinheiro falso) desconhecida e incontabilizável.

Sem querer parecer muito pessimista, e se não houver para aí uma explosão social que meta tudo ou parte de pantanas, daqui a dez anos voltamos a falar neste assunto, já com bases suficientes.

Até lá não sei como as coisas se vão passar, mas as empresas de marketing político / financeiro vão ter bastante que dar á corda. Para bem de todos e perante as outras alternativas espero que façam um bom trabalho...

 

O mapa da mina.

Por Haroldo P. Barboza 

A educação no Brasil está mais sucateada que a malha ferroviária (ambas propositalmente).

Falta de educadores, professores mal pagos, prédios abandonados, falta de material básico, carga horária mal elaborada, matérias mal aplicadas, política de exame e aprovação em desacordo com o bom senso.

Toda esta mistura produz um modelo de estudante despreparado no momento crucial de sua caminhada pela trilha do aprendizado, quando está prestes a escolher seu curso profissional. Pela falta de capacidade necessária para enfrentar o agressivo mercado competitivo, acaba se contentando com um emprego de baixa remuneração, quando há vaga.

Para complementar o estado caótico desta área social fundamental, no decorrer de março de 2009 fomos surpreendidos com a nota de que a secretaria de educação de São Paulo distribuiu um mapa escolar da América do Sul onde não estava delimitada a fronteira do Uruguai e o nome Paraguai aparecia uma segunda vez sobre a região da Bolívia.

Com certeza este é um mapa «paraguaio» autêntico!

Certamente tal mapa foi adquirido por R$ 1,00 (algum lote que saiu errado) e faturado por uns R$ 10,00.

Os responsáveis pela compra devem ter imaginado que os alunos distraídos e os professores desmotivados não se dariam ao trabalho de ultrapassar nossas fronteiras. E sugeriram que as correções fossem efetuadas com canetas coloridas.

Maior valor teria tal mapa se mostrasse o caminho entre uma penitenciária segura e os palácios governamentais onde os gerentes da educação de nossa terra elaboram os programas para manter o povo perdendo o rumo da vida para suprir as mordomias das «ortoridades».

 

Charutos iguais

Por Haroldo P. Barboza

Os abutres internacionais, donos do capital financeiro pirata sem pátria, estão espalhados pelo mundo mas possuem seus escritórios principais na Inglaterra e nos EUA, de onde dominam as bolsas de valores através das ações que manipulam com suas artimanhas de unir ou separar conglomerados de acordo com as intempéries naturais ou «atentados» terroristas fabricados.

Depois de dezenas de anos observando os acontecimentos mundiais, podemos concluir com certeza que os abutres dos EUA pregam com fervor a igualdade entre os povos. Exceção apenas na hora de repartir os lucros auferidos com sua política que controla a «balança comercial» mundial.

Neste instante, os ganhos maiores ficam apenas para um. Mas no momento da crise econômica de alguns companheiros, os «parceiros» (rótulo carinhoso que países endividados recebem como se fosse uma honraria) são recebidos de braços abertos para rachar os prejuízos de seus gananciosos grupos financeiros.

Com esta política internacional, demonstram como desejam ardentemente que os povos sejam igualmente submissos aos seus interesses! Chegam a apelidar credores generosos e iludidos de «O CARA» (que paga CARO – com nosso dinheiro – por ser inocente).

- Que lhes vendam (doem) suas fontes de energia por um preço ínfimo, impedindo-os de crescerem economicamente. Assim, todos ficam igualmente perto da miséria, dependendo do bom humor do «grande irmão». Quem não segue esta política é invadido sob o argumento de que possui «armas químicas» a serviço de supostos terroristas. Fato ocorrido no Iraque onde nada foi exibido e a ONU ficou docilmente em silêncio.

- Que não efetuem estudos científicos em seus laboratórios e centros de pesquisas. Assim, os adoentados (mentais) ficam igualmente dependentes da avançada tecnologia criada pelos EUA e franqueadas através de algumas mentes brilhantes arregimentadas nos países dependentes que não conseguem manter seus técnicos competentes. Em passado recente, sete cientistas brasileiros que desenvolviam novos estudos em lançamentos de satélites, faleceram «acidentalmente» num desastre de uma nave no RN por causas até agora ignoradas.

- Que editem leis (até corrompem os legisladores locais) em seus países facilitando a penetração de empresas, ONGs e outras entidades em áreas soberanas e restritas a título de ações «humanitárias» e «protetoras» do ambiente (que eles poluem com seus enxofres). Desta forma, todos ficam igualmente vigiados de perto sobre suas atitudes cotidianas para evitar alguma projeção mais acentuada na área em questão.

Há alguns anos o décimo segundo andar do edifício sede da Petrobras no RJ foi reservado aos «técnicos» estrangeiros (vigias?) e ganhou até roletas eletrônicas para impedir o trânsito da maioria dos funcionários da própria empresa.

A área de Alcântara no RN, quase do tamanho da metade do Piauí, foi «alugada» por mais de 30 anos aos EUA e por lá também não circulam nativos (nem índios vendendo lanches) sem crachá com GPS!

A região amazônica está ocupada por uma quantidade de ONGs superior ao número de aldeias indígenas da região! Provavelmente estão mapeando (nem sempre os satélites atravessam as densas árvores) as minas orgânicas e minerais para uma futura «invasão» sob o pretexto de combater perigosos «terroristas» colombianos. Ou mesmo escorpiões.

Vamos torcer para que futuramente não implantem nenhum tipo de cancela com câmeras na entrada de nossas residências para conferir se em algum momento estamos recebendo mais de 4 visitantes simultaneamente. Tal aglomerado pode representar algum movimento que coloque em risco a soberania da potência do Norte e de seus sócios europeus.

Por época de alguma festividade em nossos lares, provavelmente teremos de solicitar um «visto» com 15 dias de antecedência e teremos de «convidar» um mestre de cerimônias indicado pela ONU para «acompanhar» o clima da festa!

Sem charutos cubanos, é claro!

Haroldo P. Barboza

 

Continuação da Crónica de Arlete Piedade - Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (Ver Início)

Este primeiro convénio foi-se adaptando às diferentes circunstâncias que as novas formas de combate iam impondo até chegar às quatro actuais Convenções de Genebra de 1949 I Convenção de 1864 – Melhoria das Condições dos Feridos e Doentes das Forças Armadas em Campanha;

II Convenção de 1906 – Melhoria das Condições dos Feridos e Doentes das Forças Armadas em Campanha no mar;

III Convenção de 1929 – Tratamento dos prisioneiros de Guerra;

IV Convenção de 1949 – Protecção dos Civis em Tempo de Guerra) e os seus Protocolos Adicionais de 1977 I Protocolo – Conflitos Armados Internacionais;

II Protocolo de 1977 – Conflitos Armados Não Internacionais.

No decorrer da 1ª Guerra Mundial, chegou-se á conclusão da necessidade de uma mais estreita colaboração entre as diferentes Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha, que devido ás suas actividades, atraíam milhares de voluntários, bastante experientes.

Foi o Presidente do Comité de Guerra da Cruz Vermelha Norte – Americana, Henry Pomery Davison, que propôs uma Conferência Médica Internacional que se realizou em Abril de 1919 em Cannes, para federar as Sociedades da Cruz Vermelha dos diferentes países numa organização comparável á Liga das Nações, para garantir uma permanente assistência nas áreas da saúde, prevenção de doenças e alívio do sofrimento.

Assim é criada a Liga das Sociedades da Cruz Vermelha com sede em Paris, em 5 de Maio de 1919, tendo passado a sede para Genebra em 1939 e mudado a designação para Liga das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em 1983. Este é apenas um breve resumo da história da Cruz Vermelha, uma organização mundial de ajuda humanitária ás vitimas de guerra, cuja acção hoje em dia se estende por várias outras actividades, que não cabem no âmbito deste artigo, pelo que sugiro visitem o seu site em:http://www.cruzvermelha.pt/cvp_t/default.asp