EDIÇAO NºXX , IIº NUMERO DE MAIO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Liliana Josué
Viva a Itália, viva Garibaldi!!!
Por
Arlete Brasil Deretti Fernandes
Três horas da manhã.
Pasquale tinha bebido todas, mesmo assim trocando as pernas acertou o caminho de casa. Enquanto caminhava estabelecia seu monólogo e oferecia seus brindes: -Per Baco! Per l´Itália, l´ Itália, Garibaldi!!!
No caminho encontrou um vira-latas e disse-lhe:
- Tu, figlioli dum cane.
E Pasquale cantava a canção «Dall´Itália noi siamo partiti».
Ele entrou em casa, sem problemas, a porta sempre ficava encostada. Colocou na
antiga vitrola uma música italiana e dirigiu-se ao quarto de dormir:
-Levanta, Colomba, vamo festejare L’Itália, Garibaldi.
E ela obedecia. Para não incomodar-se mais. Dançavam muito, até Pasquale não
agüentar mais e jogar-se numa poltrona.
No dia seguinte Pasquale dirigiu-se ao armazém, distante de sua casa. Passou
antes no bar. Tinha que tomar um vinho para afogar as lembranças de sua pátria
que para trás deixou ainda criança.
Depois de certo tempo, saia para a rua e fazia seu teatro com uma garrafa de vinho à mão:
- Per Baco! Viva l´ Itália! Viva Garibaldi!
Até não conseguir mais manter-se de pé.
Alguém, de bicicleta passou na casa de Colomba e informou do estado de Pasquale. Colomba pediu para seu vizinho ir buscar Pasquale.
Conseguiram deitá-lo na carroça. Suas pernas ficavam para cima.
Os que viam passar a carroça, pelas pernas sabiam quem ia dentro.
E ele, continuava a falar com a língua embrulhada:
-Viva l ´Itália! Viva Garibaldi!

Poemas e textos de Denise Severgnini

Quebra a mudez, dizendo eu te amo!
Quebra esta mudez atroz, dizendo eu te amo
Este silêncio absoluto em ti é muito torturante
Rompa as vestes afônicas quando te eu chamo
Três palavras apenas, para sentir-me importante
Silente, tu segues... E, impassível, vais adiante...
Eu, angustiado, meu pedido indulgente, clamo
Quebra esta mudez atroz, dizendo eu te amo
Este silêncio absoluto em ti é muito torturante
Como viver uma relação tão sem esparramo?
Carece diálogo para um amor seguir relevante
Conecta teu coração com o meu, eu proclamo.
Junto a mim, experimenta a sensação amante
Quebra esta mudez atroz, dizendo eu te amo...
Denise Severgnini Publicado no Recanto das Letras em 24/04/2009
Código do texto: T1558185
ALMA OUTONAL
As árvores despem-se de suas folhas
No raiar do outono.
Tiritam de frio e emoção...
Sento junto à varanda
A contemplar a serra
Descortinada no horizonte.
Matizes esverdeados desenham formas
Dão ares da natureza a festejar
Os sentimentos nascentes,
Em meu ser, neste momento...
Contemplo um amplo mundo
Que encerra beleza, perfeição...
Assim como as árvores,
Tenho a minha caducidade
Ficou a desnudar a alma...
Falo de mim...
Penso em mim...
Tento ser melhor...
Quero buscar, na força da natureza,
A energia necessária
Para fazer os que eu amo felizes...
Para compreender os que me maldizem...
Desnudo a alma,
Deixo-a livre de preconceitos
Imaculada e pura
Como oxigênio proveniente
Das folhas que caem das árvores
Na estação outonal.
Quero ser melhor
Bem melhor do que fui
Até hoje!
Veja Denise e os animais em fotos