Agenda de EventosEmail BlogMotor de BuscaNewsletter ConvíviosLivro de Visitas Anuncios Gratis HomepageAlbum FotosIndice Geral Arquivo

Galícia também quer adotar o novo Acordo Ortográfico

A Galícia, comunidade autônoma da Espanha, quer adotar o Acordo Ortográfico.

A Galícia, comunidade autônoma da Espanha, quer adotar o Acordo Ortográfico. A comunidade, de menos de 3 milhões de habitantes, fala as línguas galega e castelhana, mas a recém-criada Academia Galega da Língua Portuguesa pleiteia a entrada na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), para, posteriormente, adotar o Acordo, firmado apenas entre os países de língua lusófona.

Uma das principais razões, segundo a academia, é que os galegos consideram a língua galega mais próxima do português que do espanhol.

Para tal, a instituição enviou um documento ao governo galego pedindo formalmente a adesão da região à CPLP. O processo deverá demorar, já que houve troca de governo na comunidade e o governo espanhol também precisa aceitar o pedido.

A academia está preparada: mesmo sabendo que o processo de integração, se ocorrer, será lento, organizou um documento com cerca de 700 vocábulos, apenas particularidades da língua.

A ideia é que essa obra seja um adendo ao Volp (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa). «Nosso contributo está restrito a particularismos. Não é um vocabulário como o da ABL, mas fizemos a nossa parte», disse Ângelo Cristóvão, secretário da Academia Galega da Língua Portuguesa.

 

Língua portuguesa poderá constar de currículo em escolas zambianas

O ministro para os Assuntos da Presidência zambiana, Ronald Mukuma, disse hoje, em Luanda, que a Língua Portuguesa poderá ser leccionada, proximamente, em escolas do ensino base no seu país.

Argumentou que um maior conhecimento das línguas oficiais fará com que a comunicação não se torne barreira para o alcance das metas desejadas pelos estados, viradas para o incremento da cooperação e das relações de irmandade entre os respectivos povos.

Neste sentido, a República da Zâmbia está a planear a introdução do português nos curriculum escolares do ensino de base, num futuro breve, anunciou, ao discursar por acasião da III sessão da Comissão Mista Bilateral Angola/Zâmbia, decorrida  quinta-feira, na capital angolana.

Para o responsável zambiano, grandes benefícios poderão ser retirados com a instrução das línguas oficiais às respectivas populações, pois permitirá o entendimento fácil dos destinatários da cooperação.

Ronald Mukuna advogou ainda a necessidade de procurarem-se formas mais criativas de cooperação, no quadro da Comunidade de Desenvolvimento da �frica Austral (SADC), bem como estudar e explorar estratégias para a abertura de outras áreas de cooperação entre os dois estados.

Referiu que a Zâmbia e Angola têm dado contribuições positivas para o processo de integração regional, não só no domínio bilateral, mas também multilateral, através da participação activa em organizações regionais como a SADC e União Africana (UA).

Neste sentido, acrescentou, os dois países têm partilhado posições comuns igualmente no seio das Nações Unidas e em outros fóruns internacionais, como o Movimento dos Países Não Alinhados, isto para o bem comum.

Para o responsável governamental, as relações bilaterais foram reforçadas nos últimos anos, como visitas, a Angola, do já falecido Presidente da Zâmbia, Levi Mwanawasa, e do actual, Ruphia Banda.

Como exemplo do incremento dos laços, destacou a retomada dos voôs Luanda-Lusaka, pela companhia aérea angolana TAAG.

 

Choros do Brasil

Sábado | 9 Maio 2009 , 18:00, Sala Suggia, Casa da Música

Entre a enorme diversidade da música popular brasileira, o choro é provavelmente o género que marcou de forma mais global as várias vertentes musicais do país. É um símbolo de capacidade criadora: nasceu da adaptação de várias danças europeias durante o século XIX e deu depois origem a outros estilos, com destaque para o samba. Também o maior compositor erudito da história do Brasil foi beber inspiração no choro, transpondo e recriando para a orquestra ou para instrumento solista a música típica dos conjuntos "regionais". Destaque ainda para a estreia de uma obra portuguesa também com raízes na música popular brasileira.

ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO, Roberto Tibiriçá direcção musical.

Luís de Freitas Branco Paraísos artificiais
Eurico Carrapatoso Como peixe português na água tropical*
Heitor Villa-Lobos Choros n.º 6 e n.º 9

* estreia mundial; encomenda Casa da Música

 

 

Machado de Assis
(1839-1908)

Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839.

Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.

Em 12 de Janeiro de 1855, aos 16 anos, publica seu primeiro trabalho literário, o poema «Ela», na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito. A Livraria Paula Brito acolhia novos talentos da época, tendo publicado o citado poema e feito de Machado de Assis seu colaborador efetivo.

Com 17 anos, consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começa a escrever durante o tempo livre. Conhece o então diretor do órgão, Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, que se torna seu protetor.

Em 1858 volta à Livraria Paula Brito, como revisor e colaborador da Marmota, e ali integra-se à sociedade lítero-humorística Petalógica, fundada por Paula Brito. Lá constrói o seu círculo de amigos, do qual faziam parte Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar e Gonçalves Dias.

Começa a publicar obras românticas e, em 1859, era revisor e colaborava com o jornal Correio Mercantil. Em 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, passa a fazer parte da redação do jornal Diário do Rio de Janeiro.

Além desse, escrevia também para a revista O Espelho (como crítico teatral, inicialmente), A Semana Ilustrada (onde, além do nome, usava o pseudônimo de Dr. Semana) e Jornal das Famílias.

Seu primeiro livro foi impresso em 1861, com o título Queda que as mulheres têm para os tolos, onde aparece como tradutor.

Publica seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas. Em 1867, é nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial.

Em 12 de novembro de 1869, casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais.

Nessa época, o escritor era um típico homem de letras brasileiro bem sucedido, confortavelmente amparado por um cargo público e por um casamento feliz que durou 35 anos. D. Carolina, mulher culta, apresenta Machado aos clássicos portugueses e a vários autores da língua inglesa.

Sua união foi feliz, mas sem filhos. A morte de sua esposa, em 1904, é uma sentida perda, tendo o marido dedicado à falecida o soneto Carolina, que a celebrizou.

Seu primeiro romance, Ressurreição, foi publicado em 1872.

Na Gazeta de Notícias, no período de 1881 a 1897, publica aquelas que foram consideradas suas melhores crônicas.

Em 1881, com a posse como Ministro Interino da Agricultura, Comércio Obras Públicas do poeta Pedro Luís Pereira de Sousa, Machado assume o cargo de oficial de gabinete.

Publica, nesse ano, um livro extremamente original, pouco convencional para o estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas -- que foi considerado, juntamente com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo na literatura brasileira.

Extraordinário contista, publica Papéis Avulsos em 1882, Histórias sem data (1884), Vária Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1889), e Relíquias da casa velha (1906).

Grande amigo do escritor paraense José Veríssimo, que dirigia a Revista Brasileira, em sua redação promoviam reuniões os intelectuais que se identificaram com a idéia de Lúcio de Mendonça de criar uma Academia Brasileira de Letras.

Machado desde o princípio apoiou a idéia e compareceu às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1908.

Sua oração fúnebre foi proferida pelo acadêmico Rui Barbosa.

É o fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono.

Por sua importância, a Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de Casa de Machado de Assis.

Dizem os críticos que Machado era «urbano, aristocrata, cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência do Brasil e a abolição da escravatura. Passou ao longe do nacionalismo, tendo ambientado suas histórias sempre no Rio, como se não houvesse outro lugar. ...

A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica. ... Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente.

O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste de seus contemporâneos.»

Memórias Póstumas de Brás Cubas 1 e 2 (este último só no browser ou download directo)

 

 

 

 



EDIÇAO NºXX , IIº NUMERO  DE MAIO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Liliana Josué