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Pagª 14 - EDIÇAO NºXXXI, IVº NUMERO  DE JULHO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes.   


Amanhã poderá ser tarde demais

Sá de Freitas

(Texto escrito sem a consoante "Q")

(O meu maior respeito às idéias não concordantes com a minha.)

Sem dúvida todos trazemos, nas dobras da consciência, crostas e mais crostas pegajosas e virulentas de remorsos, formadas por erros cometidos voluntária ou involuntariamente, ao longo dessa vida ou de outras passadas.

Nessas crostas, muitas virtudes ficam retidas a espera da desobstrução a fim de se manifestarem no terreno de realizações mais edificantes.

Não há ninguém sem defeitos e ninguém sem virtudes. O nosso íntimo traz um misto de bondade e de maldade; de amor e de ódio; de alegria e de tristeza .

Na verdade, não passamos de frágeis e imperitos navegadores, reunidos no barco dessa existência e expostos ao mar furioso do mundo.

Conhecedores disso, não podemos nos deter nas curvas das lamentações, da autoculpabilidade e das preocupações exageradas, em relação a matéria, perdendo o tempo precioso e disponível à nossa regeneração, em benefício da nossa ascensão em direção a Deus.

O arrependimento, em si, demonstra a nossa vontade de mudança, mas não apaga os erros, pois as sementes plantadas germinarão e a colheita será inevitável, com atenuantes ou não.

Se esperarmos ser perfeitos para depois servirmos, nunca praticaremos a caridade, pois é a caridade o caminho único para buscarmos o nosso aperfeiçoamento. Fora dela, como disse Kardec, «não haverá salvação».

Muitas vezes a porta, a conduzir-nos a elevados ideais, fica emperrada pela ferrugem do egocentrismo, dificultando o nosso avanço em direção ao engrandecimento espiritual, onde há muito para se aprender e praticar. Se não arregaçarmos as mangas e não partirmos dispostos a escalar as montanhas das realizações beneméritas, jamais atingiremos o cume desejado dessa necessária elevação.

Efeitos nulos terão nossas rezas, orações, preces e as nossas idas às Igrejas, se não cumprirmos o mais valioso de todos os Mandamentos: «Amai a Deus acima de tudo e ao próximo como a vós mesmos», pois religião alguma, sem boas obras, poderá levar alguém a um Plano melhor.

No Universo tudo se encadeia, tudo se completa, tudo se interdepende, no percurso da evolução do nosso mundo e dos seres. Todos os elementos cósmicos e terrestres, com a ação do tempo, se entrelaçam e misturam-se, num só amplexo , para o avanço inexorável do(ao) progresso. Sem essa coesão constante e ininterrupta de seres, elementos, ações e tempo, nada teria saído do seu estado embrionário.

Contudo, o ser humano apenas vislumbra a sombra de um ideal maior, relacionado à espiritualidade, por estar com os olhos voltados exclusivamente aos interesses do desenvolvimento material, a visar tão somente a casa confortável, o emprego rentável, o veículo importado e a farta mesa, não se falando do conhecido «bem gozar a vida».

Não estamos no mundo para ficar eternamente. Nossas passagens já estão reservadas para a grande viagem, cujos dia e hora ignoramos. Com esse procedimento materialista, passamos a Vida Eterna a segundo plano. «Amanhã- pensam muitos - cuidarei da minha alma. Meu corpo tem prioridades, não estou ainda preparado para prestar a devida caridade. Preciso aumentar o meu capital para ter base sólida e aí então farei grandes obras em socorro aos necessitados.

Por ora a minha família está em primeiro lugar. Além disso preciso ser mais religioso, seguir um caminho certo, ser mais solidário, mais puro em minhas ações e isso farei somente depois de preparar o futuro dos meus filhos, da minha esposa e o meu também.»

Entretanto, nossas passagens estão reservadas, o transporte chegará inesperadamente , não temos bagagem e não há como adiarmos a partida. Tudo deixaremos na Terra, inclusive o nosso corpo. E agora? Tarde demais para o nosso espírito lamentar o tempo perdido e.....

SEM DUVIDA, VOLTAREMOS PARA NOVAS LUTAS, PARA OUTROS SOFRIMENTOS E APRENDIZADOS.

 


O que aconteceu na Cultura e na Arte de 1980 a 2004? Qual a posição da Didática?

 

Por Arlete Deretti Fernandes

 

 

O que aconteceu na Cultura e na Arte, nos diversos Períodos Históricos, em particular na actualidade, de 1980 até o ano 2004?
Que influências daí surgiram para a Humanidade?
Como a Didática se situa neste contexto?

O professor precisa preparar-se continuamente para acompanhar as exigências de um mundo que se transforma velozmente. A finalidade ao se fazer um histórico da Didática, é refletir sobre a trajetória que vem percorrendo o ensino na humanidade, estudar as teorias de alguns educadores e humanistas que criaram escolas e métodos para a educação, e que deixaram-nos um legado precioso.

Cabe-nos também contribuir com a nossa parte neste legado. O que nós, como educadores, vamos deixar de positivo para as próximas gerações? Houve seres que deixaram muitas coisas positivas para nós.

A humanidade se situa dentro de um contexto histórico, político e social que determina as relações entre os povos. Essa interação se dá em todos os campos da atividade e deve nortear o pensamento do profissional da área da Educação, indo do âmbito geral para a comunidade onde se insere a escola, influenciando o processo educacional até chegar à sala de aula. Para o professor, aprender a conhecer, a fazer e a ser, são pressupostos filosóficos e pedagógicos.

Para embasar estes pressupostos, fez-se uma retrospectiva histórico-educacional desde Comênio e de outros pedagogos que influenciaram o ensino da humanidade e sobre a ação educadora dos jesuítas no Brasil. Também se estudou a Profa Ilma da Veiga Alencastro, Paulo Freire, Demerval Saviani, José Carlos Libâneo.

Não podemos deixar de citar os principais acontecimentos ocorridos desde 1980 até a atualidade, numa linha de tempo. São fatos que influenciaram a humanidade e estão mudando as relações dos seres consigo mesmos, com a sociedade em que se inserem e com os princípios e métodos pedagógicos.

1980- A OMS declara a erradicação da varíola.

1981- A IBM lança o PC, (computador pessoal) - Aparece o primeiro caso de Aids nos EUA

1982- O computador é escolhido «a máquina do ano» pela revista Time - Surge o primeiro produto comercial resultante da engenharia genética: a  insulina humana.

1984 Movimento pelas «diretas já,» no Brasil. - Tancredo Neves morre e assume Sarney.

1985- Explosão no reator nuclear de Chernobyl

1989- Queda do Muro de Berlim

1990- Surge a World Wide Web

1991- Gorbachev é apeado do poder. É o fim da União Soviética - A CNN transmite a Guerra do Golfo ao vivo.

1997- A ovelha Dolly mostra a sua cara

1998- Escândalo Bill Clinton e Mônica Levinsky

1999 - Acesso gratuito à Britânica na Internet

2001- Explosão do Worl Trade Center - Estados Unidos declaram Guerra ao Iraque.

Uma fundamentação histórica da Didática em nosso país e no mundo, desde épocas passadas, ajuda-nos a compreender a atualidade, ou seja, entender melhor a didática a partir da década de 80, que é a centralização deste trabalho.

As dificuldades e os problemas do cotidiano de nossos professores não são resolvidos com teorias. Sabemos que há necessidade de uma reflexão de todos, desde os educadores até a sociedade em geral para a compreensão desses problemas e a busca de soluções.

As teorias estudadas nos cursos de formação de professores, parece que não são aplicadas, discutidas e refletidas para que a ação docente seja exercida com a consciência do posicionamento dessa ação, em que ela está fundamentada, o porquê de «ensinar-se» desta ou daquela maneira.

Os professores em conjunto devem fazer uma análise do seu fazer pedagógico, a fim de que se conscientizem de sua ação e de sua força humana potencial e possam, não só interpretá-la e contextualizá-la, mas também buscar superá-la. .

(Leia este texto completo e ordenado em...)