Pagª 26 - EDIÇAO NºXXXIII , IIº NUMERO  DE AGOSTO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

 

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Terminaram os IIºs Jogos da Lusofonia de Lisboa

Goa vai ter a IIIª Edição em 2013

          

O estado indiano de Goa vai acolher a terceira edição dos Jogos da Lusofonia, em 2013. A decisão foi tomada, esta terça-feira, na Assembleia-Geral da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP), em Lisboa. A Associação Olímpica de Goa competia com o Brasil pela organização da terceira edição dos Jogos da Lusofonia, mas o Comité Olímpico Brasileiro acabou por desistir.

A margem da segunda edição dos Jogos da Lusofonia, os responsáveis brasileiros disponibilizaram-se para organizar os Jogos de 2013, caso Goa, por algum motivo, não o conseguisse fazer, ou receber a quarta edição em 2017.

A reunião magna da ACOLOP elegeu, por unanimidade, o vice-presidente da Associação Olímpica de Macau, Alex Vong Lek, como presidente da ACOLOP, sucedendo ao presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura.

Os II Jogos da Lusofonia terminaram, este domingo, com uma cerimónia de encerramento na Praia de Santo Amaro de Oeiras, na qual Portugal passou o testemunho a Goa, que irá assim organizar a terceira edição, em 2013.

Perante o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, entregou a um representante de Goa, �ndia, a bandeira da Associação de Comités Olímpicos de Língua Portuguesa (ACOLOP) e o símbolo da chama olímpica.

A cerimónia iniciou-se e terminou com momentos musicais, primeiro pelo guitarrista António Chaínho, que tocou músicas de alguns dos países presentes, e, por fim, com o hino dos Jogos da Lusofonia, interpretado por Kátia Guerreiro, Olavo Bilac e o Coro de Santo Amaro de Oeiras.

Os países participantes foram Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, �ndia (Goa), China (Macau), Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Sri Lanka.

As modalidades em concurso foram:

10 Km Estrada Masc, 100m barreiras Feminino, 100m Feminino, 100m Masculino, 110m barreiras Masculino, 1500m Feminino, 1500m Masc, 200m Fem, 200m Masc, 3000m Obst. Masc, 400m Barreiras Fem, 400m Barreiras Masc, 400m F. DEF., 400m Feminino, 400m M. DEF., 400m Masculino, 4x100m Fem, 4x100m Masc, 4x400m Fem, 4x400m Masc, 5000m Fem, 5000m Masculino, 800m Fem, 800m Masculino, Basquetebol Feminino, Basquetebol Masculino, Futebol, Futsal, Judo +100Kg, Judo +78Kg, Judo -100Kg, Judo -48Kg, Judo -52Kg, Judo -57Kg, Judo -60Kg, Judo -63Kg, Judo -66Kg, Judo -66Kg, Judo -70Kg, Judo -73Kg, Judo -78Kg, Judo -81Kg,
Judo -81Kg, Judo -90Kg, Lançamento Peso Fem, Lançamento Peso Masculino, Salto Altura Masc, Salto Altura Masc, Salto comprimento Feminino, Salto Comprimento Masc., Salto em Altura Feminino, Taekwondo F +67Kg, Taekwondo F -67Kg, Taekwondo F -49Kg, Taekwondo F -49Kg, Taekwondo F -57Kg, Taekwondo F -57Kg, Taekwondo F -67Kg, Taekwondo F -67Kg, Taekwondo M +80Kg, Taekwondo M +80Kg, Taekwondo M -58Kg, Taekwondo M -58Kg, Taekwondo M -68Kg, Taekwondo M -68Kg, Taekwondo M -80Kg, Taekwondo M -80Kg, Tenis Mesa Equi Fem, Tenis Mesa Equi Masc, Tenis Mesa Sing Fem, Tenis Mesa Sing Masc, Triplo salto Fem, Triplo Salto Masculino, Voleibol Feminino, Voleibol Masculino, Voleibol Praia Feminino, Voleibol Praia Masculino.

A distribuição de Medalhas foi, respectivamente, Ouro, Prata, Bronze e Total a seguinte:

Brasil 33 22 20 75;
Portugal 25 33 13 71 ;
Angola 4 2 8 14 ;
Macau 1 3 5 9 ; India 1 1 5 7 ;
São Tomé e Príncipe 1 1 5 7 ;
Cabo Verde 1 1 4 6;
Sri Lanka 1 0 4 5;
Moçambique 0 2 2 4 ;
Guiné Bissau 0 0 0 0 ;
Guiné Equatorial 0 0 0 0 ;
Timor-Leste 0 0 0 0

Mais:

 

 

 

 



O ANO EM QUE ZUMBI TOMOU O RIO

de José Eduardo Agualusa

Por Arlete Deretti Fernandes

 

Introdução

O Romance contemporâneo foi enriquecido com os livros de José Eduardo Agualusa, que publicou as seguintes obras:

• A Conjura (romance, 1989)
• D. Nicolau Agua-Rosada e outras estórias verdadeiras e inverosímeis (contos, 1990)
• O coração dos bosques (poesia, 1991)
• A feira dos assombrados (novela, 1992)
• Estação das Chuvas (romance, 1996)
• Nação Crioula (romance, 1997, no qual aparece o personagem de Fradique Mendes)
• Fronteiras Perdidas, contos para viajar (contos, 1999)
• Um estranho em Goa (romance, 2000)
• Estranhões e Bizarrocos (literatura infantil, 2000)
• A Substância do Amor e Outras Crónicas (crônicas, 2000)
• O Homem que Parecia um Domingo (contos, 2002)
• Catálogo de Sombras (contos, 2003)
• O Ano em que Zumbi Tomou o Rio (romance, 2003)
• O Vendedor de Passados (romance, 2004)
• Manual Prático de Levitação (contos, 2005)
• As Mulheres de Meu Pai (romance, 2007)
• Na rota das especiarias (guia, 2008)
• Barroco tropical (romance, 2009)

«O ANO EM QUE ZUMBI TOMOU O RIO», remete-nos a uma questão histórica do Brasil no século XVII, o herói Zumbi do Quilombo dos Palmares, que lutou para defender seu povo contra a opressão e a escravidão. Nos dias de hoje, o personagem Jararaca, do mesmo livro, é um herói que luta para defender o povo do Morro da Barriga, favela do Rio de Janeiro.

As cenas do livro se alternam, ora no Brasil, ora em Angola. No decorrer da narrativa o autor junta Brasil, Africa e Portugal pelo tronco comum que os une. As vozes narrativas, através de Agualusa, ousam citar temas polêmicos, como questões do tráfico de armas, a situação do negro no Brasil e a violência em «um meio onde pulsa a vida e a paixão».

A trama, parte do final, que é igual ao começo, ou seja: «o fim, como se fosse o princípio e o princípio como se fosse o fim».

O autor angolano, inicia a narrativa assim:

Helicópteros rodopiam no céu, ao longe, agitando as águas mornas da lagoa. Conta-os: quatro...seis...nove. Vê-os acometerem contra o Morro da Barriga, ali mesmo, onde os últimos revoltosos buscaram refúgio. Àquela velocidade estarão sobre eles, a cuspir fogo, em poucos segundos. (Agualusa, 2002), p. 3.

Com a leitura e a apreciação desta narrativa verificou-se que o Brasil é visto como uma Nação de Zumbis, paralela a outra concepção, a Nação de Tupis. Portanto, pode-se pensar que Oswald de Andrade, com sua paródia, «Tupy, or not tupy», pode ser substituída pela questão, «Zumbi, or not Zumbi».

(Continua)

 

CPLP lança Instituto do Idioma em 2010

O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai reunir-se extraordinariamente no início de 2010, em Brasília, para aprovar a refundação do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), disse nesta segunda-feira o ministro português das Relações Exteriores.

Segundo Luís Amado, que presidiu à 14ª reunião do Conselho de Ministros, na Cidade da Praia, essa é uma das recomendações saídas do encontro de hoje, tendo em conta a inadiável refundação do IILP, dirigido pela linguista angolana Amélia Mingas.

O também presidente do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) adiantou que a ideia é proceder a uma reestruturação dos estatutos do IILP, de forma a que o Instituto possa cumprir os objetivos para que foi delineado.