Pagª 1 - EDIÇAO NºXXXII , Iº NUMERO  DE AGOSTO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

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Continuação da Coluna Um (Ver início)

Tivemos a paciência de enviar circulares propondo a colaboração mútua a meio mundo (o restante dele não encontrámos) ; temos tido, ao longo da nossa vida e temos aí os exemplares todos em arquivo que o comprovam, o cuidado de não fazer nosso aquilo que outros consideram seu, visto aqui não no sentido mais corrente do plágio ou do direito de autor, (coisas estas que nunca violaremos) mas naquele outro plano de não copiar a «ideia».

Temos as nossas ideias próprias (o nosso grupo e aqueles que a ele vão aderindo) pelo que não precisamos e a isso dizemos «não, obrigado!». Contámos desde o início com bons colaboradores, com boas ofertas de trabalhos para publicação, com nomes de relevo na comunicação seja ela tipicamente jornalística seja ela «bloguista». Somos felizes, assim...

Mas, talvez porque sonhamos, continuamos a achar que é pouco: vemos por exemplo o mundo dos blogues (alguns ou quase todos) fechados sobre si mesmos, exercitando os seus autores os seus saberes nalguns casos para meia dúzia de leitores ou mesmo nenhuns (que também os há) e clamando nalguns casos contra a incompreensão do mundo: ora o mundo não pode compreender aquilo que não conhece e nem sequer sabe que existe.

As colaborações que nos vão chegando, até de quadrantes pouco expectáveis, demonstram por si que este jornal Raizonline é um projecto que anda, que percorre caminhos diversificados, que é lido muito para além dos circuitos que a normalidade da sua forma e do seu conteúdo lhe predestinariam. Podia andar mais, fazer melhor, ser mais ele mesmo, é uma parte ainda pequena do espelhado do mundo mas podia ser maior.

Mas...não é maior (!) - paciência: não vamos morrer por causa disso, antes pelo contrário vamos vivendo alegremente com aquilo que este mundo nos vai dando e oferecendo aos nossos colaboradores, leitores e amigos o melhor do nosso saber e do saber dos nossos colaboradores. E somos já relativamente grandes...

Porque verdade seja dita temos os melhores colaboradores que há, amanhã teremos na mesma os melhores e assim será durante o tempo em que durarem as nossas vidas. Há sempre uma força que ultrapassa a nossa capacidade de conhecimento que nos impulsiona e não nos deixa pensar de outra forma até porque nunca tivemos razão para isso.

Vamos pois em frente, continuamos em frente. Vamos construindo e consolidando a nossa estrutura: temos neste momento a espinha dorsal, em termos organizacionais, que merecemos e que o nosso trabalho justifica. Amanhã teremos outra mais forte porque as necessidades serão seguramente mais fortes.

Termino esta crónica agradecendo a todos aqueles que acreditam no nosso projecto e que na prática todos os dias com ele colaboram. Bem hajam todos!!

Daniel Teixeira

Ps: Fiquei no início de falar na questão financeira mas ela está explicada na secção Cartas ao Director desde há algum tempo. Apenas temos o acrescento, em relação àquilo que já lá estava que existe a possibilidade dos nossos amigos brasileiros verem facilitada a sua possibilidade de contribuírem para o jornal através do acesso a uma conta no Brasil.

 

Continuação da Crónica de Arlete Piedade - 6 de Agosto – Aniversário do lançamento da bomba atómica em Hiroshima (Ver Início)

Assim nesse dia que marcou para sempre uma nação, e as suas populações civis indefesas, uma bomba de potência mil vezes superior ás que até então eram conhecidas, foi lançada de avião sobre a cidade de Hiroshima e outra três dias depois, sobre a cidade de Nagasaki, no Japão.

Hiroshima tinha aproximadamente 350.000 mil habitantes nessa altura dos quais cerca de metade morreram nos momentos seguintes á explosão e até final desse ano, e em Nagasaki, cidade com uma população de 175.000 pessoas, cerca de 70 mil morreram na sequência directa do bombardeio, no mesmo período de tempo.

Além das mortes imediatas, foram as queimaduras por radiações que continuaram a matar pessoas nos meses e anos seguintes, e até ao presente continuam a fazer-se sentir os efeitos nos descendentes dos habitantes das duas cidades, com deformações físicas, cancros congénitos e outras doenças decorrentes das radiações.

Mas também nas estruturas físicas das duas cidades, os efeitos foram devastadores, pois simplesmente os edifícios foram pulverizados e reduzidos praticamente a pó, nada restando de pé num raio de vários quilómetros do centro da explosão.

Também no ambiente os efeitos criminosos das bombas se fizeram sentir, contaminando o ar, a água e o solo, e provocando efeitos que nalguns casos ainda persistem.

Foram ignoradas leis e convenções internacionais sobre guerra e direitos das populações civis, alguns deles além de assinados pelos Estados Unidos, também promovidos pelos próprios, mas na verdade os cientistas e militares, não conheciam todos os efeitos destrutivos da poderosa arma, que só a partir daquela data marcante, foram observados e estudados até ao presente.

Mas se as outras nações ficaram horrorizadas com os efeitos devastadores da bomba, e a acção da nação mais poderosa do planeta, a reacção não foi a esperada. A partir daí, todos quiseram ter a bomba e assistiu-se a uma verdadeira corrida ao armamento atómico, não só entre os Estados Unidos e a Rússia, mas também por parte de outras nações. Cada um queria ter o mesmo número de armas que o potencial inimigo, para melhor se defender em caso de ataque hipotético.

Chegou-se a números absurdos de armas fabricadas e apontadas a cidades e pontos estratégicos, que dariam para pulverizar por completo o nosso pobre planeta, várias vezes. Até que alguns líderes mundiais começaram a ver o absurdo da situação e a inverterem a tendência, em especial com o fim do bloco comunista, liderado por Gorbachev nos anos oitenta.

Mas a energia atómica também pode ser aproveitada para fins pacíficos e de produção de energia eléctrica e as centrais atómicas foram proliferando também nos países ditos evoluídos. Mas os perigos forem sempre maiores que as vantagens e com a explosão de algumas em especial Chernobyl na Ucránia, e as devastações ambientais e humanas, resultantes, foram sendo desactivadas.

Importa ressaltar o sofrimento do povo japonês, que tudo suportou sem queixumes, que não acusou o agressor do genocídio perpetrado, tal como foi feito contra os alemães no Tribunal Internacional de Haia, pelo extermínio dos judeus.

Ao invés, foram vistos e aclamados como heróis e salvadores do mundo, vítimas de terroristas e comunistas, que agiram apenas em legítima defesa.

Resta ás gerações seguintes, como nós, reflectirem e tirarem as ilações necessárias e as lições que se impõem, para que tais crimes não se voltem a cometer contra a humanidade e a Terra, mãe de todos os seres vivos.

Arlete Piedade


(Ver o Poema Mão Negra e apresentação P.Point-pps)

Veja  vídeo de Arlete Piedade em 2007 na II EPAC (II Encontro de Poetas Abralianos e Convidados) realizado em  Almeirim - Portugal.

 

Coluna de Haroldo P. Barboza

 

A fórmula da amizade

 

Amigo não é apenas uma palavra que começa pela letra «A». Este rótulo define um sentimento que cultivamos por outra pessoa no decorrer da vida e nem sempre é percebido ou reconhecido em algum tempo de nossa existência.

Ele se aprofunda com o tempo e se solidifica nos momentos críticos, quando nossos espíritos estão frágeis. Como toda boa relação, em momentos de divergência de opiniões ele se coloca à prova, quando os envolvidos mostram o quanto são capazes de ceder para não estremecerem a amizade conquistada pela troca de virtudes e aprimoramento mútuo de características humanas defeituosas.

Não existe uma regra para definir o que é um amigo. Não existe um tempo mínimo para determinar que tal relação passa a existir.

A amizade pode ser ilustrada pelo empréstimo de uma quantia num momento de aperto, pela divisão de um pão dormido na hora da fome comum ou numa caminhada pela acidentada trilha da vida.

Nada impede que uma pessoa tenha diversos amigos fiéis. Devido às diversas situações de nosso cotidiano, é difícil definir com exatidão qual deles é o mais amigo de todos.

Mesmo depois de todas estas considerações, ainda não consegui definir o que seja um amigo de fato. Existem amigos em vários níveis. Alguns destemidos, capazes de correrem riscos da própria vida para ajudar o parceiro.

Outros que recuam num momento de alto perigo. Será que nós também não recuaríamos? Se tivermos esta resposta certamente vamos compreender o momento de fraqueza pelo qual nosso estimado amigo foi envolvido. E saberemos perdoá-lo, superando o egoísmo.

Quando estiver frente a frente com seu amigo, não se preocupe em dizer-lhe que sua amizade por ele é fraterna e eterna. Deixe que o coração dele sinta isto e seu olhar reflita esta certeza.

Agora que me deparei com todas estas confusões espirituais e mentais, mesmo sem possuir a fórmula que todos procuram, cheguei à seguinte conclusão: quem não possui pelo menos um amigo, tem uma vida sem sentido, pois não poderá desenvolver o fator de solidariedade que cada um carrega em sua alma.

Sou muito feliz por ter vocês como amigos das letras que enriquecem nossas almas!


Heróicos Mi(si)nistros.

Fizemos uma estimativa de custos (por baixo) onde as câmaras (apenas de Brasília - com quase 600 elementos + 20 «aspones» para cada) gastam enorme parcela de nossos impostos.

Valor anual total (amigável): R$ 1,5 BI !

Que não incorpora os gastos com a estrutura para manter o Congresso funcionando (luz, telefone, computadores, lanches, limpeza, viagens, engraxates, cabineiros, motoristas, jardineiros, taquígrafos, etc).

Já deu para perceber quanto o país perde com a turma que só vota (com rapidez) a favor dos grandes conglomerados e a seu próprio favor (quando se trata do aumento deles). Quando é para «nomear» parentes e assemelhados, fazem uso dos atos secretos sem a presença da Imprensa.

Considerando que comparecem (os mais assíduos) 3 dias por semana ao local de encontro, considerando 5 semanas por mês (viu como estou sendo gentil?), concluímos que se reúnem 15 dias por mês durante 9 meses (temos de descontar o recesso de julho, o de janeiro, 15 dias de Natal e 15 dias de Carnaval).

Isto nos dá 15 x 9 = 135 dias (média de 6 horas/dia). Ou seja: 810 horas por ano! Para tocar «piano» e manipular o painel eletrônico. E o trabalhador médio, se esfola 2400 horas/ano para receber quase R$ 500,00 mensais!

No ano de eleição, o trabalho dos «palermas-elementares» se reduz a 6 meses, pois se «cansam» nos comícios, quando precisam decorar textos como nas novelas, prometendo falsas realizações a favor do povo.

Fora os vídeos onde aparecem de terno, montados em jegues e beijando criancinhas de rosto melecado (depois se lavam com álcool, é claro). Enquanto isto, leis de interesse do povo ficam engavetadas até que surja uma oportunidade de barganhá-la por alguma «merreca» por «fora» dos polpudos salários das parasitas.

E os «heróicos» Mi(si)nistros abrem mão de R$ 100 mil em suas empresas para receberem apenas R$ 7 mil por mês para «ajudar» o país (a afundar mais rápido).


Toque feminino.

Contamos com o toque feminino com abertura de tópicos e opiniões nos masculinos para que efetivamente possamos educar algumas mentes distorcidas e criar um pensamento que se não for unânime, pelo menos tenha alguma lógica irrefutável.

Com certeza não vou entrar em tópico que aborde uma receita de tartaruga assada para domingos, novo baton no mercado ou horóscopo. E vocês são inteligentes para não trazerem tais assuntos para cá. Eu também não vou abrir um tópico para elogiar uma bola de futebol que usei no último jogo. Mas terei prazer em ler alguma fórmula alimentícia que traga benefícios à saúde.

Já participei de alguns programas de rádio, comandados por mulheres tratando de assuntos de interesse de nossa sociedade objetivando a melhoria da qualidade de vida geral, pois não adianta termos um razoável nível orçamentário familiar e viver cercado pela miséria que um dia poderá provocar a explosão do caldeirão social que vai respingar sobre nós.

Desde quando comecei a escrever com regularidade (2001) tenho enaltecido o importante papel da mulher como nossas parceiras (não adversárias). Não nos abandonem. Mostrem aos «machões» como os debates podem ser sérios sem ofensas e vaidades (ainda que vocês adorem um espelho para ficarem mais bonitas para nós).

Beijos para todas. Aos homens, um forte abraço, pois não tenho o hábito russo de beijar concorrentes.