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Pagª 2- EDIÇAO NºXXX, IIIº NUMERO  DE JULHO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes.   

Continuação da Coluna Um (Ver início)

Falta-nos fazer isso melhor, estar mais presentes «lá fora», ter verbas suficientes para responder a iniciativas culturais que se integram dentro do nosso campo de actividades e utilizar esses fóruns para divulgar o nosso (de todos) trabalho que é o Jornal.

Falta-nos fomentar edições de trabalhos de qualidade de nossos colaboradores que estão em stand bye há alguns anos nas mãos desses mesmos autores (colaboradores nossos), falta-nos divulgar melhor por outros meios paralelos ao jornal as edições daqueles nossos colaboradores que já publicaram, breve, falta-nos ainda muita coisa. Só o que não nos falta é a vontade de fazer sempre algo mais.

É dentro deste espírito, do fazer algo mais, que resolvemos aceitar que a melhor forma de comemorar um ano de vida seria fazer uma Selecção dos Melhores Trabalhos Publicados durante esse ano de vida do RAIZONLINE. Teremos um volume com cerca de 200 páginas: pensamos que seja suficiente mas logo se verá de acordo com o volume de inscrições (que faz pressupor desde logo a média da quantidade de páginas a incluir no volume).

O valor do Livro, em termos abstractos, quer dizer, como iniciativa, estará muito relacionado com dois elementos principais: por um lado dar aos nossos colaboradores seleccionados a possibilidade de terem uma obra física que podem inclusivamente oferecer aos seus parentes e amigos, divulgar e vender em stands ou eventos locais caso o entendam e manter viva uma recordação deste primeiro ano de vida do nosso Jornal Online e da sua participação nele, aumentando assim mais umas linhas aos seus curriculos.

Pela nossa parte faremos a difusão e a venda do mesmo pelos meios ao nosso alcance e, quem sabe se alguma das matérias publicadas não vem a chamar a atenção de alguma dessas editoras em que quase todos desejam ser publicados?

Os volumes restantes, caso os haja, serão distribuídos por entidades nacionais e internacionais de fomento ao livro e à leitura, mas, correndo tudo bem editaremos desde logo com reserva para este efeito, alguns exemplares.

Os não seleccionados, que também os haverá por força do processo selectivo, poderão na mesma ter acesso ao volume porque em princípio o Raiz Online publicará todos os anos uma Selecção (esta talvez a menos volumosa) e será bom ter os diversos números das selecções completos.

A nossa ideia, contudo, é de oferecer três classificações (1º, 2º e 3º) em cada um dos temas e as menções honrosas que se justifiquem para além de um certificado de presença à selecção emitido pessoalmente e enviado pelo correio para o endereço dos não seleccionados para publicação.

Tudo isto que estamos a escrever agora será devidamente escrito no próximo mês de Setembro de forma regulamentar, com os acrescentos e esclarecimentos que são próprios nestas situações.

De qualquer forma, e para irmos tendo uma ideia da quantidade de pessoas interessadas em participar na Selecção do Raiz Online, daquelas que neste momento já têm colaborações no nosso jornal e daquelas que ainda o não fizeram, pois como se disse o processo decorre em princípio até final do ano estando aberta a porta a colaborações de actuais não colaboradores até esta data, agradecemos que comecem a proceder desde já à pré-inscrição como mera declaração de vontade e sem quaisquer encargos neste momento.

Estamos também abertos ao fornecimento de quaisquer esclarecimentos que porventura sintam necessidade de ser prestados no mail habitual.

Daniel Teixeira

 

Continuação da Crónica de Arlete Piedade -

DIA INTERNACIONAL DA AMIZADE – 20 DE JULHO (Ver Início)

Aqui entra o conceito de amizade virtual, que se tem desenvolvido com a Internet, já que é um meio de comunicação que põe em contacto pessoas de todo o mundo, que mesmo não se encontrando fisicamente, descobrem entre si afinidades espirituais, que levam ao desenvolvimento de laços de afecto e ao estabelecimento de uma relação de amizade.

E digo que se tem desenvolvido com a Internet, porque amizade virtual já existia desde que as pessoas descobriram meios de comunicar á distância, como seja corresponderem-se por carta e por telefone a seguir.

Houve amizades que se construíram e mantiveram usando esses meios de comunicação, como hoje se usa a Internet, afinal as amizades existem entre as pessoas, assim como outros sentimentos, desde que haja meios de comunicação que as mantenham em contacto. Pois para haver uma amizade será necessário um conhecimento, ainda que apenas espiritual.

Então voltando ao início desta crónica para as pessoas sentirem esse nobre sentimento, será necessário haver um conhecimento, um meio de comunicar, e descobrir uma afinidade na maneira de sentir e pensar. Sim, será a resposta da maioria.

Na verdade acho que entre cada pessoa fosse qual fosse a sua maneira de pensar e viver, devia estar implícita essa ligação de amizade, pois entre nós dividimos esta bola que segue no espaço, todos somos feitos da mesma matéria, todos temos um nariz, olhos, braços, pernas, cabeça, todos temos basicamente as mesmas necessidades, desejos e ambições, seja qual for a cor da pele, o deus em que acreditamos, o local onde nascemos, e onde escolhemos para viver.

Se o egoísmo nos deixasse raciocinar, veríamos que os outros seres humanos são iguais a nós, apesar dessas diferenças que apenas acentuam a beleza da diversidade que nos mantém interessados em descobrir a cada dia, novas pessoas, culturas e lugares distantes de nós.

E sendo iguais a nós e dividindo o mesmo espaço, porque não cedermos um pouco do que nos sobra, seja no ar que respiramos, seja na água que consumimos, seja na casa que habitamos, seja nos alimentos que nos asseguram a vida, a quem não tem o básico para sobreviver?

Quando falo em egoísmo, refiro-me aquelas pessoas que desperdiçam e gastam recursos em actividades que não sendo básicas nem necessárias á vida diária, estão a faltar noutro local, para assegurarem a sobrevivência de quem nem sequer tem o básico para viver com a sua família.

Se esses recursos fossem bem utilizados e divididos, entre todos os habitantes da terra, não haveria tanta fome e miséria, crianças a morrer, pessoas sem abrigo e sem as mínimas condições para viverem decentemente.

A isso acho que que se poderia chamar a suprema forma de amizade, reconhecer que somos todos filhos da terra, da nossa mãe comum, e que temos a obrigação de querer o bem estar das outras pessoas que connosco vivem neste espaço comum, neste tempo e no tempo futuro também.

Se pensarmos assim, e agirmos dessa maneira, estaremos realmente a promover e alimentar a ideia da verdadeira amizade, da fraternidade universal que esta era cheia de desafios em que vivemos, fomenta cada vez mais.

São já muitas as iniciativas a favor da paz, da fraternidade e colaboração entre as nações e povos, sejam elas promovidas pelos governos, ou essencialmente por organizações civis que se formam por iniciativas de grupos de pessoas unidas pela vontade em ajudar os outros.

Mas o que custa mais mudar, são as mentalidades das pessoas, as maneiras de pensar e essencialmente de viver, mudar de hábitos é o verdadeiro problema.

Então faço um apelo para que todos juntos façamos um esforço e a cada dia mudemos um pouquinho de nós mesmos, nem que seja um pequeno hábito.

Não interessa a quem essa mudança vá beneficiar, mas façamos porque sabemos que estamos, por amizade, a promover a mudança em favor do bem estar de alguém.

Será esta a amizade do futuro, a amizade sem rosto, a amizade entre todos os seres, reconhecidos como irmãos e tratados como amigos.

Porque a família nós não podemos escolher, mas os amigos são verdadeiras escolhas do coração, e a amizade deve ser a ponte de união entre todos os seres habitantes deste nosso planeta suspenso no espaço.

Feliz Dia da Amizade!

Arlete Piedade

 

(Ver o Poema Mão Negra e apresentação P.Point-pps)

Veja  vídeo de Arlete Piedade em 2007 na II EPAC (II Encontro de Poetas Abralianos e Convidados) realizado em  Almeirim - Portugal.

 

Heróicos Mi(si)nistros.

Coluna de Haroldo P. Barboza




 

Fizemos uma estimativa de custos (por baixo) onde as câmaras (apenas de Brasília - com quase 600 elementos + 20 «aspones» para cada) gastam enorme parcela de nossos impostos.

Valor anual total (amigável): R$ 1,5 BI !

Que não incorpora os gastos com a estrutura para manter o Congresso funcionando (luz, telefone, computadores, lanches, limpeza, viagens, engraxates, cabineiros, motoristas, jardineiros, taquígrafos, etc).

Já deu para perceber quanto o país perde com a turma que só vota (com rapidez) a favor dos grandes conglomerados e a seu próprio favor (quando se trata do aumento deles). Quando é para «nomear» parentes e assemelhados, fazem uso dos atos secretos sem a presença da Imprensa.

Considerando que comparecem (os mais assíduos) 3 dias por semana ao local de encontro, considerando 5 semanas por mês (viu como estou sendo gentil?), concluímos que se reúnem 15 dias por mês durante 9 meses (temos de descontar o recesso de julho, o de janeiro, 15 dias de Natal e 15 dias de Carnaval).

Isto nos dá 15 x 9 = 135 dias (média de 6 horas/dia). Ou seja: 810 horas por ano! Para tocar «piano» e manipular o painel eletrônico. E o trabalhador médio, se esfola 2400 horas/ano para receber quase R$ 500,00 mensais!

No ano de eleição, o trabalho dos «palermas-elementares» se reduz a 6 meses, pois se «cansam» nos comícios, quando precisam decorar textos como nas novelas, prometendo falsas realizações a favor do povo.

Fora os vídeos onde aparecem de terno, montados em jegues e beijando criancinhas de rosto melecado (depois se lavam com álcool, é claro). Enquanto isto, leis de interesse do povo ficam engavetadas até que surja uma oportunidade de barganhá-la por alguma «merreca» por «fora» dos polpudos salários das parasitas.

E os «heróicos» Mi(si)nistros abrem mão de R$ 100 mil em suas empresas para receberem apenas R$ 7 mil por mês para «ajudar» o país (a afundar mais rápido).

 

O espelho da sociedade.

Que a sociedade tem o direito e o dever de reclamar dos desmandos dos governantes eleitos, não há dúvida nenhuma. Mais do que isto: não deve esperar a consumação das ações danosas para reclamar posteriormente. Tão logo a eleição acaba, ela se desliga do processo, quando deveria anotar o endereço e telefone dos seus candidatos e contatá-los regularmente com o seguinte recado: «Estamos de olho em você!».

Mas a lavagem cerebral que a tv realiza em nossas mentes, só faz com que a maioria das pessoas se preocupe com futebol, samba, tempo para praia, novelas e «paredão» de Big Besteira Brasil.

Mesmo alertadas por jornalistas conscientes sobre mutretas em elaboração, as pessoas indignadas e comovidas não se organizam para fortificar sua revolta com os desvios dos seus impostos para fins escusos. A Rua Alzira (Tijuca) junta 30.000 pessoas na época da copa mundial de futebol, mas não reúne 1000 para tratar de assuntos de interesse do bairro. A sociedade na verdade, tem preguiça (ou vergonha) de cobrar um comportamento reto de seus mandatários em função dela mesmo não dar o exemplo. Vejamos.

1) Como cobram do órgão público a limpeza regular da cidade se milhares de pessoas jogam latas no asfalto, garrafas de plástico nas calçadas e permitem seus cães defecarem nas praias?

2) Como cobram segurança da polícia, se as pessoas que solicitam tais ações avançam os sinais, estacionam em fila dupla e permitem que seus filhos comprem drogas e agridam domésticas?

3) Como cobram um mínimo de educação na escola por parte de professores humilhados pelo baixo salário se não conversam com os filhos para ensiná-los a desenvolver cidadania, respeito pelo vizinho e amor pela pátria?

4) Como cobram condições de saúde nos hospitais se não preservam as suas dentro de casa? Por que fumam em excesso, deixam água acumulada para criar mosquitos e não zelam pela limpeza de seus animais?

5) Como cobram água para os nordestinos sedentos enquanto lavam seus carros e calçadas com mangueiras que jorram centenas de litros pelos ralos da rua?

Como cobramos o crescimento honesto da nação se votamos sempre nos mesmos corruptos que a empobrecem?

 

Rumo ao Haiti.

O fato de um «legisla-dor» ser «absolvido» por seus pares nos escândalos que surgem não nos causa surpresas, tendo em vista que a votação é secreta e os votantes certamente estão de «rabo preso» e temem que suas falcatruas sejam reveladas no caso de condenarem o colega da gang (eles chamam de «casa»).

O que nos causa espanto é o fato de grande parcela esclarecida do povo, aceitar passivamente tal situação e dentro de uma semana estar esquecendo tudo e passando a debater quem vai comer quem no Big Bosta Brasil e as cores das fantasias do próximo carnaval.

Pobres netos nossos que receberão este país dentro de 30 anos para mantê-lo produtivo. Sim, porque os filhos já solidificaram a geração do fracasso e sentem-se conformados com o cenário estabelecido onde precisam conviver com a falta de emprego, a livre oferta de drogas e o excesso de impunidade exemplificado pelos «donos» do podre poder que envergonha a alma de Rui Barbosa desde o início de 1900. E de outros patriotas.

Que tenhamos sorte de partir daqui antes que isto vire um Haití.

Pai nosso que está ocupado no céu
Apenas uma dádiva eu Lhe peço:
Se Você realmente é brasileiro
Livre-nos deste congresso!

 

Quando eu chegar

Por Armando Sousa
Toronto Ontario Canada

Mãe, se lá estiveres esperando, mostra o teu sorriso
Vem-me mostrar os cheiros e flores desse jardim
Se estiverem muitos conhecidos vem visita-los comigo
Será verdade a vida de um viver sem fim!?...

Quando eu chegar; acabou minha missão na terra
Já não precisarei mais da água e do ar puro
Cometi erros; terei uma punição severa?
Sei que amei a humanidade, estou seguro

Hoje mãe, vi teu sorriso na lua cheia e prateada
Creio que andas no alto acompanhando meu destino
Aqui, tanto me ensinaste e eu ainda não sei nada
Adorava tanto teus beijos e maminhas em menino

Quando chegar, quero ver teu cabelo branqueado
Quero ainda me deitar no teu macio regaço
Meditando o mundo em que vives, acordado
Que me afagues ao chegar, alivies meu cansaço

Mãe, se souberes o dia da minha partida avisa
Quero dizer adeus ao rio de meu sangue
E saborear pela ultima vez esta fresca brisa
Sorrir antes de meu peito dar o ultimo bangue

Quando eu chegar, pedirei com meu coração
Para a beleza do mundo sorrindo continuar
Humanidade ter amor mais igual; mais são
Que nunca seja visto com ciúmes um abraçar