O futuro custa R$ 10,00

Haroldo P. Barboza (Coluna)
Com certeza o JBF tem enorme penetração entre milhares de lúcidos que
navegam pela rede virtual. Por aqui circulam milhares de mentes que num
lampejo compreendem as mensagens publicadas (charges são ótimas para
aprimorar a rapidez de nossos neurônios preguiçosos). Mas a maioria deste
público (não somos hipócritas) possui recursos suficientes para contornar as
armadilhas governamentais que castram nossa qualidade de vida lentamente.
E a maior parte de nossos pares não investe esforços no sentido de mudar a
mentalidade dos menos afortunados que derivam esfomeados pelas ruas prontos
para um assalto. Portando seus inúteis tÃtulos de eleitor.
A grande galera abandonada e tratada como gado (mordomia apenas para as
reses do Renam) só lê as manchetes de jornais pendurados nas bancas urbanas.
Não adianta preparar-lhes um manual com mais de duas páginas para
explicar-lhes como são usados pelos que se locupletam com nossos impostos
desviados. O máximo que podemos fazer no momento é mandar-lhes mensagens
curtas entregues no corpo-a-corpo diário.
E o que faço no meu cotidiano há mais de seis meses distribuindo «santinhos»
entre nossos semelhantes menos lúcidos: flanelinhas, baleiros de sinal,
porteiros, balconistas, frentistas, entregadores de produtos, panfleteiros,
motoristas de ônibus, pintores de parede, pingentes de metrô, caixas de
mercado e assemelhados.
Gasto R$ 10,00 por mês em papel e tinta para imprimir mais de 200 cópias com
a mensagem abaixo, repetida 8 vezes em cada folha (aplicando tabela do word),
usando fonte TNR tamanho 11. Se você tiver ânimo para executar a mesma
tarefa usando o mesmo texto (não há risco de pagar direitos autorais), não
se avexe. Se desejar produzir um texto novo, melhor ainda, pois enriquece o
processo e atrai novos entusiastas.
Veja se seu jornaleiro permite (o meu permitiu) fixar tal mensagem ao lado
de seus jornais. Eis a mensagem:
Se você trabalha mais de 240 horas por mês para sustentar o Brasil e seu
salário está abaixo de TRES salários mÃnimos, deixe de assistir o Big Bobo
Brasil por 2 minutos e preste atenção nesta nota:
Os polÃticos que nos cercam embromam perto de 80 horas por mês e recebem
(fora os «mensalões») quase R$ 30.000,00.
Nem por isto nossa qualidade de vida melhorou nos últimos 20 anos.
Se você não participar para mudar este cenário, adivinhe qual vai ser o
futuro de seus filhos!
José Serra (SP) Resolve
José Serra encontrou solução para reduzir violência em São Paulo sem
precisar gastar dinheiro com aparelhamento do corpo policial: deseja
decretar que a partir de agora, todo bar EM-SERRA suas atividades às 22
horas! Não sei se a câmara aprovou tal desmando!
Seu exemplo deve ser copiado por outras áreas sociais, tais como:
Trânsito: para evitar engarrafamento na Marginal Tietê, fica proibido o uso
de veÃculos na região entre 17 e 20 horas.
Educação: para evitar concentração de traficantes nas portas das escolas, os
alunos devem sair em grupos de 4 a cada 5 minutos.
Esporte: para evitar briga nos estádios, a torcida do time que estiver
perdendo deve sair 15 minutos antes do fim do jogo sem a camisa do time no
corpo.
Saúde: uma gaze retirada do curativo de um paciente, após ser lavada e
secada ao vento, deverá ser usada no próximo paciente.
Higiene: papel higiênico usado apenas de um lado ... (deixa pra lá).
No Rio, a polÃcia não tem ação preventiva para reduzir a violência urbana
apesar de ter mapeados os locais onde os facÃnoras habitam e por conhecerem
seus lÃderes (que possuem caderninhos com os nomes e quantias das
autoridades corrompidas). Mas adotou uma nova conduta voltada para os
turistas: estes poderão efetuar o registro do assalto no próprio hotel em
que estiver hospedado. Isto deve aumentar o número de turistas na cidade.
Eles sabem que os riscos de perderem seus pertences (e até a vida) são
grandes. Mas contam com a eficiência policial.
Não para encontrar os ladrões. Apenas para anotar os objetos perdidos.
Com certeza, de posse desta lista, os tais corruptos terão uma noção dos
“ganhos� dos gatunos para definir o valor das propinas que lhes concedem
livre trânsito entre os inocentes visitantes!
Reduzir o comércio e manter as pessoas em casa com certeza reduz a
violência. Então, por que não decretar o estado de sÃtio oficialmente?
(Continuação da Crónica de Arlete Piedade - Dia do Pai ) - (Ver InÃcio)
A partir daà foi-se espalhando a comemoração pelos outros estados até que em
1966 o presidente Johnson proclamou oficialmente o terceiro domingo de Junho,
como o Dia dos Pais, sendo também comemorado em Junho, em vários outros paÃses,
como o Canadá, Argentina, Grécia, Peru e Inglaterra.
Em Portugal, Espanha e Itália, este dia é comemorado a 19 de Março, dia de S.
José, no Brasil é comemorado no segundo domingo de Agosto por motivos
comerciais, bem como na Ã?frica do Sul.
Geralmente é comemorado com presentes oferecidos aos Pais, e também com cartões
ou poemas alusivos ao dia e ao papel dos pais.
Aqui na cidade onde moro, Santarém (Portugal), este dia é também o dia da
cidade, cujo padroeiro é S. José e é feriado municipal. Há festejos pelas ruas,
procissões, largadas de touros, e animação diversa para todas as idades.
Claro que o comércio nesta época de crise generalizada, aproveita-se deste facto
para incrementar as vendas, com produtos dedicados ao universo masculino, mas
quantos homens não prefeririam ser lembrados neste dia pelos seus filhos que se
encontram afastados deles por motivos diversos, em grande parte motivados pela
divisão das famÃlias por divórcio, em que os grandes perdedores são sempre os
pais, que apenas passam a poder ver os ses filhos em dias e horas determinadas.
Afinal como o exemplo do pai americano que deu origem á comemoração demonstra,
os pais também podem ser «mães» e criar os seus filhos com espÃrito de
sacrifÃcio e amor.
E é para esses, incluindo o meu, e o pai dos meus filhos, que deixo um grande
Bem-Haja e dedico esta modesta crónica.
Arlete Piedade
Veja também o meu conto «A Chegada», subordinado ao tema «S. José - Modelo de Paternidade» classificado em 5º lugar no IV Concurso «Histórias de Natal» do CEC _Petrópolis – Rio de Janeiro (Brasil)
UTILIZE ESTE ESPAÇO PARA ANUNCIAR OS EVENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO, OS FESTEJOS DA SUA TERRA, OS ACONTECIMENTOS CULTURAIS DA SUA CIDADE. DÊ A CONHECER AQUILO QUE DEVE SER CONHECIDO.
(Continuação da COLUNA UM ) (Ver inicio)
A utilização de uma lógica de grupo não espontaneamente constituÃda, a
variedade dos graus de formação social e capacidades económicas e
intelectuais diferenciadas, é tudo agrupado num conjunto de regras
gerais, tipo lógica de código penal, em que sumariamente se diz, ainda
que de forma indirecta, as sacramentais iniciais frases do
penalismo:«Aquele que...fizer isto ou aquilo...incorre nisto ou
naquilo».
Para uma criança, ou para um jovem, é, por vezes difÃcil entender muita
coisa, nomeadamente quando se trata de regras com algum grau de
preventivismo: por exemplo não se pode ir à casa de banho das meninas,
mesmo que ela esteja vazia e se deixe um colega à porta prevenindo,
estando a casa de banho dos meninos com enorme fila e apertando a
fisiologia em extremo incontÃvel.
Claro que a ideia é não romper o princÃpio, manter a privacidade de um
sexo e outro, mas para quem tem de fazer o que quer que seja nas calças
e sujeitar-se á chacota posteriormente a norma é nitidamente absurda,
naquelas condições. São inúmeros os exemplos daquilo que se pode
compreender metendo-nos agora dentro da nossa mente que também já foi
infantil e juvenil. Ficamos com a ideia, para esta crónica, de que há
coisas que se entendem numa leitura mas não se entendem (compreendem)
numa outra leitura.
Os fenómenos actuais que se relacionam com a violência juvenil, seja ela
nas escolas ou fora delas, nascem onde calha, ou seja, nascem consoante
a ocasião, e muito pouco têm a ver com a escola em si senão pelo facto
de aà poder haver uma maior regulamentação evidente e por aà se passar,
de forma concentrada, socialmente, um largo tempo de vida, acrescido na
sua
potencialidade de captação pelas limitações do espaço, pela uniformidade
relativa do ambiente, pelo número de potencialidades do acontecer.
Se alguma vez fossem feitas as contas, e hoje fazem-se estatÃsticas para
quase tudo, seria interessante saber-se a quantidade de eventos
diferenciados e uniformizados acontecidos em ambiente escolar em
comparação com aqueles que têm lugar fora do ambiente escolar. Só como
exemplo, e porque me veio à ideia, num estudo americano (são sempre os
americanos) num outro campo, chegou-se à conclusão que os enfermeiros
(os questionados, cerca de 900) são distraÃdos da actividade que
executam entre 4 e 6 vezes em média e que o leque de distracções dessa
sua actividade abrange 11 itens.
Ora, continhas destas nunca foram feitas nem nas escolas nem nos miúdos
(sejam eles mesmo miúdos ou menos miúdos) e o curioso deste estudo que
falei sobre os enfermeiros é que ele foi feito a partir da altura em que
os enfermeiros começaram a estar sujeitos também ao conceito do erro
médico (de enfermagem, neste caso). Ou seja, foi feito porque começaram
a entrar em jogo indemnizações, entidades publicas e privadas,
seguradoras, etc.
Quanto à violência nas escolas, nada estando feito e ninguém se
interessando por isso, assistimos com alguma frequência a verdadeiros
massacres incompreendidos, a chantagens (bullyng) entre alunos, a
pressões das mais diversas ordens, a violência fÃsica, a violações, etc.
Ora o mundo parece que acorda para a novidade cada vez que uma destas
coisas é conhecida ou mais tragicamente acontece, quando deveria
procurar conhecer o que está por detrás dos fenómenos. Uma Universidade,
todas as Universidades, reforçam as medidas de segurança depois que um
trágico caso acontece, mas em termos de inteligência, quer dizer, de
informação, o que fazem. Nada, que eu saiba...
São capazes até de ser injustos em procedimentos, penso que é o próximo
passo dentro desta lógica que tem mais de repressiva do que de
preventiva, ao ponto de construÃrem bases de dados de alunos - problema,
fazerem circular entre si essa informação, quando nada garante que
cesteiro que faz
um cesto faça um cento, apesar do ditado popular, anexando assim ao
sistema de informação geral (social) aquilo que se manifesta em ambiente
escolar em circunstâncias bem especÃficas e por razões igualmente
especÃficas quantas vezes.
Tenho lido sobre violência nas escolas desde há muitos anos, pelo menos
dez, e tenho visto que as soluções apontadas para resolução de problemas
não são razões estudadas: na maior parte dos casos fazem-se
experiências, como é o caso do aluno moderador que não será difÃcil
confundir com o aluno «bufo» em terminologia escolar.
Ir à fonte dos problemas, poucas pessoas querem, até mesmo os pais e
suas associações muitas vezes primam pela envolvência emocional
desviando desde logo a possibilidade de uma análise cuidada dos factos.
Não digo que a violência nas escolas (até mesmo contra professores) ou
que os massacres escolares que vimos a saber periodicamente estejam
inteiramente dependentes e sejam resolúveis na sua incidência através
desses estudos que qualquer ser racional hoje sente a falta. Mas era bom
ter
uma ideia, quanto mais não fosse uma ideia, daquilo que se passa
realmente nestas mentes sem ser a tradicional resposta desculpa do
ambiente familiar (quando é mesmo desculpa pilatiana), da sociedade
(esse saco enorme), da Net, da televisão, dos jogos de computador ou de
qualquer outra coisa.
Tal como estamos, nada feito!!
Daniel Teixeira