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EDIÇAO NºXV ,5ª SEMANA, 5º NUMERO  DE MARÇO  DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade

A COLUNA DE Jorge M. Pinto
CASOS AO ACASO

Nota introdutória elucidativa: (Essencial à compreensão de quanto se relata...). (Ver esta nota no seguinte endereço: Arquivo IV. )
                          

 

O BOM PAGADOR...

Em Luanda existiu (anos de 40-50) um advogado, Dr. A.V, de todos os habitantes conhecido pelas suas excentricidades !

Assim, por exemplo, tinha um automóvel que mandara pintar de branco, com listas pretas, imitando as zebras. Era o automóvel da família !!!

Em restaurantes, bares ou esplanadas que freqüentava (nessa época na cidade toda a gente praticamente conhecia toda a gente) não pagava nunca na altura as despesas que fazia nem assinava qualquer papel a elas respeitante.

Sentava-se, comia, bebia, e, sem mais, ia-se embora (sentia-se ofendido se cobrado) até que em determinada altura, por vezes dois ou três meses após a despesa feita e por iniciativa própria se dirigia à gerência e se limitava a perguntar:

-QUANTO DEVO ? De seguida pagava o que lhe fosse dito, sem mais conversa ou outro qualquer controle aparente !

Um dia, determinado garçon novato e não conhecedor dos hábitos do Dr. quis impedi-lo de sair sem receber o competente pagamento, ao que o Dr. lhe respondeu:

- Não tenho como pagar. mas, no fim do mês, e todos os meses no mesmo dia, eu te pago a despesa, do modo que me for possível.

A partir daí, todos os meses, na data aprazada, o Dr. A.V. pontualmente entregava ao desapontado garçon Esc: $50, (cinqüenta centavos) para abatimento da despesa de cerca de ESC: 100$00 que fizera.

Nesse ritmo levaria um mínimo de 16 anos para completar o pagamento da dívida, mas SO DESSE MODO LHE ERA POSSIVEL PAGAR, dizia !

 

MILAGRES !!!!

A época (anos 40/50) era hábito adquirido entre os habitantes de Luanda o ir a bordo dos transatlânticos nacionais que em viagem pelos territórios ultramarinos atracavam ao porto, principalmente para, além claro, de ver amigos em trânsito, nos seus bares comprar uma ou outra garrafa de bebidas alcoólicas (whisky em especial) de muito boa qualidade e proveniência, e também algumas (naturalmente poucas) das deliciosas tabletes de chocolate que sempre por lá havia.

O preço era convidativo se comparado com o que se pedia nos estabelecimentos das especialidades na cidade, e, para evitar exageros, durante a estadia, ao portaló se plantavam um ou dois Guardas Fiscais, para evitar os sempre possíveis abusos.

Um belo dia, o Dr. A.V. tentava saír do navio carregando uma garrafa de whisky em cada um dos 4 bolsos do casaco. O aduaneiro naturalmente a tanto se opôs alegando que se a uma, duas unidades no máximo se limitasse até poderia fechar os olhos. Mas QUATRO ? ...Impossível ! Era exagero . Flagrante contabando!

O nosso Dr. alegou que o que transportava nas garrafas nada mais era que �gua de Fátima destinada ao pagamento de promessa por Graça obtida da Santa.

- Ó Sr. Dr.: por favor, não brinque comigo ! Isso é whisky, e nada mais que whisky. Não pode passar.

- Não é whisky coisa nenhuma ! Pedi aos meus familiares de Lisboa água de Fátima, e mandaram-ma. Simplesmente isso. Quer ver ?

O bom do Dr. tira a rolha a uma das garrafas, leva o gargalo à boca e, provado que fora o conteúdo, faz um tremendo de um «escarcéu» um autêntico escândalo audível não só a bordo como por todo o cais:

- MILAAAAAAAGRE !!!!! MILAAAAAAAGRE !!!!!
WHIIIIIIIIISKY !!!!!!

 

 


OS ECOCLUBES

Promover o ambiente, a sustentabilidade e a saúde

 Arlete Piedade

Esta divulgação resulta da concretização de uma colaboração entre o jornal Raizonline e Sónia Vieira, Promotora Nacional dos Ecoclubes e coordenadora do Projecto Jovens, Ambiente e Cidadania na região norte e enquadra-se numa política de estabelecimento de protocolos entre o nosso jornal e organizações congéneres e outras.

http://jovensambienteecidadania.wordpress.com/
http://www.ecoclubes.org/

Ecoclubes são constituídos por grupos de crianças e jovens, entre os 10 e os 25 anos, que ao contrário de outros clubes do ambiente, elegem os seus líderes e tomam as decisões.

Os Ecoclubes desenvolvem actividades para a protecção do ambiente, e promoção da saúde das comunidades, em colaboração com municípios, escolas e outras organizações locais.

Tiveram origem na Argentina em 1992 através de um grupo de jovens que fez campanhas junto da população, promovendo a reciclagem e actualmente já existem 560 espalhados pela América Latina, Europa e �frica, envolvendo 12.000 jovens em 28 países que juntos constituem a Rede Internacional de Ecoclubes (RIE).

O objectivo destas associações ambientais é de promover a participação de jovens na melhoria das suas comunidades, desenvolvendo actividades que favoreçam a mudança de condutas das pessoas, através de acções de sensibilização, como exposições, visitas porta a porta, peças de teatro, plantação de árvores e outras.

Os temas a tratar podem ser desde reflorestação, saúde pública como por exemplo o tabagismo, aproveitamento sustentável dos recursos como a água, e para a sua formação e das populações convidam técnicos locais para palestras e cursos de formação, usando os meios de comunicação como a TV, a imprensa, a rádio e a internet, para difundirem as suas mensagens.

Para se integrarem entre si e com outros ecoclubes ou organizações ambientais e da comunidade, realizam acampamentos, actividades recreativas, intercâmbios e encontros de âmbito nacional e internacional.

Para se constituir um ecoclube é necessário um grupo de jovens entre os 10 e os 25 anos e um facilitador que é uma pessoa maior de 25 anos que ajuda nos contactos com as entidades e a comunidade, sendo os representantes eleitos pelos jovens que tomam as decisões definindo o rumo e o futuro do ecoclube, fazendo a escolha de um tema, a planificação de actividades para o semestre, e a marcação de reuniões semanais e seus locais.

Após seis meses de actividades desenvolvidas e de informação do promotor nacional, o ecoclube é oficializado. Para se auto-financiar, pode recorrer á venda de materiais, patrocínios de empresas e autarquias, candidatura e programas de apoio existentes e mobilização de voluntários.

 

      2009 é o ano da Reforma Ortográfica.

2009 é o ano da Reforma Ortográfica. Em casos como* AUTOESTIMA*, o hífen cai. A sua é que não pode cair.*
Em algumas palavras, o acento desaparece, como em *FEIURA*. Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.
O acento também cai em *ideia*, só que dela a gente precisa. E muito.
O trema sumiu em todas as palavras, como em *inconsequência*, que também poderia sumir do mapa.
Assim, a gente ia viver com mais *TRANQUILIDADE*. Mas nem tudo vai mudar.
ABRAÇO** *continua igual. E quanto mais apertado, melhor.
*AMIZADE* ainda é com «z», como vizinho, futebolzinho, barzinho.
Expressões como «EU TE AMO.» continuam precisando de ponto.
Se for de exclamação, é «PAIXÃO», que continua com *x*, como *ABACAXI*, que, gostando ou não, a gente vai ter alguns para descascar.
Solitário* ainda tem acento, como *Solidário*, que só muda uma letra, mas faz uma enorme diferença.
CONSCIÊNCIA* ainda é com *SC*, como *SANTA CATARINA*, que precisa tocar a vida pra frente.
E por falar em VIDA, bom, essa muda o tempo todo, e é por isso que emociona tanto.

Enviado por Antônio Carlos Affonso dos Santos