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EDIÇAO NºXV , 5ª SEMANA, 5º NUMERO  DE MARÇO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade

Gran Torino

Novo filme de Clint Eastwood chegou aos cinemas

O novo trabalho do ator e diretor Clint Eastwood, Gran Torino (2008). Ele volta às telas como Walt Kowalski, um veterano da guerra da Coreia que vive em um bairro de imigrantes, asiáticos, na maioria. Com a bandeira dos Estados Unidos hasteada no telhado de sua casa, Kowalski representa o típico americano do meio-oeste: patriota, machista, calado, preconceituoso e com um gosto especial por armas de fogo. Sua hostilidade vem bem a calhar, já que a vizinhança é comandada por gangues de etnias diversas.

Viúvo e sem a menor afinidade com o resto de sua família, o veterano passa os dias sozinho, cortando a grama, fazendo pequenos reparos na casa com suas milhares de ferramentas e cuidando do seu maior tesouro: um carro modelo Gran Torino, de 1972. E é justamente um incidente envolvendo o famoso carro que faz com que Kowalski se aproxime dos vizinhos, uma família de imigrantes orientais, vítima da violência das gangues.



Aos quase 79 anos, Eastwood anunciou que este provavelmente seria seu último papel no cinema. O fato é que o ator parece bem à vontade na pele de Kowalski. Ele sintetiza bem a persona de Clint Eastwood nas telas. Os elementos que caracterizam seus personagens mais marcantes estão presentes nele: a frieza, a introspecção, a violência subjacente e o senso de humor inesperado, que acaba tornando o personagem simpático ao público. É quase como se Kowalski fosse uma versão envelhecida de Dirty Harry, personagem-título de um de seus filmes mais famosos.

Além disso, em Gran Torino ele volta a fazer o bom melodrama, um gênero que ele parece gostar de explorar como diretor – ver Menina de Ouro, A Troca, ou As Pontes de Madison. A história trágica desse veterano solitário poderia ter se tornado um dramalhão nada sutil nas mãos de outro diretor. Porém, sob o comando de Eastwood o filme caminha com objetividade, se mantendo equilibrado no limite entre o comovente e o piegas.

 



A união das duas margens do Atlântico

(A correspondência do Grupo Sul com os escritores africanos)

�rea de concentração: Teoria Literária
Linha de pesquisa: Literatura e Memória

Por: Arlete Brasil Deretti Fernandes

O estudo do livro de Margarida Calafate Ribeiro «Uma História de Regressos: Império, Guerra Colonia e Pós-Colonialismo» registra a posição política de Portugal e das colônias portuguesas no tempo do salazarismo e as pressões sofridas pelos intelectuais, entre eles José Luandino Vieira, correspondente do Grupo Sul.

Partindo da leitura e da análise, com este trabalho pretendo marcar as trocas culturais e literárias entre os correspondentes, por meio das cartas, poesias e Revista Sul.

Ao buscar respostas para a questão em pauta, este projeto pretende descrever como se deram estas trocas culturais que cruzaram muitas vezes o Atlântico, chegando a ligar suas duas margens, e as memórias que hoje surgem destes acontecimentos.

(Fazer o download em formato word aqui)

 

CRE_PORTO foi oficialmente reconhecido pela Universidade das Nações Unidas

O Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da �rea Metropolitana do Porto (CRE_PORTO) acaba de ser reconhecido oficialmente pela Universidade das Nações Unidas (UNU), por recomendação do Comité Ubuntu, que reúne onze das mais importantes organizações mundiais na área educacional e científica.

O CRE_PORTO integra agora a rede internacional de Centros Regionais de Excelência (CRE), constituída por 61 Centros que estão distribuídos por todos os continentes e que têm como meta principal atingir os objectivos da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014).

O CRE_PORTO tem como principal objectivo o de aumentar a qualidade e articulação dos protagonistas, das iniciativas e dos equipamentos de educação ambiental da região e desenvolver e divulgar ferramentas para a implementação e boa condução de projectos. A meta é fazer mais com menos, de forma concertada e sinérgica, valorizando os recursos regionais (humanos, físicos e financeiros) e aumentando o impacto, a qualidade e a visibilidade das acções promovidas.

A �rea Metropolitana do Porto tem cerca de 40 equipamentos utilizados para a educação ambiental, mais de 120 entidades promotoras de iniciativas, nomeadamente câmaras municipais, fundações, museus, empresas de gestão de resíduos, empresas de tratamento e abastecimento de águas e de saneamento, agências de energia, centros de ciência, organizações não governamentais, associações de municípios, parques, entre outras. Cerca de 200 projectos de educação ambiental são desenvolvidos anualmente. Os equipamentos de educação ambiental (centros, parques, museus, centros de ciência) recebem cerca de 400.000 visitantes por ano.

O CRE_PORTO nasce na sequência do Plano Estratégico de Ambiente da �rea Metropolitana do Porto – «Futuro Sustentável» e tem as características de uma nova geração de organizações: imaterial, flexível, colaborativa, inclusiva e voluntária, estando organizado em quatro estruturas funcionais: a Comissão Directiva, a Comissão de Acompanhamento, a Comissão Científica e a Equipa Técnica.