EDIÇAO Nº XV , 5ª SEMANA, 5º NUMERO DE MARÇO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade
ATITUDE PESSOAL FAUNA
Por
Sandra Fayad
No prefácio de «O livro de ouro da AMAZONIA», de João Meirelles
Filho (Ediouro – 5ª edição), o poeta Thiago de Mello conta:
«Estou me lembrando do Coracy, famoso pescador de Barreirinha,
no Paraná do Ramos, a quem fui dizer que o peixe-boi era um
animal ameaçado de extinção. O caboclo, querido porque só tinha
bondades, me disse meio rindo: - Conversa de quem vive na
cidade. Só ontem eu arpoei dois!»
Paradoxalmente, no Portal ORM - Organizações Romulo Maiorana de
Manaus foi veiculada, em 21 de fevereiro último, a triste
notÃcia da morte de um filhote de peixe-boi que havia sido
localizado cinco dias antes no municÃpio de Vigia, nordeste do
Pará. O filhote doente estava recebendo atendimento no Jardim
Botânico Bosque Rodrigues Alves, mas não resistiu aos graves
ferimentos nas nadadeiras.
O mamÃfero é, de fato, uma das 627 espécies que o IBAMA informa
correrem risco de desaparecer da nossa fauna.
A lista oficial refere-se especialmente aos animais oriundos da
Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal e Cerrado.
A propósito da relação também denominada Lista Vermelha
divulgada em 2.003, a Revista Epoca publicou o seguinte
demonstrativo:
|
QUADRO RESUMO DAS ESPECIES BRASILEIRAS AMEAÇADAS
E EXTINTAS |
|||
|
Grupos |
Ameaçados |
Extintos |
Extintos |
|
MamÃferos |
69 |
0 |
0 |
|
Aves |
153 |
2 |
2 |
|
Répteis |
20 |
0 |
0 |
|
AnfÃbios |
15 |
0 |
1 |
|
Peixes |
165 |
0 |
0 |
|
Insetos |
93 |
0 |
3 |
|
Invertebrados terrestres |
21 |
0 |
4 |
|
Invertebrados aquáticos |
91 |
0 |
0 |
|
Total |
627 |
02 |
9 |
Dois métodos são considerados pelos acadêmicos para definir as
ameaças, a partir dos critérios internacionais utilizados pela
União Mundial para a Natureza (IUCN, em inglês). O primeiro
classifica os animais da lista, em três categorias:
1. Criticamente em perigo, quando enfrenta um risco extremamente
alto de extinção na natureza, mediante redução do tamanho da
população maior ou igual a 90% durante os últimos 10 anos ou
três gerações; ou quando a população é estimada em menos de 50
indivÃduos adultos.
2. Em perigo, quando enfrenta um risco alto de extinção na
natureza. Ocorre com a redução do tamanho da população maior ou
igual a 70% durante os últimos dez anos ou três gerações; ou
população estimada em menos de 250 indivÃduos adultos.
3. Vulnerável, quando enfrenta risco de extinção na natureza,
caracterizado por redução do tamanho da população é maior ou
igual a 50% durante os últimos 10 anos ou três gerações; ou
população estimada em menos de 10.000 indivÃduos adultos.
No segundo método a classificação se divide em Extinto, Extinto
na natureza, Em Perigo CrÃtico, Vulnerável, Dependente de
Conservação e Baixo Risco.
Em biologia, a extinção é determinada pela ausência de
descendentes, que coloca fim à raça ou linhagem de uma espécie
animal ou vegetal.
Entre os animais considerados extintos estão a arara-azul
pequena, que vivia nas ribanceiras do Rio Paraná. Há dois anos
foi a vez da ariranha-azul, nativa do Nordeste, ser considerada
extinta na natureza depois que o último animal acompanhado pelos
técnicos do Ibama desapareceu. Hoje existem 54 exemplares em
cativeiro em fase de preparação para devolver à natureza.
O
processo de re-introdução desenvolvido pelo IBAMA funcionou bem
com uma espécie que durante a década de 80 se tornou o sÃmbolo
da extinção no Brasil: o Mico-leão-dourado. Esse animal de 60
centÃmetros, que pesa pouco mais de meio quilo é ainda hoje um
dos mais raros primatas do mundo.
De acordo com a Secretaria de Biodiversidade e Florestas do
Ministério do Meio Ambiente, a lista da fauna ameaçada é um
instrumento de conservação da biodiversidade para o governo
brasileiro. Através dela as autoridades podem fomentar a
preservação dos habitats e das espécies que neles vivem, via
programas de recuperação, criação de novas áreas de conservação,
incentivo às pesquisas e outros referenciados na Lei nº
9.605/98, que trata dos crimes ambientais.
O controle, embora ainda precário, já vem mostrando alguns resultados. Animais como veado-campeiro, jacaré-do-papo-amarelo, jacaré-açú, gato-do-mato, doninha-amazônica, gavião-real e surucucu devem sair da lista. Já espécies como guariba-de-mão-ruiva, macaco-prego, veado-bororó-do-sul, cobra-dormideira-queimada-grande, jararaca, algumas borboletas, besouros e aranhas passam a integrá-la.
Os responsáveis pelos levantamentos atribuem o aumento do número de espécies ameaçadas a fatores como: maior conhecimento cientÃfico relativo à fauna selvagem no paÃs, compreensão da dinâmica ecológica dos biomas nacionais, inclusão na lista de novos grupos como peixes e invertebrados, elaboração de listas estaduais e descoberta de novas espécies. Além disso, dizem que a grande diferença da quantidade de espécies divulgadas anteriormente a quantidade de pesquisadores envolvidos.
Na
primeira lista de 1973 foram dois, na de 1989 foram 20 e na de
2003 foram 200 pesquisadores. Contudo, o principal motivo de
extinção das espécies continua sendo a destruição dos habitat
pelo homem, como desmatamento, queimadas, caça ilegal e o
tráfico. O governo brasileiro está longe de impedir que centenas
de espécies sejam dizimadas.
Em todo o mundo, caça e pesca indiscriminadas também ameaçam 37%
das aves e 34% dos mamÃferos. Algumas espécies, como, por
exemplo, os tigres foram tão perseguidos que hoje restam poucos
animais livres na natureza. No inÃcio do século XX estimava-se
que havia cerca de 100.000 desses animais espalhados pela Asia.
Agora são menos de 7 500.
Da América à Asia, de Norte a Sul, o tráfico ilegal de animais
vivos aumenta. O mercado consumidor é formado por colecionadores
privados, laboratórios de pesquisa, lojas de animais,
zoológicos, circos e até curandeiros da �sia. É o terceiro maior
negócio em contrabando depois de drogas e armas.
Os traficantes
combinam ingenuidade com desumanidade nos métodos de disfarce da
bagagem animal. A maioria dos especialistas em desvendar o
tráfico de animais concorda que a melhor estratégia é conscientizar os compradores e não os vendedores, pois este é um
negócio extremamente lucrativo.
Todo dia, no mundo inteiro, desaparecem quase trezentas espécies
animais e vegetais devido à destruição de seus habitat. No
Brasil, uma das exceções é o Projeto Tamar, que mencionamos na
matéria sobre Tartarugas. Dedicado à preservação das tartarugas
marinhas o projeto se estende por toda a costa brasileira
inclusive Fernando de Noronha e Atol das Rocas, dividindo-a em
áreas de alimentação, de reprodução e mistas.
Nesta semana a mÃdia está divulgando ações do Governo Federal na
Amazônia Brasileira, no sentido que inibir atos considerados
criminosos, tamanho o susto que levou com o aumento recente da
área desmatada. Não vamos entrar no mérito dessa medida: não
importa se ela é cortina de fumaça sobre o escândalo dos cartões
corporativos ou se é mais um golpe eleitoreiro.
Sejamos sinceros conosco mesmos! De longe, confortavelmente sentados em nossa
poltrona, assistimos a tudo como se fosse um filme de ficção. Ou
como diz João Meirelles Filho em seu livro: «A maioria dos
moradores da Amazônia, do Brasil e da América do Sul ignora a
Amazônia... A maioria das pessoas nunca trata o assunto de si
para consigo, entre amigos, em famÃlia, na escola ou no
trabalho. Para a maior parte, a Amazônia é algo distante,
incompreensÃvel, abstrato».
Pois bem, caros leitores, voltem seus olhos para o mapa que
ilustra esta matéria. Ele mostra que – aqui onde vivemos - o
nosso cerrado ocupa o segundo lugar em número de animais em
extinção no Brasil (65 espécies).
Agora atentem para as palavras de João Meirelles Filho, na apresentação do seu «O livro de ouro da Amazônia»:
«Como cidadão do planeta Terra você está
convocado a decidir. Não há meio-termo. Ou você é a favor de que
se continue a derrubar 1 bilhão de árvores ao ano (como o que
sucedeu na Amazônia brasileira na safra 2004/2005), ou você é
contra. E para ser contra é preciso agir. Não basta apenas se
sentir incomodado em sua poltrona e afirmar: sou contra!»
Fontes Consultadas:
Livros:
1.O livro de ouro da Amazônia, de João Meirelles Filho (
Ediouro – 5ª edição)
2. Amazônia – Volume 10 da Coleção De Olho no Mundo (Abril
MultimÃdia)
http://www.ibama.gov.br/fauna/extincao.htm
http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=7213&action=geral
http://www.animalshow.hpg.ig.com.br/lista_ibama.htm
http://www.sosterravida.hpg.ig.com.br/extincaoprincipal.html
http://www.mma.gov.br/port/sbf/fauna/index.cfm
DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Considerações de Arlete Brasil Deretti Fernandes
Neste dia a Mulher é reverenciada como uma deusa. Será que não deveria sê-lo sempre?
Ela precisa ter consciência da força que possui, que vem da delicadeza de sua psicologia, de seus modos, do seu cultivo pessoal. Na realidade os papeis que desempenha são muitos. Papel de filha, de esposa, de amante, de irmã, de mãe, de profissional.
Cada dia que surge no horizonte traz consigo inúmeras exigências de todo o tipo. Será que está preparada a alma da mulher, para ser, durante toda uma vida, protagonista de uma história que precisa desempenhar a contento, porque dela dependem muitas pessoas.?
Sabemos que é próprio de nós, mulheres, querermos ter uma boa aparencia fÃsica, e isto é muito natural. Um cabelo bem jeitoso, uma boa pele, as unhas cuidadas, tudo isto que representa a feminilidade por fora, mas que tem a sua importância.
Para quem a mulher se arruma?
Para atrair a atenção masculina, para sentir-se bem consigo mesma e perante os outros.
Mas tem outras fisionomias que é essencial cuidar: a psicológica e a moral. É através de princÃpios e conceitos que irá pautar sua vida pessoal e de relação. Sabemos que não são poucos os desafios que a vida nos apresenta. Que as histórias de fadas «casaram-se e foram felizes para sempre» não são verdadeiras. Que é preciso compreender, tolerar, ter paciência. Que o amor não é apenas uma atração fÃsica.
Conheço o pensamento de um grande sábio que ensina o seguinte:
«Uma flor pode ser muito vistosa e até admirada no conjunto de um ramo de
flores, mas se não tem perfume, ao contemplá-la só, a ilusão de sua beleza se
esfumará tão logo se manifeste como algo sem alma, como uma coisa inerte,
incapaz de comunicar-nos as delÃcias de sua intimidade, a fragrância de seu
espÃrito, que tão grato resulta a alma que o aspira.»( GONZALEZ PECOTCHE.)
A mulher precisa cuidar do cultivo de algumas qualidades que são necessárias
para enfrentar a vida em suas inúmeras solicitações. A bondade, a alegria e a
discrição, são qualidades importantes. Também é importante ter a humildade de
reconhecer as próprias deficiências e fazer um polimento do próprio caráter.
Os atrativos da alma são mais importantes que os do fÃsico. A mulher deve ser fina em sua linguagem e em suas atitudes, isto faz parte da feminilidade. Assim, os filhos a recordarão com gratidão.
Somos nós, mulheres, as responsáveis pela formação das gerações futuras, ao lado de nossos esposos, porque as crianças que cuidamos saberão o que é amor, bondade e muitas outras qualidades, se as ensinarmos, sobretudo com o nosso exemplo.
Em muitas situações, é a mulher o arrimo que segura a estrutura familiar, com suas atitudes sensatas e pacientes.
É também a mulher, em muitos casos, a viga que segura o edifÃcio familiar, permitindo que a harmonia e o equilÃbrio estejam sempre no seio do lar.
Sociedade Interamericana de Imprensa critica Argentina, Cuba e Venezuela
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou os ataques contra a
imprensa por parte de alguns governos latino-americanos, o uso da publicidade
oficial como forma de pressão e os assassinatos ocorridos no último semestre no
México, na Venezuela e no Paraguai.
A SIP, cuja reunião semestral terminou nesta segunda-feira no Paraguai, também
exigiu a libertação dos jornalistas cubanos presos e, em contrapartida, destacou
avanços na resolução de vários casos de homicÃdio, assim como na legislação para
garantir o livre exercÃcio da profissão em vários paÃses. Em suas conclusões, o
órgão, que reúne cerca de 1.300 veÃculos de comunicação do continente, afirmou
que a situação na região se agravou porque «os violentos inimigos da liberdade
de expressão fizeram novas vÃtimas».
Segundo a SIP, seis repórteres foram mortos desde outubro do ano passado, quando
a última reunião do órgão foi realizada, em Madri.
Luis Méndez, Armando RodrÃguez, Miguel Ã?ngel Villa Gómez e David GarcÃa foram
assassinados no México, MartÃn Ocampos no Paraguai e David Zambrano na
Venezuela. A SIP pediu que os governos desses paÃses «adotem medidas para
garantir a segurança dos jornalistas, a independência e liberdade da atividade,
o direito dos cidadãos à informação e o embates da autocensura».
O vice-presidente da Comissão de Impunidade, o mexicano Roberto Rock, explicou
que foi entregue à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) o caso do
desaparecimento do mexicano Alfredo Jiménez Mota, do jornal «El Imparcial» de
Sonora, em 2005. Rock anunciou que o presidente da SIP, o colombiano Enrique
Santos, escolheu uma missão que viajará em breve ao México - paÃs que «continua
sendo um dos lugares mais perigosos» para o exercÃcio do jornalismo - para
participar de um seminário sobre jornalismo e crime organizado e insistir
perante as autoridades desse paÃs.
Em relação a Cuba, o organismo decidiu «exigir a libertação incondicional dos
jornalistas presos e o reconhecimento governamental ao exercÃcio independente da
profissão». Segundo a SIP, 26 jornalistas independentes, vários dos quais em
estado de saúde precário, permanecem presos, cumprindo sentenças na Cuba. Além
disso, reivindicou o fim «das ações repressivas contra os jornalistas
independentes e seus parentes», e exigiu que o governo cubano permita «a saÃda
imediata» dos repórteres que receberam vistos para emigrar do paÃs.
A SIP destacou que em novembro do ano passado foi registrada situação de muita
tensão entre o governo da Argentina e a imprensa, quando o sindicato dos
caminhoneiros liderado por Hugo Moyano, considerado muito próximo à presidente
Cristina Kirchner e a seu marido, o ex-presidente Nestor Kirchner, «bloqueou as
unidades impressoras dos jornais La Nación e ClarÃn».
«A liberdade de imprensa na Argentina continua transitando por um caminho
sinuoso, padecendo toda a classe de agravos e desqualificações que dificultam o
exercÃcio do jornalismo», sustenta o informe da comissão de liberdade de
imprensa e informação.
Sobre a Venezuela, a SIP condenou «os crimes, perseguição e violência contra
jornalistas, veÃculos de comunicação e seus diretores», e confirmou a resolução
emitida na assembleia de Madri, na qual «se denunciou o caráter totalitário e
ditatorial do governo» de Hugo Chávez. A SIP denunciou ainda «a contÃnua prática
da utilização das pautas propagandistas do Estado [venezuelano] como elemento de
pressão contra a imprensa independente».
A SIP acusou o presidente venezuelano de humilhar oficialmente a imprensa,
retórica que, segundo a organização, levou a violentos ataques aos repórteres da
rede de TV Globovisión em outubro e contra os escritórios do jornal «El Nuevo
PaÃs».
«Esta retórica inflamatória tem sido adotada entusiasticamente por outros chefes
de Estado do hemisfério», declarou a SIP no relatório
Pelo lado positivo, a SIP ressaltou a decisão de um grupo de promotores
colombianos para que sejam esclarecidos os casos de sete jornalistas
assassinados, assim como as penas emitidas contra os autores materiais de dois
homicÃdios.
A SIP anunciou ainda que realizará em Aruba a próxima reunião, em março de 2010,
que será precedida pela assembleia geral, prevista para ocorrer em Buenos Aires
em outubro.
Música desperta mesmos sentimentos em diferentes culturas, diz estudo

Os sentimentos expressados musicalmente se espalham por igual no mundo todo e a
música consegue superar, sem maiores dificuldades, as barreiras entre as
culturas, segundo um estudo do Instituto Max Planck de Neurologia de Leipzig.
Um grupo de trabalho, dirigido por Max Fritz, demonstrou que até mesmo etnias
como os mafa de Camarões, que nunca tiveram contato com a música ocidental,
reconhecem nela as emoções básicas que expressa.
A tribo, por sua vez, produz música totalmente desconhecida para pessoas
provenientes da cultura ocidental e que participaram do estudo.
O grupo de Fritz fez dois testes a partir dos quais tirou suas conclusões sobre
a capacidade dos seres humanos de reconhecer a alegria, a pena ou o medo,
expressados em músicas pertencentes a uma cultura completamente alheia.
No primeiro, foram tocadas obras curtas para piano - compostas seguindo os
princÃpios da música europeia - a um grupo de mafas e a outro de controle
formado por ouvintes ocidentais. Após cada uma das peças, os mafas deviam
vinculá-las com reproduções de expressões faciais consideradas que têm uma
interpretação universal.
«Este primeiro experimento já nos mostrou que os mafa podiam reconhecer com
sucesso as três emoções expressadas na música ocidental», explicou Fritz.
A música com um ritmo rápido, segundo Fritz, tende a ser identificada com a
alegria, enquanto para a tristeza ou o medo o ritmo é menos decisivo que a
tonalidade.
No segundo experimento foi investigado se as sensações agradáveis ou
desagradáveis são transmitidas de forma similar através da música mafa ou da
música ocidental.
«Já se sabia que as consonâncias nos paÃses ocidentais são percebidas como mais
agradáveis que as dissonâncias», disse Fritz. A partir disso, o grupo de
cientistas quis determinar se isto também acontecia entre os mafa.
Os mafas mostraram também uma clara preferência pelas consonâncias, mas a
diferença entre a percepção da dissonância e a consonância não é tão marcada
quanto entre os ocidentais. «Quando um ouvinte mafa gosta de uma peça musical,
costuma gostar também de uma versão dissonante da mesma, embora menos», explicou
Fritz.