
Charles Darwin
Uma dupla
efeméride faz de 2009 um ano de celebração mundial de Charles Darwin: por um
lado comemoram‑se os 200 anos do seu nascimento e, por outro, os 150 anos da
publicação da sua obra fundamental, A Origem das Espécies.
A Fundação Calouste Gulbenkian associa-se às várias homenagens que se realizam
um pouco por todo o mundo, através da exposição A Evolução de Darwin, que vai
abrir ao público nos mil metros quadrados da Galeria Principal da sua sede,
desde 13 de Fevereiro até 24 de Maio.
A inauguração teve lugar no dia do nascimento de Charles Darwin, 12 de
Fevereiro.
A Exposição a Evolução de Darwin foi buscar dois módulos à exposição apresentada
pelo Museu de História Natural de Nova Iorque, em 2006, e que tem vindo, desde
então, a circular pelo mundo. Os restantes módulos, bem como o conceito geral da
exposição, foram totalmente imaginados e
concebidos pela equipa responsável, encabeçada pelo biólogo José Feijó, com a
colaboração do imunologista Thiago Carvalho, das biólogas Filipa Vala e Maria do
Mar Gago e do Serviço de Ciência da Fundação.
De modo a
aproveitar e a rentabilizar grande parte do investimento realizado para esta
exposição, apostou-se na sua futura itinerância e na procura de parceiros
institucionais
que garantissem o acolhimento definitivo do conteúdo da mostra em Portugal. A
Câmara Municipal de Oeiras aceitou o desafio, adquirindo a exposição para o seu
concelho, permitindo que seja transformada num futuro Museu. Foi também
estabelecido um programa de itinerâncias que inclui o Museu Nacional de Ciências
Naturais de Madrid e outras cidades em Portugal e Espanha.
Paralelamente decorre um Ciclo de Conferências:
11 de Março, quarta
Ainda bem que evoluímos!
Olivia Judson, Imperial College
25 de Março, quarta
Antes de Darwin: o conceito de espécie
em meados do século XIX
Pietro Corsi, Oxford University
8 de Abril, quarta
Evolução no planeta Gaia:
o legado de Darwin
Lynn Margulis, University of Massachussets
29 de Abril, quarta
A evolução humana:
uma perspectiva molecular
Mark Stoneking, Max-Planck Institute
13 de Maio, quarta
Evolução e relações humanas
David Sloan-Wilson, Binghamton University
24 de Maio, domingo
A evolução dos Tentilhões de Darwin
Rosemary e Peter Grant, Princeton University
Cultura de Cabo Verde Além-Fronteiras

Conhecido filme de 2005 sobre Batuque
Participa no Festival de Angers em França
Júlio Silvão é um dos convidados para o Festival Cinémas D´Afrique que decorre
de 5 a 10 de Maio em Angers, França. O cineasta deverá apresentar o seu primeiro
documentário: Batuque - Alma de um Povo e candidatar - se ao prémio na categoria
de documentário de curta e média metragem.
O filme produzido em 2005 tem a duração de 52 minutos e fala do Batuque desde a
época da colonização em que o estilo musical era reprimido e proibido, por ser
considerado ofensivo da boa moral.
A produção, que também já foi exibido no Cinema São Jorge, em Lisboa, terá duas
projecções oficiais e se for premiado terá uma terceira exibição a 10 de Maio. A
obra conta com participações dos grupos: Raís de Tambarina, Achada Grande Trás,
e também de Nhá Nancia Gomi, Antóni Denti D’ôru e José Maria Semedo.

Característico da ilha de Santiago, o Batuque tem origem nos primeiros escravos
trazidos para a ilha em 1462 e é a mais antiga manifestação cultural de Cabo
Verde. Relegado ao espaço rural durante a colonização por ser considerado
ofensivo da boa moral, o Batuque foi reprimido e proibido, mas sobreviveu graças
à resistência e à constante passagem de testemunho de gerações a gerações.
Através da história do Batuque, e das poesias das cantadeiras, o batuque
oferece-nos um prisma único por onde se filtra a própria História de Cabo Verde.
O filme já foi prémio das Escolas Melhor Documentário no Festival Imargens 2005,
Cabo Verde.

Júlio Silvão é co-fundador do grupo de teatro TERM: Teatro Experimental Rubom
Manuel (1979); pesquisador de cultura tradicional cabo-verdiana; Produtor do
programa cultural Dragoeiro na TCV - Televisão de Cabo Verde (1982 - 1986);
Realizador do programa cultural Articultura na RCV - Rádio de Cabo Verde
(1982-1985); Produtor do filme O Desafio, sobre o meio rural e o Centro de
Formação de técnicos agrários (1998); Realizador dos doc. Batuque - A Alma de um
Povo (2005) e Cabo Verde a Cores (2006).
Documentário «Dar a vida sem morrer» na RTP Africa dia 5 de Março às 21,00 h
«Dar vida sem Morrer» é o primeiro de três documentários sobre o antes e o depois da implementação de um projecto que tem como objectivo a Redução da Mortalidade Materna e Neonatal na Guiné Bissau, um país onde esta mortalidade é extremamente elevada, especialmente nas zonas de Oio e Gabú.
Este projecto resulta de uma parceria entre a RTP e a Secretaria de Estado dos
Negócios Estrangeiros e da Cooperação.
Parte do financiamento deste projecto provém da emissão de solidariedade do
programa «Dança Comigo por uma boa causa», cujos donativos oferecidos pelos
espectadores da RTP (250.000 euros) reverteram para o Fundo das Nações Unidas
para a População (UNFPA), organismo que irá ter a responsabilidade de coordenar
o projecto no terreno.
Também o IPAD, na pessoa do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da
Cooperação, João Gomes Cravinho fez questão de se juntar a esta causa e deu
igual montante (250.000 euros).
Vão beneficiar desta verba total de 500.000 euros, dois hospitais maternidades e
31 centros de saúde, através da construção de um bloco operatório, da entrega de
ambulâncias, da colocação de painéis solares, da distribuição de todo o tipo de
materiais que envolvem a vida reprodutiva da mulher e o parto e, ainda, na
formação de técnicos especializados nesta área.
Este primeiro documentário mostra a realidade actual de adolescentes mães e das
condições mais que precárias em que são feitos os partos e da vulnerabilidade da
vida dos bebés guineenses.
Boa Noite, Mãe - no Auditório Municipal Eunice Muñoz

O Auditório Municipal Eunice Muñoz tem em palco até 29 de Março a peça de teatro
«Boa Noite Mãe» da autoria de Marsha Norman, protagonizada por Manuela Maria e
Sofia Alves e com encenação de Celso Cleto.
À luz de um protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Oeiras e a produtora
PUBLICOCLETO, a entrada nas sessões é gratuita, mediante a marcação de lugares
através dos seguintes contactos: 962 199 909 - 214 408 582 / 24 -
paulo.afonso@cm-oeiras.pt.
Horário: 6ªs feiras e Sábados – 21H30 / Domingos - 16H00
'Nigth Mother, é uma peça de teatro escrita pela notável dramaturga americana
Marsha Norman, premiada com o famoso Prémio Pullitzer. Marsha Norman, tem
trabalhado para televisão e cinema, dirigindo actualmente o departamento de
composição teatral da Juilliard Drama Scholl. Além de ter ganho vários prémios
pode ainda realçar-se o Tony arrecadado com a sua obra intitulada The Secret
Garden.
O suicídio anunciado na obra Boa noite Mãe, revela-nos a relação familiar de
duas mulheres, mãe e filha, que, no decorrer de um espaço-tempo implacável,
vivem uma profunda crise.
Estas duas personagens, a filha Jess (Sofia Alves) e a mãe Thelma (Manuela
Maria), vivem numa casa isolada no sul dos E.U.A.
Jess, abandonada pelo marido, Cecil, e vivendo um drama com o voluntário
desaparecimento do seu único filho, não consegue encontrar na sua vida uma
última esperança e comunica à mãe Thelma que se vai suicidar.
Thelma é uma mãe que construiu durante largos anos uma enorme solidão dentro do
seu próprio casamento e uma relação dura com a sua filha. Esta noite, ao ser
confrontada com a decisão desta, que nunca viu como a filha ideal, vai lutar
desesperadamente para evitar que esta concretize a sua decisão, modificando o
percurso desta noite.
Noite, que será, finalmente, de grandes revelações.