EDIÇAO Nº VIII
2ª SEMANA, 2º NUMERO DE FEVEREIRO DE 2009
Igreja Universal intimida e mantém jornalista em cárcere privado
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Regional Campinas e a Fenaj repudiam, com veemência, a atitude da direção da Igreja Universal do Reino de Deus em Campinas, que a exemplo do que aconteceu no ano passado com uma profissional da Folha de S. Paulo faz campanha de intimidação contra jornalistas no exercício da profissão (leia nota na íntegra no final).
No início da noite de quarta-feira (4/2), o repórter fotográfico Gustavo Magnusson, da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), foi mantido em cárcere privado depois de registrar a queda de blocos de gesso que revestem o teto do templo da Universal na Avenida João Jorge, em Campinas.
O repórter-fotográfico, durante o seu trabalho, foi abordado por seguranças e pelo pastor Carlos, que o ameaçaram, pedindo a entrega do material fotográfico como condição para a sua libertação.
A Delegacia Seccional de Campinas foi acionada pelo jornal e enviou ao local uma equipe do Grupo de Ação e Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Diante da resistência dos funcionários do templo em libertar o fotógrafo, os policiais comunicaram que, se não houvesse a liberação imediata, invadiriam o templo e prenderiam os responsáveis. Depois de alguns minutos, o fotógrafo deixou a igreja em uma viatura do Garra, mas acompanhado por um representante da Igreja Universal.
Um boletim de ocorrência (BO) foi registrado no 1º Distrito Policial (DP) de Campinas. A Polícia Civil vai instaurar um inquérito para apurar as condições em que o fotógrafo foi mantido sob cárcere privado durante cerca de 30 minutos. Na delegacia, os seguranças afirmaram que mantiveram o fotógrafo dentro da Igreja e exigiram o material porque não havia autorização para o registro das imagens.
O acidente
O revestimento de gesso do teto do templo caiu no início da noite, por volta das 19h30. Ninguém ficou ferido. Na hora, cerca de 200 pessoas assistiam a um culto. A queda ocorreu na lateral do saguão sobre cadeiras vazias. Os fiéis estavam concentrados na região central da sala. No momento do acidente, houve princípio de pânico e as pessoas precisaram ser acalmadas pelo pastor. Duas equipes do Corpo de Bombeiros foram ao local. As causas do acidente ainda serão investigadas por um engenheiro da Prefeitura de Campinas, que já fez um laudo inicial.
Nota de repúdio
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, a Regional Campinas e a Fenaj repudiam, com veemência, a atitude da direção da Igreja Universal do Reino de Deus, em Campinas, que a exemplo do que aconteceu recentemente em São Paulo faz campanha de intimidação contra jornalistas no exercício da profissão.
Também apela ao Judiciário e ao Superior Tribunal de Justiça no sentido de alertá-los para ações que se multiplicam na tentativa de inibir o trabalho de jornalistas em todo o País. O acesso e a divulgação da informação garantem o sistema democrático. São direitos do cidadão e o encarceramento de ambos constitui violação dos Direitos Humanos.
A Igreja Universal do Reino de Deus na Avenida João Jorge, em Campinas, controlada pela Universal, chegou ao absurdo de manter o fotógrafo Gustavo Magnusson, da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), em cárcere privado após o mesmo, no exercício de sua atividade profissional, registrar a queda de blocos de gesso que revestem o teto do templo da igreja na noite de 4 de fevereiro. A repórter que o acompanhava, Luciana Félix, também sofreu intimidação.
Mais uma vez trata-se de uma tentativa de censurar o trabalho de imprensa, fato
que vem ocorrendo em várias cidades do País e que tem sido noticiado amplamente
pela imprensa. Ao agir desta forma, a Igreja Universal não respeita os
princípios democráticos que regem este País e, portanto, sua atitude não pode e
não deve ficar impune.
O Sindicato dos Jornalistas, por meio da Regional de Campinas, vai solicitar
providências junto à Delegacia Seccional de Campinas.
Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,
Diretoria Regional Campinas do SJSP e Fenaj
Fonte:
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
Cerca de 700 mil alunos da educação básica cursam séries incompatíveis com a idade.

Um
levantamento da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC)
aponta que mais de 705 mil crianças não estão cursando a série indicada para sua
idade. A pesquisa foi feita nos 1.114 municípios que já solicitaram ao
ministério tecnologias educacionais para a correção do fluxo escolar nos anos
iniciais do ensino fundamental.
Os dados são preliminares e o número pode ser ainda maior. O Brasil possui hoje
46 milhões de alunos da educação básica na escola pública. Em 2009, a correção
da chamada distorção idade -série será custeada pelo ministério. A secretaria
aguarda a resposta de 193 dos 1.307 municípios prioritários das ações do Plano
de Desenvolvimento da Educação. Eles apresentaram baixos resultados no Indice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2007 e por isso recebem apoio
técnico e financeiro do ministério.
O MEC oferece aos municípios três opções de tecnologias educacionais. Elas foram
pré-qualificadas e compõem o Guia de Tecnologias Educacionais. São elas:
correção de fluxo escolar na aprendizagem, desenvolvida pela organização
não-governamental Geempa; programa de correção de fluxo escolar, do Instituto
Alfa e Beto (IAB); e programa Acelera Brasil, do Instituto Ayrton Senna (IAS).
As tecnologias educacionais são como projetos pedagógicos que possuem
estratégias e metodologias específicas para fazer com que o aluno recupere o
conteúdo atrasado e avance para a série correta. Elas trazem instruções desde a
gestão educacional até como avaliar o processo de aprendizagem.
De acordo com o MEC, os dados informados pelos municípios apontam que 90% dos
alunos dos anos iniciais do ensino fundamental frequentam série incompatível com
a idade. Mas segundo o coordenador-geral de Tecnologias da Educação, Cláudio
André, é provável que esse número esteja incorreto. O ministério irá comparar os
dados do Censo Escolar de 2008 e discutir esses índices com as secretarias de
educação.
As Crónicas da Alexa
Alexa Wolf 
COM OS AZEITES
Todos nós nos espantamos com a quantidade de Ucranianas que vieram para o
nosso país, como fácil e rapidamente aprenderam a nossa língua e também ao
que se sujeitaram a nível de empregos.
E normal ver uma médica, gestora ou sei lá mais o quê nas limpezas ou a
servir nos restaurantes ás mesas.
Até aqui nunca ninguém reclamou, mas muito simplesmente vos ponho a seguinte questão: Com clientes indecisos e super chatos, já repararam em algo diferente tal como o tipo de atitude?
Ou resumindo e concluindo, já viram na realidade uma Ucraniana com os azeites?
E digno de se ver!
CATARRO
Se há coisa que me chateia até ás ultimas consequências, me faz perder o apetite e sentir o maior nojo, é estar a comer uma refeição descontraidamente e o vizinho do lado começas a tossir, deitar cá para fora todo o catarro e delicadamente escarrar para o seu lencinho de pano colorido.
Claro que depois, asseadamente o volta a colocar no bolso das calças.
Que maravilha!
EDUCAÇÃO PARA QUEM A QUER
Esta vertente da vida é muito complicada pois pode ser interpretada de
diversas formas quer sejam elas correctas ou erradas.
E normal ao abordar este tema vir á lembrança as crianças e a escola...
Mas onde andará esse assunto nos adultos? Já não são crianças, já não andam
na escola.
Põe-se então a questão: e os que não aprenderam? Que não tiveram
oportunidade de ir á escola, que são analfabetos?
E os doutores que com tanta soberba não respeitam ninguém?
A formação cívica não é uma forma de educação?
GAGUEZ
São várias as empresas e centros comerciais que contratam através de outras empresas, seguranças para controlarem a agitação durante o período de funcionamento destas.
Digamos que poderão ser consideradas como uma pequena autoridade no local, tendo de permanecerem em constante movimento, alertas e prontos a intervir. O que me espante nestas empresas quer de recrutamento quer de solicitação destes profissionais, é que pelo que vejo não obedecem a regras nem exigem provas de condições físicas ou psicológicas.
Certo dia dirigi-me a uma empresa de advogados afim de tratar de alguns problemas pessoais. Quando cheguei na recepção à entrada do prédio, estava uma segurança atrás do balcão muito bem repimpada a fumar um cigarro e a tentar fazer um quebra cabeças.
Dirigi-me a ela e se não batesse em cima do balcão, esta linda senhora nem
teria dado por mim.
Mesmo assim disse:
- Bom dia!
- Bo bom diaaaa- Responde ela!
(aqui para nós, não tenho nada contra os gagos)
Mas convenhamos que não era propriamente um lugar à altura para uma pessoa naquela situação. Perguntei pela empresa tal pois tinha hora marcada com o Dr. X.
- Só só só um momeeeeeentooo! – Diz ela.
Agarra o telefone e liga afim de obter luz verde para me poder deixar subir.
Claro que em vez de esperar dois ou três minutos pelo fim da chamada, levei
muito mais.
Finalmente segui em frente com os meus compromissos mas quando ia a sair do
dito prédio, deparo-me com uma situação caricata.
Um malfeitor qualquer que tinha andado a fugir à autoridade que o perseguia, resolveu entrar no prédio para se esconder. Azar!
Agora imaginem o desespero de um pobre policia, exausto, mas que tinha de fazer perguntas sobre os factos presenciados pela segurança que estava no prédio. Tive pena dos dois, um estoirado e a tentar perceber o que ela dizia, tentando também manter a calma.
Ela por sua vez a fazer um esforço enorme para se fazer entender, mas quanto mais tentava, mais nervosa ficava e consequentemente mais gaga ficava. Para mim parecia uma autêntica cena de um filme cómico, para aqueles dois devia ser uma cena de um filme de terror. Penso então há que dar oportunidade a todos, mas será que em termos de segurança profissional a gaguez pode ter lugar?
Nota da Redacção:
As «Crónicas da Alexa»
aqui reproduzidas fazem parte de uma trilogia com o Título
«Pensamentos e poemas tortos» de que é autora e editora a Alexa Wolf, com
o ISBN: 978-989-8018-02-1.
Os Direitos de reprodução destes textos estão reservados segundo a
legislação em vigor e fazemo-lo neste jornal com autorização expressa da
autora.
Para qualquer contacto com a autora utilize o email:
Páginas da internet onde pode encontrar alguns trabalhos da autora:
http://alexawolf.spaces.live.com/