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EDIÇAO Nº VIII

2ª SEMANA, 2º NUMERO  DE FEVEREIRO DE 2009

Pacto a favor da educação no Brasil

Governo federal e secretários estaduais de educação do Nordeste firmam mais um pacto a favor da educação. Reunidos na manhã desta terça-feira, 27, com o ministro da Educação, Fernando Haddad, os secretários recebem orientações para acelerar, principalmente, o processo de alfabetização de jovens e adultos em seus estados.

A proposta é aumentar a efectividade das acções do programa Brasil Alfabetizado, reestruturado a partir do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), há dois anos. A meta do programa é atender os municípios com taxas de analfabetismo maiores ou iguais a 25% da população formada por jovens e adultos com 15 anos ou mais — em todo o país, são 1.928 municípios, dos quais 84% estão no Nordeste.

O novo pacto prevê a execução efectiva das edições de 2008, 2009 e 2010 do programa — a meta é alcançar 3,9 milhões de analfabetos durante esse triénio, em todo o país —, o cumprimento das metas declaradas no plano plurianual de alfabetização (PPAlfa) de cada estado e a garantia de oferta de continuidade da educação de jovens e adultos que se segue à alfabetização.

De acordo com Haddad, a parceria entre as esferas de governo já percorreu todas as etapas técnicas e pedagógicas para a implementação do programa. «Agora, temos de enfrentar obstáculos naturais, como mobilizar os analfabetos, que têm idade média de 54 anos, alcançar a população do campo e auxiliar no acesso a exames oftalmológicos e na oferta óculos para quem precisa», disse.

Entre os avanços dos últimos anos na educação de jovens e adultos, o ministro destacou a melhoria do sistema de cadastro de turmas, de alfabetizandos e de alfabetizadores do programa Brasil Alfabetizado e a inclusão da educação de jovens e adultos no Fundo da Educação Básica (Fundeb).

Segundo o ministro, não há limite orçamentário para o Brasil Alfabetizado — determinação do próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. «Se for preciso dobrar a verba, faremos isso. Vamos bancar todas as turmas que forem necessárias», ressaltou.

 

SAPO KIDS

CONTEUDOS EDUCATIVOS E DE ENTRETENIMENTO PARA CRIANÇAS

As crianças de países de língua portuguesa têm mais uma excelente opção para se divertir no mundo Web. O portal Sapo, líder em acessos em Portugal, lançou recentemente o novo Sapo Kids - http://kids.sapo.pt - inteiramente dedicado às crianças entre 3 e 12 anos. O projecto congrega conteúdos e serviços para crianças, unindo educação, entretenimento, informação e toda a experiência e conhecimento do Sapo.

A crescente utilização da Internet por parte das crianças e a capacidade de desenvolvimento de conteúdos educativos digitais em língua portuguesa são as linhas orientadoras do Sapo Kids .

Com base numa estratégia de utilização da tecnologia e da Internet como meio de aprendizagem, o novo portal organiza-se em torno de três eixos fundamentais: Conteúdos, Aplicações Interactivas e Comunidade.

As crianças brasileiras, por sua vez, poderão se divertir na secção de jogos disponibilizados no portal, que inclui notícias, truques e jogos do site Miniclip (http://miniclip.sapo.pt) adequados às crianças.

Também há aqui jogos simples produzidos internamente (por exemplo, «Descobre as diferenças») e actividades para imprimir (por exemplo, imagens do SAPO para pintar e outras para unir os pontos).

Elas encontrarão também vídeos apropriados para sua faixa etária, além de uma interessante área sobre ciência: a secção «Descobrir», que contempla artigos sobre ciência e vídeos de experiências da Ciência Divertida, além de receitas simples para fazer em casa e uma área de fatos curiosos sobre cultura geral («Sabias Que?»).

Outro espaço que promete chamar a atenção das crianças é o Scratch, um novo meio de programação criado pelo MIT e pensado especialmente para crianças. Trata-se de uma aplicação gratuita que permite à criança/aluno criar os seus próprios projectos animados, potenciando a sua criatividade.

Totalmente adaptado para o português, pelo Sapo e pela PT Inovação, em colaboração com a universidade americana, está disponível gratuitamente em todos os países de língua oficial portuguesa, sendo Portugal o primeiro país no mundo a ter uma aplicação local do Scratch.

Além disso, as crianças poderão enviar questões por e-mail sobre os seus problemas na secção S.O.S. e as respostas são dadas pela equipe editorial do Kids com o apoio da Let's Grow (*) para temas mais complexos ou sensíveis.

Para o próximo mês, o portal disponibilizará ainda o Sapo Messenger e E-mail, com Controle Parental e White - Listing, que permite o controle dos pais na lista de nomes daqueles para quem os seus filhos podem enviar e de quem podem receber e-mails e mensagens.

 

Piores Universidades com mais alunos

As 454 instituições que receberam as notas mais baixas (1 e 2) do Ministério da Educação aumentaram suas matrículas em 7,3% entre 2006 e 2007, de acordo com o novo Censo da Educação Superior, divulgado anteontem. Segundo o levantamento, o sistema como um todo cresceu 4,5%.

O número de inscritos nas piores universidades subiu de 548 mil para 588 mil. Com isso, 12% dos 4,8 milhões de universitários do país estudam em escolas «ruins».

A nota das universidade é dada pelo �ndice Geral de Cursos, que varia de 1 a 5, e leva em conta prova feita pelos alunos e critérios como titulação de professores. Segundo a Folha de S. Paulo, 96% delas são privadas.

São Paulo é o Estado que mais concentra essas instituições (25%). Em seguida vêm o Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, com 7% cada um.

Para o presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, Paulo Barone, o dado é «extremamente preocupante».

 

Arrancou em Moçambique o ano lectivo de 2009

As cerimónias centrais foram dirigidas pelo Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, na Escola Secundária Mathias Kaphesse, em Caia, província de Sofala. Cerimónias idênticas tiveram lugar em todas as províncias do país, locais onde diversos quadros do MEC com as direcções provinciais prepararam o arranque do ano lectivo sem grandes sobressaltos. A anteceder a cerimónia, o titular da pasta inaugurou o Instituto de Formação de Professores de Inhaminga, distrito de Cheringoma, ainda na província de Sofala.

Para o novo ano lectivo, o MEC definiu como grande prioridade a leitura e escrita para as classes iniciais. Para o sector, a aposta é fazer com que crianças que frequentam o Ensino Básico do I Grau cheguem ao final do Ano Lectivo de 2009 sabendo ler e escrever. Desde 2004, com a introdução do novo currículo naquele nível de ensino, muitas crianças das classes iniciais perderam a faculdade de saber ler e escrever, ao que, apercebendo-se da preocupante situação, o MEC pretende agora introduzir medidas que possam corrigir o mal.

Para este ano, o sector espera absorver mais de 4.5 milhões de crianças que vão entrar, pela primeira vez.

Para alcançar esse objectivo, segundo Quitéria Mabote, do Ministro da Educação e Cultura e encarregue de levar a cabo este programa, o sector está a realizar, à escala nacional, jornadas pedagógicas com vista a dotar os professores das classes iniciais de conhecimentos e capacidades que possam garantir a introdução de novos mecanismos de ensino e aprendizagem para que os alunos saibam ler e escrever.

Uma das medidas prende-se com o facto de o sector voltar a implementar o sistema passado, em que um professor lecciona a mesma turma da 1ª à 5ª classes, isto é, todo o ciclo. Só assim, segundo Quitéria Mabote, é que o professor estará em melhores condições de resolver os problemas de leitura e escrita com que o aluno se debate.

«O que vivemos é que o professor chega a desleixar-se porque sabe que mais tarde ou mais cedo deixará aquela turma. Assim, para que se mantenha sincronizado, para que não assuma as coisas com ligeireza, ele passa a leccionar a mesma turma ao longo do ciclo», explicou.

Por outro lado, o MEC reconhece estar a ser difícil para alguns professores saberem trabalhar com crianças que entram pela primeira vez na escola, onde, antes de lá chegarem, falavam apenas línguas tradicionais em casa. Vezes sem conta o professor explica como se todas crianças soubessem falar português, o que faz com que parte delas não entenda nada, e muito menos consiga passar apontamentos.

«O problema de leitura e escrita nas nossas crianças é sério, com muitos a chegarem a 5ª ou 6ª classe sem saber ler e muito menos escrever. A ideia das jornadas pedagógicas é de trabalhar com os professores primários no sentido de se encontrar uma saída para o problema».

 

CPLP vai criar galardão cultural alternativo ao Prémio Camões

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai criar um galardão cultural alternativo ao Prémio Camões a atribuir de dois em dois anos, anunciou hoje em Lisboa o ministro da Cultura de Cabo Verde.

A comunidade precisa de um grande prémio porque o Prémio Camões não é propriamente da CPLP. Queremos criar um «Grande Prémio da CPLP» com a contribuição de todos os países, um prémio de vulto que tenha a dignidade da própria comunidade, disse Manuel Veiga aos jornalistas à saída de um encontro com o secretário-executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira.

Manuel Veiga, que se encontrava em visita oficial a Portugal adiantou ainda que o regulamento para a atribuição do «Grande Prémio CPLP» deverá ser aprovado durante o sétimo encontro de ministros da Cultura da comunidade, previsto para Maio, na Cidade da Praia.

«Será um prémio cultural atribuído sempre que há um encontro de ministros da CPLP e vai premiar a modalidade cultural que sobressai e merece», explicou o ministro, adiantando que o seu valor «não poderá ser inferior ao do Prémio Camões (100 mil euros)».

«Assumimos que o Prémio Camões tinha a sua finalidade quando não havia a Comunidade. Hoje temos a Comunidade e precisamos de um grande prémio da CPLP», sublinhou.

Durante o encontro, Manuel Veiga transmitiu ainda ao secretário-executivo da CPLP a intenção de Cabo Verde de colocar o Acordo Ortográfico em vigor no país até ao segundo semestre de 2009, bem como a disponibilidade para estabelecer um período de transição de entre seis a 10 anos para a sua vigência obrigatória.

O mesmo assunto será abordado quarta-feira por Manuel Veiga num encontro com o seu homólogo português, José António Pinto Ribeiro.

«Vou-lhe dar a conhecer as orientações sobre a implementação do Acordo Ortográfico em Cabo Verde e falar-lhe do encontro de ministros da cultura da CPLP, que terá lugar possivelmente em Maio. Temos que começar a preparar a agenda porque nenhum de nós quer que o encontro seja um encontro de turismo de políticos, têm que sair coisas concretas que interessem à comunidade», disse.

Sobre as negociações para articular uma data comum de entrada em vigor do Acordo em Portugal e Cabo Verde, Manuel Veiga adiantou que as orientações de Cabo Verde «são indicativas» e para discutir com os outros.

«Se conseguirmos chegar a um acordo para a entrada em vigor ao mesmo tempo em Portugal e São Tomé significa que a comunidade está a funcionar bem. Cabo Verde tem todo o interesse que seja até ao segundo semestre porque estamos a preparar o material didáctico para o novo curriculum e gostaríamos de fazer um investimento só», adiantou.

Manuel Veiga rejeitou a ideia de que a entrada em vigor do Acordo em Cabo Verde possa vir a depender do «timing» português, no entanto, admitiu alguma concessão relativamente à meta indicada.

«Vamos concertar. Há muita dependência entre Portugal e os países africanos porque há muito material que se faz aqui e vai para lá. Portugal também tem todo o interesse em que o acordo entre em vigor o mais rápido possível. Gostaríamos que fosse ao mesmo tempo porque é mais prático», disse.

Este Jornal resulta de colaborações espontâneas sendo propriedade dos seus autores os créditos que delas advenham assim como a responsabilidade pelo conteúdo das mesmas. br /> Direcção interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.




 
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