EDIÇAO Nº IX
3ª SEMANA, 3º NUMERO DE FEVEREIRO DE 2009
Acções de Formação de curta duração

Tiveram início em Fevereiro os
Cursos de Formação Financiada para Adultos, organizados pela AESBUC, no âmbito
do Novo Quadro Comunitário de Apoio. As acções de formação são de curta duração
(25 a 50 horas) e abordam temáticas ambientais e de promoção do desenvolvimento
sustentável, consulte a página do projecto aqui.
Estas acções destinam-se a adultos empregados e desempregados com idade igual ou
superior a 18 anos, com habilitações escolares até ao 12º ano (inclusive).
Os cursos promovem a formação contínua dos trabalhadores ao permitirem a
actualização de conhecimentos para o desempenho de funções específicas e
qualificadas, ou possibilitar a inserção no mercado de trabalho na área
Ambiente.
A equipa técnica da AESBUC está disponível para estabelecer parcerias com
autarquias e outras entidades públicas e privadas que entendam que estes cursos
podem ser úteis para qualificar os seus colaboradores internos, externos ou
munícipes, no sentido de se organizarem acções ajustadas e de proximidade. Caso
a sua entidade tenha interesse numa parceria desta natureza pode contactar:
formacao@aesbuc.pt
Calendário de Formação:
- ETAR – operações básicas e funcionamento (50h): Início a 16 de Fevereiro
- Sistemas de Abastecimento de Agua – caracterização e processos de tratamento
(25h): Início a 17 de Fevereiro
Os cursos têm uma forte componente prática, de modo a facilitar a aprendizagem
ao nível do saber - fazer.
Mais informações e inscrições aqui
Estes cursos não implicam qualquer custo para a entidade que se pretenda
estabelecer como parceira da AESBUC nestes cursos ou para os formandos que os
venham a frequentar. O projecto é co-financiado pelo POPH – Programa Operacional
Potencial Humano – tipologia de intervenção 2.3 «Formações Modulares
Certificadas».
2º Workshop APDR
13 de Março de
2009

Evora, Universidade de Evora - Colégio Espirito Santo
Cenários de Transformação da Paisagem Face aos Factores de Mudança Globais
As paisagens da Europa e do Mundo tem vindo a registar transformações radicais ao longo das últimas décadas, e muitas outras mudanças são expectáveis num futuro próximo, pelas modificações, por um lado, nos mercados e estrutura da produção, e por outro na procura de outros bens e serviços proporcionados por estas paisagens, que resultam também em novos mercados.
Estas são transformações provocadas pelo crescimento económico global, pelas latentes revoluções e evoluções tecnológicas, pela constante modificação de políticas e acordos, e pela alteração mais lenta dos objectivos e valores das pessoas e dos povos.
Estas transformações criam um
desafio à reflexão que vai muito para além do estudo dos sistemas de agricultura
e das estruturas da paisagem, envolvendo necessariamente a análise dos processos
económicos, sociais, tecnológicos, ambientais e políticos, que interagem no
espaço ao longo do
tempo e que se reflectem em alterações contínuas destas paisagens, e também dos
desafios à sua gestão – tanto mais que envolve escalas diferentes de decisão e
de actuação.
A organização de um Workshop em Évora sobre o tema «Cenários de Transformação da
Paisagem face aos factores de Mudança Globais» pretende ser um contributo para
responder a questões muito práticas e crescentes que se colocam a decisores
públicos e privados quando confrontados com as transformações radicais na
paisagem.
Como atender às modificações
bruscas que se fazem sentir sobre o território variando entre o abandono e as
pressões de ocupação de carácter ideológico, sejam ela produtivistas ou
ambientalistas? Como responder à desertificação e degradação dos espaços rurais
e ao congestionamento e alastramento dos espaços urbanos? Como reagir à queda
acentuada dos preços das habitações ou à forte corrupção associada ao valor dos
terrenos em espaços planeados?
A Associação Portuguesa de Ecologia da Paisagem e a Associação Portuguesa para o
Desenvolvimento Regional com o apoio da Universidade de Évora e a cooperação da
Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais, da Associação Portuguesa para o
Desenvolvimento da Economia Agrária e da Associação Portuguesa de Geógrafos
decidiram criar um momento para aprofundar esta reflexão.
Para isso mobilizámos especialistas para apresentarem as questões mais relevantes; desafiamos os investigadores portugueses a apresentarem os seus trabalhos sobre o tema; e convidamos os comunicadores, os agentes, os políticos e o público a participarem nos trabalhos e no debate final, mas também ao longo do encontro.
Para além da
informação e divulgação dos resultados do encontro, os trabalhos apresentados
serão seleccionados não só para um número especial da Revista Estudos Regionais
mas também para um livro sobre Problemas Emergentes do Desenvolvimento Regional
a editar pela APDR no fim do ano de 2009 com base nos trabalhos dos workshops
efectuados sobre «Impacto dos Aeroportos», «Cenários de Transformação da
Paisagem», «Turismo e Sustentabilidade» e «Imigração e Desenvolvimento».
Contactos:
APDR - Elisabete Martins, Tel.: +(351) 295 402
229
Fax: + (351) 295 402 205, E-mail:
elisabetemartins@uac.pt
A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR) foi fundada em 1984, visando contribuir para a inovação, aprofundamento e divulgação de conhecimentos no âmbito do desenvolvimento regional, promover a troca de informação e experiências entre os seus associados e profissionais de instituições diversas, promover o encontro entre as diferentes disciplinas envolvidas e fomentar a colaboração entre a Universidade e a Administração Pública, tendo em vista uma mais estreita ligação entre o conhecimento científico e a prática do desenvolvimento regional.
A APDR é a secção portuguesa da European Regional Science Association (ERSA) e tem actualmente cerca de 220 membros, que desenvolvem as suas carreiras em instituições académicas ou noutras instituições públicas e privadas ligadas ao desenvolvimento regional.
Nazaré - Pós-graduação em Etnologia Portuguesa
A vila da Nazaré foi o local
escolhido pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias para ministrar
um curso de pós-graduação em Etnologia Portuguesa Contemporânea.
Sob coordenação do sociólogo e investigador Moisés Espírito Santo, a
pós-graduação pretende contribuir para «um melhor conhecimento científico da
cultura e da civilização portuguesas actuais». Daí que o currículo do curso seja
composto por áreas como Teorias da Cultura e das Identidades; Aculturação e
Globalização; Família, Género e Sexualidades; Territórios Rurais e Urbanos,
Agrícolas, Industriais e Piscatórios; Religiões e Espiritualidades; Saúde e
Doença; Moda, Consumo e Imagens; Educação Familiar e Escolar.
Nove professores doutorados compõem o corpo docente, entre os quais o próprio
reitor da Universidade Lusófona, Mário Moutinho. A pós-graduação possibilitará a
realização de uma especialização complementar e elaboração de dissertação para
obtenção do título de Mestre em Etnologia Portuguesa Contemporânea.
A pós-graduação vai ser leccionada na Biblioteca Municipal da Nazaré às
sextas-feiras, das 18h30 às 22h30, e aos sábados, das 10h00 às 13h00 e das 14h00
às 17h00, ao longo de 24 semanas. As inscrições devem abrir brevemente, podendo
os interessados obter mais informações através de e-mail para
unigefa@ulusofona.pt
ou do telefone 21 751 55 00.
Segundo a Universidade Lusófona, a escolha da Nazaré para a realização do curso
é justificada pelas suas «tradições laborais e culturais e da sua posição
central no território nacional e no Litoral onde, no nosso tempo, a sociedade
portuguesa tende a desenvolver-se». A apoiar esta iniciativa, a autarquia local
espera que a pós-graduação seja o embrião para a instalação de uma Escola de
Altos Estudos em Etnologia Portuguesa Contemporânea da Universidade Lusófona na
vila piscatória.
O que se pretende é que a instituição seja um espaço privilegiado de debates,
colóquios, semanas de estudos e congressos sobre contemporaneidade.