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AGENDA (2ª Página)
Nesta pagina serão colocados notícias sobre eventos realizados ou a realizar que possam interessar no plano cultural mais localizado ou com maior especificidade temática (Concursos regionais, eventos locais, etc.)                          Ver também a 1ª página da Agenda    

 

EDIÇAO Nº XII

COMENTARIOS

2ª SEMANA, 2º NUMERO  DE MARÇO DE 2009

   Cultura de Cabo Verde Além-Fronteiras

Conhecido filme de 2005 sobre Batuque

Participa no Festival de Angers em França

Júlio Silvão é um dos convidados para o Festival Cinémas D´Afrique que decorre de 5 a 10 de Maio em Angers, França.

O cineasta deverá apresentar o seu primeiro documentário: Batuque - Alma de um Povo e candidatar - se ao prémio na categoria de documentário de curta e média metragem.

O filme produzido em 2005 tem a duração de 52 minutos e fala do Batuque desde a época da colonização em que o estilo musical era reprimido e proibido, por ser considerado ofensivo da boa moral.

A produção, que também já foi exibido no Cinema São Jorge, em Lisboa, terá duas projecções oficiais e se for premiado terá uma terceira exibição a 10 de Maio.

A obra conta com participações dos grupos: Raís de Tambarina, Achada Grande Trás, e também de Nhá Nancia Gomi, Antóni Denti D’ôru e José Maria Semedo.



Característico da ilha de Santiago, o Batuque tem origem nos primeiros escravos trazidos para a ilha em 1462 e é a mais antiga manifestação cultural de Cabo Verde. Relegado ao espaço rural durante a colonização por ser considerado ofensivo da boa moral, o Batuque foi reprimido e proibido, mas sobreviveu graças à resistência e à constante passagem de testemunho de gerações a gerações. Através da história do Batuque, e das poesias das cantadeiras, o batuque oferece-nos um prisma único por onde se filtra a própria História de Cabo Verde.

O filme já foi prémio das Escolas Melhor Documentário no Festival Imargens 2005, Cabo Verde.



Júlio Silvão é co-fundador do grupo de teatro TERM: Teatro Experimental Rubom Manuel (1979); pesquisador de cultura tradicional cabo-verdiana; Produtor do programa cultural Dragoeiro na TCV - Televisão de Cabo Verde (1982 - 1986); Realizador do programa cultural Articultura na RCV - Rádio de Cabo Verde (1982-1985); Produtor do filme O Desafio, sobre o meio rural e o Centro de Formação de técnicos agrários (1998); Realizador dos doc. Batuque - A Alma de um Povo (2005) e Cabo Verde a Cores (2006). 

 

Este Jornal resulta de colaborações espontâneas sendo propriedade dos seus autores os créditos que delas advenham assim como a responsabilidade pelo conteúdo das mesmas. Direcção interina de Daniel Teixeira

UNESCO apresentou nova edição de atlas de línguas em perigo


Das cerca de seis mil línguas existentes no mundo, mais de 200 extinguiram-se durante as últimas três gerações, enquanto 538 estão em situação crítica, 502 seriamente em perigo, 632 em perigo e 607 vulneráveis.

A organização, que fornece estes dados por ocasião do lançamento, em Paris (França), da versão electrónica da nova edição do seu atlas das línguas em perigo no mundo, frisa, na sua nota, que 199 línguas contam menos de dez falantes enquanto 178 outras têm entre 10 e 50 falantes.

Entre as línguas extintas há pouco tempo, a UNESCO cita Mannois da ilha de Man, morta em 1974 com o falecimento de Ned Maddrell, Aasax da Tanzânia, desaparecida em 1976, Oubykh da Turquia, extinta em 1992 com o falecimento de Tevfik Esenç e Eyak de Alaska (Estados Unidos) que deixou de ser falada em 2008 com o falecimento de Marie Smith Jones.

Instrumento digital interactivo, a nova versão do Atlas das Línguas em Perigo da UNESCO propõe dados actualizados das cerca de duas mil e quinhentas línguas em perigo no mundo e poderá ser completado, corrigido ou actualizado em permanência, graças à contribuição dos seus utentes.

Segundo a nota, o Atlas permite pesquisas que obedecem a vários critérios e classifica as duas mil e quinhentas línguas em perigo coleccionadas segundo cinco níveis de vitalidade diferentes : vulnerável, em perigo, seriamente em perigo, em situação crítica e extinta (desde 1950).

 

UA apoia organização da Conferência Panafricana da Cultura

A União Africana (UA) vai apoiar a organização da Conferência Panafricana da Cultura, prevista para 5 a 20 de Julho de 2009 em Argel, na Argélia, anunciou o ministro argelino da Cultura, Khalida Toumi.

A conferência visa dar à Africa uma nova imagem enquanto berço da humanidade e mostrar a criatividade de cerca de cinco mil artistas africanos, nomeadamente músicos e dançarinos, poetas e escritores.

O ministro argelino da Cultura apresentou na capital etíope o projecto desta manifestação às autoridades competentes da UA e obteve o aval dos seus homólogos africanos para a sua participação na organização da conferência.

«Trabalhamos duramente. Realizamos 70 por cento dos preparativos deste evento», indicou Toumi durante uma conferência de imprensa em Addis Abeba.

A Argélia, que acolheu pela primeira vez o evento em 1969, lançou um apelo aos ministros africanos da Cultura para que enviem as listas dos seus delegados a Argel para facilitar os últimos preparativos. Os organizadores construíram uma aldeia de artistas e prevê-se a chegada de pelo menos mil e 500 a dois mil jornalistas para cobrir o evento e difundir as actividades em directo a milhões de pessoas em todo o mundo.

«Um evento panafricano desta natureza é muito importante. Ele teve lugar há 40 anos, mas nem todos os sectores da arte africana estavam representados. É uma obra meticulosa. Durante o festival, pode-se escutar música, fazer leitura e ver exposições de fotografias em todo o lado», declarou o ministro argelino da Cultura. A Conferência Panafricana da Cultura terá como lema «Africa de Regresso Como Berço da Civilização Mundial».

A Comissão da União Africana advertiu que o facto de se «negligenciar» a cultura de Africa constitui «uma grande fraqueza que contribuiu para o número importante de conflitos» no continente.

O comissário para os Assuntos Sociais da União Africana, Bience Gawanas, afirmou que a maioria dos conflitos em Africa resultou da falta de reconhecimento da importância da diversidade cultural do continente e pela seu uso de forma negativa. «Se não nos batermos pelo direito dos Africanos de ter uma identidade não saberemos o que é Africa. Não poderemos apreciar de onde vem Africa e não resolveremos os problemas identificados», frisou o comissário da UA.

 



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