Informe Horta Comunitária fev-09
Sandra Fayad
Começamos citando nossos padrinhos e madrinhas: Celso Brasil (ABRALI),
Lima Rodrigues (Jornal da Asa Norte) , Paulo Fayad ( Voz de Brasília),
Tanira ( Sociedade Vegetariana), Daniel Teixeira (Jornal Raiz On Line de
Portugal), Daniel Arantes (Swaha Espaço e Cura), Paz (Embaixada da
Espanha), Rosaura e família, Dona Maria (Igreja Consolata), Lima Art e
Designer, Marisa Lisboa e Maria Clara (ANVISA), Auressandra, Tamer,
Israel, Marcia, Maria Soares, Odília/Leoni ( voltando aos poucos); Geni,
que lá do RJ quer colaborar; a dupla de fiscais da saúde pública que nos
dão nota 10 sempre; os garis; as pessoas que marcam presença
discretamente todos os dias na Horta; os que se lembram dela - como o
Porteiro de um Bloco da 312 Norte e uma Encarregada de limpeza da
712/713 - que recolheram vasinhos e plantas abandonadas no lixo e vieram
nos perguntar se eram úteis.
Nessa turma há os que nos divulgam, os que nos defendem vigorosamente;
há os que nos trazem sementes, mudas, sugestões; os que se abaixam e
recolhem plásticos para colocá-los na lixeira; os que trazem baldes de
alimentos para as minhocas, como a Dona Dita e a Rita; há também os que
nos estimulam com mensagens, palavras, exemplos, informações,
orientações e pequenas gentilezas durante as tarefas diárias. Nos
olhares e nos gestos, lemos muitas vezes o desejo de interromper a
rotina e abraçarem a causa, lançando-se à tarefa.
Nós, Plantas, Animais Silvestres, o (barulhento) Skipye e Eu agradecemos
a todos os que nos doam o que lhes é possível doar. Não nos fixamos
tanto no que vocês nos dão, mas na delicadeza e boa vontade dos seus
gestos. Enquanto isto durar, não adoeceremos nem morreremos.
Continuamos necessitando de adubo de gado, prateleiras de metal ou
formicadas e mão de obra. Quem puder vir trabalhar ou pagar uma diária
de jardineiro, entre em contato conosco na própria Horta ou através do
Tel.: (61) 9984-7160
Anexo
vai de brinde a listagem completa das ervas medicinais que eram
cultivadas no Sítio Capuchinha (*) entre 1997 e 2004.
Cerca de 80% delas estão à disposição de vocês em lindos vasinhos aqui
na Horta, mediante uma pequena contribuição, que varia de R$1,00 a R$
3,00. Além dessas, dispomos de muitas outras, como Insulina Vegetal,
Melão de São Caetano, Batata Yacon, Algodoeiro, Elixir Paregórico, Cipó
de São João, Pata de Vaca, Couve; de frutíferas como Maracujá, Limão,
Manga, Jambo, Caju, Cacau, Jabuticaba, Pitanga, Pitomba, Mamão (e
Pimenta, Tomate); e ainda Mirra, algumas das Sete Ervas e outras
ornamentais tais como Bromélia, Flor de Maio, Avenca, Orquídea, Lírio,
Begônia, etc.
São mais de cem espécies, todas adaptadas ao clima do cerrado e
cultivadas com o húmus das meninas Minhocas que vivem felizes na Horta,
enquanto não lhes visitam os Pássaros e as Lagartixas. Mas , cá pra nós,
é lindo ver um sabiá com duas ou três minhocas no bico indo em direção
ao ninho dos filhotes.
Venham e convidem mais gente para nos visitar. Convidem as professoras
de Ciências, Biologia e Literatura para virem com seus alunos. Levem
plantinhas saudáveis e felizes para participar do seu convívio e tornar
sua vida melhor.
Esperamos vocês!
Toda a Horta
E eu humildemente.
S a n d r a F a y a d
http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/
http://www.sandrafayad.rtvabrali.com/
http://br.youtube.com/watch?v=ScewdXPJbDE
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=49013426
Caixa Postal nº6152 – Cep70.740-971 – Brasília (DF)
Quinta da Granja é bolha de ar puro no meio de Lisboa
Os mais distraídos que visitam o Centro Comercial Colombo, em Lisboa,
não adivinham que mesmo ali ao lado crescem couves e alfaces viçosas
como as que enchem as prateleiras dos supermercados. As hortas da Granja
de Baixo e Granja de Cima, em Benfica, resistiram ao interesse da
construção, assim como as restantes hortas urbanas que se estendem ao
longo de um anel de cerca de sete quilómetros na zona periférica da
capital.
Três grupos de agricultores
Hortas são um «analgésico»
O Seminário da Luz, que possui um jardim romântico do séc. XVII, e a
Quinta da Granja já podem ser visitados nos últimos sábados do mês. Em
negociação estão ainda protocolos com os proprietários da chamada Quinta
do Alemão, na Bela Vista, e com a parte privada da Quinta de Bem Saúde,
à Estrada da Luz.
No final da tarde, enquanto ainda bate um sol generoso na colina e a luz
natural ainda alumia o caminho, encontramos Carlos Reis a plantar
brócolos - ou, nas suas palavras, a «entreter-se». «Nascido e criado na
agricultura», Carlos Reis trouxe o «bichinho» da horta quando veio da
Covilhã para Lisboa, aos 23 anos. Equipado a rigor, com fato-macaco,
boné e galochas, o agente da PSP aproveita a folga para cultivar os
quadradinhos de terra que ocupa «há seis ou sete anos», altura em que
começou a trabalhar para a Câmara Municipal de Lisboa e conheceu «o
Mendes», um colega seu. «Foi ele que me trouxe para aqui. Vamo-nos
trazendo uns aos outros», explica entre sorrisos.
Assim é que os agricultores vão chegando aos grupos quase «comunitários»
que ocupam os terrenos, ora camarários (onde, actualmente, pagam uma
licença temporária de ocupação), ora disponibilizados por privados (como
é o caso da família Canas, proprietária dos terrenos da Granja de Cima).
«Quando alguém desaparece de um grupo, ou porque vai embora ou porque
morre, são os restantes membros que decidem quem entra para o seu lugar.
Há um direito político de organização», explica Gonçalo Ribeiro Telles,
numa visita guiada à horta que ele conhece como a palma das mãos.
Os agricultores de Lisboa dividem-se em três grupos principais. O
primeiro, composto por trabalhadores ou reformados da Carris, da Guarda
Nacional Republicana, da PSP ou da Câmara Municipal, que querem ocupar
os tempos livres e ter «produção de qualidade, para eles e para darem
aos amigos», continua o arquitecto Ribeiro Telles. Depois, há uma
espécie de «direito de posse». «Eles fazem aqui as hortas e juntam-se em
comunidades, em função da água de que dispõem, que dá para sete ou oito
agricultores», comenta.
Um segundo grupo, que ocupa, por exemplo, as hortas do Bairro do Padre
Cruz, engloba agricultores que cultivam para «equilibrarem a
alimentação, para consumo próprio e venda», explica Ribeiro Telles. Os
emigrantes, particularmente os cabo-verdianos, formam o terceiro grupo,
que fez «um trabalho notável» nos taludes que ladeiam a CREL e a CRIL.
«Cultivam por necessidade e também porque trouxeram o vício de fora»,
refere.
A ideia de ver pessoas a passear ali ao lado enquanto trata da horta,
nos corredores verdes que a Câmara Municipal pretende construir, é bem
vista por Carlos Reis, que defende que «todos deviam poder apreciar este
ar puro».
De facto, quem se aproxima dos terrenos entra quase numa outra dimensão,
que parece protegida da poluição citadina por uma bolha de ar, que
cheira a fresco. A calma do espaço, interrompida apenas pelo ladrar do
cão do dono dos terrenos do lado, é quase um analgésico para as dores de
cabeça provocadas pelo stress diário. «Ando aqui distraído, não ando a
pensar em assuntos de trabalho ou outras coisas que me preocupam»,
garante.
Entretanto o pelouro dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa
está igualmente a negociar protocolos com instituições e privados que
têm espaços verdes e património, para o estabelecimento de uma rota que
se junte aos já existentes percursos das «árvores classificadas» e das
«águas do antigamente», de travessia do Aqueduto das Aguas Livres.
A viagem da sua vida

Envio e arranjo de Roseli Busmair
George Carlin sobre envelhecer!
Você sabia que a única época da nossa vida em que gostamos de ficar
velhos é quando somos crianças? Se V. tem menos de 10 anos, V. está tão
excitado sobre envelhecer que pensa em frações. Quantos anos V tem?
Tenho quatro e meio! Você nunca terá trinta e seis e meio. Você tem
quatro e meio, indo para cinco! Este é o lance!
Quando V. chega à adolescência, ninguém mais o segura. V. pula para um
número próximo, ou mesmo
alguns à frente. «Qual é sua idade?» - «Eu vou fazer 16!» Você pode ter
13, mas (tá ligado?) vai fazer 16!
E aí chega o maior dia da sua vida! Você completa 21! Até as palavras
soam como uma cerimónia: Você está fazendo 21. Uhuuuuuuu!
Mas então V. «se torna» 30. Ooooh, que aconteceu agora? Isso faz V. soar
como leite estragado! Êle «se tornou azedo»; tivemos que jogá-lo fora.
Não tem mais graça agora, V. é apenas um bolo azedo. O que está errado?
O que mudou?
V. completa 21, V. «Se torna» 30, aí V. está «Empurrando» 40. Putz! Pise
no freio, tudo está derrapando! Antes que se dê conta, V. chega aos 50 e
seus sonhos se foram.
Mas, espere! Você Alcança os 60. V. nem achava que poderia! Assim, V.
Completa 21, V. «Se torna» 30, «Empurra» os 40, Chega aos 50 e Alcança
os 60. Você pegou tanto embalo que «Bate» nos 70!
Depois disso, a coisa
é na base do dia-a-dia; «Estarei Batendo aí na 4ª. feira!»
Você entra nos seus 80 e cada dia é um ciclo completo; V. bate no
lanche, a tarde se torna 4:30; V. alcança o horário de ir para a cama. E
não termina aqui. Entrado nos 90, V. começa a dar marcha à ré; «Eu tinha
exactos 92.»
Aí acontece uma coisa estranha. Se V. passa dos 100, V. se torna criança
pequena outra vez. «Eu tenho 100 e meio!»
Que todos Vocês cheguem a um saudável 100 e meio!!
COMO PERMANECER JOVEM

Livre-se de todos os números não - essenciais. Isto inclui idade, peso e
altura. Deixe os médicos se preocupar com eles. Para isso V. os
paga.
Mantenha apenas os amigos alegres. Os ranzinzas só deprimem. Continue aprendendo. Aprenda mais sobre o computador, ofícios, Jardinagem, seja o que for, até radio - amadorismo.
Nunca deixe o cérebro inativo.. «Uma mente inativa é a oficina do
diabo». E o nome de família do diabo é ALZHEIMER.
Aprecie as coisas simples. Ria sempre, alto e bom som! Ria até perder o
fôlego. Lágrimas fazem parte. Suporte, queixe-se e vá adiante. As únicas
pessoas que estão connosco a vida inteira somos nós mesmos. Mostre estar
VIVO enquanto estiver vivo.
Cerque-se daquilo que ama, seja família, animais de estimação, coleções,
música, plantas, hobbies, seja o que for. Seu lar é seu refúgio.
Cuide da sua saúde: se estiver boa, preserve-a. Se estiver instável,
melhore-a. Se estiver além do que V. possa fazer, peça ajuda.
Não «viaje» às suas culpas. Faça uma viagem ao shopping, até o município
mais próximo ou a um país no exterior, mas NÃO para onde V. tiver
enterrado as suas culpas. Diga às pessoas a quem V. ama que V. as ama, a
cada oportunidade.

E LEMBRE-SE SEMPRE:
A vida não é medida pela quantidade de vezes que respiramos, mas pelos
momentos que nos tiram a respiração. Todos nós temos que viver a vida ao
máximo a cada dia!
A jornada da vida não é para se chegar ao túmulo em segurança em um
corpo bem preservado, mas sim para se escorregar para dentro meio de
lado, totalmente gasto, berrando:
«PUTZ, QUE VIAGEM!
VIVA SIMPLESMENTE, AME GENEROSAMENTE,
IMPORTE-SE PROFUNDAMENTE, FALE GENTILMENTE,
DEIXE O RESTO PARA DEUS.

George Denis Patrick Carlin
George Denis Patrick Carlin (Nova Iorque, 12 de maio de 1937 — 22 de junho de 2008) foi um comediante, ator e autor norte-americano, pioneiro, com Lenny Bruce, no humor de crítica social.
A sua mais polémica rotina chamava-se «Sete Palavras que não se podem
dizer em Televisão», o que lhe causou, durante os anos setenta, vários
dissabores, acabando preso em inúmeras vezes que
levou o texto a palco.
Até meados da década de 1960, Carlin manteve uma imagem tradicional, com
fato e cabelo curto. Depois, ao escrever novo ato, decidiu deixar
crescer o cabelo e a barba, tornando-se um ícone da contracultura.
Crítico acérrimo das religiões, ateu convicto, principalmente do sentido
da culpa e do controle social, defendia valores seculares.
Aplaudido por vários colegas, como Lewis Black, tido como seu sucessor,
George Carlin chegou ainda a participar em vários filmes e séries de TV.
Dublou ainda filmes de animação, como Carros e outros. Morreu em um
hospital de Los Angeles de paragem cardíaca, depois de, nos últimos 20
anos, ter passado já por um enfarte e duas cirurgias ao coração.
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