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EDIÇAO Nº XII

COMENTARIOS

2ª SEMANA, 2º NUMERO  DE MARÇO DE 2009

Mais importante do que saber como se fala é  fazer saber aquilo que se diz e dizer aquilo que se pensa. Este Jornal oferece-lhe a possibilidade de publicar colaborações. Não deixe que outros digam por si aquilo que você mesmo pode dizer. Contacte-nos.





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Informe Horta Comunitária fev-09

Sandra Fayad

 

 

Começamos citando nossos padrinhos e madrinhas: Celso Brasil (ABRALI), Lima Rodrigues (Jornal da Asa Norte) , Paulo Fayad ( Voz de Brasília), Tanira ( Sociedade Vegetariana), Daniel Teixeira (Jornal Raiz On Line de Portugal), Daniel Arantes (Swaha Espaço e Cura), Paz (Embaixada da Espanha), Rosaura e família, Dona Maria (Igreja Consolata), Lima Art e Designer, Marisa Lisboa e Maria Clara (ANVISA), Auressandra, Tamer, Israel, Marcia, Maria Soares, Odília/Leoni ( voltando aos poucos); Geni, que lá do RJ quer colaborar; a dupla de fiscais da saúde pública que nos dão nota 10 sempre; os garis; as pessoas que marcam presença discretamente todos os dias na Horta; os que se lembram dela - como o Porteiro de um Bloco da 312 Norte e uma Encarregada de limpeza da 712/713 - que recolheram vasinhos e plantas abandonadas no lixo e vieram nos perguntar se eram úteis.

Nessa turma há os que nos divulgam, os que nos defendem vigorosamente; há os que nos trazem sementes, mudas, sugestões; os que se abaixam e recolhem plásticos para colocá-los na lixeira; os que trazem baldes de alimentos para as minhocas, como a Dona Dita e a Rita; há também os que nos estimulam com mensagens, palavras, exemplos, informações, orientações e pequenas gentilezas durante as tarefas diárias. Nos olhares e nos gestos, lemos muitas vezes o desejo de interromper a rotina e abraçarem a causa, lançando-se à tarefa.

Nós, Plantas, Animais Silvestres, o (barulhento) Skipye e Eu agradecemos a todos os que nos doam o que lhes é possível doar. Não nos fixamos tanto no que vocês nos dão, mas na delicadeza e boa vontade dos seus gestos. Enquanto isto durar, não adoeceremos nem morreremos.

Continuamos necessitando de adubo de gado, prateleiras de metal ou formicadas e mão de obra. Quem puder vir trabalhar ou pagar uma diária de jardineiro, entre em contato conosco na própria Horta ou através do Tel.: (61) 9984-7160

Anexo vai de brinde a listagem completa das ervas medicinais que eram cultivadas no Sítio Capuchinha (*) entre 1997 e 2004.

Cerca de 80% delas estão à disposição de vocês em lindos vasinhos aqui na Horta, mediante uma pequena contribuição, que varia de R$1,00 a R$ 3,00. Além dessas, dispomos de muitas outras, como Insulina Vegetal, Melão de São Caetano, Batata Yacon, Algodoeiro, Elixir Paregórico, Cipó de São João, Pata de Vaca, Couve; de frutíferas como Maracujá, Limão, Manga, Jambo, Caju, Cacau, Jabuticaba, Pitanga, Pitomba, Mamão (e Pimenta, Tomate); e ainda Mirra, algumas das Sete Ervas e outras ornamentais tais como Bromélia, Flor de Maio, Avenca, Orquídea, Lírio, Begônia, etc.

São mais de cem espécies, todas adaptadas ao clima do cerrado e cultivadas com o húmus das meninas Minhocas que vivem felizes na Horta, enquanto não lhes visitam os Pássaros e as Lagartixas. Mas , cá pra nós, é lindo ver um sabiá com duas ou três minhocas no bico indo em direção ao ninho dos filhotes.

Venham e convidem mais gente para nos visitar. Convidem as professoras de Ciências, Biologia e Literatura para virem com seus alunos. Levem plantinhas saudáveis e felizes para participar do seu convívio e tornar sua vida melhor.

Esperamos vocês!

Toda a Horta

E eu humildemente.

S a n d r a F a y a d 
http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/
http://www.sandrafayad.rtvabrali.com/
http://br.youtube.com/watch?v=ScewdXPJbDE
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=49013426
Caixa Postal nº6152 – Cep70.740-971 – Brasília (DF)  

 

Quinta da Granja é bolha de ar puro no meio de Lisboa

Os mais distraídos que visitam o Centro Comercial Colombo, em Lisboa, não adivinham que mesmo ali ao lado crescem couves e alfaces viçosas como as que enchem as prateleiras dos supermercados. As hortas da Granja de Baixo e Granja de Cima, em Benfica, resistiram ao interesse da construção, assim como as restantes hortas urbanas que se estendem ao longo de um anel de cerca de sete quilómetros na zona periférica da capital.

No final da tarde, enquanto ainda bate um sol generoso na colina e a luz natural ainda alumia o caminho, encontramos Carlos Reis a plantar brócolos - ou, nas suas palavras, a «entreter-se». «Nascido e criado na agricultura», Carlos Reis trouxe o «bichinho» da horta quando veio da Covilhã para Lisboa, aos 23 anos. Equipado a rigor, com fato-macaco, boné e galochas, o agente da PSP aproveita a folga para cultivar os quadradinhos de terra que ocupa «há seis ou sete anos», altura em que começou a trabalhar para a Câmara Municipal de Lisboa e conheceu «o Mendes», um colega seu. «Foi ele que me trouxe para aqui. Vamo-nos trazendo uns aos outros», explica entre sorrisos.



Assim é que os agricultores vão chegando aos grupos quase «comunitários» que ocupam os terrenos, ora camarários (onde, actualmente, pagam uma licença temporária de ocupação), ora disponibilizados por privados (como é o caso da família Canas, proprietária dos terrenos da Granja de Cima).

«Quando alguém desaparece de um grupo, ou porque vai embora ou porque morre, são os restantes membros que decidem quem entra para o seu lugar. Há um direito político de organização», explica Gonçalo Ribeiro Telles, numa visita guiada à horta que ele conhece como a palma das mãos.

Três grupos de agricultores


Os agricultores de Lisboa dividem-se em três grupos principais. O primeiro, composto por trabalhadores ou reformados da Carris, da Guarda Nacional Republicana, da PSP ou da Câmara Municipal, que querem ocupar os tempos livres e ter «produção de qualidade, para eles e para darem aos amigos», continua o arquitecto Ribeiro Telles. Depois, há uma espécie de «direito de posse». «Eles fazem aqui as hortas e juntam-se em comunidades, em função da água de que dispõem, que dá para sete ou oito agricultores», comenta.

Um segundo grupo, que ocupa, por exemplo, as hortas do Bairro do Padre Cruz, engloba agricultores que cultivam para «equilibrarem a alimentação, para consumo próprio e venda», explica Ribeiro Telles. Os emigrantes, particularmente os cabo-verdianos, formam o terceiro grupo, que fez «um trabalho notável» nos taludes que ladeiam a CREL e a CRIL. «Cultivam por necessidade e também porque trouxeram o vício de fora», refere.

 

Hortas são um «analgésico»


A ideia de ver pessoas a passear ali ao lado enquanto trata da horta, nos corredores verdes que a Câmara Municipal pretende construir, é bem vista por Carlos Reis, que defende que «todos deviam poder apreciar este ar puro».

De facto, quem se aproxima dos terrenos entra quase numa outra dimensão, que parece protegida da poluição citadina por uma bolha de ar, que cheira a fresco. A calma do espaço, interrompida apenas pelo ladrar do cão do dono dos terrenos do lado, é quase um analgésico para as dores de cabeça provocadas pelo stress diário. «Ando aqui distraído, não ando a pensar em assuntos de trabalho ou outras coisas que me preocupam», garante.

Entretanto o pelouro dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa está igualmente a negociar protocolos com instituições e privados que têm espaços verdes e património, para o estabelecimento de uma rota que se junte aos já existentes percursos das «árvores classificadas» e das «águas do antigamente», de travessia do Aqueduto das Aguas Livres.

O Seminário da Luz, que possui um jardim romântico do séc. XVII, e a Quinta da Granja já podem ser visitados nos últimos sábados do mês. Em negociação estão ainda protocolos com os proprietários da chamada Quinta do Alemão, na Bela Vista, e com a parte privada da Quinta de Bem Saúde, à Estrada da Luz.





A viagem da sua vida

Envio e arranjo de Roseli Busmair

 

George Carlin sobre envelhecer!

Você sabia que a única época da nossa vida em que gostamos de ficar velhos é quando somos crianças? Se V. tem menos de 10 anos, V. está tão excitado sobre envelhecer que pensa em frações. Quantos anos V tem? Tenho quatro e meio! Você nunca terá trinta e seis e meio. Você tem quatro e meio, indo para cinco! Este é o lance!

Quando V. chega à adolescência, ninguém mais o segura. V. pula para um número próximo, ou mesmo
alguns à frente. «Qual é sua idade?» - «Eu vou fazer 16!» Você pode ter 13, mas (tá ligado?) vai fazer 16!

E aí chega o maior dia da sua vida! Você completa 21! Até as palavras soam como uma cerimónia: Você está fazendo 21. Uhuuuuuuu!

Mas então V. «se torna» 30. Ooooh, que aconteceu agora? Isso faz V. soar como leite estragado! Êle «se tornou azedo»; tivemos que jogá-lo fora. Não tem mais graça agora, V. é apenas um bolo azedo. O que está errado? O que mudou?

V. completa 21, V. «Se torna» 30, aí V. está «Empurrando» 40. Putz! Pise no freio, tudo está derrapando! Antes que se dê conta, V. chega aos 50 e seus sonhos se foram.

Mas, espere! Você Alcança os 60. V. nem achava que poderia! Assim, V. Completa 21, V. «Se torna» 30, «Empurra» os 40, Chega aos 50 e Alcança os 60. Você pegou tanto embalo que «Bate» nos 70!

Depois disso, a coisa é na base do dia-a-dia; «Estarei Batendo aí na 4ª. feira!»

Você entra nos seus 80 e cada dia é um ciclo completo; V. bate no lanche, a tarde se torna 4:30; V. alcança o horário de ir para a cama. E não termina aqui. Entrado nos 90, V. começa a dar marcha à ré; «Eu tinha exactos 92.»

Aí acontece uma coisa estranha. Se V. passa dos 100, V. se torna criança pequena outra vez. «Eu tenho 100 e meio!»

Que todos Vocês cheguem a um saudável 100 e meio!!

COMO PERMANECER JOVEM



Livre-se de todos os números não - essenciais. Isto inclui idade, peso e altura. Deixe os médicos se preocupar com eles. Para isso V. os paga.

Mantenha apenas os amigos alegres. Os ranzinzas só deprimem. Continue aprendendo. Aprenda mais sobre o computador, ofícios, Jardinagem, seja o que for, até radio - amadorismo.

Nunca deixe o cérebro inativo.. «Uma mente inativa é a oficina do diabo». E o nome de família do diabo é ALZHEIMER.

Aprecie as coisas simples. Ria sempre, alto e bom som! Ria até perder o fôlego. Lágrimas fazem parte. Suporte, queixe-se e vá adiante. As únicas pessoas que estão connosco a vida inteira somos nós mesmos. Mostre estar VIVO enquanto estiver vivo.

Cerque-se daquilo que ama, seja família, animais de estimação, coleções, música, plantas, hobbies, seja o que for. Seu lar é seu refúgio.

Cuide da sua saúde: se estiver boa, preserve-a. Se estiver instável, melhore-a. Se estiver além do que V. possa fazer, peça ajuda.

Não «viaje» às suas culpas. Faça uma viagem ao shopping, até o município mais próximo ou a um país no exterior, mas NÃO para onde V. tiver enterrado as suas culpas. Diga às pessoas a quem V. ama que V. as ama, a cada oportunidade.



E LEMBRE-SE SEMPRE:

A vida não é medida pela quantidade de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração. Todos nós temos que viver a vida ao máximo a cada dia!

A jornada da vida não é para se chegar ao túmulo em segurança em um corpo bem preservado, mas sim para se escorregar para dentro meio de lado, totalmente gasto, berrando:

«PUTZ, QUE VIAGEM!

VIVA SIMPLESMENTE, AME GENEROSAMENTE,

IMPORTE-SE PROFUNDAMENTE, FALE GENTILMENTE,

DEIXE O RESTO PARA DEUS.

George Denis Patrick Carlin

George Denis Patrick Carlin (Nova Iorque, 12 de maio de 1937 — 22 de junho de 2008) foi um comediante, ator e autor norte-americano, pioneiro, com Lenny Bruce, no humor de crítica social.

A sua mais polémica rotina chamava-se «Sete Palavras que não se podem dizer em Televisão», o que lhe causou, durante os anos setenta, vários dissabores, acabando preso em inúmeras vezes que
levou o texto a palco.

Até meados da década de 1960, Carlin manteve uma imagem tradicional, com fato e cabelo curto. Depois, ao escrever novo ato, decidiu deixar crescer o cabelo e a barba, tornando-se um ícone da contracultura. Crítico acérrimo das religiões, ateu convicto, principalmente do sentido da culpa e do controle social, defendia valores seculares.

Aplaudido por vários colegas, como Lewis Black, tido como seu sucessor, George Carlin chegou ainda a participar em vários filmes e séries de TV. Dublou ainda filmes de animação, como Carros e outros. Morreu em um hospital de Los Angeles de paragem cardíaca, depois de, nos últimos 20 anos, ter passado já por um enfarte e duas cirurgias ao coração.

 




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