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Programação cultural para 2009 no Estado de S. Paulo

O Governo do Estado de São Paulo fez o anúncio da programação cultural para 2009 durante evento realizado no Salão Nobre da Secretaria da Cultura, na manhã desta terça-feira, 3. Estavam presentes o Secretário da Cultura, João Sayad, o coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural, André Sturm, e o vereador e o conselheiro da Associação Paulista dos Amigos da Arte, Floriano Pesaro, além de artistas, produtores culturais e representantes de diversos municípios do Estado.

O Secretário João Sayad divulgou as datas e as novidades da agenda cultural deste ano que inclui festivais de música, literatura, circo, espetáculos teatrais e de dança, além dos editais de incentivo e prêmios de estímulo à cultura. Entre os destaques estão a realização de oito Festivais, do Circuito Cultural Paulista, da Virada Cultural Paulista, e os R$ 70 milhões destinados ao Programa de Ação Cultural (ProAC).

«Hoje é um dia de festa porque anunciamos a programação de 2009 com antecedência. Esta é uma agenda muito interessante, marcada pela preocupação com a difusão, uma vez que leva espetáculos para um número cada vez maior de cidades, reúne artistas e promove a troca de experiências entre eles», disse Sayad.

O ano começa com a alegria do Festival Paulista de Circo, marcado para ser realizado entre 25 e 29 de março, em Limeira. A cidade será transformada em um grande picadeiro – espaço aberto de 30 mil m² - e promove 38 apresentações e 72 números circenses de trapézio e solos, dentro e fora das lonas.

No mesmo mês, o Circuito Cultural Paulista levará para 50 cidades do Estado uma programação de artistas de alto nível como Ceumar, Badi Assadi, Carlos Careqa, Fortuna, Teatro da Vertigem, Ballet Stagium entre outros.

Além disso, o Programa de Ação Cultural – ProAC – distribuirá R$ 70 milhões – sendo R$ 50 milhões aos produtores paulistas por meio do ProAC- ICMS e R$ 20 milhões pelos editais que serão lançados em março.

Em 2009, a divulgação dos finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura (o maior prêmio literário em dinheiro do Brasil – R$ 400 mil) será feita durante o Festival da Mantiqueira, a ser realizado em junho.

Outra novidade é a publicação, pela Secretaria da Cultura, de um Anuário com o balanço das atividades realizadas em 2008 e informações sobre os programadas da SEC, para que todos tenham acesso às políticas de fomento e difusão praticadas pelo Governo do Estado. Todos os eventos descritos no Anuário são gratuitos e funcionam como estímulo aos artistas, garantindo o acesso a uma produção cultural qualificada e a subsequente formação de público.

Confira o detalhamento de todos os programas e projetos para 2009:

Festival Paulista de Circo

Com o objetivo de difundir a arte circense, o Festival Paulista de Circo, realizado em setembro de 2008, levou o circo tradicional, o circo contemporâneo, o circo- teatro trupes e artistas independentes à cidade de Limeira (a 147 km da Capital).  (Continua)

 


    
        A língua no ralo

Haroldo P. Barboza

Autor do livro: Brinque e cresça feliz

Se pessoas possuem capacidade para opinar sobre futebol, filmes, gastronomia, trânsito, segurança e tudo mais que afeta nosso cotidiano, como deixar de opinar sobre o básico (política) que rege todos os demais segmentos? E justamente o tema que produz os maiores rombos em nossos orçamentos!

Acontece que explanar a esmo sem precisar «marcar» posição é mais cômodo, não exige a manutenção da opinião e não existe risco de ter de participar de alguma ação coletiva (não precisa ser bélica) em defesa de interesses até de comunidades distantes abaixo do padrão de vida daquele que se nega a «discutir» política.

Desta forma a acomodação é cultivada e disseminada entre os herdeiros. Posteriormente, quando os seus direitos são ameaçados, aquelas outras comunidades (talvez em represália) também não se juntam para apoiar os vizinhos agora prejudicados.

E desta maneira todos se omitem deixando o terreno livre para os criminosos das canetas atuarem na certeza de que não serão incomodados, tendo em vista que seus eleitores (pagadores de seus salários) não praticam com solidariedade e veemência a saudável e regular cobrança de suas decisões.

Com o surgimento de grupos virtuais, num primeiro momento tivemos impressão de que seria possível reunir milhares de pessoas longínquas com problemas comuns para criarmos cruzadas em defesa de nossos direitos feridos. Ledo engano. O espaço é ocupado em 90% do tempo (10% já seria adequado) com assuntos (receitas, vídeos, joguinhos, temas de novela) que poderiam ser tratados com maior ênfase numa reunião festiva após alguma atividade esportiva.
 
Estamos deixando fluir pelo ralo um dos mais poderosos canais de comunicação (que não sofre censura por parte de donos de jornais) e por onde poderíamos aperfeiçoar nossa mais poderosa arma: A PALAVRA.

Que sendo bem pronunciada, entendida e planejada, se transforma num sonho. Que tratado em conjunto com desprendimento, se torna um bem desejado para enriquecimento da vida.


Chegando ao sexto mundo

O Brasil é conhecido por acontecimentos que se tornaram destaques nos principais jornais do planeta.

Entre os fatos positivos, encontramos abnegados brasileiros que só contaram com a participação do governo após a proeza consumada, nas festas montadas para as convenientes fotos.

Eis alguns: Santos Dumont (aviação), Maria Ester Bueno (tênis), Éder Jofre (boxe), João do pulo (atletismo), Fernanda Montenegro (cinema), Guga (tênis), Daniela (ginástica) e tantos outros talentos que penaram para mostrar que temos potencial em todos os segmentos da sociedade.

Entre os fatos negativos, conduzidos apenas pelas brilhantes mentes que definem nossos destinos, estamos sempre entre os 3 primeiros colocados: consumo de drogas, desperdício de alimentos, falta de saneamento, mortes no trânsito, surto de doenças contagiosas, analfabetismo, infecção hospitalar, desvios de verbas, corrupção na administração pública (todos os níveis) e dezenas de outros serviços sociais que as autoridades não se preocupam em atender.

Tudo isto faz parte de um programa cujo objetivo é nos tornar um povo descrente, sem identidade, sem esperança, fácil de ser dominado e conduzido. Diversos pontos deste programa desumano já estão em andamento com sucesso. O falso controle da inflação, através de índices onde só figuram produtos que não permitem que o resultado atinja a 2 %, enseja que se congele a remuneração dos trabalhadores por longos 10 anos.

Os sindicatos foram enfraquecidos com a desmoralização de algumas lideranças. E o golpe fatal está em ponto de ser desferido, com a falsa proposta de uma investigação na Justiça.

Enquanto isto incendeiam prédios onde são arquivados processos que condenam empresas sonegadoras ao pagamento de altas indenizações a antigos empregados. Desejam terminar com a defesa do trabalho, para que os empresários não tenham mais o que temer quando de suas pisadas sobre os famintos que ainda produzem suas mordomias.

Observemos como prosperam os bancos, as empreiteiras, a indústria dos remédios e assemelhados que patrocinaram as campanhas eleitorais. E que por coincidência, são as maiores «doadoras» de fundos para estas campanhas farsantes.

Será que a Justiça também vai abrir algumas investigações que foram abafadas nos últimos 20 anos? Bem que poderiam realizar um mutirão para que os gordos processos transitassem em 2 ou 3 meses, nos possibilitando penalizar os culpados (80% ocupam cargos públicos) e reaver os montantes desviados.

Nos prestariam um valioso serviço, pois com toda certeza, esvaziariam as Casas do Povo e engordariam os cofres públicos. Existem mais de 50 temas para escolher.

Se nos permitem, eis alguns para começar: mandioca, CAPEMI, banco Meridional, Haspa, Coroa-Brastel, VASP, Linha Vermelha, Metrô, ferrovia Norte-Sul, bicicletas, orçamento, barragem da Maternidade, SIVAM, compra de votos, pasta rosa (a pasta verdadeira deve estar vermelha de vergonha), Mensalão, sanguessugas,... - vamos dar um breque por aqui para não acabar com o estoque de tinta da impressora. De que adianta abrirmos novos processos? Apenas ajudarão a entupir as prateleiras abarrotadas (pois não há interesse em arquivar em meio magnético com seguro backup) e ajudarem no combustível de um «acidental» incêndio num TRT da vida, quando assim for conveniente.

Onde estão aquelas entidades que um dia se rotularam de defensoras de nossos direitos e vieram a público dar apoio aos que se juntaram para derrubar o Presidente Collor? Só fizeram isto por que foram comandadas pela rede bobo de tv? Ficaram fora do esquema prometido pelo Presidente da época? Almejam alguma participação no Big BOBO Brasil? Estão em silêncio agora devido a algum convênio (do tipo recuperação de igrejas estilo barroco) ou perderam a identidade mais cedo do que o programa previa?

Existe a suspeita de estarem no esquema do «mensalão»! Aí, só nos resta aguardar a eclosão da revolta social, já enviando seu cartão de visitas com: arrastões nas praias, queimas de ônibus, invasões de condomínios, rebeliões semanais nos presídios, domínio das milícias.

Dentro de 10 ou 15 anos veremos a transformação do país em mais uma republiqueta de sexto mundo.

O Haiti está no quinto!


Haroldo P. Barboza - Vila Isabel / RJ



(Continuação da Crónica de Arlete Piedade - Carnaval no Mundo ) - (Ver Início)

Em Itália, os festejos têm maior requinte, em especial na mítica cidade de Veneza, onde os mascarados invadem as ruas com luxuosas fantasias, envoltos em capas negras de cetim e com românticas máscaras brancas e douradas, que lembram as personagens do antigo teatro grego.

Há lugares no mundo que no mês de Fevereiro, estão cobertos de gelo e neve, e seria impensável haver desfiles pelas ruas ainda mais com pouca roupa. É o caso da cidade de Toronto no Canadá, em que as temperaturas podem rondar os 20º graus negativos. Então optou-se por celebrar o Carnaval no mês de Agosto, e é chamado a Caribana, pois tem origem no festival das Caraíbas, um dos destinos de férias mais apetecidos por aquelas paragens.

Na Croácia, na cidade de Rijeka, o presidente da Câmara entrega as chaves da cidade aos mestres do Carnaval e a partir daí, a folia reina, sendo tradição os tocadores de sinos fecharem o desfile.

Também na Holanda o Príncipe do Carnaval, tem a tarefa de governar a partir de sábado até á terça-feira do Carnaval, seguindo um costume com origem na Alemanha. Mas não são só os príncipes que governam, pois em Espanha e na Grécia, um dos pontos altos das celebrações carnavalescas é a eleição da Rainha do Carnaval, escolhida entre as mais belas mulheres.

Por falar em mais belas, em Portugal, também cada desfile nas cidades carnavalescas, como Torres Vedras, Ovar, Mealhada e Loulé, tem os seus reis do Carnaval, não eleitos, mas escolhidos pela organização dos corsos, com base em critérios como os artistas mais populares, em especial na televisão e nas telenovelas, sendo os brasileiros os mais pretendidos. Mas também o que conta na hora da decisão final é o valor do cachet pago, pois que em época de crise, todos os euros contam e se por um lado, os nomes de cartaz chamam mais público, também há que pensar se o valor pedido compensa o investimento.

Por hoje fico-me por aqui, desejando a todos vós, estejam em que lugar do mundo for, um bom Carnaval, cheio de divertimento e alegria, que na quarta-feira teremos tempo de voltar a pensar na crise e nas tristezas da vida.

Arlete Piedade

GRUPO / SEDECONTACTOBLOGPAGINA UM

 

EDIÇAO Nº X

COMENTARIOS

4ª SEMANA, 4º NUMERO  DE FEVEREIRO DE 2009

Este Jornal resulta de colaborações espontâneas sendo propriedade dos seus autores os créditos que delas advenham assim como a responsabilidade pelo conteúdo das mesmas. Direcção interina de Daniel Teixeira

UTILIZE ESTE ESPAÇO PARA ANUNCIAR OS EVENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO, OS FESTEJOS DA SUA TERRA, OS ACONTECIMENTOS CULTURAIS DA SUA CIDADE. DÊ A CONHECER AQUILO QUE DEVE SER CONHECIDO.



(Continuação da COLUNA UM ) (Ver inicio)

O Brasil não deixa de me surpreender e embora tenha tido sempre bastante ligação com o Brasil, não só por razões históricas, não conhecia e continuo a não conhecer as particularidades deste grande país.

Mas o ser humano é «grosso modo» igual em todo o Mundo e uma aldrabice dita em português de raiz e feita em Portugal e uma aldrabice dita em português do Brasil (ou brasileiro como se entender mais próprio) e feita no Brasil não deixa, para todos os efeitos, de ser uma aldrabice apenas variando a sua posição geográfica.

Indo à questão e analisando com os meios disponíveis a Programação Cultural para 2009 no Estado de S. Paulo verifiquei que nem uma santa alminha nesse país irmão se lembrou de ir ver o Orçamento do Estado de S. Paulo para tentar pelo menos saber qual o volume e o impacto da anunciada e bastante difundida Programação dentro de tal orçamentação. Se por acaso alguém o fez (não quero os direitos de autor como é claro) isso não apareceu nem nos órgãos de comunicação nem nesse imenso universo blogueiro que segue a par e passo o andamento do mundo.

Universos esses que, relacionados com a Cultura, têm em princípio alguma massa crítica em stock. Nada! Nada encontrei e não foi por falta de esforço e nem por falta de tempo. Entre a data do anúncio e hoje vão quase dois meses = 60 dias = 60 edições. Pois bem, o Orçamento do Estado de S. Paulo destina para o sector cultura em 2009 a bonita soma de 743,7 milhões de Reais; se formos a comparações com outros sectores  orçamentados pelo Estado SP. veremos que não é assim tão bonita, mas não é esse o meu objectivo nem o meu espaço neste jornal.

Ora, e com algum esforço, consegue-se «apanhar» nesta programação cultural para 2009 do Estado de S. Paulo mais de 10% e menos de 20% dessa verba orçamentada. O Proac (Plano de Acção Cultural) que se distribui entre os agentes culturais e cuja descrição se junta foi «instituído pela Lei nº 12.268 de 20/2/06, tem por objetivo apoiar e patrocinar a renovação, o intercâmbio e a divulgação da produção artística do Estado, bem como preservar e difundir o seu patrimônio cultural material e imaterial. Em 2008, o Programa de Ação Cultural lançou 25 editais de apoio a projetos culturais no Estado de São Paulo, totalizando um investimento de R$18 milhões de reais no setor.

Também em 2008, o Programa de Ação Cultural recebeu centenas de projetos para o patrocínio dos contribuintes do ICMS – Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Sobre Prestação de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação. Foram aprovados 252 projetos, e liberados R$ 50 milhões para a captação, em áreas como Dança, Museu, Circo, Eventos Carnavalescos, Rádio e TV e Patrimônio Histórico.»

Ou seja, o Proac gasta 20  (29%) milhões em editais e dá 50 (71%) milhões aos respondentes aos tais de editais de 10% do Orçamento do Estado para a Cultura e abarca sob a sua capa tudo aquilo que se pode ler acima, desde o património físico ao não físico. Só como exemplo em 2008 este programa de verbas mais ou menos semelhantes «deu» a excelente soma de 4 milhões de Reais para a a produção de 4 telefilmes e premiação de 10 roteiros de filme para TV. E aparentemente toda a gente ficou satisfeita com os 0,72 % do «bolo» global de cerca de 550 milhões de Reais no ano. É preocupante...

Para mim é preocupante, embora se possa dizer que não tenho nada a ver com isso. E é preocupante porque não estamos a falar de gente analfabeta onde tudo aquilo que viesse à rede era bom peixe. Estamos a falar de entidades, instituições, pessoas que trabalham com a CULTURA. Que têm a obrigação de ser CULTOS. Têm a obrigação de ver as coisas, de questionar.

Quando se perde ou não se usa a faculdade de questionar o ser humano perde um pouco da sua essência.

Daniel Teixeira     (Ver logo abaixo o programa e o anúncio à imprensa )