EDIÇAO NºXVIII , IIIº NUMERO DE ABRIL DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Liliana Josué
Continuação da Coluna Um (Ver início)
Por vezes, e demos alguma razão aos conhecidos velhos do Restelo, é preciso não
só ter poesia na alma como também um pouco de insanidade, um pouco de
inconsciência, para fazer determinadas coisas ou para que determinadas coisas
sejam feitas. Chama-se a isso ter « espírito de aventura» e confiar, ainda que
de forma pouco interiorizada, na verdade do velho ditado que diz que a «sorte
protege os audazes».
Houve audácia, no 25 de Abril: certamente que sim, pelo menos houve maior
audácia que noutras alturas até ali passadas uma vez que nada igual foi feito
antes. Houve sorte...? Sim, também terá havido...mas também houve a desagregar
progressivo de um regime, a implosão provocada nesta data que faz agora anos.
Bastou colocar no lugar certo o cartucho com a potência certa para que todo o
edifício ruísse.
Comemoramos o quê ? A queda da Ditadura, que era realmente um sistema que não
tinha qualquer razão nem de ser nem para existir enquanto tal, isto falando
independentemente de todas as rejeições morais que queiramos colocar à cabeça.
Todos nós sabemos que as pessoas à medida que a corda vai sendo esticada têm de
fazer mais força para a manterem ou para não resvalarem no precipício se por
acaso for essa a sua posição. Bastou o tal puxãozinho a mais de um lado e / ou a
menos de outro para que a coisa se desfizesse, para que a relação de forças até
aí equilibrada no seu desequilíbrio real deixasse de existir ou para que a
continuar a existir não tivesse já hipótese de recuperação e regresso ao lugar
ou ao estado onde estava.
É claro que há sempre os agentes, aqueles que actuam; a última intervenção, a
derradeira, em qualquer sistema é sempre humana. O homem, o ser humano acaba
sempre por fazer a diferença e faz sempre a diferença (mesmo quando não se vê).
No entanto não foi um movimento popular: quer dizer, em Portugal não existe
tradição de intervenções populares: o pessoal apoia, ou desapoia, depende, mas
intervir directamente de forma mais ou menos organizada não. Não existe
tradição, não existe cultura virada para isso e não sei se será bem ou mal tendo
em conta a quantidade de vezes ao longo da história (mesmo da portuguesa) que o
povo serviu como posteriormente dispensável carne para canhão, como se usa
dizer.
Não gostaria de ir tão longe na expressão, mas a situação mudou, de facto, ou
seja, os nossos governantes de hoje têm uma outra postura: alegadamente dialogam
(embora muita gente se queixe que não há diálogo), não prendem gente por razões
políticas ou de opinião: também era melhor que o fizessem, quer dizer, isto é
uma expressão, porque não há razão nenhuma para prender ninguém.
Ninguém quer deitar abaixo este regime em que vivemos, antes pelo contrário a
larga maioria das pessoas está tão satisfeita com ele que nas próximas eleições
vai escolher ordeiramente e em fila a continuidade do mesmo. Talvez com outras
caras, com outros discos ou com outras faces do mesmo disco (são os chamados
discos polifaciais).
O que mudou? Bem, o que mudou é aquilo que muda sempre em qualquer revolução (ou
golpe de estado neste caso do 25 de Abril): as elites de antes regressam a
penates e entram outras para o seu lugar: as pessoas «inteligentes» dizem que é
preciso restabelecer os equilíbrios e as hierarquias sociais e os sistemas de
autoridade e, nos casos onde houvesse dúvida, bastava seguir o modelo anterior.
Em caso de dúvida segue-se sempre o modelo...
A coisa levou algum tempo até que se acertassem as agulhas que isto de
escalonar, distribuir e fabricar elites leva o seu tempo: vai-se desmembrando o
sistema grupal anterior de forma lenta e progressiva, metem-se uma almofadas
para aparar os potenciais golpes (normalmente as forças armadas parece estarem
historicamente destinadas a exercer essa função quando não borram a opa) e,
passados tempos, estamos mais ou menos no mesmo. A diferença mais substancial é
que eu agora vou publicar isto: antes de 74 não chegaria lá, penso eu e nem sei
também se o ano de 74 chegaria aqui.
Mas tudo isto é interessante porque funciona exemplarmente (não no meu caso
porque pouca gente me vai ler) mas porque, em caso de um dia alguém levantar
dúvidas sobre a democraticidade do sistema alguém se lembrará de apontar: não
pode ser, existe liberdade de expressão, de reunião, de...uma série de coisas
que tranquilizam grandemente os milhões de reformados vivendo com pensões abaixo
do nível de pobreza, os milhares de desempregados que por cá temos (somos um
país pequeno pelo que não podemos ainda ter milhões de desempregados), enfim...
A questão que eu coloco não é saber se existe liberdade após o 25 de Abril,
porque ela existe de facto: é sim saber se ela pode ser exercida. E não me
parece que isso aconteça; eu escrevo, livremente, de facto, e se virmos só essa
perspectiva ou sob esse ponto deveríamos ficar contentes, imensamente contentes.
Mas, por exemplo só e para não estender aqui um lençol de citações, os 200 mil
portugueses que não têm dinheiro para comprar medicamentos indispensáveis são
livres? Exercem a sua liberdade? Os milhares de portugueses que vivem abaixo ou
a rasar o nível «oficial» de pobreza (400,00 € mês ) são livres ?
Para eles, e para muitos mais (nem falemos da desigualdade para o exercício da
política sob risco de termos de lá meter 9/10 da população portuguesa) o 25 de
Abril (salvem-se e respeitem-se as boas intenções) já se foi...estamos próximos
do final do caminho do retorno, estamos próximos do tal puxãozinho a mais ou a
menos na corda esticada da vida.
Proteja os indefesos.
Por Haroldo P. Barboza
Evite acidentes com crianças. Observem pelo menos estas 17 idéias capturadas no provedor Terra em abril/2009.

1- Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e varandas.
2. Não deixe cadeiras, camas e bancos perto de janelas, pois as crianças podem escalar e se debruçar. O mesmo vale para móveis baixos perto de estantes e armários altos.
3. Instale portões de segurança no topo e pé das escadas. Se a escada for aberta, opte por redes ao longo dela.
4. Cuidado com chão liso e tapetes. Não encere o piso e providencie antiderrapantes nos tapetes para evitar escorregões. Na maioria das quedas infantis atendidas nos postos do SUS, as crianças caíram do mesmo nível, ou seja, as quedas foram causadas por tropeções, pisadas em falso ou desequilíbrios.
5. Oriente seu filho a brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são espaços de lazer.
6. Crianças com menos de 6 anos não devem dormir em beliches. Se não houver outro local, instale grades de proteção nas laterais.
7. O uso de andadores não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pois pode comprometer o desenvolvimento e causar sérias quedas.
8.Quando for trocar fralda, mantenha sempre uma mão segurando o bebê. Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, cama e outros móveis, mesmo que seja por um instante.
9. Proteja as tomadas com protetores específicos que são baratos e facilmente encontrados no mercado. Além disso, oriente seu filho a não colocar o dedo na tomada, pois ele pode frequentar outros locais que não tenham a proteção. Cuidado: as queimaduras elétricas podem ser graves, expondo a criança ao risco de morte e seqüelas.
10. Não deixe o ferro de passar quente ao alcance da criança, mesmo que esteja desligado.
11. Os cabos das panelas devem ficar virados para dentro do fogão.
12. Use protetores nas portas para evitar que a criança prenda a mão ou dedos.
13. Para uma criança se afogar, bastam 5 cm de profundidade. Cuidado, portanto, com água em baldes e tanques, além de vasos sanitários e piscinas sem proteção adequada.
14. Teste a temperatura de alimentos líquidos e sólidos antes de oferecer à criança.
15. Antes do banho, teste a temperatura da água da banheira com a parte interna do cotovelo.
16. Nunca deixe remédios ao alcance das crianças, nem faça associação de medicamentos com balas e doces.
17. Não coloque produtos de limpeza em embalagens de alimentos e refrigerantes. A criança pode confundir e ingerir. Evite também deixá-los na parte de baixo de pias e armários.
Eu acrescentei mais alguns por experiência própria observando fatos com o filho
e sobrinhos.
18 – Não permita que criança abaixo de 5 anos escale árvores.
19 – Não deixe criança abaixo de 10 anos ir à rua sozinha. Ela ainda não tem
noção de profundidade e distância para atravessar a rua. Sempre acha que
correndo dá tempo e não percebe o risco de tropeçar.
20 – Evite mesas retangulares na casa pois na hora da queda a quina do móvel
pode machucar seriamente.
21 – Observar brinquedos de plásticos facilmente quebráveis ou desmontáveis que
podem produzir objetos pontiagudos ou a serem engolidos.
22 – Não tente ensinar crianças a cortar carne com faca antes dos 8 anos. O
garfo pode escorregar no prato e a faca se move rumo ao rosto da vítima.
23 – Se existe na casa um animal por menor que seja, não o deixe próximo às
crianças menores de 5 anos, pois as unhas dos animais podem atingir os olhos.
24 – Não transporte crianças no colo no banco da frente do carro.
25 – Não deixe bebida alcoólica ao alcance das crianças.
26 – Se na casa existe alguém com o vício do fumo, vá se suicidar na varanda, no
play, na garage para não contaminar os pulmões das crianças!
27 – Não as acostume a assistir tv depois das 22 horas. O padrão de qualidade
moral nem sempre é desejável.
28 – Evite criança estudando na mesa da cozinha. Quando você for atender ao
telefone ela vai mexer no fogão, facas, detergentes e assemelhados.
Seja um recenseador.
Por
Haroldo P. Barboza
Tomando como centro de um círculo minha residência, num raio aproximado de 5 km,
no final de março efetuei uma pesquisa em 12 escolas (municipais e estaduais)
dentro deste perímetro.
Não fiz uso de «falsidade ideológica». Apresentei-me como um cidadão preocupado com o tipo de educação que meu neto (que está para chegar) poderá ter dentro de 5 ou 6 anos. Disse aos entrevistados que não representava nenhum órgão oficial nem era patrocinado por nenhuma ONG.
Apenas expliquei que exibiria o resultado em 4 sites de credibilidade e por isto nem desejava saber o nome de cada pessoa abordada. Das quase oitenta pessoas consultadas, consegui respostas com: 5 professores, 11 funcionários e 18 parentes das crianças entre 5 e 10 anos.
Não as entrevistei porque imagino que a maior preocupação delas no momento é com o aumento do tempo de recreio, maior quantidade de lanches e provas com perguntas mais fáceis.
Pedi que me concedessem apenas um minuto e atribuíssem notas de 1 a 10 (1 = péssimo – 10 = excelente) às questões que exibo a abaixo já tabulada a média de cada item.
A – aspecto físico do prédio (pintura, janelas, mofo nos tetos, lâmpadas adequadas, limpeza dos banheiros, móveis em condições de uso, ventilação, outros). Média = 4,2 (maior nota = 6).
B – carga horária anual (quantidade de horas por dia e meses que as crianças passam na escola). Média = 6,8 (maior nota = 9).
C – adequação do currículo escolar (matérias úteis, formato de ensino definido pela direção da escola, integração com a família para complementar o ensinado, forma de avaliação dos alunos, apoio complementar aos mais fracos, outros). Média = 4,4 (maior nota = 7).
D – aspectos estruturais (dificuldade de matrículas, distâncias da escola da moradia do aluno, falta de professores, motivação dos mestres, atendimento das secretarias locais, outros). Média = 6,2 (maior nota = 8).
Confesso que imaginei médias piores.
Mas pensei: esta pesquisa foi feita nas áreas de Vila Isabel, Grajaú e Tijuca. Como será o cenário depois do Méier, Madureira, Bonsucesso, Bangu e localidades onde a imprensa não costuma aparecer? Espero que um voluntário da localidade fique curioso por efetuar tal pesquisa.
Dois professores municipais me confidenciaram que o atual Prefeito decretou que no almoço dos alunos não consta mais carne (peixes, aves e ruminantes).
As refeições dos Mestres também foram cortadas. Assim como o vale cultura, que lhes permitia 50% de abatimento em cinemas, teatros e compras de livros. Fora a exígua cota de 800 folhas de xérox por mês (quando as máquinas estão funcionando) para confecção de trabalhos diários.
Para nós que compramos resmas de forma avulsa, cada folha custa R$ 0,06. Para quem adquire milhares de pacotes, não deve passar de R$ 0,04 (tirando o superfaturamento, é claro).
E quanto aos salários miseráveis, nem vou citar, por já ter abordado o tema em dezenas de outras oportunidades.
A educação no Brasil está mais sucateada que a malha ferroviária (ambas propositalmente). Falta de educadores, professores mal pagos, prédios abandonados, falta de material básico, carga horária mal elaborada, matérias mal aplicadas, política de exame e aprovação em desacordo com o bom senso.
Concordo com meus pares que afirmam que este caos só terminará quando uma Lei estabelecer que filhos e netos de parlamentares sejam obrigados a estudar em tais escolas durante o período em que os eleitos se abriguem na câmara para a qual concorreram.
Continuação da Crónica de Arlete Piedade - Compartilhar recursos - (Ver Início)
Qual a finalidade de todas essas coisas que os nossos antepassados foram
aprendendo em milhares de anos de evolução?
Pois a finalidade era sempre a sobrevivência, primeiro de si próprio, depois da
sua família, depois da sua comunidade ou grupo. Mas como o homem é ambicioso,
não lhe chegava sobreviver, tinha que ter conforto, e como é competitivo, tinha
também que ser melhor que o seu vizinho, o que geralmente significava obter
melhores resultados na luta comum que todos travavam para obterem mais conforto.
E foi assim que os homens deixaram de se contentar em ter apenas uma mulher, uma
casa, uma roupa para se protegerem do frio e alimentos para cada dia da sua
vida.
Passaram a lutar para terem haréns com várias mulheres para satisfazerem a sua
luxúria e deixarem centenas de descendentes, terem vários palácios cheios de
obras de arte, para serem famosos e o seu nome ficar na história, terem enormes
rebanhos de animais para se alimentarem e aos seus descendentes e como sozinhos
não conseguiam gerir todos esses bens e pessoas, passaram a escravizar os outros
indivíduos mais fracos, para os servirem.
Mas como os recursos dos locais onde viviam deixaram de ser suficientes para lhe
alimentaram a sua colossal ambição e queriam ser mais poderosos que os seus
vizinhos, resolveram atacar com os seus descendentes e servos, os outros homens
que tinham acumulado mais bens e poder que eles próprios e foi assim que
nasceram as guerras.
Ao longo dos séculos, diversos homens mais esclarecidos e justos ouvindo o
clamor de revolta dos explorados e escravizados e das mulheres subjugadas, foram
propondo aos reis e governantes, a formulação de códigos de conduta e leis para
todos cumprirem e viveram com mais dignidade e felicidade.
Foi assim que tiveram origens as leis e foram sendo estabelecidos os direitos de
todos os humanos, direitos esses que eram inerentes á própria espécie, mas que
lhe foram sendo retirados pela força bruta ao longo dos séculos.
Temos como exemplo dessas leis, o Código de Hamurabi, que foi um rei da
Mesopotâmia que viveu quase há quatro mil anos, sendo este código geralmente
considerado como a mais antiga lei conhecida e a base de muitas das leis que
ainda hoje se aplicam nos nossos países. No entanto, a lei não era igual para
todos, já que se distinguiam os escravos dos homens livres e também eram
considerados os subalternos como outra classe social.
Foi com o cristianismo que Jesus Cristo pregou que todos os homens nasciam
livres, mas foram precisos mais de vinte séculos para que a escravatura fosse
abolida, o que hoje em dia não se conseguiu totalmente, pois ainda há notícias
de escravatura vigente em alguns países, embora em forma dissimulada.
Ao longo da história do cristianismo e em seu nome muitas injustiças foram
cometidas de povos contra povos, muitas guerras foram travadas e direitos de
povos indígenas ignorados, não por culpa de Jesus Cristo, mas por culpa mais uma
vez da ambição e da inveja dos humanos enquanto espécie.
Até que com a Renascença, os povos do ocidente redescobriram as culturas
antigas, grega e romana e foram saindo do obscurantismo em que haviam mergulhado
por conta dos dogmas da religião. Com esse renascimento, ideias antigas voltaram
a ser redescobertas e essa corrente de pensamento e opinião acabou por ter a sua
maior expressão na Revolução Francesa e nas suas ideias de Liberdade, Igualdade
e Fraternidade.
Mas também dessa vez, houve que impor ao mundo as novas ideias através da guerra
entre povos que deviam ser irmãos. Até em pleno século XX, mais uma vez duas
guerras fratricidas, opuseram povos europeus, em nome da pureza da raça, e foram
destruídos e esmagadas raças como os judeus que foram exterminados, presos,
queimados, mortos com gás, em acções que não têm adjectivos possíveis.
Foi com o fim da Segunda Guerra Mundial, e a vitória dos Aliados, que foram
criadas as Nações Unidas e foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos
Humanos a 10 de Dezembro de 1948, em Paris. Estava assim criado um instrumento
de trabalho e de opinião para ser seguido e defendida a sua aplicação em todo o
mundo a partir dessa data histórica.
No entanto muitas violações dessa declaração continuam a ser verificadas em todo
o mundo, guerras continuam a ser travadas em nome de ambições desmedidas,
continua a destruição acelerada do meio ambiente em nome do bem-estar,
esquecendo as gerações futuras e como sair desta espiral que se perpetua?
Só mudando o coração do homem, e mais que procurar novas tecnologias e avanços
científicos, devia-se educar mas a partir de cima, começando pelos dirigentes
mundiais, pois que esses é que detêm o poder de mudar o mundo e as leis.
É certo que são eleitos pelo povo, mas através de que manipulações? Resta-nos
agora a esperança na mudança anunciada pelo presidente eleito da maior potência
mundial, Barack Obama e um claro sinal de que afinal nada está perdido é a
vitória desse homem, fruto de antepassados discriminados e povos indígenas, mas
a empresa que ele tem para levar a cabo é colossal. Será que é capaz, ou que as
forças negativas que se adivinham opositoras, o irão deixar seguir em frente?
É que se ele não conseguir, será que o nosso planeta vai continuar a resistir a
tantas agressões? É esta a questão, pois que os direitos a defender, estendem-se
também ao nosso planeta e ás espécies que os habitam, além da humana, que não
pode considerar-se dona de tudo sem distinção. Passa pois pelo delicado
equilíbrio entre todos estes factores, a sobrevivência do planeta azul e dos
seus habitantes nas suas variadas formas.
Será utopia? Faço votos que não e escrevi um modesto e insuficiente poema para
tentar descrever como sonho o mundo do futuro em que os recursos existentes,
seriam partilhados entre todos para satisfação das necessidades básicas e acima
desse patamar, os mais capazes iriam sobressaindo e distinguindo-se entre
irmãos, para ocuparem os lugares de dirigentes e líderes.
É assim:
Futuro sonhado
Hoje sonhei com um mundo do futuro,
onde se vivesse com fraternidade,
os seres humanos de coração puro,
esquecidos das guerras e sem maldade!
Todos viviam numa casa modesta,
tranquilos calmos e com serenidade,
tinham dias de trabalho e também festa,
bons alimentos, risos, felicidade…
seus filhos brincavam livres e confiantes,
com os animais e as flores nas florestas
e eram ensinados com carinho e atenção!
Os velhos ensinavam aos estudantes,
a crescerem e limarem as arestas,
para serem indivíduos de excepção!
Arlete Piedade