EDIÇAO NºXVII , I1º NUMERO DE ABRIL DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade
A COLUNA DE Jorge M. Pinto
CASOS AO ACASO
Nota introdutória elucidativa:
(Essencial à compreensão de quanto se relata...). (Ver esta nota no
seguinte endereço:
Arquivo
IV. )
SOLIDARIEDADE !!!!
De outra feita, este único Dr. A.V. convidado que fora para uma
cerimônia em que se exigiam vestidos longos para as senhoras e smoking (black-taill)
para homens, aprontou-se e desceu à rua para (já no carro -o zebra-)
esperar a esposa que ultimava a maquilagem.
Quando esta chegou, notou o Dr. que o seu vestido era daqueles, sem
costas.
Imediatamente se apeia e diz ter de voltar a casa por qualquer coisa de
que se havia esquecido (o isqueiro, admitamos ).
De regresso, vem de smoking sim, mas... . em cuecas, apenas.
Surpresa e admirada, Madamme pergunta-lhe se é realmente assim que ele
pretende ir à festa, ao que o Dr. com simplicidade responde:
- Limito-me a ser solidário consigo e a acompanha-la no traje! Além,
claro, de desta forma prevenir qualquer possÃvel futuro comentário sobre
a ausência de parte do seu vestido....
É evidente que a senhora foi imediatamente trocar de roupa e ele, claro,
voltar a vestir as calças,
MUSICA & BEBIDA
- Uma moça (M.A.M.S.) que tinha tanto de bonita quanto de
subdesenvolvida intelectualmente, ao querer dar aos seus interlocutores
a idéia de que em determinada festa a que assistira, um rapaz se
embebedara com Cup, afirmou:
Imaginem que F........ tomou tanto pick-up tanto pick-up que, coitado,
acabou por se embebedar....
Logo comenta um dos presentes:
-O que me admira não é a bebedeira do moço mas o facto de ele não ter
ferido a garganta e de não ter ficado, monótono, a entoar sempre o mesmo
compasso de uma só e a mesma melodia !!!
UBIQUO ?
Corria o ano de 1949/1950, e em Lisboa, meus Pais acabavam de alugar
para a famÃlia, uma casa que tinha na porta de entrada uma novidade
consubstanciada no tal de olho mágico (hoje o vulgarÃssimo instrumento
que permite aos moradores observar quem bate, sem revelar a sua presença
nem dar ao visitante a entender que está a ser observado).
Novidade, à época, como disse, apreciávamos o instrumento na companhia
de um espirituoso colega (J.M.B.A.) que nos acompanhava – a mim e a meu
irmão- .
À vez, primeiro meu irmão, depois eu próprio, pelo lado de dentro
observávamos o J.M. que fazia de visita a ser identificada.
- Vê-se perfeitamente quem bate, e notam-se-lhe perfeitamente as feições
-comenta meu irmão-;
Quando a mim calhou a função de espreitador comentei:
- É . Vê-se com clareza que é o Zé Manel .
Para o posto de observação passa o J.M. que antes mesmo de eu ou meu
irmão termos tido tempo para nos colocarmos do lado de fora e tomar o
lugar de visita, o espirituoso Zé Manel já olhando pela pequena lente,
comenta:
- Têm razão !. Sem qualquer espécie de dúvida, vê-se com clareza que sou
eu mesmo !!!!
GENTE CONHECIDA
Gastão
Cruz
Nasceu em Faro, em 20 de Julho de 1941. Licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1961 estreou-se como poeta, no âmbito da publicação colectiva Poesia 61. Tem desenvolvido actividade crÃtica e ensaÃstica, estando o seu trabalho nessa área reunido, em parte, no livro A Poesia Portuguesa Hoje (1973; 2a.edição, revista e aumentada, 1999). A partir de 1975 realizou igualmente uma ação regular no campo teatral, quer como crÃtico de teatro, quer como encenador, tendo sido um dos fundadores do Grupo Teatro Hoje/Teatro da Graça (1975-1994), que dirigiu e co-dirigiu e com o qual encenou as peças Os Amantes Pueris de Crommelynck, O EquÃvoco de Camus, O Pelicano de Strindberg, A Gaivota de Tchekov, assim como uma adaptação sua do romance Uma Abelha na Chuva de Carlos de Oliveira. Traduziu poetas como Blake, Cocteau, Jude Stéfan e Sandro Penna, assim como peças de Shakespeare (O Conto de Inverno) e Strindberg (O Pelicano). Entre 1980 e 1986, viveu em Londres, onde foi leitor de português na respectiva Universidade (King’s College), tendo-se encarregado de cursos de lÃngua e literatura portuguesas. É um dos directores da Fundação LuÃs Miguel Nava e da revista de poesia Relâmpago, publicada pela mesma instituição. Dos seus livros, destacam-se tÃtulos como Outro Nome (1965), As Aves (1969), (1972), Teoria da FalaÓrgão de Luzes (1981), O Pianista (l984), As Leis do Caos (1990), As Pedras Negras (1995). Em 1999, reuniu toda a sua obra poética no volume Poemas Reunidos (Publicações Dom Quixote). Em 2000, 2002, 2004 e 2006, respectivamente, publicou os livros de poemas Crateras, Rua de Portugal, Repercussão e A Moeda do Tempo, todos na editora AssÃrio & Alvim. Em 2004, organizou a antologia Quinze Poetas Portugueses do Século XX e o audiolivro Ao Longe os Barcos de Flores – Poesia Portuguesa do Século XX, ambos publicados pela editora AssÃrio & Alvim.
Maria
Teresa Horta
Nasceu em Lisboa, onde frequentou a Faculdade de Letras. Jornalista e
crÃtica literária, foi a primeira mulher a exercer funções dirigentes no
cineclubismo em Portugal. É conhecida como uma das mais significativas
feministas portuguesas.
Estreou-se na poesia em 1960 com Espelho Inicial, tendo participado no
ano seguinte no volume Poesia 61, com Tatuagem. Ao longo da década de 60
publica, entre outros, Verão Coincidente, Candelabro e Cronista não é
Recado. Em 1971, Minha Senhora de Mim, apreendito pela polÃcia polÃtica
da ditadura, em 1975 Educação Sentimenta e em 1977, Mulheres de Abril.
Nos Anos 80, Rosa Sangrenta e Os Anjos. Destino e Só de Amor saem em 90.
Em 2006 publica Inquietude e, em França, a edição bilingue, Les
Sorcières – Feiticeiras. No Brasil saem em 2007 a Antologia Pessoal + 22
Poemas Inéditos (7letras) e Palavras Secretas
No romance surge com Ambas as Mãos Sobre o Corpo em 1970, e no ano
seguinte, conjuntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa,
publica Novas Cartas Portuguesas, obra que valeu às autoras um processo
judicial (antologia da Escrituras) “por ofensa à moral pública� e está
editado em numerosos paÃses. No romance destacam-se ainda Ema e A Paixão
Sobre Constança H.
Em 207, foi convidada a abrir o XXI Encontro de Professores Brasileiros
de Literatura Portuguesa (3 Setembro. Universidade de São Paulo) e para
apresentar uma comunicação sobre a sua obra no Real Gabinete de Leitura,
do Rio de Janeiro (10 de Setembro). Já em 2008 foi-lhe atribuido o
Prémio Paridade-Mulheres e Homens na Comunicação Social, pelo seu ensaio
A Palavra das Mulheres: Uma Escrita do Corpo.