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EDIÇAO NºXVII , I1º NUMERO  DE MARÇO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade

 V Encontro Empresarial de Negócios da Língua Portuguesa

O V Encontro Empresarial de Negócios da Língua Portuguesa, que é uma iniciativa do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio, da Câmara Brasil Portugal no Ceará, Governo do Estado do Ceará e do Conselho Empresarial da CPLP, será realizado no Estado do Ceará nos dias 28 e 29 de Setembro e irá reunir cerca de 1.000 empresários e representantes das comunidades dos oito países de língua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) e de câmaras portuguesas do comércio lusófonas ao redor do mundo.

Segundo Rômulo Soares, advogado e presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas no Brasil, que congrega as onze câmaras de Comércio Luso-brasileiras, a decisão por fazer esse evento extrapolando as fronteiras do Brasil e de Portugal que foi uma marca dos eventos anteriores, é uma resposta inequívoca a um movimento que várias empresas desses países estão a fazer no mesmo universo linguístico e de proximidade geográfica.

Para o presidente da Câmara Brasil Portugal no Ceará e empresário do sector eólico, Armando Ferreira, exemplos notórios do movimento de investimentos são, por um lado, o investimento português no Ceará, que já soma mais de 450 empresas constituídas nos últimos dez anos, e os fluxos de comércio e investimento cearense em Cabo Verde. «No contexto dos grandes grupos económicos são visíveis os movimentos de empresas brasileiras e portuguesas para Angola e Moçambique, frequentemente citados nos jornais portugueses e brasileiros», comenta Ferreira.

A escolha do estado do Ceará para sediar o V Encontro Empresarial de Negócios na Língua Portuguesa, é fruto das sinergias que o Estado vem desenvolvendo no âmbito lusófono, tendo reunido em Junho de 2003 o II Fórum Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o Fórum Brasil - Africa e, recentemente, com a definição do estabelecimento no Ceará de uma Universidade Lusófona, a UNILAB.

Cinco empresas são apontadas como exemplo do movimento de negócios envolvendo os países de língua portuguesa. São elas, a PETROBRAS, o BNDES, a TAAG, o Grupo Riviera e a SOGIM, empresa do Grupo Pereira Coutinho.

Todas essas empresas têm em comum a actuação em vários países lusófonos. A Petrobras, por exemplo, além de estar presente em Portugal e Moçambique, tem investido fortemente em Angola, onde está presente desde 1979 e, actualmente, mantém participação em seis blocos offshore naquele país, e projecta investimentos entre 2009 e 2013, de cerca de US$ 800 milhões.

Outro exemplo do interesse brasileiro na �frica de língua portuguesa, é o BNDES que, desde 2006, tem uma linha de crédito voltada ao financiamento de equipamentos brasileiros para obras de infra-estrutura em Angola. Por sua vez, o Grupo Pereira Coutinho, mantém importantes negócios no Brasil e Moçambique, sendo reconhecida sua actuação no Brasil, por intermédio da Unidas e da SOGIM e em Moçambique, pelos investimentos na produção de bicombustíveis.

Também se destaca a actuação do Riviera Group, empresa de capital português, porém com origens no Brasil, na cidade de Santos, litoral do Estado de São Paulo. Com mais de 30 anos de experiência, o grupo detém posições relevantes em Portugal e no Brasil, actuando nas áreas do imobiliário, turismo e hotelaria, shopping centers, geração e distribuição de energia, mineração e indústria naval.

«Acreditamos que o crescimento dos negócios entre os países de língua portuguesa é uma tendência irreversível e decisiva para a maioria das economias dos oito países que integram esse bloco linguístico», reforça Rômulo Soares. Essa aposta de ampliação dos negócios entre os países de língua portuguesa é visível no sector de transportes aéreos também. Nos últimos anos as companhias áreas dos países de língua portuguesa aumentaram as frequências aéreas ligando os países lusófonos. Além da companhia portuguesa TAP, a TAVC (Cabo Verde) e a TAAG (Angola) fazem voos para o Brasil e outros países da CPLP, tendo a TAAG recentemente anunciado a criação para este mês de Abril de uma nova linha aérea ligando Luanda e São Paulo.

Para o presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, é possível perceber nos jornais diários desses países o aumento de notícias envolvendo negócios de empresas de um país em outros. «Os países da �frica que falam o português são mercados extremamente interessantes para o investimento de médias e grandes empresas, sobretudo porque o potencial de expansão da língua na �frica é extremamente significativo, em especial no hemisfério sul», acrescenta Soares. Segundo as estimativas da ONU, a população dos Países de língua portuguesa naquele continente crescerá, para 58 milhões em 2025 e para 83 milhões em 2050.

Na sua quinta versão, o Encontro Empresarial terá como objectivo desenvolver a temática económica e empresarial no âmbito dos «Negócios na Língua Portuguesa», destacando os sectores do turismo, infra-estrutura, recursos naturais, agro negócio e inovação tecnológica, sobretudo buscando atrair e promover o diálogo entre a classe empresarial e representantes de governos e organizações actuantes nos países e comunidades de língua portuguesa, bem como fomentar o estabelecimento e a ampliação de negócios entre empresas lusófonas.

Com o apoio das instituições empresariais e governamentais dos países de língua portuguesa a organização do evento, a cargo da empresa Dinâmica Eventos – empresa responsável pelos maiores eventos internacionais já realizados no Ceará (Reunião Anual do BID e Encontro Económico Brasil -Alemanha) – espera reunir em 2009 no Centro de Convenções, cerca de 1000 pessoas, provenientes do Brasil e do exterior, em especial dos países e comunidades de língua portuguesa além das câmaras portuguesas em vários países da América do Sul e outros continentes.

O projecto de ambientação do Centro de Convenções do Estado do Ceará, a cargo do arquitecto cearense Luiz Deusdará que tem escritórios em Portugal, Moçambique e Cabo Verde, será um espectáculo à parte tendo como tema chave os Oceanos que são o elemento que unem esses 8 países de língua portuguesa nos quatro continentes.

 

 


    
VER E SENTIR


                  
Cristina Maia Caetano
   (XVII)

Raramente, temos em atenção as palavras que pronunciamos!

Raramente, temos em atenção as frases que construímos, como as pronunciamos e como o fazemos!

Raramente, percebemos como as palavras e frases influenciam o nosso dia-a-dia, a nossa vida e até mesmo a planificação do nosso futuro!

«Eu sou um estúpido», «eu não sei mesmo fazer nada de jeito», e outros «mimos» por aí fora, demarcam como um ser se vê a si próprio. Logo, e nesse caso, a imagem que está a fornecer é de miserabilista! Reparem bem, como na verdade, tudo começa por nós!

Continuando com o teor das frases referidas, reparem como demarcam como um ser se vê a si próprio! Que imagem, que valores, que conselhos, é que poderão fornecer a outros? Positivismo, é que não é certamente!

Em vez disso, continuam a contribuir para o massacrar de imagens e estímulos na roda negativista em que infelizmente este mundo assenta! Mas afinal, o que se ganha com isso? Mais tristeza, mais infelicidade, mais inflexibilidade, mais e mais sofrimento…

Já pensaram, que as palavras e frases são produtos de um cérebro e dos pensamentos que ele fecunda? Então, o que será preciso mudar primeiro?

Certamente, os pensamentos que inquestionavelmente têm intrínseco determinado modo de pensar, sentir e visualizar a vida!

Afinal, as palavras e as frases, são nada mais, nada menos, do que o reforço do que vai na alma de cada um, fruto do pensamento, fruto de dada maneira de estar perante a vida e perante o mundo! Confusos?

Então, imaginem uma «pescadinha com rabo na boca», por outras palavras, em que tudo volta ao princípio, em que tudo nos é retomado. E aí, tudo o que nós pensamos, projecta em voz alta, tal como uma profecia, uma certeza, que nos é devolvida implacavelmente três vezes seguintes!

Assim, se nos considerarmos burros, o que é que a natureza nos pode dar? Unicamente, a certeza de que somos burros! Se ambicionamos muito uma coisa, e nos referimos a ela como «eu quero…», o que a natureza nos vai dar? O que querer, claro…

São indubitáveis e inegáveis as forças da natureza! Mas também é inegável que só a sua força não servirá para atingirmos os nossos objectivos! É pois também necessário a nossa força!

E só aí, será poderosa, muito poderosa e invencível! Para isso, não é preciso tanto assim, … mas tenham a certeza que começa em cada um de nós, de vós, deles, … comecem pois por ter pensamentos positivos acerca de vós mesmos, de já ter… em vez de querer, e passem como por magia, a terem o processo da vossa vida, nas vossas próprias mãos…

Mas atenção, que a natureza também gosta de testar a paciência e a crença de cada um! E isso pode levar anos, dias, horas, quem sabe? Afinal, lembram-se que Buda não esteve só uma hora sentado ao pé da famosa laranjeira!... E ele atingiu a sapiência! Então, pensem nele, e porque não ser um pouco como ele, quer na crença, quer na perseverança?

Lembrem-se pois, de pensarem carinhosamente no assunto e com a certeza que o melhor, é mesmo não se fazerem julgamentos...