EDIÇAO NºXIX , Iº NUMERO DE MAIO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina de Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Liliana Josué
Continuação da Coluna Um (Ver inÃcio)
Mas, se virmos o que se idealizou temos de seguir o processo desde o zero quase
absoluto dos tempos de inÃcio e contabilizar os valores que neste momento estão
direccionados para aquilo que foi mera ideia (porque não era praticada) e que
pelos vistos era possÃvel, tanto que está em andamento.
PodÃamos ter feito melhor? Dependendo de nós, da vontade de cada um, certamente
que sim, mas com que custos? Ou seja, fazer melhor ou dar tudo agora para termos
depois de abandonar a corrida exaustos a cinquenta metros da meta? Insistir em
direccionamentos de vontades, tornarmo-nos absurdos e exigentes, instalar uma
«ditadura» que não tenha em consideração as possibilidades de cada um para
acabarmos sozinhos como tanto se vê por a�
Não (!): o que se trata aqui é que entre o primeiro número (experimental) do
jornal e este que estamos a preencher hoje subimos milhares por cento em número
de colaboradores e de colaborações: ganhámos, ou pelo menos os feedbacks que nos
chegam apontam nesse sentido, não aquele respeito reverencial que nunca ninguém
procurou mas a suficiente convicção da credibilidade que almejámos.
Temos muito caminho a percorrer, existem ainda muitas curvas a dar nesta pista,
tacteamos apenas à superfÃcie aquilo que se pretendia: sermos um veÃculo de
trocas entre diferentes formas de ver a cultura e o saber em geral, mesmo o
técnico, neste super-diversificado mundo a que alguém com certa falta de vista
chamou de mundo CPLP. Ora não há um mundo CPLP, há vários mundos...
Se a lÃngua portuguesa serve de veÃculo de troca de informações ela não é mais
que isso: um meio unificador, com bases ancestrais, sim senhor, mas que nem eu
nem ninguém deve desdenhar poder ter apenas isso como actividade principal.
Porque, fundamentalmente os problemas nesta que se chama de comunidade não são
diferentes em Portugal, no Brasil, em Moçambique ou mesmo na Argentina ou em
França. Podem estar desfasados em termos de tempo, pode acontecer hoje aqui
aquilo que já aconteceu noutro lado e vice-versa, mas no fundo, tratando-se de
pessoas, os problemas são os mesmos, mais tarde num lado ou mais cedo noutro.
E essa convicção alicerça-se pela leitura simples dos jornais que fazemos e
daqueles que não fazemos e consultamos. Por isso, e sem pretender fazer de
bonzinho tentando fazer ofuscar o mundo que se vai desmoronando todos os dias um
bocadinho, este projecto está bem de saúde sim senhor. Podia estar melhor, pois
podia...e vai estar!
Proteja os indefesos.
Por Haroldo P. Barboza
Evite acidentes com crianças. Observem pelo menos estas 17 idéias capturadas no provedor Terra em abril/2009.

1- Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e varandas.
2. Não deixe cadeiras, camas e bancos perto de janelas, pois as crianças podem escalar e se debruçar. O mesmo vale para móveis baixos perto de estantes e armários altos.
3. Instale portões de segurança no topo e pé das escadas. Se a escada for aberta, opte por redes ao longo dela.
4. Cuidado com chão liso e tapetes. Não encere o piso e providencie antiderrapantes nos tapetes para evitar escorregões. Na maioria das quedas infantis atendidas nos postos do SUS, as crianças caÃram do mesmo nÃvel, ou seja, as quedas foram causadas por tropeções, pisadas em falso ou desequilÃbrios.
5. Oriente seu filho a brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são espaços de lazer.
6. Crianças com menos de 6 anos não devem dormir em beliches. Se não houver outro local, instale grades de proteção nas laterais.
7. O uso de andadores não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pois pode comprometer o desenvolvimento e causar sérias quedas.
8.Quando for trocar fralda, mantenha sempre uma mão segurando o bebê. Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, cama e outros móveis, mesmo que seja por um instante.
9. Proteja as tomadas com protetores especÃficos que são baratos e facilmente encontrados no mercado. Além disso, oriente seu filho a não colocar o dedo na tomada, pois ele pode frequentar outros locais que não tenham a proteção. Cuidado: as queimaduras elétricas podem ser graves, expondo a criança ao risco de morte e seqüelas.
10. Não deixe o ferro de passar quente ao alcance da criança, mesmo que esteja desligado.
11. Os cabos das panelas devem ficar virados para dentro do fogão.
12. Use protetores nas portas para evitar que a criança prenda a mão ou dedos.
13. Para uma criança se afogar, bastam 5 cm de profundidade. Cuidado, portanto, com água em baldes e tanques, além de vasos sanitários e piscinas sem proteção adequada.
14. Teste a temperatura de alimentos lÃquidos e sólidos antes de oferecer à criança.
15. Antes do banho, teste a temperatura da água da banheira com a parte interna do cotovelo.
16. Nunca deixe remédios ao alcance das crianças, nem faça associação de medicamentos com balas e doces.
17. Não coloque produtos de limpeza em embalagens de alimentos e refrigerantes. A criança pode confundir e ingerir. Evite também deixá-los na parte de baixo de pias e armários.
Eu acrescentei mais alguns por experiência própria observando fatos com o filho
e sobrinhos.
18 – Não permita que criança abaixo de 5 anos escale árvores.
19 – Não deixe criança abaixo de 10 anos ir à rua sozinha. Ela ainda não tem
noção de profundidade e distância para atravessar a rua. Sempre acha que
correndo dá tempo e não percebe o risco de tropeçar.
20 – Evite mesas retangulares na casa pois na hora da queda a quina do móvel
pode machucar seriamente.
21 – Observar brinquedos de plásticos facilmente quebráveis ou desmontáveis que
podem produzir objetos pontiagudos ou a serem engolidos.
22 – Não tente ensinar crianças a cortar carne com faca antes dos 8 anos. O
garfo pode escorregar no prato e a faca se move rumo ao rosto da vÃtima.
23 – Se existe na casa um animal por menor que seja, não o deixe próximo à s
crianças menores de 5 anos, pois as unhas dos animais podem atingir os olhos.
24 – Não transporte crianças no colo no banco da frente do carro.
25 – Não deixe bebida alcoólica ao alcance das crianças.
26 – Se na casa existe alguém com o vÃcio do fumo, vá se suicidar na varanda, no
play, na garage para não contaminar os pulmões das crianças!
27 – Não as acostume a assistir tv depois das 22 horas. O padrão de qualidade
moral nem sempre é desejável.
28 – Evite criança estudando na mesa da cozinha. Quando você for atender ao
telefone ela vai mexer no fogão, facas, detergentes e assemelhados.
Navios que voam.
Haroldo P. Barboza
A presença de milhares de pessoas nos enterros de João Henrique (RJ-2007) e Eloá
(SP-2008) revela a total indignação do povo já saturado pela extrema violência
urbana com requintes de maldade.
No entanto, esta indignação é passageira. Dentro de uma semana cai no
esquecimento, e infelizmente perdemos a oportunidade de acender o estopim para
criar uma pressão constante sobre as autoridades no sentido de efetuar uma
reforma adequada neste setor vital de nossa sociedade que no momento encontra-se
anestesiada pela mÃdia domesticada.
Quem consegue produzir plenamente sob constante risco de vida e envolvido pela
angústia de não ter certeza de rever algum familiar à noite?
A Rua Alzira (RJ) reúne entre 30.000 e 50.000 pedestres nas festas carnavalescas
e das copas do mundo de futebol. Escrevi para o site deles em 2006 sugerindo que
convocassem 2.000 pessoas por trimestre (convidando uma autoridade) para
equacionar problemas sociais do perÃmetro (Tijuca). Se criassem este hábito,
contaminariam outros bairros no mesmo objetivo.
Recebi a resposta que estudariam a idéia. Uma resposta lacônica, similar àquelas
que nossos representantes públicos nos devolvem quando não possuem argumentos
sólidos para debater com seus eleitores.
Como nada aconteceu até hoje, imagino que já estejam envolvidos com o próximo
Carnaval. E quem sabe com a copa de 2014. A de 2010 já deve estar planificada há
vários meses. Com ou sem brigas entre torcidas adversárias, que agora passou a
ser evento agendado pela internet com exibições até no youtube!

Violência globalizada e informatizada!
Enquanto isto, os «patetas lamentares» (nós) assistem a sucessão de escândalos de desvio de verbas públicas que a cada 3 meses mudam de rótulo mas mantém os mesmos personagens.
As maracutaias mais recentes foram: mensalão, cartões corporativos (usados até
para comprar bolinhos em barracas de baianas), verbas indenizatórias e uso de
passagens aéreas para deleite dos familiares dos agraciados, que acumulam
milhagens (ou pilhagens?) junto às companhias aéreas.
Enquanto isto, o povo fica a ver navios (que voam).
Dia do trabalha ... dor
Por
Haroldo P. Barboza
Em épocas mais amenas, o primeiro dia de maio era aguardado com expectativa
satisfatória pelos trabalhadores em geral. Este sim, um feriado merecido para
aqueles que alavancam o crescimento do paÃs, ao contrário de outros criados para
reduzir o avanço da cadeia produtiva e emendar o final de semana.
Neste dia especial, passeando com a famÃlia na orla da praia, lanchando nos
parques, visitando o zoológico, almoçando com a doce sogra ou mesmo fazendo uma
reforma do telhado, o trabalhador sério aguardava curioso o anúncio do aumento
do salário - mÃnimo.
Esta ocorrência não chegava a ser adequadamente justa, mas de alguma forma
permitia que famÃlias menos capacitadas profissionalmente afrouxassem o cinto
por uns 6 ou 8 meses. Sempre houve interesse das elites em não dar muito
oxigênio aos menos afortunados, pois desta forma conseguem mão de obra a baixo
custo para os serviços de menor reputação (mas essenciais a todos nós – imaginem
as latrinas sem lavar por uma semana) em seus palacetes e fazendas.
Com o advento eufórico da implantação computadorizada desordenada e desplanejada
das indústrias, dos escritórios e dos serviços, grandes grupos de funcionários
diversos foram marginalizados sem o preparo paulatino (foram largados à sorte)
adequado para empreenderem nova luta em busca de outras atividades rendosas.
Pois elas existem.
As invasões de chips que dão maior rapidez e segurança às atividades pesadas,
certamente eliminaram muitos postos de trabalho. Por outro lado, novas
atividades se fizeram necessárias. Os chips precisam ser monitorados, pois a
falta de energia ou o aquecimento mais acentuado podem lhes causar danos nos
circuitos lógicos.
As partes mecânicas não dispensaram os lubrificadores e equipes de manutenções periódicas. Alguém precisa reciclar as toneladas de plástico descartadas, bem como as baterias de celulares e outros artefatos que não são reaproveitados sem tratamento adequado.
Ferrovias precisam ser recuperadas mesmo contra o desejo das montadoras
estrangeiras. Casas precisam ser construÃdas (uma forma de eliminar algumas
favelas e humanizar outras). Rios precisam ser dragados e tornados navegáveis.
Se colocarmos robots para podar árvores, eles podem cortar os fios telefônicos e
acabar «paralisados». Seria hilariante.
Os elementos munidos de alta habilidade (manual e/ou mental) podem fazer uso
desta caracterÃstica (alguns chamam de «jeitinho») para manterem alguns
equipamentos funcionando por mais algum tempo. O cuidado com o meio ambiente (e
o ambiente inteiro) tornou-se vital para que não nos suicidemos coletivamente
com velocidade.
E mesmo com toda esta evolução cibernética, as fontes precisam ser realimentadas,
pois florestas e outros componentes da natureza não são eternos. Os computadores
chegaram aos campos para tornarem-se aliados dos agricultores, camponeses e
vaqueiros. Mas sem os pássaros não conseguem transportar o pólen pelos campos
verdejantes.
Com o advento da filosofia do descartável e uso de novas fontes de energia, em
função da demanda populacional crescente, sem dúvida atividades antigas
necessitam de novas vagas: lixeiros, policiais, enfermeiros, bombeiros, técnicos
de trânsito urbano, tratadores de peixes, guias turÃsticos, catadores de lixo
selecionado, capatazes, monitores de shoppings, fiscais, auditores, fiscal de
polÃticos, etc.
Então, como pode estar faltando emprego? Em nossa visão pelos seguintes aspectos
básicos relegados ao terceiro plano:
1) A ânsia desenfreada dos aplicadores em recuperar em 1 ano o investimento
realizado. Antigamente o prazo girava em torno de 5 anos. Mas agora preocupam-se
em privilegiar o capital em detrimento das virtudes humanas, que bem
desenvolvidas podem produzir novos ganhos num eterno ciclo lucrativo, nos dando
tempo de viver.
2) A complacência dos administradores públicos incapazes que se deixam conduzir
pela vaidade de se eternizarem nos postos de comando através de placas nas obras
de superfÃcie e pela ganância em obterem «comissões» pela atuação conivente em
permitir a queda da qualidade de vida da comunidade que os elegeu. Criam
elevados encargos estúpidos que desestimulam a geração de novos postos de
trabalho.
3) A falta de preparo mÃnimo de cada indivÃduo para perceber novas oportunidades
onde possa desenvolver suas habilidades anteriores com um pequeno aprendizado.
Cada um de nós não luta para se valorizar e se rende às migalhas ofertadas.
4) As faltas de chances a serem oferecidas aos que desembarcam no mercado
selvagem. Um recém formado cheio de tÃtulos e vontade chega ao local da
esperança e encontra uma exigência «burrocrática» que lhe pede «experiência
anterior». Esta contradição pode ser vencida com boa vontade por parte dos que
realmente pretendem ajudar na mudança deste cenário sombrio.
5) A demagogia das igrejas e templos que pregam a multiplicação familiar
desregrada de seus rebanhos ao invés de colaborarem no esclarecimento honesto
das formas de controle da natalidade que permita a criação saudável de seus
filhos de acordo com as perspectivas da renda familiar.
6) A falta de percepção da sociedade como grupo, que está demorando a
compreender que é forte quando unida e voltada para um objetivo comum. Não
possuem metodologia adequada para pressionarem as diversas entidades que surgem
a cada semana e as seculares que se acomodaram sobre seus louros. Os
desencontros de informações e análises precipitadas estão levando o «po(l)vo» a
se suicidar com seus próprios tentáculos.
7) A falta de um projeto educacional para os próximos 30 anos, que deveria ser
administrado por elementos da área educacional e não por polÃticos que a cada
mudança de governantes nas diversas esferas do poder, estancam o andamento da
esteira de formação de uma geração habilitada a elevar a qualidade de vida de um
povo anestesiado e que por isto rotula de «gênio» um infeliz que consegue
pronunciar uma frase com 5 palavras num show de tv dentro de uma casa fechada e
com câmeras até dentro do vaso sanitário.
A junção destes fatores (e outros não ilustrados) fez com que nos últimos 15
anos o dia do Trabalhador deixasse de ser uma data marcante. As propostas de
reajuste (aumento, nem pensar) passaram a ser temas de chacotas em programas
humorÃsticos e gabinetes polÃticos. E os penalizados se limitam a lamuriar nos
muros das lamentações (ou nos balcões dos bares). Os mais desesperados se imolam
com fogo diante do palácio governamental.
Que haja tempo de se mudar o rumo da embarcação que conduz nossa pátria em
direção do iceberg monstruoso da desordem social e que nos jogará dentro de um
buraco negro (tendo em vista que não há luz no fim do túnel desabado).
Que as cabeças iluminadas capazes de elaborar lindas canções, brilhantes versos
e precisos editoriais deixem de ser egoÃstas e estabeleçam pactos que contaminem
maciçamente outras esferas da sociedade para que se unam para editarem um
manifesto nacional exigindo o direito de concedermos aos nossos herdeiros um
futuro palpável e viável para servir de base ao projeto de vida desta nação que
claudica quase sem fôlego e ainda não encontrou o caminho de sua real
independência. Será um exercÃcio pleno de cidadania que certamente marcará nossa
história e dará orgulho a todos nós, participantes desta cruzada.
Podemos aproveitar este dia primeiro de maio para começarmos a rascunhá-lo.
Podemos mudar o roteiro original escrito pelos abutres do planeta, que nos deram
o papel de eterna colônia e que aceitamos passivamente, como se em nossas veias
corressem glóbulos amarelados que não conseguem aquecer nossa indignação a ponto
de reverter o futuro sombrio que estamos preparando para nossos herdeiros.
Continuação da Crónica de Arlete Piedade - Dia do Trabalhador – Como sobreviver
á crise?
(Ver InÃcio)
Há dias um amigo que vive no estrangeiro, fez-me uma pergunta que até hoje me
tem deixado a reflectir para lhe poder responder. O que ele me perguntou foi se
Portugal melhorou ou piorou com a revolução do 25 de Abril e ainda não consegui
chegar a uma conclusão.
Porque o que tenho reflectido leva-me a concluir que as mudanças a que
assistimos em Portugal, não se podem considerar exclusivas do nosso paÃs e que o
processo de globalização afecta a todos os paÃses, com as condições de vida a
degradarem-se a nÃvel acelerado um pouco em todo o mundo.
E não posso deixar de concluir, que os senhores do poder económico são os
grandes culpados, na sua ânsia de lucro sem olhar a nada nem a ninguém, a não
ser acumular fortunas colossais.
No tempo dos meus pais, não havia hipermercados, cada um cultivava as suas
hortas, tinha as suas árvores de fruto, as suas oliveiras para apanhar azeitonas
e mandar fazer o seu azeite, cultivava o seu trigo, mandava fazer a farinha e
cozia os seus pães, criava ao seus animais para consumo próprio, e apenas ia á
mercearia para comprar o açúcar, o bacalhau, as massas, o arroz, o café e pouco
mais.
Comprava os tecidos e mandava fazer a roupa na costureira, ou no alfaiate, ia ao
talho apenas uma vez por outra, e á farmácia era raro, porque as pessoas não
tinham as doenças crónicas que existem hoje em dia e as tornam dependentes da
farmácia.
Agora com os grandes hipermercados, que pertencem a duas ou três famÃlias, todas
as pessoas são dependentes de ter dinheiro para poderem comprar os bens para
alimentar as famÃlias, enquanto têm emprego, porque quando o perdem, todos
passam fome ou têm que ir pedir apoios a instituições. Somos assim todos
dependentes dos donos do capital.
Enquanto que na Europa se têm desperdiçado milhões de toneladas de alimentos –
os chamados excedentes - em resultado de polÃticas de subsÃdios á produção, em
�frica assistimos diariamente á morte pela fome de milhares de pessoas, que
podiam ser alimentadas com esses alimentos.
E todas estas desigualdades são provocadas por quê? Por interesses económicos,
pela ganância de lucros, por polÃticos controladas pelos senhores do capital.
Esta não é mais uma crise. Esta é «A CRISE» ! Aquela que está a provocar a
mudança de mentalidades e paradigmas, a mudança de estilos de vida, a mudança de
polÃticas e maneiras de viver!
Porque se não for isso que acontece, então será mais e mais evidente e
irreversÃvel a degradação completa do planeta e das populações dizimadas pela
fome, pelas epidemias e pelas catástrofes naturais que ano após ano se abatem
sobre várias zonas do globo, provocando tragédias cada vez maiores.
Por isso para enfrentarmos a crise, impõe-se de todos a aceitação da mudança, do
estilo de vida, não direi o regresso ao passado, mas uma mudança em que se
integrem elementos do passado, com o recurso a tecnologias do presente, e que
nos possam assegurar uma sobrevivência com qualidade de vida mas sem consumismos
exagerados e reciclagem de recursos.
Por exemplo, se temos uma peça de roupa que ainda se pode vestir depois de
reparada, ou um par de sapatos que depois de consertados se podem calçar, para
quê deitá-los fora e ir comprar outros? Se temos um quintal onde podemos
cultivar alguns vegetais, para quê ir comprar tudo ao hipermercado? Se podemos
regar as plantas com as águas com que lavamos as hortaliças, para quê deitar
essa água fora e gastar outra preciosa e que custa dinheiro?
São essas pequenas acções diárias, bem como muitas outras que cabe a cada um
achar, que proponho a todos que reflictam e em conjunto nos possam permitir ir
minimizando os efeitos da crise e nos possam servir para nos irmos adaptando aos
tempos que vivemos.
Gostaria que pudessem enviar comentários e sugestões a este artigo, dizendo como
cada um está e enfrentar as dificuldades do presente. Quem sabe essa vossa acção
nos possa ajudar a encontrar mais e melhores ideias para uma vida melhor e mais
equilibrada.
Arlete Piedade